Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Espinho

  No fim de contas cá me decidi poupar-me a maiores incómodos e mandei, sem regatear, vir o livrinho do Brito Camacho. Chegou hoje pelo correio. Quando abri o pacotinho alguém me comentou rápido e em tom jovial:
  - Ena! Que livro tão velho!
  - Psst! Saiba a menina que, pelo preço que custou, se trata dum livro antigo. Custasse dez vezes menos então sim, seria um livro velho. 

« Espinho dá uma impressão de frescura, mas começa aqui a impertinencia da areia, como se a linha ferrea assentasse nas dunas, e a columna d'ar que o comboio desloca, marchando a sessenta à hora, as varresse para cima das carruagens. »

Brito Camacho, Jornadas, Guimarães & C.ª, Lisboa, 1927, p. 98.

_ _  _ _
 

475 Espinho (Portugal) - Costumes
(Postal ilustrado de Espinho...)

Escrito com Bic Laranja às 23:06
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Do Carnaval

Ontem perguntaram-me: - Então, pá! E o Carnaval?
 - Olha que foi porreiro, pá! Passei no McDonald's.
- ?!...
- A atender-me havia uma cachopita com a cara pintada a fazer de bigodes e de barbicha. À Dartacão. E lá sentados a comer vi uma data de gigantones. Poupei-me de ir à Mealhada ou a Torres, vê lá tu!
 

McDonald's (c) 2008
McDonald's, Estrada de Mem Martins, 2008.

Escrito com Bic Laranja às 19:06
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Da estética volumétrica

 O sr. dr. António Costa satisfaz-se por lhe aceitarem, entre outras ideias, a da diminuição da altura da ponte a construir em Marvila por forma a [já não se diz 'para'?] diminuir o impacto visual da obra. Uma preocupação estética mui louvável do sr. presidente da Câmara duma cidade onde só se admitem edifícios com menos de 3 andares nas mais emblemáticas avenidas por motivos... estéticos?!...

Lisboa (c) 2008
Tela publicitária, Lisboa, 2008.

Escrito com Bic Laranja às 23:29
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2ª fila

Rua do Alvito, Lisboa (A.J. Fernandes, s.d.)
Rua do Alvito, Lisboa, [s.d].
Augusto de Jesus Fernandes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 08:00
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

À roda dos livros

 Soube há dias da edição recente duma espécie de jornadas em Portugal escritas por duas senhoras estrangeiras: Ann Bridge e Susan Lowndes (Duas Inglesas em Portugal: uma viagem pelo país nos anos 40, Quidnovi, [s.l.], 2009). Foi escrito no Verão de 1947 a pedido dum editor inglês para ser publicado como guia de viagens (The Sellective Traveller In Portugal, Evans Brothers, London, 1949). Resolveu a editora Quidnovi (que não actualiza a sua página na rede da Internete) publicá-lo agora cá, sessenta anos depois, mas parece-me que em boa hora; apesar de como guia estar fora de prazo, como documento histórico deve estar já suficientemente maduro. Não sei se não será livro monótono; encomendei  pela Rede uma 1ª edição inglesa (encadernada) que, incluindo portes, não me chega a custar £ 9.00 (uma edição de 1967, também encadernada, acha-se na Rede a £ 2.00 + portes). Pela bitola dos cifrões - que parece ser a que mede tudo hoje em dia - custa menos ler o bárbaro que o Português... Desgraçadamente desta vez enveredei por essa via. 
 A edição portuguesa custa € 15,90.

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 Sobre jornadas doutros tempos em Portugal, descobri excertos das de Brito Camacho no blogo da Rua Onze (mudou-se da Rua Nove). Não conhecia e suscitou-me a obra interesse - as impressões que ficaram do Portugal antigo são deveras deliciosas. Como a limonada...

" Se o leitor alguma vez fôr a Felgueiras, no verão, recomendo-lhe que peça uma limonada no Café Central. Dão-lhe um grande copo d'agua fresca, muito fresca e assucarada, faltando-lhe apenas o sumo ou a casca de limão para ser uma abundante e agradabilissima limonada. Convem, por isso, que leve um limão na algibeira, na certeza de que agua mais fresca e servida em copo tão grande, dificilmente apanha em qualquer outra parte."

