Domingo, 7 de Fevereiro de 2016
Do homicídio a preceito

« O manifesto defende que o Estado laico deve libertar a lei de normas alicerçadas em fundamentos confessionais e permitir a possibilidade de, a pedido do próprio, antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura

 A vida é feita de cuidados mil, sem cura, pois descamba sem remédio na morte. Antecipe-se por conseguinte a solução final dessa gente que, morrendo de pena, no-lo descobre. Segue-se a lista primária de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura.

 Adelino Gomes, Aldina Duarte, Alexandre Quintanilha, Álvaro Beleza, Ana Drago, Ana Gomes, Ana Luísa Amaral, Ana Matos Pires, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro, André Freire, António Canastreiro Franco, António Pedro Vasconcelos, António Pinho Vargas, António Sampaio da Nóvoa, Boaventura Sousa Santos, Capicua, Carlos Alberto Moniz, Catarina Portas, Clara Ferreira Alves, Cláudio Torres, Constantino Sakellarides, Cristina Sampaio, Daniel Oliveira, Diana Andringa, Dulce Salzedas, Elisa Ferreira, Fausto, Fernanda Lapa, Fernando Alves, Fernando Rosas, Fernando Tordo, Francisco Crespo, Francisco George, Francisco Louçã, Francisco Mangas, Francisco Teixeira da Mota, Helder Costa, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Henrique Sousa, Isabel Medina, Isabel Moreira, Isabel Ruivo, Jaime Teixeira Mendes, Joana Lopes, João Goulão, João Lourenço, João Ribeiro Santos, João Semedo, Jorge Espírito Santo, Jorge Leite, Jorge Palma, Jorge Sequeiros, Jorge Torgal, Jose A. Carvalho Teixeira, José Gameiro, José Jorge Letria, José Júdice, José Manuel Boavida, José Manuel Mendes, José Manuel Pureza, José Pacheco Pereira, José Vítor Malheiros, Júlio Machado Vaz, Laura Ferreira dos Santos, Lucília Galha, Luís Cília, Luís Filipe Costa, Luís Moita, Machado Caetano, Mamede Carvalho, Manuel Loff, Manuel Luís Goucha, Manuel Pizarro, Maria Antónia Almeida Santos, Maria Filomena Mónica, Maria Irene Ramalho, Maria Teresa Horta, Mariana Mortágua, Mário Crespo, Mário Nogueira, Marisa Matias, Miguel Esteves Cardoso, Miguel Guedes, Nuno Artur Silva, Nuno Saraiva, Octávio Cunha, Olga Roriz, Paula Teixeira da Cruz, Paulo Magalhães, Pedro Abrunhosa, Pedro Campos, Pedro Ponce, Pilar del Rio Saramago, Raquel Freire, Raquel Varela, Ricardo Sá Fernandes, Richard Zimler, Rogério Alves, Rosalvo de Almeida, Rosário Gama, Rui Rio, Rui Tavares, Rui Zink, Sérgio Godinho, Sobrinho Simões, Tatiana Marques,Teresa Pizarro Beleza, Tó Zé Brito, Vasco Lourenço, Viriato Soromenho Marques.

 Considerai quantos deles são directa ou indirectamente amesendados do Estado laico e da poupança que trarão ao orçamento, para já não falar do ambiente.

Director-Geral de Saúde em prova de alheiras (A. Miranda, in «Público»


(Citações da Esquerda.net; Director-Geral de Saúde, por A. Miranda in Público.)



Escrito com Bic Laranja às 11:52
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016
Infecto-jornalismo

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 Uma sondagem qualquer deu o Pó-Demos á frente do P.S.O.E. Foi o sufficiente para ficarmos informados de tudo quanto havia a saber de eventuaes eleições em Hespanha. Quem nas ganharia não interessa. Nem existe.



Escrito com Bic Laranja às 20:40
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016
Sorriso real

El-Rei D. Carlos, Rainha D.ª Amelia e Infante D. Manuel, Lisboa (A. C. Lima, ante 1908)
El-Rei D. Carlos, Rainha D.ª Amelia e Infante D. Manuel
, L. Camões (Pr. D. João da Camara), ante 1908.

Alberto Carlos Lima, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 18:22
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Só garganta

Galamba não legisla, ladra.


