Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

D.ª Berengária

José Hermano Saraiva, Três Anjos e um Demónio
(Lendas e Narrativas, R.T.P. 2, 13/2/1996)

Escrito com Bic Laranja às 19:36
Verbete | comentar | comentários (5)
Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Óbito provável

Puseram-lhe andaimes...

Av. da República, 55, Lisboa — © 2018
Av. da República, 55, Lisboa — © 2018

Escrito com Bic Laranja às 18:54
Verbete | comentar | comentários (2)
Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018

Aspectos duma Lisboa (esta sim) irreconhecível

  Quem, no advento da I.ª República, seguisse do convento de Arroios pela Rua do Conselheiro Moraes Soares, caminho do Alto de S. João, acharia logo à sua mão esquerda a Horta da Cera, cujo muro comprido tinha a meio um portão mais ou menos coincidente com o actual comêço da Rua de Carlos Mardel. Logo depois entrepunha-se-lhe o muro e as casas da Quinta da Brasileira estreitando a via; estes chãos ocupavam sensivelmente a área delimitada hoje pelas ruas Actor António Cardoso, José Ricardo e Edith Cavell. Por alturas do Poço dos Mouros teria então, ainda à sua mão esquerda, o Retiro do Manoel dos Passarinhos que coincidia pouco mais ou menos com os baixos do actual Largo Mendonça e Costa; este Manoel dos Passarinhos era o tradicional da volta, um castiço com letreiro pintado no frontão da casa a lembrar de não esquecer a vida aos vivos: bons vinhos e petiscos.

Retiro do Manoel dos Passarinhos, Poço dos Mouros (J. Benoliel, c. 1910; A.F.C.M.L., A74731)

  Neste pequeno percurso havia no lado oposto, à direita, primeiro a Quinta do Saraiva com os primeiros prédios de rendimento pequeno-burgueses; ao depois, além da Travessa do Caracol da Penha (actual dos Heroes de Quionga) ou talvez do Poço dos Mouros -- era a Quinta do Manuel Padeiro com o seu muro... Quem ao cimo dela parasse e desse meia volta como para ganhar fôlego, mesmo que não tivesse uma mòlhada de romeiros (republicanos?) a morder nos calcanhares, o panorama era assim.

Cortejo ao Alto de S. João, Rua do Conselheiro Moraes Soares (A. Cunha, c. 1910; A.F.C.M.L. A20188)


Fotografias:

Retiro do Manoel dos Passarinhos, Poço dos Mouros (Joshua Benoliel, c. 1910; A.F.C.M.L., A74731);
Cortejo ao Alto de S. João, Rua do Conselheiro Moraes Soares (Alexandre Cunha, c. 1910; A.F.C.M.L. A20188).

___________
Publicado originalmente em 6/VIII/15 às 10h27 da noute com o titulo «Aspectos duma Lisboa irreconhecível».

Escrito com Bic Laranja às 21:36
Verbete | comentar | comentários (30)
Domingo, 11 de Fevereiro de 2018

Portugal industrial

Fábrica da Nova Romeira, Alenquer (M. Novais, s.d.)

Fábrica da Nova Romeira, Alenquer, s.d.
Mário Novais, in bibliotheca d'arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 15:15
Verbete | comentar | comentários (11)

Portugal característico

Figueira da Foz, Portugal (M. Novais, c. 1947)

Figueira da Foz, Portugal, c. 1947.
Mário de Novais, in bibliotheca d'arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 08:00
Verbete | comentar
Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Dos bárbaros

 Sabemos da civilização grega. Os gregos antigos eram muito civilizados, mas em seu redor havia uns povos de rudes costumes, que nem grego falavam; entoavam uma linguagem estranha de bar bar bar. Daí os gregos lhes chamarem bárbaros. «Bárbaro» para dizer gente rude, sem modos ou incivilizada, vem dos gregos. Do grego passou ao latim; Roma conquistou a Grécia, mas é sabido que a civilização grega conquistou os romanos. E os povos incivilizados, das franjas do império, eram, naturalmente, os bárbaros. Como bons selvagens, deram em cobiçar as riquezas da civilização romana e, para a História, a queda do império romano foi o que sabemos: os bárbaros invadiram-no e espatifaram tudo.