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 Descobri um exemplar destas Jornadas num alfarrábio do Porto. Hesito em comprá-lo porque me parece caro. Não cuido que seja livro tão raro assim; e comparando com edições de livros novos...
 Tenho ideia que dantes encontrava edições antigas a muito bom preço nos alfarrábios e que foi por ter tal deixado de acontecer que se espantou cá o freguês...

Escrito com Bic Laranja às 07:45
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Ruas com dias (Rua 14 de Maio)

 Em «A Ponte de Alcântara e suas circunvizinhanças. Notícia histórica» (separata do nº 18 de Olisipo, Boletim do Grupo «Amigos de Lisboa» - 1942), escreve o engº Augusto Vieira da Silva o seguinte:

« Nos terrenos conquistados ao Tejo [em Alcântara] acham-se abertas muitas vias públicas, das quais a mais importante é a Avenida da Índia, começada a construir há muitos anos, sendo o último troço a concluir-se o que vai desde a actual Avenida 24 de Julho até à actual Rua do Cais de Alcântara.
    [...]
    Desde a Avenida 24 de Julho até à muralha do cais de Alcântara, do lado oriental da via férrea e da cobertura do caneiro, ao lado das oficinas da Câmara Municipal, e daí até ao Tejo, rasgou-se uma rua a que primeiro foi dado o nome de Rua 14 de Maio
(*), e hoje se chama do Cais de Alcântara (**)


Rua do Cais de Alcântara, Lisboa (E.Portugal, 1940)
Rua do Cais de Alcântara; cruzamento com a Avenida da Índia, Lisboa, 1940.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Nota:
 O artigo mencionado encontra-se também publicado em Augusto Vieira da Silva, Dispersos, vol. III, Publicações Culturais da C.M.L.., Lisboa, 1960, pp. 73, 74. Os asteriscos no excerto remetem para as notas 46 e 47 no pé da p. 74 da ob. cit., a saber: 
 
(*) Deliberação da Comissão Executiva da Câmara, 9 de Julho de 1915 , e edital de 19 do mesmo mês. Em sessão camarária de 14 de Fevereiro de 1937 propôs-se denominá-la Rua do Marquês de Marialva; é esse o nome que por lapso puzemos no nosso mapa V, e que deve ser rectificado para Rua do Cais de Alcântara;
 (**) Deliberação camarária de 12 de Agosto de 1937, e edital de 19 do mesmo mês.

Escrito com Bic Laranja às 13:00
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Sítio da ponte de Alcântara (1941)

 A ponte tinha a direcção dos carris da linha dos carros eléctricos, e o seu arco normal àquela linha, fica por debaixo da segunda carroça que se vê na gravura.

Augusto Vieira da Silva, «A ponte de Alcântara e suas circunvizinhanças; Notícia histórica», Dispersos, vol. III, Publicações Culturais da C.M.L., Lisboa, 1960, p.43.

 

Sítio da ponte de Alcântara, Lisboa (E. Portugal, 1941
Sítio da ponte de Alcântara, Lisboa, 1941.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 12:37
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Santana (vale da ribeira de Alcântara)

 No vale da ribeira de Alcântara, entre a calçada do Baltazar e o caminho das Pedreiras, cortado pela ribeira, o sítio de Santana parecia um lugar aprazível. Dez anos de progresso fizeram-no evoluir assim, conforme as fotografias ilustram. As duas últimas foram tiradas da pontezinha sobre a ribeira que vedes no canto inferior esquerdo da primeira da série...


Vista geral do sítio de Santana, Vale da Ribeira de Alcântara, 1939.

Santana, Vale de Alcântara (E.Portugal 1944)
Largo de Santana, Vale da Ribeira de Alcântara, 1944.


Idem, 1949.


 Entretanto sumiu-se do mapa.
 


Fotografias de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 14:25
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Saltinho ao mercado

No intervalo aqui da arrumação de papéis.

Mercado de Alcântara, Lisboa (E. Portugal, 1939)
Mercado de Alcântara, Lisboa, 1939.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 12:33
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Psi...

 O psi-20 estava esta manhã a perder zero vírgula vinte por cento. Se fosse zero vírgula duzentos por cento pareceria o cenário 10 vezes mais negro, não é verdade?
 Um parâmetro para o I.N.E. levar em conta para medir o clima de confiança económica.