*    *    *

 Escama-se o Galamba com as malfeitorias da direita. Muito bem, mas, por que espera para revertê-las?

«Aguardamos explicações do P.S.D. e do C.D.S.-P.P. sobre esta informação, que revela mais uma vez a duplicidade do comportamento da direita», considerou o membro do Secretariado Nacional do P.S.

 Explicações! — Quer dizer, se lho explicarem fica quieto. — Grande Galamba! Vê-se logo que é parlamentar.



Escrito com Bic Laranja às 16:55
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Portugal antes de 1908

SS.MM El-Rei D. Carlos, Rainha D.Amélia e infante D. Manuel, Lisboa (A.C.Lima, ante 1908)

El-Rei D. Carlos, Rainha D.ª Amelia e Infante D. Manuel, L. Camões (Pr. D. João da Camara), ante 1908.
Alberto Carlos Lima, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 10:47
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Domingo, 31 de Janeiro de 2016
Programa de variedades

The Shadows, Apache
(Playback de 1969)



Escrito com Bic Laranja às 22:35
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016
Onde fica a 1.ª Circular?

(Publicado originalmente em 16/I/16 ao meio-dia e vinte seis, revisto às quatro menos vinte da tarde e tornado a publicar em 28/I/16 porque a gente não lê.)

 

Pedro A. Santos, «Onde fica a 'primeira circular'», in O Diabo, 12/1/16 A lógica da 2.ª circular é análoga à da 3.ª idade -- conhece-se-a sem caso donde haja a(s) anterior(es).
 N' O Diabo desta semana (12/I/16) Pedro A. Santos põe, a propósito das obras farónicas dos socialistas e da que está na calha para a 2.ª Circular em Lisboa, a questão de «Onde fica a 'primeira circular'». Uma curiosidade a que responde com a conjectura que me também ocorreu há muito, fruto dalgum conhecimento da história da nossa cidade, mas que não é verdade. Associa ele a 1.ª circular à esquecida estrada de circunvalação de 1852 que de Alcântara, pela Rua Maria Pia, Marquês de Fronteira, S. Sebastião, Duque de Ávila, A. Cego, Visconde de Santarém, L. Leão, Morais Soares (Poço dos Mouros), Alto de S. João e Calçada das Lages (Afonso III), chegava à Cruz da Pedra, entre S.ª Apolónia e a Madre de Deus.
 Bom, a verdade é que a circunvalação de 1852 nada tem para a contagem da 2.ª Circular que hoje havemos e onde ùltimamente a vereação cismou em plantar árvores dê lá por onde der. A 2.ª Circular é fruto dos planos de urbanização e expansão de Lisboa do tempo do Estado Novo gizados pelo Eng.º Duarte Pacheco e ordenados num plano de avenidas radiais e circulares. O esquema é também conhecido por Plano Director de 1948 ou plano De Groer. As circulares, contadas do exterior para o interior, seriam:

 O plano foi servindo como orientação e sendo adaptado amiúde conforme as circunstâncias até estar esquecido. Mas, como vemos, a circunvalação de 1852 nem considerada estava.

P.D.U.L. (De Groer, 1948)
Plano Director de Urbanização de Lisboa, 1948.
In Lisboa — Breve História dos Planos Urbanísticos.



Escrito com Bic Laranja às 21:26
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Ainda a 1.ª Circular