 Mas isto da civilização e da barbárie tem maneiras de se compor: a História modernamente contada, cada vez mais polida, já não acha bárbaros nenhuns na queda de Roma; ensina correctìssimamente que eram povos germânicos. Soa muito mais civilizado, não vos parece?

 Não deixaram estes germânicos de ter espatifado tudo, mas assimilararm o — verniz, digamos — suficiente para olharem os outros como bárbaros — é evidente aqui, a todos, que bárbaros são sempre os outros; como evidente é que só uma civilização demente o procurará negar… — Os germânicos deram em cristãos, como Roma, e é da História ainda não reinventada que, entre a moirama norte-africana que acossou a Europa cristã no séc. VIII havia carradas de berberes: «berbere» é mera corruptela de «bárbaro» como é fácil de ver.

 A nossa linguagem portuguesa, tão rica e cheia de História, incorporou as duas: «bárbaro» e «berbere». Como incorporou uma terceira para dizer o outro, o estranho e incivilizado, trazida pelos berberes: cafre.

 «Cafre» vem do árabe «kafr» e é simplesmente a maneira de se os mouros referirem aos infiéis, diferentes de si, òbviamente incivilizados ou selvagens.

 Os portugueses na sua ronda de África assimilaram esta maneira de os berberes chamarem selvagens aos pretos da Guiné e até a ensinaram a povos altamente civilizados que tomam chá: os ingleses. Claro que os ingleses, que têm mais chá que ninguém, tanto lhe parecem cafres os portugueses como os pretos da Guiné, só os distinguindo um tanto, por conseguinte, dizendo dos portugueses que são os cafres da Europa; uma condescendência fleumática, admito, a quem os ensinou a tomar chá.

Mesa de chá, Portugal (M. Novais, s.d.)

Mesa de chá, Portugal, [s.d.].
Mário de novais, in bibliotheca d'arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 13:10
Verbete | comentar | comentários (8)

Mapa do estado das estradas de Portugal ● 1951 ●

Mapa do estado das estradas em Portugal, A.C.P. (M. Novais, 1951)

Mapa do estado das estradas em Portugal, A.C.P., 1951.
Mário de Novais, in bibliotheca d'arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 10:51
Verbete | comentar | comentários (5)
Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2018

O petróleo já é pecado

Fundação Gulbenkian, Palhavã (H. Novais, 197…)


 Perorava o Nicolaço na emissora nacional esta manhã sobre vender a Gulbenkian o seu negócio de petróleo aos chins. Não percebo nada de petróleos nem de negócios da China, mas fica a gente assim, pensando: — Que raio! Não foi o negócio do petróleo que enriqueceu o sr. Calouste Gulbenkian? Não é com ele que se sustenta a fundação, e por ele que é riquíssima?!...

 Na Miscelânea cantava Garcia de Resende:

Vimos taes cousas passar
em nosso tempo e idade,
que, se se ouuiram contar,
per mentira e vaidade
se ouueram de julgar […]

 Mas era um tempo e idade de grandes feitos…

Outro mundo nouo vimos,
per nossa gente achar,
e o nosso nauegar
tam grande, q descobrimos
cinco mil leguas per mar
e vimos minas reaes
douro, e doutros metaes
no Reyno se descobrir;
mais que nunca vi saber

ingenho de officiaes.

 Quando arribou a Portugal, o sr. Gulbenkian, vindo dum mundo antigo a desabar, ainda por cá o ingenho de officiaes sabia de minas reaes douro, e doutros metaes no Reyno se descobrir. Hoje, neste negócio da China, quereria crer eu que ainda fosse isso, mas duvido. O largar o petróleo neste tempo e idade puritanos de mudança nunca vista ou imaginada por Garcia de Resende, cheira-me, tem tudo de ideológico — um eufemismo moderno de crendice; a mesma que ditou à Fundação Gulbenkian tanta pressa em obedecer ao novo acordo ortográfico e em publicar prestes com ele uma monumental gamártica do Português: tudo numa obediência como que de rito; da nova ordem mundial.

