Terça-feira, 21 de Abril de 2015
Com Marcello Caetano...


  Vinha esta manhã pela rua fora sobraçando uns livros e um velhote ao pé da montra da farmácia fixou muito para o que trazia. Este vinha voltado para fora. O que pensou lá ele não sei.

Serr%E3o, Corres.jpg

« As ideias que defendi e procurei pôr em prática estão bem claras nos pronunciamentos feitos durante cinco anos e meio, na sua maioria reunidos em volumes impressos. Claro que em matéria Ultramarina, tendo de lutar contra a subversão armada, de defender na retaguarda os militares que combatiam por Portugal e de fazer frente à grande ofensiva dos governos africanos, asiáticos, comunistas e socialistas executada nas Nações Unidas; e pelos meios de comunicação em todo o Mundo, todo o cuidado no procedimento do governo português era pouco: sabia muito bem o que queria, mas também sabia que declarações prematuras e demagógicas comprometeriam, porventura irremediavelmente, os meus propósitos. Disse mais de uma vez que o futuro português no Ultramar se jogava ao sul do Equador, e não podia arriscar Angola e Moçambique para resolver o caso da Guiné. Todos quantos tenham lido os vários passos em que expus as razões contrárias às negociações spinolistas antes de 74, verificam que eu tinha perfeitamente definido o que pensava e o caminho a seguir.
 O mal foi a inversão de papéis, quando as Forças Armadas quiseram passar do seu papel constitucional e normal de instrumento da política nacional, a definidoras desta.»

Marcello Caetano, «Notas à margem do livro de António de Spínola, 'País sem Rumo', Lisboa, 1978», in J.V. Serrão, Correspondência com Marcello Caetano, 2.ª ed., Lisboa, Bertrand, 1995, pp. 230-244.



Escrito com Bic Laranja às 12:59
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Domingo, 19 de Abril de 2015
O 25 de Abril e a imprensa livre (e a fé nos correios)

 Estou ansioso por ler o Depoimento. O semanário «Expresso» publicou extractos de maneira tendenciosa, enquanto a restante imprensa anunciou o próximo lançamento da obra. Mas circulam rumores de que certas forças políticas intentam adquirir todos os exemplares para impedir a venda ao público.. Não seria abusar da amizade do Senhor Professor, pedindo o envio de um exemplar? Pode ser para a morada de D. Angel Marcos de Dios, Calle Vasco da Gama, 5, Salamanca, España. Este bom amigo far-me-á chegar o livro sem qualquer risco.

Joaquim Veríssimo Serrão, «VIII. Carta do autor ao Professor Marcello Caetano, Lisboa 15.XI.74», in Correspondência com Marcello Caetano, 2.ª ed., Lisboa, Bertrand, 1995, pp 28-29.

 

*    *

 

 Disse-me o Fernando de Passos [Director Editorial da Verbo] que as Minhas Memórias de Salazar tiveram um grande êxito livreiro. Esgotou-se a 1.ª edição de 10 mil exemplares e o mesmo sucedeu com a 2.ª de 5 mil. Vão aumentar esta edição com o mesmo número para satisfazer os constantes pedidos dos livreiros. A TV recusou-se a anunciar a obra e os jornais pouco falaram nela, o que comprova os limites da chamada democracia. As pessoas com com quem falei não têm duas opiniões: trata-se de um livro admirável pela forma e pelo estilo, um grande marco para a biografia do Doutor Salazar.

Id., «LXII. Carta do autor ao Professor Marcello Caetano, Lisboa 6.9.77», ib., p. 113.

 

 Caetano,-Memorias-de-Salaza.jpg
(Imagem: Minhas Memórias de Salazar, 4.ª ed., Verbo, 2000.)