«Segunda Circular», 24 Horas,  08/VII/1998 
 Contrariando a insciencia geral e a falsa conjectura de Pedro A. Santos sôbre o nome da 2.ª Circular em particular, esclareci há dias por cá eu o que pude do caso. Não imaginava era vir tarde. O Dept.º de Contôlo de Trafego da C.M.L. há mais de [quase] 20 annos o esclareceu e explicou a um leitor do extincto diario 24 Horas. E com admiravel entendimento de causa.
 Registo que da 2.ª Circular os serviços do municipio soubessem já em 1998 do século passado que era uma avenida — Marechal Craveiro Lopes de seu nome. — Descuraram foi esse nome ser só metade... isto é, ¼ de circular, justamente o trôço do Campo Grande ao Relogio, que d'elle ao marco 0 da auto-estrada n.º 1 a dicta avenida é radial. Por dizer ficou a outra metade, o trôço dicto do General Norton de Mattos, do Campo Grande a Benfica e à Buraca, quiçá por vergonha de ser toponimo postiço a esconder o original, do Marechal Carmona, supprimido por «necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população, pela sua última ligação ao antigo regime» (Edital 161/74, de 30 de Dezembro).
 Pormenores que não interessam.
 Não obstante a confusão de radial com circular e de circular inteira com metade ou ¼ d'ella (ou por môr d'isso tudo)  lá aventaram de sciencia certa (ou de certa sciencia) na resposta ao indagante leitor do jornal  o conceito de que tinham, a final, vaga noção, exemplificando, não nunca com a circumvallação de 1852 como Pedro A. Santos (seria estulto esperar tal conhecimento da Historia da cidade na Camara), mas com uma amálgama da 3.ª circular do plano De Groer (de que fizeram segrêdo e baralharam a sequência) com a Av. Central de Chellas (quereriam em vez dizer Estr. de Chellas e R. Gualdim Paes, mas que importa), no que desmonstaram sem espanto a sua idéa duma 1.ª Circular que, no entanto, nunca «pegou».
 
Pudera!

E a 2.ª

 Tornaram hontem ou antehontem as trombetas noticiosas com a propaganda à idéa fixa da vereação municipal para a 2.ª Circular.
 Conheço a predilecção do pessoal politico d'estes valhacoutos municipaes pelo cimento e pelo alcatrão. Mas, como é negócio que anda deprimido, cheira-me que se propuseram agora aquelles em desbravar novos mercados; como flôres dão pouco (mas já se viu como destruiram os brasões da Praça do Imperio para opportunamente contratarem nova jardinagem politicamente mais correcta) e, como massacrar o arvoredo dos jardins e avenidas da cidade são migalhas que mal pagam a pateada que os votantes alfacinhas hão-de dar nas urnas, vemos os tractantes municipaes n'estes dias empenhados em plantar árvores com tanto ardor que scismam até cravá-las entre alcatrão e cimento; a 2.ª Circular, se não acabar numa Amazónia dos pequeninos há-de vir ser a Floresta Negra de Entre-Monsanto-e-Aeroporto.
 Perdão! Floresta Marechal Craveiro Lopes.

2.ª Circular à Az. das Galhardas, Telheiras (A Goulart, 1961)
Segunda Circular à Az. das Galhardas e a floresta autoctone, Lisboa, 1961.
Arthur Goulart, in archivo photographico da C.M.L.

 

(O recorte do 24 Horas devo-o ao estimado Plúvio.)

(Revisto.)



Escrito com Bic Laranja às 14:05
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
Uma forma de prostituição

 No tempo dos campeonatos da 1.ª, da 2.ª, da 3.ª divisões nacionais, com todas as zonas e séries, mai-los campeonados distritais com suas divisões 1.ª e 2.ª também, o dinheiro não abundava. Jogava-se em campos pelados, os sócios quotizavam-se, os putos até aos 14 entravam à borla a par dum adulto — ó vizinho deixe-me entrar consigo! — e... a bola era uma festa, de amadores no genuíno sentido do termo; o bairro ou as gentes da terra não esmoreciam, jogavam ou apoiavam; os clubes não faliam nem acabavam assim... — Ainda há dias o Benfica jogou com o Oriental em Marvila a fazer lembrar esse tempo; clubes de bairro no campeonato nacional da 1.ª Divisão?! E, pregunto-me, se hoje o campo ainda é pelado.
  — Ná! Podia lá ser!...
  Com tanto fausto para aí agora, tanto profissionalismo, tudo Sociedades Anónimas Desportivas Futebol Club, e não há dinheiro que chegue para tudo nem dinheiro para nada. Hoje há campeonatos organizados por uma liga de clubes (ia dizer rameiras) em que tudo se põe à venda. Daqui, por isso, a prostituição em que os vejo.

Subida do Vitória à III Divisão, Picheleira (V. da Silva, 1977)
Festa rija da subida do Vitória à III Divisão Nacional de futebol, Picheleira, 1977.
Cliché do sr. Vieira da Silva, in
De Cabelos em Pé.