________

Fotografia: Fundação Gulbenkian, Palhavã, 197… Horário de Novais, in bibliotheca d'arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 22:35
Verbete | comentar | comentários (8)

Eléctrico da Graça

Eléctrico da Graça, Rua da Palma (M. Novais, s.d.)
Eléctrico da Graça, Rua da Palma, [s.d.].
Mário de Novais, in bibliotheca d' arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 20:48
Verbete | comentar | comentários (17)
Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

Lisboa (quase) irreconhecível

Rua Fancisco Sanches x Rua José Falcão, Lisboa. Horácio de Novais, c. 1960


 Uma rua de Lisboa publicada na Bibliotheca d'Arte da F.C.G. Olha-se-a e... vou lá agora descobrir onde raios será isto! Uma rua, um cruzamento, de empedrado de basalto em Lisboa; um prèdiozinho de r/c e 1.º andar de platibanda à portuguesa forrado de azulejos de padrão e friso de motivos florais como sobram alguns (poucos) nesta Lisboa também hoje irreconhecível; um r/c e 1.º andar impossível hoje.
 Olhando para cá do cruzamento, portas e montras das lojas de arco rebaixado rematadas com frisos, como antigamente, à feição e gôsto das fachadas de bons prédios de rendimento dos anos 20 e 30 e antes das mutilações modernas de bancos e comércio para... para expor a sua mercadoria; duas lojas, assim em Lisboa incerta — na esquina uma sapataria; a de cá, uma drogaria.
 A matrícula da furgoneta Goliath é de 1955-56. A fotografia andará pelo fim desses anos 50, não sei. Não descortino onde a scena seja. Nem na seguinte  — outra rua de Mário de Novais publicada sem legenda na Bibliotheca logo a par da anterior descortino o lugar. Penso na Luciano Cordeiro até a ampliar…


Rua José Falcão c. do n.º 9, vista de Nascente para Poente, Lisboa. Mário de Novais, c. 1960)


 E eis que aqui, o fundo desta rua ampliado, me torna reconhecível o lugar: recuo o olhar dele até ao cruzamento mais cá e claro…
 O cruzamento é o mesmo da imagem acima; o prèdiozinho de r/c e 1.º é o que se nela vê após o cruzamento, mas da rua travessa: a última é da Rua José Falcão, pelo n.º 9, orientada a Poente; a primeira é da Rua Francisco Sanches n.ºs 160 e seguintes; o prédio que se lá nela vê com andaimes de madeira (coisas de antes da Contubos e da Montal) já aqui falei dele. A final foi fácil descortinar estas scenas desta Lisboa do séc. XX hoje tão desfeada mas (no caso) ainda reconhecível.
 Ao contrário da que se segue, que é tirada do mesmíssimo lugar.

 Uma nota final: a drogaria na primeira imagem, em cuja porta se anuncia o Omo, durou até 2007.

________
Fotografias
:

Rua Francisco Sanches, 160 e ss., Lisboa, c. 1956; Rua José Falcão, n.º 9 e ss., idem. M. de Novais, in Bibliotheca d'Arte da F.C.G. (onde os tinhosos acorditas que a gerem no Flikr me interditaram os comentários).
Comício, Arroios, [c. 1910-11]. Alexandre Cunha, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 12:38
Verbete | comentar | comentários (6)
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

… Em que se fala do Tejo …

José Hermano Saraiva, «Abrantes», a Palha e os Mistérios
(Lendas e Narrativas, R.T.P. 2, 15/5/1996)

Escrito com Bic Laranja às 22:08
Verbete | comentar | comentários (6)
Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

Duas escalas dum passado...

... Português.

Padrão das Descobertas, Lisboa (M. Novais, c. 1960)
Padrão das Descobertas, Lisboa, c. 1960.
Mário de Novais, in biblioteca d'arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 21:32
Verbete | comentar | comentários (10)
Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

Duas da Av. de Ceuta...

