Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
O caso anda mesmo bera

[...] O Expresso contactou a família de João Perna para saber quem é agora o advogado do motorista, mas não obteve qualquer resposta. Perna está indiciado pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais e, de acordo com o jornal Público, levaria a Sócrates malas com dinheiro que eram transportadas de Portugal para Paris.

Rui Gustavo, «Escritório de Proença de Carvalho deixa defesa do motorista de Sócrates», in Expresso, 28/XI/14.

 Os do saco de plástico -- esse semanário brasileiro que se publica aos sábados em Portugal -- não dizem que o Perna também foi acusado de posse de arma proibida?!
 Não admira. Além do saco de plástico parecem todos -- mesmo os que não lançam água benta no caso -- desentendidos desse pormenor (e doutros...) do chauffeur. Quererão escamotear-me o resvalar da cena da magna e solerte aldrabice para a mais reles bandidagem?
 Pois bem, vede que até os finórios do Proença de Carvalho se resolveram livrar da sarna.

Recorte d' O Jornal, 7/II/86, in Porta da Loja.



Escrito com Bic Laranja às 18:28
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
Nótulas para uma antologia da malandragem

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« Encontrava-me embrenhado nos problemas da Guerra do Biafra, passando por S. Tomé, semanalmente, centenas de jornalistas de todo o Mundo, quando recebi um telegrama anunciando-me que havia sido fixada residência na Ilha ao Dr. Mário Soares. Completamente alheado da política metropolitana, fiz tudo quanto em mim cabia para que a decisão fosse revogada. Vim a Lisboa e tive então o meu primeiro e único desentendimento com o Professor Salazar. Durante três longas horas defendi a tese de que o Dr. Mário Soares era uma pessoa extremamente simpática mas que no campo político não tinha qualquer relevância, que eu soubesse. O Professor Salazar respondia-me que quem estava enganado era eu pois o Dr. Mário Soares o que queria era ser Chefe. Interrogo-me hoje sobre a profecia do Professor Salazar.»

Cor. Silva Sebastião, Gov. de São Tomé e Príncipe 1963-1970, «A Fixação de residência em São Tomé do Dr. Mário Soares», in Paradela de Abreu (coord.) et al., Os Últimos Governadores do Império, Neptuno, Lisboa, 1994, p. 132.

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« [...] O tal Soares aqui deu o espectáculo da sua mediocridade, da sua demagogia parva, e andou no meio da praticamente total abstenção dos portugueses, a fazer gestos vãos e gafes valentes, com alguma audiência da esquerda, e o necessário amparo oficial. Aí a imprensa apresenta a viagem como extraordinário êxito de um estadista... etc. etc. Seria necessário ler a daqui para ver como foi...»

Rio, 4.I.77. Carta do Professor Marcello Caetano ao Autor, in Joaquim Veríssimo Serrão, Correspondência com Marcello Caetano: 1974-80, 2.ª ed., Bertrand, Venda Nova, 1995, p. 73, XXXV.

« Sob o governo de Guterres [...] os cofres do estado abriram-se generosamente para a Fundação Mário Soares. Instalada num edifício camarário, recebia 7 500 contos anuais do governo para arrendar um gabinete a Soares (a que este tem direito como ex-presidente). O Ministério do Ambiente [sabemos quem era o ministro?] atribuiu-lhe 300 mil contos para uma nova sede; só o partido «Os Verdes» questionou a relação entre a Fundação Mário Soares e o meio ambiente. No final de 2001, através do ministro da Cultura, Augusto Santos Silva, recebeu 6 000 contos só para digitalizar os arquivos [umas jóias guardadas: documentos inéditos do G.O.L. dos anos 1910-34]. Durante cinco anos, Soares obteve do estado, para a fundação, 752 807 contos.
[...] Após dois mandatos, quase octogenária, Maria Barroso ficou dispensada da presidência da Cruz Vermelha pelo ministro da Defesa, Paulo Portas. Gerou-se polémica de alta densidade, como se o domicílio dos Soares fosse a nação inteira.»

J. Freire Antunes, Os Espanhóis e Portugal, 1.ª ed., Oficina do Livro, [Lisboa], 2003, 521, passim.



(Retratos do bom malandrão por cortesia da P.I.D.E.)