Escrito com Bic Laranja às 22:02
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015
Portucel

 A Portucel andou nas notícias ontem por dizer que havia de recrutar 100 trabalhadores (criação de 100 postos de trabalho, é como estraleja esta publicidade de intenções, não de factos, nos noticiários).  Mas um facto, porém, havia na notícia:

Diogo da Silveira [da Portucel] revela ainda que se a floresta estivesse mais organizada, a Portucel evitaria a importação de mais de cem milhões de euros de matéria-prima (Frederico Pinheiro, «Investimento de € 30 milhões gera mais de 100 novos postos de trabalho na Portucel», R.T.P., 15/IV/15).

 Ocorreu-me de súbito que o eucaliptal por esses ermos e serranias do reino ainda não é suficiente. Por outro lado, talvez ajude a perceber o corte de árvores ainda há dias em Arroios, de que se quase não acha notícia ou explicação, como outro há tempos no Largo do Leão.

Culto da Arvore, L. Matadouro (J. Benoliel, 1910)
O culto da árvore; alunos plantam árvores no antigo Largo do Matadouro, Lisboa, 1910.
Josshua Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 21:55
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Domingo, 12 de Abril de 2015
...

 Depois de sabermos do motorista do Sócrates se chamar Pernas, ficámos a saber há dias que o chauffer dos Espiritos Santos se chama Maneiras. Uma burguesia que se aceite, já não digo que houvesse de haver motoristas Joaquim ou Agostinho, vulgares nomes, mas então arranjasse alguém chamado Rodas ou Manobras...

Motorista (A. Passaporte, 1944)
Motorista, Lisboa, 1944.
António Passaporte, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 20:12
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2015
A faina da minhoca...

 A faina da minhoca, um passo na agenda, teve honras publicação metafórica. Na verdade houve lá honras a ministro... Uma surpresa.

 Salvas as estátuas de ministros passados que por aí bronzeiam ao sabor do defecar dos pombos, nunca me tal  acontecera: um passarão ministro poisar-me adjunto a menos de 100 (que digo?! 20! 10!...) metros. Eis no que me dá flanar por congressos da minhoca a que a faina de meus mesteres me encaminha. Tivera eu adjuntado a importância àquilo que realmente ministerialmente importa e olhado sequer o programa da minhoquice, não haveria hoje aí ministro de inconsciente resplendor por fortuitos encontros com este vosso atento venerador e obrigado. Valeu-lhe a honra de me haver por lá do meu descaso. Por mim, fintas do destino.

 Pois bem, mas da faina da minhoca acabei por guardar nuns linguados de papel umas larvas-chavão (palavras-chave duma concepção minhoca da realidade) do melhor que a cultura catedral-académico-empreendedoral -- e por fim, também, governamental -- destes espumosos dias produz. Isto por veneranda atenção ao benévolo leitor e pessoal desfastio, o que é quase uma redundância porque poucos além de mim lêem estes desabafos. -- Ah, e para memória futura, já que, de ligeiras, ligeirinhas, velozmente estas modas mudam e eu ràpidamente as esqueço, se as aprendo...

 Logo na 1.ª oração: maximização, inovação, competitividade, retorno de investimento, boas práticas, empregabilidade. -- Falharam na 1.ª, mas afloraram imediatamente na 2.ª oração, a inevitável pró-actividade e derivados (pró-activo, pró-activamente) e o infalível empreendedorismo. Mais vespertino foi um alavancar, não sem que antes as boas houvessem de passar a melhores e estas a óptimas práticas. -- Se não parece isto o Fukuyama e o fim da História... De entremeada, gorjeios espumantes de pseudo-anglicismos-chavão, que passo, a bem da sanidade do leitor benévolo e da santa paciência; e ainda porque esses pseudo-etc. promulgados no palreio exótico de araras e bípedes de garrida penugem nem inglês chegam a ser; o que aquilo é é amaricano pavoneado e emaitiano. Ou ISCTEiano, para figurar brios tidos por mais cá da casa...

