Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Heresias de fim de ano

 Esta aqui dos anos 90 é de quando as minhas passagens de ano eram sempre a abrir. Apesar da aparelhagem antiquada que se vê no princípio tem grande ritmo para festejar o ano novo. Aquela parte da letra que diz All we have to do now, Is take these lies and make them true somehow vai direitinha para o intrujão do inglês técnico. Mas o melhor do teledisco é que traz a Linda Evangelista, a Cindy Crawford, a Naomi, a Christy Turlington e a Tatjana Patitz, um quinteto à atenção do género masculino da confraria dos blogos que aqui passa (dedicatória especial para o confrade Réprobo). Mais dedicado às consorores tenho a vaga ideia que no teledisco há também uns moços modelos, mas não posso identificar, que aqui o meu computador só dá as piquenas.
 Bom ano a todos!


Jorge Michael, Freedom (1990).

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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

O que há a saber sobre a lei do tabaco

Cultivar tabaco é legal. Fabricar cigarros é legítimo. Vender tabaco não é crime. Ah! Mas ai de quem fumar! Os fumadores ficam à porta como os cães.
E no entanto...
Plantar cocaína é ilegal; sintetizar estupefacientes é ilegal; vender drogas é crime. Ah, mas ai coitadinhos dos drogados toxicodependentes! É preciso pôr-lhes umas salinhas para se drogarem asseadamente.
E dar-lhes seringas.
E se for preciso ir levar-lhas à cadeia.
Maus hábitos
A lei é para cumprir.


(Fotografia em Associações Livres do Dr. X, onde as fotografias antigas são um primor.)

Escrito com Bic Laranja às 00:16
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Tarifa de bordo

 O bilhete do autocarro exibe pomposamente o nome 'Tarifa de Bordo'. Ora tarifa significa preço, mas o bilhete não diz o preço em lado nenhum. Diz só segundo tarifas em vigor I.V.A. 5% em português arrevesado, o que demonstra que na Carris do "+ próximo" conhecem o outro significado de tarifa: pauta de impostos.
 E os avisos no verso: este bilhete é individual... e conserve este bilhete até ao final... provam que na Carris do "+fácil" alguém tem ainda vaga ideia de se dizer bilhete.
 Não entendo, portanto, como na Carris do "+rápido" se não valeram logo do bárbaro em que se mostram tão expeditos.
 Tiquê de Bordo é que era!
UU642478

Escrito com Bic Laranja às 12:23
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Autocarro XXI

Autocarro 54-3 (c) 2004

O obliterador?

 Não sei já onde vi que o bilhete era € 1,30.
 Subi, pus o dinheiro certo na bandeja do cobrador (que por acaso é também motorista).
 Com o bilhete na mão devo ter olhado intrigado para a máquina ali à frente sem ranhura e hesitado a caminho doutra mais atrás.
 Foi quando ouvi o motorista (que por acaso também é cobrador) dizer secamente sem olhar para mim.
 - Não é preciso.


Do autocarro certificado
Of the bus certificaded (*)

 Andar de autocarro dá tempo para observar.
 O aviso de parar que pisca quando tocamos a campainha agora diz 'stop'. Dantes dizia 'parar'.
 E o linguajar no autocarro é crioulo.
 Ir no autocarro vai-me dando para pensar - exercício que procuro fazer uma ou duas vezes por semana:
 Se for para crioulos os avisos e a sinalização devem ser em linguagem de bárbaros...?

(*) É ingliú, subdialecto do bárbaro.


Autocarro 54-3, Buraca, 2004.

 

Escrito com Bic Laranja às 22:45
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Casas caras

Já nem sei há quanto tempo não andava de autocarro.
Quando me pus na paragem do 45 veio uma cigana velha falando alto perguntar-me:
— Este autocarro passa nos corrêos do Campo Grande?
Deve ser surda — pensei.
— Pois no Campo Grande passa, mas não sei onde são os correios... — respondi-lhe elevando um tanto a voz.
Calou-se e ficou para ali um instante a remoer. Nisto desata a falar da Feira. Percebi-lhe qualquer coisa meia gemida do género: — «Ai! Acabarem com a Fêra...»
— É para fazer casas — atalhei-lhe.
Ficou a olhar para mim. Pensou um pedaço lá consigo, mirou na direcção da Fêra e daí a nada disparou, puxando-me o braço.
— Casas... de habitaçã' sociáli?
Olhei para ela seriamente, a rir-me cá dentro. Não querias mais nada. Mas olha que o descaramento até te melhora os conceitos. Habitaçã' sociáli demonstra muita escola.
— Não. Casas caras.
— Casas caras?!...
Fiz que sim com a cabeça, com ar sério.