Escrito com Bic Laranja às 20:39
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
O advogado que foi ver as montras

 «Cuidado, sô 'tor, que está a entrar na relva!»

 «João Araújo é das melhores coisas que aconteceu a Portugal nos últimos dias. «Agora não me humilhem, que devia sair daqui num carro 12 válvulas e vou entrar num Smart, e sou gordo, e é ridículo», disse, ao despedir toda a jornalistada que o cercou entre a porta do tribunal e o passeio das avenidas. Suspira como ninguém, maçado com a imbecilidade metralhada pelos repórteres, que repetem as perguntas assim que entram em directo, mesmo que já tenham sido feitas. «Ó minha senhora, o eng.º Sócrates está melhor do que eu, não vos tem aqui...» e, logo a seguir, dirigindo-se a um cameraman: «O senhor aponte a luz aqui para baixo para eu ver o caminho».
 Eu não sei quem é João Araújo. Não o conhecia mas tenho com ele a relação que se estabelece com os cantores: gosto da letra e da música. O que o artista faz para além disso, normalmente, desaponta o fã.
 O saco plástico com o almoço que foi comprar ao supermercado, o «tenho problemas graves»; o desespero perante a pergunta sobre se Sócrates estava a responder ao juiz: «Então o que é que a senhora pensa que estivemos ali dentro a fazer?» demonstra uma coisa só. Ao contrário dos perus assados que costumam aparecer nestes momentos, Araújo é um espontâneo. Não deve precisar de mediatismo para nada. Aborrece-o, até, a atenção. E tem presença de espírito.
 Repito: não se comenta aqui o caso, mas a figura, que só imagino de duas formas: ou em charutada e conhaque, em grande estilo, a mandar bocarras campino-burguesas; ou tranquilamente em casa, a delirar com Caruso e Callas, em charutada e em conhaque. Ou não. Pouco importa.»

João Vasco Almeida, in Livro das Fuças, 23/XI/14.

(A imagem é de lá.) 



Escrito com Bic Laranja às 18:40
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Da dissolução cultural do gentio

 Depois de os entreguistas de 74 assinarem a capitulação em 85 Portugal acabou. Como da programação da Radiotelevisão Portuguesa internacionalista (internacional + socialista) só sobressaem anúncios de enlatados em linguagem de bárbaros, cuido estarem os nativos do rectângulo em processo de aculturação acelerada.

The Voice Kids

Pô-los de pequeninos a torcer o pepino...

The Voice Kids - Vídeos

Chefs' Academy

-- Sô' tora! Como se diz pastel de nata em inglês?

Chefs` Academy - Aula de pastelaria

Got talent

«Inscreva-se» significa o quê?

Got Talent - Inscrições

Vistos «gold»

(Sem mais comentários.)

RTP1 - Prós e Contras - Os vistos gold

(Bonecos duma Radiotelevisão Portuguesa muito além do acordos ortográficos...)



Escrito com Bic Laranja às 15:16
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Domingo, 23 de Novembro de 2014
Noite de cinema

 «The Adventures of Robin Hood» é o título original dum filme de 1938 de Michael Curtiz, com Errol Flynn e Olivia de Havilland. Estreou-se em Portugal no Politeama em 19 de Dezembro de 1940 com o título «As Aventuras de Robin dos Bosques».

 Ou os da R.T.P. Memória são semibárbaros ou têm-na curta...

As Aventuras de Robin dos Bosques (M. Curtiz, 1939)
(Recortes da Radiotelevisão Portuguesa amaricana em 23/XI/014 e do Diário de Lisboa de 19/XII/940.)



Escrito com Bic Laranja às 22:55
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Sábado, 22 de Novembro de 2014
Abuso da coca rebenta o nariz ao Pinnochio

Pinnochio

(Imagem em... )



Escrito com Bic Laranja às 08:30
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014
Tourada de vida

 Se dou comigo a pensar no rumo de certas coisas acabo a cismar...
 Do infame acordo ortográfico tenho noção de que se 99% das pessoas o rejeitarem nada conseguem ante o poder de as organizações onde trabalham ou com que lidam, o imporem. E no entanto, não são as organizações somas de pessoas?
 Que força falseia os dados e produz resultado adverso ao querer da gente?Write what told

 Transpondo para a sagrada democracia é o mesmo: cada cidadão exprime um voto; o poder madatado por si desquita-se da soma dos cidadãos e manda como lhe der. E a mesma força adversa às gentes torna quatro anos depois com a mesma tourada...
 Dantes os indivíduos faziam o corpo duma nação. Agora a sagrada democracia proibe o Estado corporativo e pare cidadãos, eleitores, livres, carregadinhos como burros de direitos: de agremiação, de manifestação, de opinião, de petição... Que vão sendo toureados.