 Duas da Av. de Ceuta, mais ou menos a par do viaduto de Santana de Baixo, sob o qual passava a Calçada da Quintinha que nela ali entroncava; ou ficava sem saída, não sei... Do outro lado de lá, era donde partia o ramal acesso à auto-estrada do Estádio. — Esta fisionomia deste lugar descobri-a só agora.
 A avenida de Ceuta foi feita em aterro sobre o vale e (partes da) ribeira de Alcântara. Aqui a vemos acabada, tempos antes deste lugar ser novamente revolvido pela construção dos novos acessos à Ponte Salazar.
 As fotografias hão-de dar aí pelo fim dos anos 50.
 As paragens do 20, o autocarro da Serafina, são as que se vêem na banda esquerda da fotografia das três automotoras Allan em que havia uma senhora de vestido encarnado esperando o autocarro.
 O campo da bola não sei agora de quem era. Pode ser que algum benévolo leitor no-lo descubra.

Av. de Ceuta a para do viaduto de Santana de Baixo, Vale de Alcântara (Mário de Oliveira, 195...)

Av. de Ceuta a para do viaduto de Santana de Baixo, Vale de Alcântara (Mário de Oliveira, 195...)

Fotografias: Av. de Ceuta a par do viaduto de Santana de Baixo, Vale de Alcântara, 195...
Mário de Oliveira, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 19:51
Verbete | comentar | comentários (5)
Domingo, 14 de Janeiro de 2018

Medicinal

Calendário da Pasta Medicinal Couto, 1963 (Leilões BestNet)
Calendário da Pasta Medicinal Couto, Couto, L.da, 1963.
In Leilões BestNet.

*    *    *

 A malta que (se) governa em S. Bento resolveu que havíamos agora todos de poder mandar uns bafos à vontadex sem havermos de ser chateados por rebates de velha consciência ou, mais prosaicamente, pela bófia. Tudo numa de curte com amigos, animais e natureza e na comunhão serena dum iá, men! 'tá-se!…

 Vai daí enrolaram a lei do charro no plenário com a justificação de que é medicinal. Medicinal era a pasta Couto, mas, como podeis saber, teve de o deixar de ser por regra da Ouropa, da mesma ordem daqueloutra que ditou medidas ao arco da curvatura do pepino que se podia vender na praça. Não obstante, estes cá, agora, de neurónios coriscantes de vida saudável e em sinapses comprovadamente bafejadas pel' a vida é uma curte, resolveram decretar que medicinal é o chamon.

 Os publicistas (*) destas benfazejas novidades tão essenciais ao homem contemporâneo, como poder morrer cheio de saúde e irradiando qualidade de vida, vieram prestes urbi & suburbi agitando parangonas: há nada menos de 100-subscritores-100 da «área da saúde», de diversas especialidades e adjacências mé®dicas, incluídos uns quantos investigadores de ciência omissa mas de defensorismo acérrimo jornalisticamente firmado que avalizam a descoberta (**). Convenhamos na enormidade do quantitativo apresentado, a acompanhar com a qualidade evidenciada, de mais a mais quando em contrário a este anúncio herbimedicinal nem delírio brotou na imprensa, nem efeitos secundários se acharam em quaisquer bulas de infarmédica desautoridade. — Avanços médico-me®diáticos (ou mé®dico-mediáticos, o leitor escolha) democraticamente absolutos — por sem oposição — num progresso da investigação científica insofismável, é o que é.

 E assim, neste desbravar científico do homem novo — individualmente ou com mulher, animal ou natureza apensas, para ser inclusivo q.b. —, em que testes laboratório-me®diáticos comprovaram irremediavelmente os malefícios do croquete na cafetaria hospitalar ou nas cantinas desses depósitos de abortos inconseguidos e de potenciais eutanásicos, catalogados na categoria dos edifícios público-privados como escolas e lares, só me resta uma dúvida: o progresso científico e humano por aí ora anunciado decorre simplesmente da ganza ou deve-se já ao foçar adiantado em algo ainda mais... medicinal?
__________
(*) Púbico (exactamente) e Saco de Plástico à cabeça, com restante me®dia em auspicioso coro.
(**) V. «Médicos e investigadores defendem legalização da cannabis para fins medicinais», Diário de Notícias, 9/1/2018.

