Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Da urbanização

 Às vezes dou comigo a imaginar como seria tal ou tal sítio antes de lá haver prédios. Um deles é a Av. dos Estados Unidos ali onde quem vira da Av. do Aeroporto.

Av. dos E.U.A., Lisboa (E. Portugal, 1951)
Avenida dos Estados Unidos da América, Lisboa, 1951.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 12:28
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Reclamo

Aqui o café pub fechou. E o gás acabou...


Sonap, Maçã (E.N. 379), 2006.

Escrito com Bic Laranja às 23:19
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Vá aonde for...

Leve o aquecimento global consigo!

 

 


Crowded House - Weather With You
(MTV / 1992) Max Sessions, [s.d.]
 

[Recomendado pelos principais noticiários.]

 


Corrigido em 4/2/2007 e em 12/9/2008.

Escrito com Bic Laranja às 06:26
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Domingo à noite: variedades


Santana - Samba Pa Ti
(Beat-Club / Abril de 1971)

Escrito com Bic Laranja às 22:38
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Sábado, 27 de Janeiro de 2007

Nerja: pequenas memórias

 Em 2002 deu-me saudade dos chavales do Verão Azul e rumei em passeio a Nerja - duma jornada do caminho já dei cá notícia.
 Lá vi a traineira do Chanquete, mas a idealização formada a partir da série dos miúdos e o lugar real não se conjugam nestes veraneios; é como ler um livro e depois ver o filme...
 A terra tem graça pitoresca mas a multidão de veraneantes com carros e motoretas desgraça-a; as praias ficam cheias como um ovo e é difícil pisar o cascalho sem pisar a cabeza a alguém. Julgo que isto seja uma técnica dos que arribam à praia para remover os outros e abrir uma clareira para si. Outra técnica - mui pouco usada - era chegar cedo o bastante, mui antes dos pisa cabezas, e fugir-lhes a meio da manhã que era quando eles engrossavam. Calhava bem pois podia almoçar-se à saída no restaurante da praia logo à hora de chegar o peixeiro. Este modo antecipava a siesta. À tardinha as praias de cascalho voltavam a ser frequentáveis por os pisa cabezas - já tostados em rosa forte - terem debandado para se alindarem para a ceia e juntarem à movida.
 No apartamento havia uma estante com livros (sobretudo em inglês); cuidei que fossem os veraneantes que lá se alojavam que os iam deixando. Levei um livro que acabei lá e como os da estante não me interessaram fui comprar outro. Trouxe Felipe II y su Tiempo de Manuel Fernández Álvarez, o mais grosso que havia na livraria. Imagino se alguém se interessou pelo Paço da Ribeira do Nuno Senos que lá deixei!...
 Mais que isto só me lembro de coisas soltas de Nerja.
 Perguntei, apontando, o nome dos pêssegos carecas numa tienda e responderam-me: nectarinas. Aprendi que Nerja é a origem do novo nome dos pêssegos carecas que vejo agora escrito nos híperes! Quem quiser diga aos dicionaristas!... A vendedeira por seu lado pediu informação e foi informada que nosostros éramos galegos!...
 Outra coisa que me lembro é de cá a senhora pronunciar zumo (com o 'z' bem zumbido à portuguesa) e os sumos não serem piores por isso.
 Nerja sofre com o calor do Verão e com os cães dos turistas. Somados [à falta de limpeza dos dejectos caninos], intensificam exponencialmente o cheiro a... Nem de propósito, quando no Verão a seguir contei onde estivera ao tio do Algarve, ele, ouvindo pela primeira vez o nome da terra perguntou admirado.
 - Estiveste onde?! Em merda?!...



Epílogo: por uma razão qualquer a máquina fotográica descartável ficou no saco até passarmos por Beja, à tornada. Salva-se de Nerja uma fotografia em grande estilo na Cueva, que eles lá impingem aos turistas. Vale-me isso, mas não vos maço com tal. Já basta a crónica banal.


Nota: corrigido às oito e meia da noute.

Escrito com Bic Laranja às 14:26
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Trinitá Cowboy Insolente

Nos Dias que Voam ciranda-se pelos cinemas piolho de Lisboa (e outros mais). Calha bem que tenho aqui a parelha Bud Spencer e Tèrênço Hill (como diria o Cafeteiras).



Isso é que eu me ria com aquele chapadão de mão aberta no mexicano [a 0:50 do fim]...

Escrito com Bic Laranja às 22:00
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

O antimercado

Jogo Mastermind O antimercado é uma feira onde os que não produzem vendem o nada que produzem. Quem produz não pode lá vender, só comprar.
 Paradoxalmente (ou se calhar não) a promoção o marketing de um não-produto faz-se tal e qual como a prom   o marketing de qualquer outro produto: com imoral amoral publicidade. A campanha escolhida intitula-se «Aquecimento Global», é duma agência das N.U. e está a ser veiculada a todo o gás na comunicação social.
 A América, orgulhosa da sua economia mercado, renega a economia de antimercado por não ganhar nada com isso ter sido ela que inventou.
 O antimercado inaugurou-se na feira de Quioto e diz que foi um gato fedorento que inventou.

 Eu cá para mim foi o Mastermind.


Escrito com Bic Laranja às 21:26
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Sinal dos tempos... perdidos

 


Imagem (também) nas Estradas de Portugal.