 Na segunda-feira pedi que me ligassem a luz numa casa fechada. Remeteram-me um contrato redigido com os pés (duas ocorrências de «contato» por «contacto», quatro de «fato» por «facto», um mês com maiúscula e duas ocorrências de «electricidade» -- justamente, com «c» -- no meio dum festival de mutilações lexicais do Português. Na terça pedi exemplar sério do contrato, redigido sem a cacografia reinante. Ontem acusaram-me a «recepção» do pedido em português: -- nem tudo está perdido -- pensei. Santa ingenuidade... Hoje telefonou-me um cavalheiro, certamente engravatado para me dizer de fato «não senhor!»; na sua companhia da luz a electricidade agora é assim e assim mesmo; quem quer compra e cumpre, quem não quer pode comprar noutro lado. -- Poderoso vendedor que se está para a freguesia como o outro estava para o segredo de justiça...
 Entretanto esta manhã ligaram-me a electricidade mesmo sem o contrato assinado. Pagarei a que gastar e, do destrambelho, Deus dirá...
 Na segunda pedi a outra gente, parelha desta, que me ligasse a água na mesma morada. Em ambos pedidos indiquei um certo n.º de telefone para agendarem o fornecimento. Hoje ligaram já de duas companhias de... telefones, impingindo telefonemas mais TV por cabo e mais pechisbeque que lhes sobeja no armazém. Como lhes terá cheirado a morada duma casa fechada para onde se pediu novamente água e luz? Quem lhes diabo de havia de ter segredado justamente aquele n.º de telefone?...
 Tourada mai' sinistra!...



Escrito com Bic Laranja às 21:59
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014
História do séc. XVI...

 Quando o infante D. Luís foi por terra a Castela para passar com o Imperador Carlos Quinto, seu cunhado, à conquista de Tunes, levou consigo alguns fidalgos seus criados, que haviam de ir com ele na armada. E chegando à corte de Castela rogou a Álvaro Mendes de Vasconcelos, que então lá estava por embaixador, que lhos agasalhasse [i.é, que os hospedasse]; e o embaixador assim o fez.
 Andando já o infante para se embarcar e sabendo dos fidalgos os muitos regalos e bom tratamento que o embaixador lhes fizera, mandou-lhe a casa mil cruzados [= quatrocentos mil reais]; e ele [o embaixador] não os quis tomar e, perguntando-lhe o infante porque os não aceitara, respondeu-lhe:
 — Senhor, porque mos mandou Vossa Alteza ao despedir dos fidalgos que me mandou hospedar, como se eu fora estalajadeiro; que, se noutro tempo [noutra circunstância] me fizera mercê de dez cruzados, tomara-os.

José Hermano Saraiva (anot. e com.), Ditos Portugueses Dignos de Memória; História íntima do século XVI, 3ª ed., Mem Martins, Europa-América, 1997, p. 297 [805].

Cópias das Tapeçarias de Pastrana no Paço dos Duques de Bragança, Guimarães (in Nove séculos de cultura em Portugal).

Vá lá de acharmos hoje a nossa democrática fidalguia recusar paga por desonrosos trabalhos, vá...


(Imagem: sala das tapeçarias Pastrana no Paço dos Duques de Bragança, Guimarães, in Nove Séculos de Cultura Portuguesa.)



