Quarta-feira, 31 de Julho de 2013
Da 3.ª idade

 

 A 3.ª idade é da lógica da 2.ª circular -- conhece-se-a sem saber donde haja nenhuma 1.ª.
 Assim se põe a 3.ª idade, sem cuidar donde haja as duas anteriores.

 


Fotografia: Segunda circular em construção (entroncando na Estr. de Benfica pouco adiante da Estr. do Calhariz). Artur Goulart, 1962, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Cópia sem marca de água por gentileza de Lena Águas.



Escrito com Bic Laranja às 18:45
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013
Da Rua de Francisco Sanches



 O arquivista indexou esta com o título «Rua Carlos Mardel». Na verdade a Rua de Carlos Mardel é a que se só vê pela metade além da carroça (o prédio que lhe ocupava a embocadura havia de logo ser demolido). Mas onde poisou o fotógrafo foi na Rua de Francisco Sanches, diante do 186. É dele e deste troço de rua que me dá de dizer agora uma ou duas coisas de nada.
 O n.º 186 da Francisco Sanches faz gaveto com a Moraes Soares (n.º 157). Aqui meio de raspão como o vejo (à dir.) ainda se lhe viam as janelas originais da c/v rentes ao chão, antes de o comércio as ter estropiadas em montras de loja. -- Esta é uma prática assaz vulgar que tem mutilado das melhores fachadas da cidade. Talvez não seja aqui o caso (de ser uma grande fachada) mas o que tenho ideia é que montras envidraçadas dos anos 70 nunca melhoraram as modestas, mas compostas, fachadas originais destes gaioleiros.
 Um cabeleiro que havia no r/c do lado da Moraes Soares fechou há tempo e a loja que mutilou a fachada deste lado vagou pelo Natal porque... porque, enfim, o prédio chegou a um estado lastimoso. E assim ficou devoluto há uns meses este prédio. Tem ele agora escancarada a janela do r/c que aí vejo meia cortada na fotografia. Ontem à tardinha havia um par de pombos namoradeiros poisados mansamente no peitoril de ferro forjado. Não tarda temos ali um pombal. -- A menos que outros «okupas» também de duas pernas mas mais depenados venham lá e arredem dali com aqueles...
 Além deste prédio com ar acabado notei este troço de rua (do 180 ao 186) sujíssimo por dejectos de pombos e lixo deitado ao chão por bípedes desses sem penas nem maneiras. A  calçada vê-se desarranjada e sumamente encardida  -- até as solas se lhe grudam.
 Os comerciantes hoje descuidam a rua deante de seus estabelecimentos (desleixo e falta de sentido de negócio). Não sei que gente é esta agora (mandriões...) Dantes não se viam assim -- recorda-me de tantos antigamente, com um balde de água e uma vassoura a esfregarem o pedaço de passeio que lhes cabia. Talvez a Vereação pudesse arranjar forma de «sensibilizar» os comerciantes de bairro a melhorar o asseio nos seus passeios. Em quanto que porém isso não sucede pus eu -- olha -- um pedido de lavagem da rua no mapa de receber queixas da câmara municipal em rede, chamado «Na Minha Rua». Já lá tenho lançado pedidos (nem só da minha rua, como este) e, melhor ou pior, são atendidos, honra lhes valha. Como estamos em ano eleiçoeiro vai de aproveitar, que ao depois há-de ser tarde.
 A ver no que dá...


Fotografia: Rua Carlos Mardel [Abertura da], Arroios, c. 1939. Espólio de Eduardo Portugal, A.F.C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 18:10
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Segunda-feira, 29 de Julho de 2013
Do discurso tolinho de gente tolinha

Da tolice
(I, 29/VII/13.)



Escrito com Bic Laranja às 17:54
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Caso real de boicote doméstico ao caco gráfico

Exemplo de boicote doméstico ao Acordo Ortográfico  Quando em 2012 a cadeia de supermercados do Continente resolveu fazer o frete ao governo (a troco de quê?!…) e passou a publicar cartazes, folhetos e prospectos na cacografia Outono/Inverno da moda, eu reclamei. Reclamei, mas não me fizeram caso.