Escrito com Bic Laranja às 12:46
Verbete | comentar
Sábado, 13 de Janeiro de 2018

Nada como procurar saber

 O Natal já foi no ano passado e daqui nada vamos em 20 de Janeiro... Natal, prendas (ele é mais prendinhas), presentes...
 Ora bem, de «prendas» e «presentes», ou de «presentes» por «prendas», por duas ou três vezes critiquei por aqui a moda moderna agora em voga de todos na TV dizerem «presentes». Alguém me todavia alertou da ligeireza de tal juízo e, com razão. As alfinetadas com que procurava furar o balão da modernidade televisiva chic a valer foram irreflectidas e guiadas, no caso, somente duma impressão particular de pouco ouvir dizer «presentes» dantes, em pequeno, até à moda das telegabrielas cá chegar.
 E em medida, preconceito, também…
 Empreendendo na questão, então, presente é dádiva; prenda é dom. Consultando ao depois a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira aprendi que Camões, João de Barros e Frei Luís de Sousa abonam «presente» [1] justamente como dádiva, enquanto Fernão Mendes Pinto, na mesma época, abona «prenda» [2] como dom. Parece haver um uso clássico com aqueles sentidos distintos.
Abonam o uso mais moderno de «prenda» como «presente» Rebelo da Silva e Júlio Brandão [3].

Grande Eciclopédia Portuguesa e Brasileira (Fascículo in Mercado Livre)

(Fascículo in Mercado Livre.)


[1] «Dá-lhe de ricas peças um presente / Que só pera este efeito já trazia», Camões, Lusíadas, I, 61; «Partindo o mouro com esta resposta, tornou logo com um presente de carneiros, galinhas, limões, laranjas e outras frutas da terra», João de Barros, Décadas,II, Liv. 7, cap. 7; «… visitando-o com mimos e presentes», Frei Luís de Sousa, A Vida do Arcebispo, I, cap. 6, p. 197.
[2] «Estes portugueses todos três eram homens honrados… e de mui boas partes, assi no esforço, como nas mais prendas de suas pessoas, Fernão Mendes Pinto, Peregrinação, cap. 80, p. 112.
[3] «Diante de Deus estamos unidos. Quero dar-lhe uma prenda que nos recorde a alegria triste deste dia», Rebelo da Silva, A Casa dos Fantasmas, cap. 14, p. 61; «Escolho quem me dê uma prenda mais rara, de mais proveito quando o Sol der 100 voltas…», Júlio Brandão, Perfis Suaves, p. 10.

Escrito com Bic Laranja às 23:59
Verbete | comentar

Portugal hoje

 A mediocridade vigente segue flamejante. Só ela explica que uma mediocridade como Constança de Sousa haja sido requisitada agora (há dias) pelos publicistas do jornalismo medíocre para uma entrevista, depois dum mandato ainda menos que medíocre e do fogo cerrado dos magazines estivais. — Quadrilheiros cruéis fazendo joguete com uma idiota sem chama nem recato?…
 Bom! O que disse a pobre e ouvi publicitado saiu-lhe com a mediocridade esperada: o país é só «treinadores de bancada», opinadores de chacha e ela uma desgraçada vítima de misoginia e sexismo. — Ah, pois é!  Havia de ter ido à  A.P.A.V. Em quanto a isso tornou ao parlamento e à docência na Universidade Autónoma de Lisboa!...

Notícias Magazine, 7/1/2018 (adaptado de sapo.pt)

(Imagem adaptada do Sapo.)

Escrito com Bic Laranja às 22:13
Verbete | comentar | comentários (2)

Fevereiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
15
16
17
18
20
22
23
24
25
26
27
28

Visitante


Contador

Selo de garantia

pesquisar

Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Caminhos de Ferro Vale Fumaça
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Ultramar

arquivo

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

RSS

____