Escrito com Bic Laranja às 19:20
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Das coisas feitas com os pés

 Da reforma anterior (1943) que o Brasil tomou para si ignorando o Acordo Ortográfico de 1945, no vocabulário ortográfico (orto-?) da Academia Brasileira de Letras (dito da língua portuguesa) há mais de duzentas entradas com o radical «electr-». -- Já aqui dele falei. -- Há «electrônica», «electrocussão, «electrão»; há compostos jaculatórios como «electrojacto» e «electrojato» (este notoriamente menos jactante); há compostos culturais como «electrocultura»; há «electrodiálise», «electrotomia», «electrodissecação», «electropositivo», «electrodinâmica» e «electrostática»...
 Há até -- calculem bem! -- o singelo «eléctrico», bom para molhadas na terra do bonde...

Bonde de São Januário (1941)

Bonde de São Januário
Leva mais um otário
Só eu não sei trabalhar...

 E bom, paradoxalmente chocante é haver tudo isto e mais a «electrogénese» no V.O.L.P. da A.B.L., sem ali haver «electricidade»! -- Só admitem «eletricidade», lá, os entendidos.

 Sucede que o V.O.P. do I.L.T.E.C. admite toda a tralha do Sítio do Pica-pau Amarelo com o radical «electr-» sem admitir também, «electricidade». O Lince comeu só alguns «cc» e engasgou-se. Foi porque de entrada papou os cérebros do I.L.T.E.C.

(Imagem e palavras à conta do subúrbio do Rio...)



Escrito com Bic Laranja às 13:59
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... E hortas adjacentes

Não era formidável, quando de Lisboa se via o horizonte?

Alvores da obra da paroquial de S. João de Deus, Lisboa (J. Benoliel, c. 1950)Perímetro da obra da igreja de S. João de Deus e hortas adjacentes, Lisboa, c. 1950.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 09:59
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014
Ah 'granda' saco de plástico!

«Philae conseguiu enviar dados do cometa antes de ficar sem bateria», Saco de Plástico, 16/XI/14.
(Fotomontagem a partir do 'Expesso' diário e oculto.)



Escrito com Bic Laranja às 21:16
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Domingo, 16 de Novembro de 2014
Voltinhas do «p» de «Egipto»

« O Dr. Rebelo Gonçalves (no Vocabulário da Academia [1940]) quis tirar o p a Egipto. Os srs. Xavier FernandesCosta Leão receberam com agrado a novidade. Só eu mostrei a incongruência no livro A Bem da Língua Portuguesa. Pois agora [1945] vejo o Egipto a regressar ao p que tudo (a etimologia, a tradição e o paralelismo linguístico) aconselhava.» (1)


« O caso excepcional do p mudo de Egipto tem mais defesa do que a excepção gráfica que o desacordo com palavras afins (egípcio, etc.) determina. Afora isto, ainda provada a antiguidade da pronúncia Egito, não se pode tomar por mera «igualdade artificial» a manutenção do p. Em ortografia que intente ser científica, não pode perder-se de vista um princípio a que chamarei, analogia gráfica. Note-se que é a analogia gráfica, com base na etimologia, que determina carácter (-rá-), característica (-kte-), etc. [Pois!...] Afirma-se na Introdução [do Vocabulário de 1940] também: «não se objecte que há egiptologia, egiptólogo, etc. com p soante; a dedução de formas tais, que são neologismos cultos, faz-se da forma etimológica». Esta razão não convence aplicada a egiptano, f. que conheço registada no séc XVIII. Não é neologismo culto. E cá temos [em 1940 como agora outra vez em 1990-2014], então, Egipto egiptano, com menosprezo da analogia gráfica.» (2)


(1) Vasco Botelho de Amaral, Estudos Críticos de Língua Portuguesa, 1;As Bases da Ortografia Luso-Brasileira, Lisboa, Liv. Bernardo, [1948], p. 28.
(2) Id., pp. 124-125
.



Escrito com Bic Laranja às 23:44
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Sábado, 15 de Novembro de 2014
Dom Manuel II

 El-Rei D. Manuel II conversando com não sei quem não sei onde; parece ser n'uma gare de estação de caminho de ferro.

D. Manuel II (ANTT, O Século, Joshua Benoliel, cx G, lote 1, neg. 3)

(A.N.T.T., O Século, Joshua Benoliel, cx. G, lote 1, neg. 3.)