  Pois fiz eu caso. Fiz caso e resolvi aviar-me noutra mercearia.

  O Pingo Doce mudou-se para a Holanda. Diz o seu administrador, o sr. Santos, que por lá as leis do comércio não mudam a cada minuto. Diz mais: diz que a Holanda fomenta a expansão das empresas de Direito holandês para inúmeras partes por meio de acordos (lê-se acôrdos) internacionais. O governo português bem sei eu o que fomenta…

  O Pingo Doce fez o frete de ir pagar impostos ao reino da Holanda. O Continente fez o frete à República Portuguesa de fomentar por aí o caco gráfico do governo. Cada um semeia onde almeja colher, eu me parece…

  Eu, por mim, semeio aqui os factos. O gráfico demonstra quem — no caso do meu frigorífico — sai a lucrar ou a perder com o caco gráfico. Esta também é uma medida do negócio ortográfico em Portugal.

  À atenção de fregueses e merceeiros.



Escrito com Bic Laranja às 08:45
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Postal de 2006

DSC06357.jpg



Escrito com Bic Laranja às 00:03
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Domingo, 28 de Julho de 2013
1 Lugar

DSC06434.JPG
P PÁROCO, Moimenta da Beira, 2006.



Escrito com Bic Laranja às 13:25
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Dança de imagens (com chapéu preto) -- 2.ª ed.


Dança de Imagens (com chapéu preto).
(2.ª ed. muito revista e augmentada.)



Escrito com Bic Laranja às 00:01
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Sábado, 27 de Julho de 2013
Andamos nisto...

[Maria Luís Albuquerque] «Uma escolha pessoal de Passos», (Sol, 5/VII/2013)
 
 Os desempregados do poder andam desvairados com o rabo de palha da nova (ou breve) ministra das trocas- -baldrocas. Estribados nas correlegionárias trombetas da rádio e TV acossam-na impiedosamente. -- Que se deve ela demitir, pois claro!, pois mentiu a uma comissão inquiridora da sacrossanta Assembleia, não quereis lá ver o pecado mortal?! -- Com o que se tem visto, confesso não entender a sanha moralona. Ainda há tempos sucedeu um mentiroso compulsivo também agora para aí desempregado do poder... Bem o vejo agora a cavalo na televisão do Estado à cata do poleiro outra vez...
 Adiante.
 Sob a barragem da oposição apresta-se por aí a sr.ª ministra a defender-se diante dos pés de microfone que lhe zumbem em redor. Ontem ouvi-a por tudo e por nada, tal como aos outros. Na véspera vira-a na televisão de relance, sem lhe ligar ás palavras, mas notando-lhe boa apresentação: penteada, rosto magro e jovial; muito airosa. Imagino que o labor numa secretaria do Estado lhe não tolha a agenda do lifting nem a presença ininterrupta nos areópagos a defender-se do acôsso. Se se assim governa uma nação é outra história, mas é como a coisa dos partidos vai...

« A política partidarista fez perder aos indivíduos o sentido nacional. A dinâmica da luta política, a paixão pelo poder alteraram na consciência dos homens o conceito de servir a Nação, através das instituição políticas. Se o partido não governa, é sobre o País que recai a animadversão do seu ostracismo. Não é possível, nessas mentes apaixonadas, a distinção entre o que pode combater os homens sem amesquinar as pátrias, e o que pode diminuir estas de envolta com os seus governantes.»
Oliveira Salazar, «Nota oficiosa», [16/7/1934], in Carlos Camposa, Salazar. Respondendo a Afonso Costa, [Editora do Minho], [Barcelos], 1976, pp. 20-21.

  Pode a alguns parecer que tomo partido da ministra, mas não. Se a boa razão manda crer desta gente -- como expunha o dr. Salazar sôbre o tempo da I.ª República -- que «uns eram piores que tudo, alguns melhores que os outros», o panorama hoje é que «tão bons são uns como os outros». Com «bons», aqui, a serem na realidade maus. E sem mais ninguém no horizonte, que é péssimo.