Entrecampos (c) 2004
Entrecampos: horizonte (ainda) aberto, Lisboa, 2004.

Escrito com Bic Laranja às 23:14
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Fim do Natal

 Os reclamos na televisão anunciavam o tempo das prendas. Era um tempo mágico. A mãe e o pai ensinaram-me que na véspera de Natal devia pôr o sapatinho na chaminé e ir dormir se não o Menino Jesus não vinha para dar as prendas. O mano, sempre mandão repetia:
 — Não podes ficar acordado senão o Menino não te dá nada!
 Eu cumpria. E o Menino Jesus não faltava ao prometido.
 Houve uma vez - devia ter três ou quatro, não sei - que a ansiedade me acordou de madrugada, ainda não amanhecera.
 Chamei baixinho pelo meu irmão:
 — Mano! O Menino Jesus já veio?
 — Não sei — respondeu. — A mãe é que sabe.
 A mãe sabia que sim:
 - Vamos lá ver - disse ela quando a fui acordar.
 Em casa acenderam-se muitas luzes e num instante demos com os sapatinhos e a chaminé cheios de prendas. Ena! Aquilo é que foi uma alegria! Ao lado do meu sapatinho, havia um camião gigante azul e amarelo embrulhado com uma fita encarnada. E a seu lado uma escavadeira do mesmo tamanho que elevava a pá! Fiquei felicíssimo e quis logo ir brincar às obras, mas a mãe disse que ainda eram horas de dormir; o Menino Jesus podia ainda tornar outra vez com mais prendas. Demasiado excitado, lá aceitei ir-me deitar.
 Na manhã de Natal, corri a desembrulhar as prendas para a cama dos pais. No sapatinho, além de roupas e coisas menos engraçadas ainda achei uma debulhadora...
 Esbagoando e enfardando agora estas histórias lembro-me que depois desse Natal tudo se baralhou: o Pai Natal apareceu também a dar prendas e na confusão veio-me à ideia que ele devia ser pai do Menino Jesus... Ao depois os miúdos da taberna - os cabacinhos como lhes chamava a Dª Joana - mais o primo deles, disseram-me que não havia Pai Natal nem Menino Jesus nem nada; que eram os pais a fingir. Foi o desencantamento mais custoso que passei.

Camião Dodge (Matchbox 48)
Camião Dodge, Matchbox 48 (série Superfast), 1970.


Escavadeira (Matchbox 16)
Escavadeira, Matchbox 16, 1969.


Debulhadora (Matchbox 65)
Debulhadora, Matchbox 65, 1967.


Carrinhos de Steve Beckett Vintage Diecast e de Malcom's Diecast Showroom.

Escrito com Bic Laranja às 18:21
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Coro de Aleluia


Coro de Aleluia
Handel, O Messias.
Orquestra Sinfónica de Atlanta e Coro de Câmara.
Maestro: Robert Shaw (1987).

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Barroco puro


Sara Macliver - Rejoice Greatly, O Daughter Of Zion
Handel, O Messias.
(ABC Classics)

Escrito com Bic Laranja às 00:00
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Cartão de Natal



Jan de Bray
A Sagrada Família*
Óleo sobre tábuas, 41 x 34 cm
(Colecção particular)


Aos benévolos leitores que
generosamente visitam este blogo,
sinceros votos de um
SANTO E FELIZ NATAL .

Agradeço especialmente as prendas
que a Dona T.* e os confrades
Combustões*, Exactor *,
Jansenista* e Je Maintiendrai*
particularmente me dedicaram.
[E àqueles que eu tarde dei por elas.]

A todos,
BOAS FESTAS !

Escrito com Bic Laranja às 00:00
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Alguém hoje acordou assim

(Plagiando a blogosfera)
Acordar assim
Postito com Bic Laranja (c) 2007.
Escrito com Bic Laranja às 20:55
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007

Vila Castanheira

 Mais ou menos pela Rua Damião de Góis, onde assenta modernamente o viaduto da C.R.I.L..
 Ah! A estrada que vedes acompanhar a ribeira era a Estrada da Carapuça. Levava à quinta de Miraflores.


Vila Castanheira, Algés, 1941.

