Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015
Os atiradores furtivos das traduções atiram ao português

Atirador especial; atirador furtivo; atirador de escol; atirador de elite; franco-atirador; atirador...


Siga a rafeirização do idioma.



(Imagem do Efeito dos Livros.)



Escrito com Bic Laranja às 16:21
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Grândola vila morena

Vende-se democracia a povos que não distinguem um preso político dum político preso.

 


Distribuição de propaganda, Saldanha, 191...
Joshua Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 00:01
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
CP reforçou comboios para trazer fãs da Violeta



Escrito com Bic Laranja às 23:50
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Av. dos Estados Unidos numa alta manhã antiga

Tirada do lado da pastelaria Luanda.

Av. dos Estados Unidos da América, Lisboa (S.A. Fernandes, 195...)
Av. dos Estados Unidos, Lisboa,  c. 1953.
Salvador de Almeida Fernandes, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 13:07
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Sábado, 24 de Janeiro de 2015
Arquitectura no B.º de S. Miguel

Três choupos num gaveto perdido do B.º de São Miguel. Isto é arquitectura, benévolos leitores!

Rua de António Ferreira; gaveto da de Frei Amador Arraes, Lisboa (A. Serôdio, 1964)

Gaveto da Rua de António Ferreira com a de Frei Amador Arraes, Lisboa, 1964.
Armando Serôdio, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 21:01
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Dia de praça

Dia de praça, Alvalade (J.C. Alvarez, 1949)
Mercado do Levante, B.º de Alvalade, 1949.
J.C. Alvarez, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 11:32
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Sátiros

 Ontem de manhã o pé de microfone da emissora nacional reportava grave e oficialmente de Atenas. Dizia das sondagens darem em primeiro o Siriza, em segundo a Nova Democracia e em terceiros os neonazis, e que isto é que era perigoso.
 
Os neonazis em terceiros eram os perigosos; comunistas em primeiros, nada...

Sátiros (Praxíteles), Museu Arqueológico de Atenas, 2007.
Sátiros (Praxíteles), Museu Arqueológico Nacional de Atenas. (c) 2007.



Escrito com Bic Laranja às 10:45
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015
O que é «o privado»?

 

 Hoje a notícia na emissora nacional.

 Há doentes com sucessivos agendamentos e cancelamentos de cirurgias para que administrações hospitalares não paguem operações no privado (Frederico Moreno, «Hospitais enganam utentes com falsos agendamentos de consultas e cirurgias», R.T.P./Antena 1, 23/I/2015).

 «No privado»?! Agora falamos todos assim, não é verdade?...
 Dantes falava-se a alguém em particular, agora só se faz tal coisa em privado. -- Não que esteja mal, mas, porquê tudo privado?...
 Um paisano, um individuo qualquer, é um particular ou é um privado?
 Dantes telefonavam por engano para minha casa, perguntavam se era do Liceu Felipa e respondíamos: -- Não senhor! É uma casa particular. -- Se isto viesse a dar-se hoje com um jornalista, responderia: -- Não senhor! É uma casa privada. (?!)

 «Privado» é o particípio passado do verbo «privar» que tem o sentido de tirar ou recusar a posse de, o direito a ou, simultaneamente, de conviver intimamente com...
 «Privado» é também adjectivo para dizer o que não é público.
 Adjectivo!

 Vender os bens nacionais a gente que financie a ideologia (ou a falta dela) no poder é moda desde pelo menos 1834... Sabemos que de sempre a jornalistagem abraça de alma e coração as modas e se agacha ao poder, mas, como actualmente não sabe mais de 30 palavras nem conhece a Gramática passou a dizê-lo (ao «privado») como substantivo, designando assim pessoa ou coisa particular. -- É isso aquele «paguem operações no privado.» -- O abuso do «privado» e a supressão do «particular» é mais um desses casos do amaricano a fazer de muleta a papagaios que não lêem, não aprendem, desprezam dicionários, ignoram o Português, e que devêm em parvajolas tão falhos de léxico corrente, trivial e quase infantil como ruir, derruir, desabar, desmoronar; claro que se despencam estrepitosamente do jornalismo, a colapsar, só a colapsar porque é o que lhes ressoa do amaricano.
 Dizer «privado» por «particular» é anglicismo que já enjoa, senhores! Derivar «privatizar» (e porque não «privadizar», ou «privadar»...?) de «privado» é engano; grossa estupidez a cavalo do amaricano «private»; pois se privado deriva já de privar, porquê o rodriguinho dum novo verbo para dizer vender?!