(«Uma escolha pessoal de Passos», Sol, 5/VII/2013.)



Escrito com Bic Laranja às 18:10
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R.T.P. em directo

 Assisti hoje (ontem), 26 de Julho, à primeira corrida televisionada do ano. A XVII Grande Corrida TV Norte, na Póvoa de Varzim. A Grande Corrida TV cá do Sul, este ano, nem como vacada a haverá, pois que eu saiba não consta do cartaz.
 Não sei que garraiada sucedeu para os lados da Marechal Gomes da Costa, mas é facto que este ano até o magazine tauromáquico dos sábados foi veladamente censurado. Coisas dum tempo com a agenda mais orgulhosa de garridices que de tradições.
 Dizem que a próxima corrida é transmitida só em 22 de Agosto. Até lá ainda os mandam arrepender-se.

 XVII Grande Corrida TV Norte, Póvoa de Varzim (R.T.P., 26/7/13)


(Imagem da R.T.P.: XVII Corrida TV Norte, 2013.)



Escrito com Bic Laranja às 00:57
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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
Da filantropia

 

 Soube que o dr. Jorge de Sampaio propôs uma «Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios». Diz ele que a ideia é instalar «o máximo de alunos possível, com uma bolsa de estudo de um ano, pelo menos, em vários países, incluindo Portugal».
 Parece que a ideia nasceu no gabinete de Jorge Sampaio (Pedro Mesquita, «Jorge Sampaio cria plataforma para ajudar estudantes sírios», in Rádio Renascença, 16/7/2013).
 Cuido que o sr. dr. devia sair mais do gabinete e ir passear... ao Chiado.

Miséria, Chiado -- (c) 2013
Chiado, Portugal -- (c) 2013.



Escrito com Bic Laranja às 00:35
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Quarta-feira, 24 de Julho de 2013
A Sá da Costa e o Chiado

 Deplora-se o fêcho da Sá da Costa. Esta manhã a emissora 2 fez de estar lá a entrevistar uma empregada. Contou esta do pai de M.ª Barroso parar por lá, organizar tertúlias que se animavam contra a P.I.D.E. (naturalmente!).
 O que se deplora é a morte do Chiado, no fundo. A Sá da Costa, aberta ou fechada, é só um vestígio dele. A alma do lugar já não mora ali, na Sá da Costa nem no Chiado. O Chiado hoje é como um sítio arqueológico. O prof. Hermano Saraiva, em vivendo, poderia levar-nos por lá, por este Chiado sem alma e animar-no-lo com lendas e narrativas, do mesmo modo que nos fazia escutar as pedras caladas de Conímbriga, de Ammaia ou de Centum Cellas. Mas hoje nem isso nos sobra. A Sá da Costa fechou justamente quando fazia um ano da morte de Hermano Saraiva e o Chiado só não lembra aí a ninguém como ruína porque o mato nem os arqueólogos não tomaram ainda o lugar dos bárbaros que o invadem neste vazio de civilização. É um lugar morto. A Sá da Costa fechar ou ficar é como um fuste sem capitel; tombado ou levantado não suporta nada. É vestígio arruinado da civilização que há muito se finou por ali.

Bárbaros, L. Camões, 2013.
L. Camões -- (c) 2013

(Revisto às cinco para a meia noite.)



Escrito com Bic Laranja às 19:30
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Domingo, 21 de Julho de 2013
Do Índex abrilino

  Em 1933-34 ainda andava Afonso Costa, desde Paris, com sêde panfletária contra Salazar. Valia-se para isso da imprensa brasileira. Salazar focava-se meramente no essencial: Portugal e os portugueses. E encerrou logo a questão com tais estrangeirado e estrangeiro.

        «O dr. Salazar recusa a discussão objecti-
vamente comigo
por saber que não me calarei».

........................................................
        «Ao fim de três anos capitulou.
        O que não obtivera a habilidade do jorna-
lista
conseguiu o ódio contra a Ditadura Militar...»