Estrada Militar da Circunvalação

 O casarão que se esconde no arvoredo defronte da praça sobrevive, lá onde a Rua de Dom Jerónimo Osório desemboca debaixo do moderno viaduto.


Vila Castanheira, em último plano vê-se a praça de touros de Algés, Algés, 1941.


Fotografias de Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Escrito com Bic Laranja às 13:32
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

A ribeira de Algés


 Do Trancão ao Jamor, Lisboa já não tem campos nem ribeiros. Em lugar disso tem aterros e caneiros que, embora sejam coisas de engenho, não têm poesia nenhuma. Em tempos a Rua de Pedrouços seguia direita até à alameda de Algés. O eléctrico para o Dafundo despedia-se de Lisboa na ponte nova sobre a ribeira de Algés, num cenário bucólico impossível hoje de imaginar. Na margem esquerda da ribeira eram as portas fiscais, idênticas às de Benfica, porto seco no trânsito das mercadorias para a cidade. Para montante hortas e arvoredos ornavam as margens bucólicas da ribeira; mais além o serpentear cheio da ribeira espelhava a Vila Castanheira, que sobressaía do pitoresco para lá da ponte velha, por cima da copa das árvores.
 Curiosamente aquele moinho de elevar água não se quedava longe da torre do relógio do largo de Algés. Era só uns 5 ou 10 metros mais para cá.



Fotografias: autor não identificado, c. 1900 (as duas primeiras) e Paulo Guedes, 1905. Todas do Arquivo Fotográfi-
co da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 00:15
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Epigrafia


Lápide da ponte velha de Algés, [c. 1939]
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

A CIDADE
MANDOV FA
ZER ESTA
PONTE NO A
NNO DE I605

Escrito com Bic Laranja às 15:50
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Total cárie

Total cárie
Gralha tipográfica no rótulo.
Escrito com Bic Laranja às 22:49
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Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Rua de Arroios

 A Rua de Arroios, quem lá passe hoje, parece que encolheu. Este desafogo todo há perto de setenta anos mostra que não fazia concorrência à Av. Almirante Reis. Uma carroça pouco acima do prédio de esquina, no sítio onde foi a fábrica da Cerveja Leão - anteriormente tinha sido ali o palácio do Conde de São Miguel - e umas poucas pessoas fazem todo o movimento da rua. O ar de arrabalde industrial é notório: à esquerda, em segundo plano, a fábrica dos Lanifícios de Arroios, onde foi outro palácio: o dos Condes de Mesquitela. Acho-lhe mais graça assim. Sempre gostei dos arrabaldes industriais de Lisboa com reminiscências de velhos solares e palacetes fidalgos.

Rua de Arroios, Lisboa (E. Portugal, 1940; A.F.C.M.L., A10444)
Rua de Arroios, Lisboa, c. 1940.
Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Palácio dos condes de São Miguel (Quinta de Arroios)

Ruínas do palácio dos Condes de São Miguel, Arroios, c. 1900 (A.F.C.M.L., A1690)
Ruínas do Palácio dos condes de São Miguel, Lisboa, 1940 c. 1900.
Espólio de Eduardo Portugal (?) in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 Em fins do séc. XVI o fidalgo Diogo Botelho, descendente dos alcaides de Almeida (séc. XV) que estivera com el-rei D. Sebastião em Alcácer Quibir, levantou nestes terrenos as casas e a quinta de Arroios. Foi este Diogo Botelho partidário de D. António, Prior do Crato, em 1580, tendo-lhe dado aposentadoria nestas suas casas antes de ele enfrentar o duque de Alba na batalha de Alcântara. O título de conde de S. Miguel, porém, só foi criado em 1633 por Filipe III a favor de D. Francisco Nuno Álvares Botelho, neto de Diogo Botelho, que veio a herdar estes terrenos e granjeios, os quais passaram ao depois para a Casa dos Condes dos Arcos. Posteriormente (não consegui apurar quando) a fábrica das Cervejas Leão, que perdurou até 1916, ocupou o lugar da antiga quinta; tinha um grande pátio que se estendia para os terrenos onde eram as casas - certamente já em ruínas - dos Condes de S. Miguel. Quando o Norbetrto de Araújo por aqui peregrinou em 1939 (vol. IV, pp. 79 e ss.) era uma serração de madeiras que havia ali no lugar do nº 48, logo acima da esquina com a nova Rua Francisco Foreiro.


Nota: revisão do verbete com introdução de texto em 16 de Dezembro às 11h da noite.

 

Escrito com Bic Laranja às 22:19
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