 

Escrito com Bic Laranja às 17:02
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Sinal dos tempos

 


Imagem nas Estradas de Portugal

Escrito com Bic Laranja às 23:25
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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

Em Janeiro, sete casacos e um sombreiro

 Em menino achava maturidade nos crescidos. Os avós, os pais, os tios, a sra. D. Maria do Rosário que foi minha professora primária falavam assisadamente, soavam como gente grande e não me parecia que dissessem disparates. Estivesse frio diziam-me agasalha-te sem muitos nhanhanhãs; se porventura perguntasse porque estava frio diziam-me que no Inverno é normal o tempo frio. Isso mesmo também dizia o livro da 2ª classe...
 Hoje de manhã a telefonia noticiava que estamos em estado de alerta por causa do frio. Parece que pode nevar em Bragança!...
 Extraordinário, portanto!
 O corolário da notícia foi um conselho em português... securitário, talvez [o que eu aprecio este palavreado moderno!]:
 - Aconselha-se o uso de várias camadas de roupa!
 A geração rasca (a minha) não ensinou sequer a dizer agasalho a esta nova geração diluviana de banalidades; e agora há paranóia um alerta a cada terrível estação do ano. Duas gerações cuja mentalidade hibernou na creche debaixo de muitas camadas de roupa de marca.
 Uma tristeza!...

Imagem do Livro de Leitura da 3ª Classe do  Ministério da Educação Nacional, [s.d.].

Escrito com Bic Laranja às 22:09
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Trecho de pequena história

 Pedindo uma mulher viúva a el-rei [D. João III] que lhe tomasse dois filhos [1], alegando para isso os muitos serviços de seu marido, tomava-lhe el-rei logo um. E ela não quis, antes, insistindo em sua tenção, disse algumas palavras tão ásperas que se enfadou el-rei tanto que, não podendo usar de sua condição sofrida [2], se levantou da cadeira e se recolheu para a rainha [3]. E ela, logo que lhe viu no rosto que ia agastado, perguntando-lhe de quê, contou-lho el-rei; e a rainha, com rosto risonho, pelo desmalenconizar [4], disse-lhe:
 - Não, Senhor. Porém tome-lhe Vossa Alteza um filho e eu o outro.
 E assim fizeram.

 Ditos Portugueses Dignos de Memória; História íntima do século XVI anotada e comentada por José Hermano Saraiva, 3ª ed., Mem Martins, Europa-América, 71 (p.40).


[1] Que tomasse ao seu serviço, admitisse como criados do Paço.
[2] Não podendo manter a calma que lhe era habitual.
[3] Retirou-se para os aposentos da rainha.
[4] Para lhe restituir a boa disposição, para o tirar da melancolia.
Escrito com Bic Laranja às 17:58
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

A E.N. 266 e a água de Monchique

 Estou orgulhoso de mim por este passatempo. Pondero agora concorrer ao Preço Certo, daquele grande português anafadinho.
 Derivado ao - derivado ao é como se diz muito agora, não é... Derivado ao desafio do Manuel veio-me a recordação das férias de 2002. Numa etapa (demorando) a caminho de Nerja percorri E.N. 266 de fio a pavio (foi a única vez que lá passei). Foi depois duma tarde na praia das Furnas (V.N. de Milfontes), passando por Odemira - onde sorvi uns iogurtes de meio litro do Lidl. Prestei pouca atenção às pontes. Lembro-me é de ter enchido uma garrafinha de água numa bica lá mais para a Portela das Corchas (Serra de Monchique) e de ter dito à senhora:
 - É água de Monchique; é boa!
 A água pernoitou na mala do carro (nós e o carro pernoitámos em Monchique) e no outro dia a senhora, arrumando a bagagem, apresentou-me a garrafa cuja água se tornara da cor do barro, dizendo:
 - Queres água de Monchique? É boa!
 E seguimos para a Praia da Rocha entretanto.


Postal de Portimão do Fórum Auto-Hoje.
[Calhando há-de sair algo sobre a terra do Chanquete.]

Escrito com Bic Laranja às 20:56
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Será...?

Dúvidas há que me ocorrem:
- Será que há limite para o desejo dos humanos de possuir coisas?
- Seguindo para N. na Av. Antº Augusto de Aguiar, será que algum dia poderei virar à esquerda para a Marquês de Fronteira e não para o Corte Inglês?
- Será que o areal de S. João da Caparica está a depositar-se na praia de Caxias?
...
[Esta agora é mais para o amigo Manuel]

Foto atribuída a MSS, in http://gasolim.sapo.pt

- Será que esta ponte fica ali ao virar da curva ou é mais adiante na E.N. 266?



Se for mais adiante apanho aqui a carreira nesta paragem.


Fotografias in H Gasolim Ultramarino.

Escrito com Bic Laranja às 22:58
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Diacronia

 O tempo voa. A Dona T. reconta-o aos dias cheia de entusiasmo. Dá-se a trabalhos por isso e dedica-os generosamente aos circunstantes. Por causa dumas curiosidades antigas que publiquei sobre Arroios e a Almirante Reis ofereceu-nos ela a perspectiva diacrónica. Agradeço-lhe com uma tentativa de aproximação fotográfica do seu postal dos Restauradores ao Almanach Palhares.
 - Muito obrigado Dona T.!


Restauradores, Lisboa (M.Tavares, c. 1900)
Praça dos Restauradores e Avenida da Liberdade, Lisboa, c. 1900-1910.
Manuel Tavares, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 13:09
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Ouvi da tia Belmira

A 20 de Janeiro tem uma hora por inteiro, quem lá chegar hora e meia há-de achar.

Camponeses, Mosteirô (Castro Daire), 2006)
Camponeses de Mosteirô, Castro Daire, 2006.

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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