 A oratória do ministro inspira-se nos mesmos ingredientes ISCTEianos, mas compõe-se dum quasi-protocolar porte institucional, vede se não... -- Competivividade e internacionalização da economia; economia inovadora e competitiva; perfil da economia e mobilização da dita cuja; investimento, conhecimento, qualificação, pessoas, em-pre-ga-bi-li-da-de... mobilidade e inclusão social, diz que são os factores decisivos para nos aproximarmos dos níveis europeus. -- Ou para, no fundo, doutrinar o indígena no saltitar alegre de (des)emprego para (des)emprego por devoção à tal competitividade.  Além de que aquilo dos níveis europeus serve desde logo para a diluição do que quer que seja verdadeiramente português.

 E bom, no fim, um trabalhador que por desnorte perca o tino ou por desventura o trabalho, graças às dimensões estratégicas da qualificação e da formação rezadas como quem reza o terço ao fim da tarde, achará a salvação, acabando criativa e inovadoramente colaborador. Tenho a fèzada que da mobilidade e inclusão social apregoadas lhe possa valer ainda um grande arquitecto universal com qualquer empregabilidadezinha. Nalgum partido governável, governabilizável, de governança ou de governo. Do rol de ingredientes discursivos aqui enumerados elencados, nem será difícil achar-se o trabalhador colaborador alocado como co-ladrador recheando de palavras os perdigotos -- necessàriamente bitolados nos níveis europeus -- dalgum candidato a ministro ou, eventualmente, de ministro acabado da eloquência de palavras feitas, candidato no fim da História a uma estátua maximizada, optimizada ou coiso, onde os pombos empreenderão certificada obra. Claro que o co-ladrador figurará ao lado, pela trela, à maneira do leão do marquês.

Rotunda, Lisboa (P. Correia, c. 1934)
Rotunda, Lisboa, c. 1934
Pinheiro Correia. in archivo photographico da C.M.L.



Revisto às nove e meia de onze.



Escrito com Bic Laranja às 18:29
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2015
Semáforos

Sinais luminosos de trânsito, Lisboa (F. da Cunha, 1930)
Sinais luminosos de trânsito, Avenida, 1930.
Ferreira da Cunha, in archivo photographico da C.M.L.

 



Escrito com Bic Laranja às 22:00
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Visita do Presidente da Câmara Municipal aos semáforos de sinalização eléctrica

Visita do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, França Borges, aos semáforos de sinalização eléctrica, Campo de Ourique (A. Serôdio, 1970?)
Visita do Gen. França Borges, aos semáforos de sinalização eléctrica, Campo de Ourique, 1970.
Armando Serôdio, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 21:37
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De timoneiros perigosos

 Conduzo há para cima de um quarteirão de anos. Nunca nesse intervalo de tempo nem nos anos restantes para trás em que me locomovi com motorista ou a pé vi, nesta cidade de Lisboa, o ror de semáforos fundidos como tenho visto de há um par de anos para cá. O desmazelo é mais longo, notai; os últimos anos deram só os efeitos visíveis.
 Há gente perigosa a reger a cidade, pois. Foi com tal gente que também a calçada à portuguesa deveio alarmadamente perigosa para os peões nos últimos anos. Depois de décadas de criminosa velada incúria...

Avenida de Roma, Lisboa (Artur Goulart, s.d.)
Avenida de Roma, Lisboa, c. 1960.
Artur Goulart, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 20:54
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Faina da minhoca

Na faina da minhoca, Sesimbra (A. Pastor, 1943-45)Na faina da minhoca, Sesimbra, 1943-45.
Arthur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 09:00
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015
Caes da alfândega

Caes da Alfândega, Lisboa (J. Benoliel, 195...)
Caes da alfândega, Lisboa, 195...
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 23:48
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2015
Minha Lisboa doutras eras