Panorâmica tirada do I.N.E.  (E. Portugal, 1935)
Panorâmica do clima sócio-económico da rua cá fora tirada do I.N.E., Lisboa, 1935.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 11:28
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

The Rain In Spain


My Fair Lady, 1964.

 

 ...
  Principalmente mas nem toda...
  Alguma água baldeou para o saco de plástico. O Mapa Espanha 2009 traz a legenda FRANCIA em espessa (ou expessa) letra garrafal; a legenda PORTUGAL nivelou pela escala das províncias de Navarra, Aragón, &c.
 O meu bom amigo Fernando C., português de boa cepa, ficou contrariado. Mas dá-se que as tipografias do rectângulo fecharam quando Portugal acabou. E o Expesso (Expesso, exactamente) se soubesse geografia escrevia-se talvez com mais propriedade em crioulo em vez de andar a boiar na enxurrada.

Escrito com Bic Laranja às 22:59
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Agradecimentos

 Ao Lisboa S.O.S. pelo apreço, com pedido de desculpa pelo plágio inadvertido [sim, é possível]. Só me dei conta agora, que ponho a leitura em dia. Mas obrigado principalmente pelo profundo retrato íntimo de Lisboa. O labor do Lisboa S.O.S. é duma força inegável no presente (uma prova, entre outras, é que o Saldanha foi deixado em sossego) e um monumento inestimável para memória futura.

 À Gigi de Verde Água que simpaticamente acha esta blogo maneiro. É um bonito elogio que muito orgulhoso me deixa. Todavia peço escusa das regras 5 e 6 (cf. remissão) e em alternativa à nº 3 junto o blogo Verde Água à lista das ligações preferidas aqui à margem.

 Ao estimado Dr. Engº porque nomeou este blogo de notas um dos que gosta mesmo. É recíproco. Junto-o às remissões à margem pedindo desculpa por não lhe ter chegado a agradecer (parece-me) o prémio dos dardos há algum tempo.

 Ao prezado confrade João Távora do Risco Contínuo a pública nota do seu interesse por este alinhavo de palavras que me brotam às vezes da ideia.

 A ordem da enumeração foi a da frescura no Technorati e não outra. A alguém que eventualmente me haja escapado peço desculpa por não haver reparado. São bem-vindos a apresentar reclamação.

 E por agora é só mais isto:

Escrito com Bic Laranja às 23:02
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A minuta

 O bama da América honrou SS. Exas. de cá com uma cópia da minuta n.º 2 do copiador lá da chancelaria. Que bem! Mandem-lhe as Nossas Exas. um galinho de Barcelos e um convite para as comendas do dia da raça para mostrar como, em bicos de pés e prostradas à boa imprensa, SS. Exas. de cá podem ser magnânimas.

(O galo é do via Gasolim Ultramarino.)

Escrito com Bic Laranja às 10:23
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Variedades: música ligeira


The Turtles - Happy Together
(1967)

Escrito com Bic Laranja às 22:10
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37 Rossio-Castelo

 Há aquele jornalista que parece que tem uma casa da Câmara, que fez moda da frase: - Onde estava vossemecê no 25 de Abril de 74?
 Eu pergunto-me:
 - Onde estava eu mais o stock de coletes verdes quando veio a lei obrigando a ter colete reflector no carro? Ou onde estava há mais tempo eu mais o stock de palas para os guarda-lamas traseiros dos automóveis quando fizeram uma lei obrigando ao uso? Ou ainda onde estava a minha linha de engarrafamento de azeite e vinagre quando saiu a célebre lei dos galheteiros?
 Pouco importa. Interessa agora é ter uns elevadores para o castelo em armazém. É negócio em caixa. Ele há coisas que são como os referendos; tornam sempre à baila até se chegar ao LUCRO resultado pretendido...

Inaguração do autocarro para o Castelo, Lisboa (A.Serôdio, 1959)
Inauguração da carreira 37 do Rossio para o Castelo, Lisboa, 1959.
Armando Serôdio, in Revista Municipal, 1959, nº 82.

 Se bem me lembro, nos tempos em que frequentei a carreira, o 37 andava sempre às moscas. Enxamearam a Câmara, do que vejo...

Escrito com Bic Laranja às 14:11
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