  As duas frases transcritas são — a primeira, do sr. dr., Afonso Costa, na entrevista concedida a um jornalista brasileiro e publicada no Portugal Republicano, do Brasil; a segunda, do jornalista entrevistador, e é extraída da nota preambular do livro por este pretensiosamente intitulado A verdade sobre Salazar, com a matéria da entrevista e alguns aditamentos. É. sabido que o sr. dr. Afonso Costa, como outros políticos inimigos, não suporta que eu não responda às suas acusações à ditadura nacional, e amigos dedicados da presente situação política parece não compreenderem bem a razão deste silêncio e perguntam a si próprios por que se não aceita a discussão, demais sendo corrente darem-se contas ao País do que se faz ou do que se intenta fazer. A resposta a essa curiosidade está dada acima: o jornalista proclama na capa do seu livro vir dizer sobre um homem público a verdade e confessa tê-la arrancado ao ódio do inimigo; o entrevistado, se eu discutir as suas afirmações, promete não se calar mais... O debate está assim encerrado, antes mesmo de se abrir; o que se segue é apenas para Portugal e para portugueses.

Carlos Camposa, Salazar. Respondendo a Afonso Costa, [Editora do Minho], [Barcelos], 1976, pp. 14-15.

  O excerpto é duma nota oficiosa de Julho de 34 àcerca das pasquinadas de Afonso Costa e do brasileiro José Jobim dada de novo à estampa num opúsculo de Carlos Camposa em 76 e em boa hora divulgado ontem e hoje pelo confrade José na Porta da Loja.
  Disto não se apanha todos os dias. Na introdução do raro opúsculo Camposa fustiga a tropa fandanga que produziu o grande acidente nacional e acabou com Portugal. Vede por vós se tinha ou não razão.



Escrito com Bic Laranja às 21:36
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Sábado, 20 de Julho de 2013
Passeio vespertino

... à Batalha

 Cobram de 6,00 € pela cantaria lavrada do mosteiro... -- Agora cobra-se tudo. Em 2005, a última vez que cá estivemos, não cobravam nada. Mas há-de-lhes ter levado pouco a dar a gosma; lembra-me que foi por aí que puseram torniquetes no Castelo de S. Jorge.

Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha -- (c) 2013

 Exposição de Emílio Biel no claustro de D. Afonso V. Legendada nesse brasileiro do governo e eu sem a minha canetinha de acetatos... -- 6,00 € por isso e por uma exposição num passadiço de design negro na adêga!...

Exposição na adêga, Mosteiro da Batalha -- (c) 2013

 As capelas imperfeitas viam-se sem pagar; soubéramo-lo nós de antemão...
 Regressamos por...

Porto de Mós

 Sem tempo de visitar o castelo; fechou às seis (são 6h15). Também se paga. -- É como digo, cobram-se de tudo, até de suor alheio. Nos anos 40 os Monumentos Nacionais trabalharam por levantar velhos muros derribados pelo tempo e nunca se cobraram dele. Foi precisa a democracia XXI para vermos a esperteza como política de Estado.
 Entre tanto acabou-se a pilha à máquina.

Pan Am

 Nota depois do fim... De Fátima para a Batalha acha-se um anúncio à Pan Am! Faliu a Pan Am quando, já...?

E.N. 356, km 20, Torre (prox.), 2013
E.N. 356, km 20, Torre (prox.), 2013.

(Do caderninho de capa preta, 19/VII/13.)