 Da minha rua via-se o Tejo. Nas manhãs ensolaradas das minhas férias da Páscoa a neblina tornava o scenário diáfano. Essas manhãs luminosas antecipavam-me as férias grandes; até lá o 3.º período era só um passinho...
 Lembranças que me vieram com uma nesga de sol em neblina brilhante esta manhã, mas que nem vão já com o tempo como o que se hoje, ao depois, pôs. Lembranças que não são elas, sequer, do tempo das fragatas nem das ancestrais fainas ribeirinhas que o Tejo evoca. Lembranças ainda novas, pois, mas de tempos em que havia, todavia, marinha mercante compondo o Tejo com navios também eles agora de antigamente e que já não há; uns como no meu livro da segunda classe, com ponte ao meio e guindastes à vante e à ré, a fazer vezes de mastros veleiros. Modernamente agora é tudo contentorizado, em formato standard: ele é a carga, a descarga, a estiva, o Tejo, Portugal... E bem acreditado, é tudo certificadinho.
 Esses cargueiros de silhueta antiga, há dias falava deles com alguém... -- foram-se, como as velhas fragatas. Foi-se a marinha mercante, foi-se o mar, o Ultramar, foi tudo. O Tejo ficou. Espraia-se para ali à esmola de paquetes em cruzeiro enquanto Lisboa, princesa camoneana das outras cidades, se curva a servir camones.

Fragatas no Tejo, Lisboa (A. Serôdio, 1966)
Fragatas no Tejo, Lisboa, 1966.
Armando Serôdio, in archivo photographico da C.M.L.

 



Escrito com Bic Laranja às 22:11
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Quem ganha com o aborto gráfico?

Capturar.JPG

 Em 2012 a cadeia de supermercados do Continente resolveu fazer o frete ao governo (a troco de quê?!…) e passou a publicar cartazes, folhetos e prospectos e rótulos na cacografia Outono/Inverno da moda. Por mim...



Escrito com Bic Laranja às 21:53
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Terça-feira, 31 de Março de 2015
Equação económica (*)

Parafraseando o Dragão, podem gravar na pedra, porque é dito por um americano.

P.I.B. e per capita nas províncias ultramarinas, 1962-1970 (J. Cann, «Counterinsurgency in Africa») -- Exceptuando a Rodésia e a República da África do Sul, o P.I.B. per capita na África portuguesa durante as campanhas do Ultramar excedia o dos outros países da África subsariana.

  Na continuação, o autor diz:

 Em 1965, quatro anos desde o início da guerra, o orçamento da defesa atingia 48% do orçamento geral do Estado. Comparando, este valor superava o doutras nações europeias, do Canadá, ou dos E.U.A.; o segundo mais alto era o dos E.U.A., 42%, seguido do do Reino Unido, 34%. Os analistas, porém, tendem a descurar o contributo das províncias ultramarinas na sua defesa. A soma dos recursos ultramarinos permitiu a Portugal não só poder despender mais como sustentar a defesa por 13 anos. As três províncias contribuíam em 16% do orçamento de defesa no fim do conflito. Este contributo, assim como a ponderação económica do Ultramar, significa que Portugal despenderia na defesa, em média, sòmente c. 28% do seu orçamento, com um pico de 34% em 1968. Estas percentagens mostram um gasto imediato mais sustentado e põem Portugal equitativamente a par dos orçamentos de defesa nacional doutros países. Deve também notar-se que grande porção do orçamento de defesa se destinava a programas de benefício aos povos, na saúde, na educação e na agricultura, contribuindo directamente para o fomento económico da África portuguesa.

(John P. Cann, Counterinsurgency in Africa;The Portuguese Way Of War, Helion, 2012; traduzi eu.)

index.jpg

(*) Para paladinos do novo primado civilizacional da Economia na vida das poleis.



Escrito com Bic Laranja às 17:23
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Domingo, 29 de Março de 2015
Os comentários de...

 Marcelo Rebelo de Sousa, há pedaço, disse que já leu o livro do Sócrates e que lhe parecia ser ele o autor.
 Ele também me parece que o farol de Portugal leu a lista telefónica toda e gostou muito.


(A lista de Marcelo outrora na periférica.)



Escrito com Bic Laranja às 22:04
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Sábado, 28 de Março de 2015
Maior aproximação ao padrão da hora...

Caes do Sodré, Lisboa (j Benoliel, c. 1950)
Caes do Sodré, Lisboa, c. 1950 [post 1955].
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

 



Escrito com Bic Laranja às 19:01
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