  D. Manuel nasceu no paço de Bellem. O seu nascimento foi annunciado pelas seis horas da manhã ha 125 annos.



Escrito com Bic Laranja às 06:00
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014
O fomento da alta roda

 Que raio de Estado põe a Diplomacia a vender vistos como objectos duma loja de luxo?
 Que diabo de capitalista se dispõe comprar imóveis ao dobro do preço em troca dum ferrete tão indiscreto como um visto dourado?
 Por que espécie de gente hei-de tomar os ministros que me querem convencer ser isto a melhor via do fomento económico?

Cagney & Bogart, in «Heróis Esquecidos», 1939
James Cagney e Humphrey Bogart. (Heróis Esquecidos, de Raoul Walsh, 1939). Adaptado de Fanpop.



Escrito com Bic Laranja às 20:12
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Arte de encadernação

Como se encaderna... (Lisboa, 2014)



Escrito com Bic Laranja às 20:03
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014
A linguagem selecta do jornalismo

 A emissora nacional papagueia diàriamente os títulos dos jornais numa rubrica que tem, chamada «Revista de Imprensa». Papagueia dos que lhe interessam; os títulos d' «O Diabo» não lhes cheiram, nunca os dizem. -- Censura não há-de ser porque isso já acabou...
 É lá com eles, mas é pena; nestes dias em que se não calam com o último apocalipse da moda e dão tempo de antena a agentes do governo ou da Quer... cus que nos hão-de salvar, bem podiam pegar n' «O Diabo» e instruirem-se alguma migalha, nem que fosse no uso da linguagem com propriedade.
2759_001 (2).jpg
«Legionella», in O Diabo, 11/XI/14.

 



Escrito com Bic Laranja às 18:08
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2014
Postal de Lisboa (2.ª ed.)

Edição de António Passaporte (c. 1953).

Av. Almirante Reis, Lisboa (A.Passaporte, c. 1953)

O eléctrico é o 8.
As varandas na esquina do prédio de lá tiveram marca registada em...


(1.ª ed. em 6/XII/2008.)



Escrito com Bic Laranja às 18:59
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Uma coisa nunca antes vista

 Na Praça João do Rio demoliram há coisa de ano e tal o prédio da esquina de cima para construirem... um igual!
 Bom, não lhes cotejei bem a fachada, mas do que vi de relance ao passar ali pareceu-me. Inclusive o rosa oficial da fachada foi copiado do que demoliram.
 Uma coisa nunca antes vista.

Praça João do Rio, Lisboa (A. Passaporte)
Praça João do Rio, Lisboa, c. 1953.
António Passaporte, in archivo photographico da C.M.L.

(Revisto às vinte para as nove.)



Escrito com Bic Laranja às 18:58
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Magusto no Benfica

 Nos anos 80 já se Portugal dissolvia na bola. Numa vez, no recreio do liceu ensino unificado vinha pelo S. Martinho um dos moços com o jornal desportivo que anunciava: Magusto no Benfica.
 -- Quem é esse Magusto?
-- houve um que quis saber.
 -- Deve ser mais algum brasileiro que foram buscar...

 (Imagem da Colecção Educativa nas Coisas doutros tempos...)



Escrito com Bic Laranja às 12:59
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Domingo, 9 de Novembro de 2014
Quem não tem que fazer... «simplifica» a ortografia

Hernâni Pimentel

 Este doutor Pimentel dá . Tornar a si é bater no ceguinho; se cá torno com ele é por mostrar a raça de indigentes a que o idioma Português parece que foi entregue. E pior, o eco destes incapazes na imprensa estrondeia como dogma científico.
 À pergunta por que acredita...? -- que de si remete para a crendice -- mastiga a tese mandriona de se dever descartar o trabalho de memorização na aprendizagem (uma aflição, o alfabeto ter tantas letras!...) e arenga ex cathedra a falta de padrão de viajar => viagem &c.
 Realmente é um padrão estúpido porque é o verbo viajar que deriva de viagem e não como o doutor julga, exactamente porque não dá valor à memória nem ao trabalho de memorizar.
 Estender (séc. XIV) e extensão (séc. XVII) seguem o padrão histórico da sua entrada (díspar) no Português.
 Não tornarei a maçar-me com a douta ciência deste cavalheiro.

Viagem.jpg


Recortes: entrevista de Portal Imprensa; Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (J. P. Machado), 4.ª ed., 1987.



Escrito com Bic Laranja às 13:39
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