Escrito com Bic Laranja às 10:38
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
Os Desmaias

« Subtis são os caminhos, insondáveis os desígnios…
  Escolhe-se seis dos mais desqualificados plumitivos da escrevinhação lusita e embute-se-lhes na cabeça o convencimento de que são dignos sucessores de Eça de Queirós. Como se adivinha, os escribas tão mais depressa se rendem quanto mais alarves são. Vai de escreverem um seguimento para Os Maias, nem mais. Um deles, belfo e acometido de gaguez psicossomática, já admitiu que vai "dar a volta ao texto" na "sequela". Outro, um inefável arvorado ao Parnaso da escória, promete entroncar a prosa na "questão colonial".
   É tão ridículo o propósito e tão desqualificada a trupe que com toda a certeza lerei essa Nova Ilíada. Eça, coitado, estremunhado desta horrífica traição à sua memória, cedo se refará e rirá através dos olhos de cada um dos leitores deste projecto "a doze mãos" (eu ia dizer vinte e quatro, mas contenho-me). Eu certamente terei aí um enérgico desopilante para o tédio estival.
  Subtis os caminhos: o engajador desta remonta de escribas quis certamente enaltecer a memória de Eça, com um maquiavelismo que lhe conhecemos de outros carnavais. Claro: depois de lermos as zambujices agualuzadas e as clarices apeixotadas que fervilharão no miasma impresso, com que devoção não regressaremos nós às delícias intelectuais do original?
   Insondáveis os desígnios: nem em sonhos Eça alguma vez imaginou vergastar com tanta violência essa burguesia semi-letrada, reles, molenga, sabuja, como ela mesma se auto-vergastará com este pífio e fraldiqueiro esforço de "desconstrução" e "reinvenção" e "actualização" de uma obra que afinal tem sobrevivido a tudo – até a estas mutiladoras homenagens do galinheiro.»

«Os Anti-Maias», in O Jansenista, 10/VII/13.

 Uma farsa de avental para encostar a grafia dos analfabetos numa edição para o rapazio do secundário. Não vem por lá uma introdução do farsola do Reis? Os outros farsolas são os utensílios à mão. Prestam-se a lavores assim.
 Siga prestes, pois, uma encomenda da garrida livralhada para as bibliotecas escolares. Não esquecer da factura.

Os Desmaias (in ecaagora ponto come)
Imagem d' Os Desmaias garridos em ecagora ponto come (CUIDADO! página em acordês).



Escrito com Bic Laranja às 12:35
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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
Autocarro 55

 Havia um de 20 em 20 minutos, lembra-me bem. O bilhete certa vez até Alcântara-mar fôra 5$00 (lê-se cinco escudos) quando haviam de ser 7$50 (dizia-se sete e quinhentos). Engano do pica-bilhetes que entrara a render o colega no Arco do Cego e sem saber onde apanhara eu o autocarro me contou menos uma zona.
 Por falar em pica-bilhetes, houve um tempo em que o Bigodes e um parecido consigo por também ser bigodaças -- o Barata Salgueiro -- faziam esta carreira. O bigodes era amigo da garotada, deixava-nos aos putos da rua ir à pendura até à Calçada ou mais, o que era uma aventura. Conseguir o mesmo com o Barata Salgueiro era um feito de armas porque o tipo era bruto e corria a pontapé os que se pusessem à pendura. Mas este Barata Salgueiro foi antes famoso pelo hábito irreprimível que tinha de -- tica-tica, tica-tica -- apertar contìnuamente o alicate. Mais tarde deve ter-se deixado dele porque o vim a ver feito guarda-freio (tal como ao Bigodes) agarrado ao timão dum eléctrico.
 Além destes fregueses que dou conta, a carreira do 55 tinha também a compô-la a serventia do 301, que nela cometeu o feito notável de vencer por diversas vezes a ladeira da Alameda em 2.ª. O 303 também o conseguia. Este 270 não sei se era capaz... Tem ar disso?

Autocarro 55, Picheleira (Guy Arab, 25/VI/1980)

Autocarro 55, Picheleira, 1980.
Guy Arab, in Flickr.



Escrito com Bic Laranja às 23:25
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Terça-feira, 16 de Julho de 2013
Chapa 6 600 (série cristal)

DSC06600.JPG
Estr. de Covelo de Paiva para o lugar do Gavião, Rio Paiva, 2006.



Escrito com Bic Laranja às 20:40
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Segunda-feira, 15 de Julho de 2013
Maré baixa

Praia da Falésia -- (c) 2013
Praia da Falésia, Algarve, 2013.



Escrito com Bic Laranja às 23:19
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