Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Paradoxos

C.C. Colombo  (c) 2004
C.C. Colombo, Lisboa, 2004.


 Uma civilização com uma dinâmica tão poderosa que permite subir e descer escadas estando parado, é só natural que produza também planos de... estabilidade e crescimento.



Escrito com Bic Laranja às 19:03
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Variedades: anos 90

Everything But The Girl - Missing (1994)
(Ao vivo, White Room)



Escrito com Bic Laranja às 20:55
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Terreirinho das Farinhas (adenda)

  Terreirinho das farinhas – Freguesia da Sé – Aparece assim denominando, mas no singular, em 1781 [Liv. XVII de baptismos, fl. 94 – Sé]. Também o vemos designar por larguinho da Farinha na Ribeira (1782/83) [Liv. XIII dos óbitos, fl. 95 – idem].
  Veja-se o que desta serventia pública dissemos no 1º volume deste trabalho [ver].

Luiz Pastor de Macedo, Lisboa de Lés-a-Lés, vol. V, 3ª ed., C.M.L., 1968, p. 42.


Terreirinho das Farinhas, Lisboa (E. Portugal, s.d.)
Terrreirinho das Farinhas, Ribeira Velha de Lisboa, [s.d].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..



Escrito com Bic Laranja às 22:30
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Terreirinho das Farinhas

 O Terreirinho das Farinhas nem se vê. Parece-me que foi onde se vê uma janelinha de gaveto espreitando, nesse velho quarteirão entre as ruas da Alfândega (esq.) e a dos Bacalhoeiros (dir.). O Campo das Cebolas ampliou-se para poente e Sul (onde se vê o edifício com gradeamento) com a demolição de todas as casas que se vêem para cá da Rua dos Arameiros.

« Todas aquelas cazinhas, as Cazinhas do Senado da Câmara, que desde a Rua dos Arameiros até ao Campo das Cebolas se estendem ao longo das ruas da Alfândega e dos Bacalhoeiros, estão a ser demolidas para desafogo do sítio, e assim, lá se vão os antigos boqueirões, o pitoresco e miniatural terreirinho das Farinhas e o edificiozinho da antiga estalagem dos Bicos, onde há mais de 120 anos se explora a indústria hoteleira.
  Mais uma relíquia de Lisboa, a sua antiga e popular Ribeira Velha, que desaparece perante as imposições, aliás naturais, da vida actual... Paciência.»

Luiz Pastor de Macedo, Lisboa de Lés-a-Lés, vol. 1, 3ª ed., C.M.L, Lisboa, 1981, p.62.


Terreirinho das Farinhas, Lisboa,
Terreirinho das Farinhas, Lisboa, [s.d.].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Escrito com Bic Laranja às 11:50
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Restos de feira

 A feira começou por ser dos porcos mas cedo lhe mudaram o rótulo – marketing oblige. Houve muitos pregões, foi grande o arraial e a fanfarra, gente importante quis aparecer. Nem assim acorreu grande freguesia – a roda gigante bem girava, mas ia quase vazia. Então foram calando o realejo; aos poucos que muitos vinham desmontando a tenda. Alguns – talvez pelo disfarçar – deram eco a que esta fora, afinal, uma feira de burros. Acabou o que sobrava dela. A barraca das farturas cancelou hoje o resto das encomendas – ainda agora parece que tem a roulote atulhada de mercadoria...


Feira do Relógio (c) 2007

Almeidas da Câmara, Feira do Relógio, 2007.



Escrito com Bic Laranja às 23:45
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
As grandezas do sr. ministro

 Ao almoço ouvi na rádio o sr. ministro das Finanças referir-se a uma parcela do deficit de 2009: dívida da antiga J.A.E., parece-me, prevista em "0,2 pontos do P.I.B." que foi afinal (e literalmente debitada pelo sr. ministro) de "0,4 do P.I.B.". Este linguajar mais-ou-menos sobre contas, eu e o benévolo leitor entendemo-lo. O que o sr. Ministro quereria dizer é que aquela parcela não foi 2‰ mas antes 4‰ do Produto Interno Bruto.
 Na escola primária (na do meu tempo) esta barafunda de grandezas era caso para palmatoada, quando não para merecida raposa. No falar do sr. ministro das Finanças, agora, já tanto faz.


[Escola primária de] Mesão Frio, Vila Real, 1988.
Alfredo Cunha, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..



Escrito com Bic Laranja às 23:53
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Gaieties

 Na data de hoje assinala-se o regicídio de 1908, dei nota disso. Notícia desta manhã nas rádios eram, porém, os 100 dias do governo.

Gaieties... (Shorpy)
Gaieties...
Imagem em
Shorpy 



Escrito com Bic Laranja às 21:05
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...

 « Eu estava a quatro passos – confirma o pintor [Artur de] Melo. – Um homem subiu às traseiras do carro, olhou o rei cara a cara e deu-lhe um tiro de revólver. Vi um fumozinho branco sair-lhe do pescoço e, cem anos que eu viva, nunca mais me esquece a expressão de espanto daquela máscara. »

Raul Brandão, Memórias, Tomo I, Relógio d'Água, Lisboa, 1998, p. 148.
 

O regicídio, Terreiro do Paço, 1908
A. de Belatrame, Domenica del Corriere, 16/2/1908. (Ilustração Portuguesa, nº 113, 20 de Abril)

[O regicídio foi há 102 anos...]



Escrito com Bic Laranja às 07:00
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010
Variedades: Aretha Franklin


Aretha Franklin, Don't Play That Song For Me
(Cliff Richard Show, 1970)



Escrito com Bic Laranja às 21:30
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010
Do canibalismo arquitectónico

« Pergunto-me a mim, como é que num país em que se constrói mais do que se consegue vender, porque é que não travam a construção nova e se dedicam ao restauro? Porque é que se desvalorizam autênticos tesouros em troca de pesadelos arquitectónicos? Porque é que não protegem o nosso património e gastam somas exorbitantes em projectos efémeros e de utilidade duvidosa?»

Gastão de Brito e Silva, Ruin'Arte, 28/1/2010.


Palácio das Obras Novas, Vala da Azambuja, 2007.



Escrito com Bic Laranja às 10:39
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