Escrito com Bic Laranja às 00:24
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2016
Bem comem do prato em que cospem

 Dizem que é historiadora, mas, tenho impressão que é burguesa com cabeça boa para franja. — A rebrilhante Pimentela fez hoje o necrológio do architecto do franjinhas. Lá lhe catou da biographia, para contraste, a linhagem catholica monarchica, o parentesco no Estado Novo, a militancia no Nacional Sindicalismo, o alistamento na Mocidade Portuguesa, o activismo falangista e... — E ao depois diz que por volta da II Grande Guerra a anglophilia lhe virou o tino contra o regimen dando d' ahi em guiar-se — quiçá por iniciatica inspiração — para a luz que guia offuscantemente a Pimentela: a P.I.D.E./D.G.S. Por quatro vezes viu o architecto a luz a que se guiou, tanto que ganhou resplendor.
  Abençoada P.I.D.E., sem a qual não haviamos heroes, nem tinha esta Pimentela entretém.

Capturar.JPG
(Photomontagem burguesa do pasquim censurado com fragmento do ganha-pão.)



Escrito com Bic Laranja às 21:48
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Govêrno-sarna
 

  Soou a notícia há semanas ou coisa. O govêrno ensaia-se em decretar metade do assucar nos pacotinhos da bica. Depois de tê-los — aos do govêrno — besuntando-se-me na torrada do pequeno-almôço meio-sal, hei-de tê-los agora dissolutos no meu café meio assucarado. Ainda um dia destes hei-de deitar-me e acho o govêrno empulgado-me a cama.

 

Capture.JPG

(Revisto.)



Escrito com Bic Laranja às 12:50
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Domingo, 24 de Janeiro de 2016
Anedotas da «Gente»

 N’ A Porta de Marfim o prof. Marcello Caetano refere em remate duma longa carta o, nestes dias depois do fim, eleito presidente da coisa.

« É certo que, à parte as de 1969, não consegui fazer eleições que se impusessem pelos seus resultados, porque os adversarios as boicotavam e nos deixavam sozinhos em campo. As oposições não eram ao Governo, mas à Constituição e ao regime, e todos os esforços que fiz para criar uma força política que dentro da órbita constitucional competisse com a A.N.P. (grupo de deputados liberais, SEDES, de que fui o único fundador...) tudo isso esbarrou com a incompreensão e espírito contestário dos meus próprios amigos. Agora têm o que merecem... Mas participam, partilham... Das anedotas que o Marcelinho R. de S. conta perfidamente na «Gente». Estão felizes.»

 Curiosamente a entrada de comentário da autora à carta é.... 24 de Janeiro de 1983 e escreveu unicamente: «A 9 de Maio de 1978 respondias-me com amigável malícia.»

 

(M.ª Helena Prieto, A Porta de Marfim, Lisboa, Verbo, 1992, p. 108.)



Escrito com Bic Laranja às 21:22
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Sábado, 23 de Janeiro de 2016
Belem, reguengo da cidade e a tracção animal

A alegoria de amanhã.

Carro americano, Atêrro (J.C.Cruz, 1880)

Carro americano, Atêrro, 1880.
José Chaves Cruz, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 21:59
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016
Da harmonia architectonica occulta

Corte transversal da basílica da Batalha (J. Murphy, 1795)

In James Murphy, Plans Elevations Sections and Views of the Church of Batalha, in the Province of Estremadura in Portugal by Fr. Luis de Sousa; with remarks. To which is prefixed an Introductory Discourse on the Principles of Gothic Architecture, London, I. & J. Taylor, High Holborn, 1795. 



Escrito com Bic Laranja às 14:52
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016
Da estética que nos vendem

Bloco das Águas Livres, Lisboa  (F. M. J. Matias, 1959)

Bloco das Águas Livres, Lisboa, 1959.
Architectos: Nuno Teotónio Pereira, Bartolomeu da Costa Cabral; prémio da I.ª Exp. Gulbenkian, 1955.  Photographia: Fernando Manuel de Jesus Matias, in archivo photographico da C.M.L.


 Do substantivo bloco para desingar o que se rotula Arte, aos prèmiozinhosprèmiozões que o corroboram, há todo um sentido do Belo, assaz insensato incensado, que emana não sei donde e resvala para não sei quê. E nós dele con... vencidos.
 Deixá-lo!

 



Escrito com Bic Laranja às 12:46
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