 É toda uma aculturação de quem desce ao seu buraco mcdonaldiano na civilização.

(Revisto. A imagem é dum repórter d' «A Patada» por .)



Escrito com Bic Laranja às 12:43
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015
Escritor

O escritor de livros detrás do subdirector apresentador detrás da infectologia da S.I.C. também diz sekéstro.

Infectologista
(Imagem catada no livro das fuças.)

 



Escrito com Bic Laranja às 12:33
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015
A língua evoluída

 Sabe o que é impatante? E sujacente?
 Trítico?...
 Elítico...?
 Não sabe...

Elítico.JPG


 Bom, não digo que tamanhos disparates me admirem dada a mole de indigentes escolarizados que Portugal tem obrado para pendurar nas estatísticas. Mas não deixa de chocar o rol de bojudas asneiras que a I.L.C. desfia há semanas. Aldrabões e politiqueiros ditaram lei a afinar a ortografia pelos bestuntos mais imbecis, cretinos, ignorantes e iletrados que pode haver (o português modernaço); ora esses, impiedosamente, aplicaram-na. Agora  cubram-nos de diplomas de doutor.
 O recorte do escudo elítico é da página do Governo.



Escrito com Bic Laranja às 17:30
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015
Rifão de dias mais compridos

 Em 20 de Janeiro, vae uma hora por inteiro. Quem no bem souber contar, hora e meia lhe há-de achar.

Saloios numa carroça de hortaliça, Loures (A. Pastor, c. 1950)

Saloios com uma carrada de hortaliças, Loures, 195...
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 12:15
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015
Azores

 O Vasco dos Açores está aborrecido com a debandada dos «camones». É chato. O Vasco e gente como o Vasco, que sem centelha de patriotismo se empenha em vender-nos mediante comissão a quem der mais, já está por tudo; até o exército popular da China lhe servia para cobrir a retirada dos «camones» -- No domingo à noite, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, defendeu a possibilidade de as instalações da Base das Lajes, na ilha Terceira, serem usadas por chineses (Marta Moutinho e Mariana Adam, «Governo afasta China da base das Lajes», Económico, 19/1/2015). -- É curioso este Vasco não ter sugerido para ali os espanhóis; sempre capitalizava  sem mais despesa aquele www.azores que é a marca registada do alcouce em que Portugal, com tratantes mercantilistas como esse Vasco, se tem tornado.



Escrito com Bic Laranja às 19:07
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015
De Brandeburgo...


Bach, Concerto de Brandeburgo n.º 3 em Sol maior [3.º and. -- Allegro].
(Ensemble de Música Antiga de São Francisco, Voices of Music)



Escrito com Bic Laranja às 21:41
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É Brandeburgo. Vem no prontuário!

 Esta gente do jornalismo, hoje em dia, é de dó. Que os bípedes que se locomovem por aí em geral leiam pouco mais que A Bola e nada mais saibam, ainda é como o litro; que se esperaria?! Mas que uma mole acreditada em viçosas licenciaturas ressoe essa vulgar estupidez iletrada nos noticiários, Deus nos valha!
 Trasanteontem uma locutora moça tão ignorante como lhe quem lhe redigiu o teleponto noticiava um acontecimento no «portão de Brademburgo» (Brá-dem-bur-go). Foi na abrasileirada R.T.P. e daí o disparatado «portão» em vez de «porta». Já Brademburgo!... Donde brotou tal coisa!?
 No canal ao lado, uma mais madura -- portanto com idade de poder ter adquirido um nadinha mais de cultura geral -- chapava em cheio, não com o portão, mas com a porta, vá lá! -- Mas de quê?
 De Bràdemburgo, outra vez!
 Em simultâneo, a esta última, aparecia no rodapé outra rafeirice... Desgraçada língua!


Jornal da Noite, S.I.C., 13/1/15.



Escrito com Bic Laranja às 20:10
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015
Ró-naldo

 Ganhou hoje foro de notícia radiofónica a velha questão de dizerem ró-naldo ou ru-naldo. Vão mais de sete anos que emiti sentença com moderado meio termo, mas, como dizia o outro, só os burros não mudam. Vem assim a ser que, empreendendo novamente na questão e achando agora a vedeta inflada com três balões doiro e eternizada em bronze a ombrear com as melhores representações da fertilidade, não podemos em nenhum caso dizer senão ró-naldo, com primeiro ó bem aberto, ao modo mais fadista e gingão.


Penedo Comprido ou Menir do Oiteiro, Monsaraz (prox.), s.d..
In Guia da Cidade.



Escrito com Bic Laranja às 12:31
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