C.C. Colombo, Lisboa, 2004.
Uma civilização com uma dinâmica tão poderosa que permite subir e descer escadas estando parado, é só natural que produza também planos de... estabilidade e crescimento.
Everything But The Girl - Missing (1994)
(Ao vivo, White Room)
Terreirinho das farinhas – Freguesia da Sé – Aparece assim denominando, mas no singular, em 1781 [Liv. XVII de baptismos, fl. 94 – Sé]. Também o vemos designar por larguinho da Farinha na Ribeira (1782/83) [Liv. XIII dos óbitos, fl. 95 – idem].
Veja-se o que desta serventia pública dissemos no 1º volume deste trabalho [ver].
Luiz Pastor de Macedo, Lisboa de Lés-a-Lés, vol. V, 3ª ed., C.M.L., 1968, p. 42.
Terrreirinho das Farinhas, Ribeira Velha de Lisboa, [s.d].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
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O Terreirinho das Farinhas nem se vê. Parece-me que foi onde se vê uma janelinha de gaveto espreitando, nesse velho quarteirão entre as ruas da Alfândega (esq.) e a dos Bacalhoeiros (dir.). O Campo das Cebolas ampliou-se para poente e Sul (onde se vê o edifício com gradeamento) com a demolição de todas as casas que se vêem para cá da Rua dos Arameiros. « Todas aquelas cazinhas, as Cazinhas do Senado da Câmara, que desde a Rua dos Arameiros até ao Campo das Cebolas se estendem ao longo das ruas da Alfândega e dos Bacalhoeiros, estão a ser demolidas para desafogo do sítio, e assim, lá se vão os antigos boqueirões, o pitoresco e miniatural terreirinho das Farinhas e o edificiozinho da antiga estalagem dos Bicos, onde há mais de 120 anos se explora a indústria hoteleira. |
Terreirinho das Farinhas, Lisboa, [s.d.]. Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.. |
A feira começou por ser dos porcos mas cedo lhe mudaram o rótulo – marketing oblige. Houve muitos pregões, foi grande o arraial e a fanfarra, gente importante quis aparecer. Nem assim acorreu grande freguesia – a roda gigante bem girava, mas ia quase vazia. Então foram calando o realejo; aos poucos que muitos vinham desmontando a tenda. Alguns – talvez pelo disfarçar – deram eco a que esta fora, afinal, uma feira de burros. Acabou o que sobrava dela. A barraca das farturas cancelou hoje o resto das encomendas – ainda agora parece que tem a roulote atulhada de mercadoria...
Almeidas da Câmara, Feira do Relógio, 2007.
Ao almoço ouvi na rádio o sr. ministro das Finanças referir-se a uma parcela do deficit de 2009: dívida da antiga J.A.E., parece-me, prevista em "0,2 pontos do P.I.B." que foi afinal (e literalmente debitada pelo sr. ministro) de "0,4 do P.I.B.". Este linguajar mais-ou-menos sobre contas, eu e o benévolo leitor entendemo-lo. O que o sr. Ministro quereria dizer é que aquela parcela não foi 2‰ mas antes 4‰ do Produto Interno Bruto.
Na escola primária (na do meu tempo) esta barafunda de grandezas era caso para palmatoada, quando não para merecida raposa. No falar do sr. ministro das Finanças, agora, já tanto faz.
[Escola primária de] Mesão Frio, Vila Real, 1988.
Alfredo Cunha, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Na data de hoje assinala-se o regicídio de 1908, dei nota disso. Notícia desta manhã nas rádios eram, porém, os 100 dias do governo.
Gaieties...
Imagem em Shorpy
« Eu estava a quatro passos – confirma o pintor [Artur de] Melo. – Um homem subiu às traseiras do carro, olhou o rei cara a cara e deu-lhe um tiro de revólver. Vi um fumozinho branco sair-lhe do pescoço e, cem anos que eu viva, nunca mais me esquece a expressão de espanto daquela máscara. »
Raul Brandão, Memórias, Tomo I, Relógio d'Água, Lisboa, 1998, p. 148.

A. de Belatrame, Domenica del Corriere, 16/2/1908. (Ilustração Portuguesa, nº 113, 20 de Abril)
[O regicídio foi há 102 anos...]
(Cliff Richard Show, 1970)
« Pergunto-me a mim, como é que num país em que se constrói mais do que se consegue vender, porque é que não travam a construção nova e se dedicam ao restauro? Porque é que se desvalorizam autênticos tesouros em troca de pesadelos arquitectónicos? Porque é que não protegem o nosso património e gastam somas exorbitantes em projectos efémeros e de utilidade duvidosa?»
Gastão de Brito e Silva, Ruin'Arte, 28/1/2010.
Palácio das Obras Novas, Vala da Azambuja, 2007.
Alma Lusíada
Ana de Amsterdam
Bic Cristal
Blogo de Cheiros
Blogo da Rua Nove Onze
Bons Tempos, Hein!
Cabo Carvoeiro
Caixa-de-lata
Caminhos de Ferro Vale Fumaça
Carmo e a Trindade (O)
Carreira da Índia
Cidade Surpreendente (A)
Coisa Pouca
Com Blogs de Ver
Combustões
Criativemo-nos
Delito de Opinião
Dias que Voam
Dr. Engº
Eléctricos
Estado Sentido
Eu não pago
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Jansenista (O)
Lisboa
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Lisboa Desaparecida
Lisboa S.O.S.
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Menina Marota
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Nocturno
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Pombalinho
Por Tu Graal
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Portugal em Postais Antigos
Retalhos de Bem-Fica
Rio das Maçãs
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte
Sobre o tempo que passa
Tomar Partido
Twice, Three Times...
Verde Água
Vira-Vento