Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015
Comédie-ballet, o flamenco e a elegância de matar baratas

 No fim da comédia do Burguês Fidalgo há várias entradas de bailado da lavra de Jean-Baptiste Lully — aliás a música e a dança da peça inteira são suas. À terceira entrada é o Ballet dos Espanhóis. Já dele cá deixei em tempos duas árias pelo Colégio de Música de Bednarska (Varsóvia); só interpretação instrumental, porque é música que aprecio. Todavia é mais gracioso desfrutá-la na própria comédia-bailado de Molière e Lully — recriação da peça barroca original com luz de 500 velas na boca de cena e com declamação sempre de frente para a plateia. — Entra um moço espanhol, desesperadamente enamorado, a querer morrer disso — Sé que me muero de amor, Y solicito el dolor. — Entram mais uma dama e um cavalheiro que lhe àquele moteja os queixumes de amor sofrido, próprios dos que não sabem amar. — ¡Ay que loucura! ¡Ay que loucura! ¡Quexarse de amor! — Soma-se então um cigano bailarino audaz que lhes rouba a dama, logo encantada do seu bailar. Segue-se que o segundo espanhol, de conluio com o enamorado, entra na disputa ensaiando bailar como o cigano para ter de novo a dama; ensaia, mas a falta de jeito dá-lhe torcer a perna; entra o primeiro que, mesmo ensinado pelo cigano não dança nada, faz só jus aos que escarnecem ser o sapateado flamenco mero exercício de... matar baratas. E sai de cena. Até a dama desiste dele.
 Escangalhei-me a rir com o passo; sendo recriação histórica pregunto-me cá se a espanholada a matar baratas é piada do encenador contemporâneo, se dos autores originais da peça. Escárnio de franceses em todo o caso.

 O Ballet dos Espanhóis são dez minutos; fica só a 2.ª ária para não maçar, mas o leitor interessado pode recuar ou avançar o cursor do filmezinho a seu prazer. O trajo carregado é bem moda peninsular que os retratos do tempo corroboram; a caricatura teatral fez-me até lembrar os biombos Nambam, com portugueses do séc. XVI muito parecidos...
 Bom! Quem aprecie, melhor é ver, que nisto de tanta explicação maior se torna a maçada.

 

Lully, Ballet dos Espanhóis (ária)
In
O Burguês Fidalgo.



Escrito com Bic Laranja às 17:05
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Obras na Rotunda

Obras na Rotunda, Lisboa (J. Benoliel, 1959)
Obras na Rotunda, Lisboa, 1959.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 10:59
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015
Mulher de Alcouce

PÚBLICO: É de uma pequena aldeia, Alcouce. Guardava cabras, não tinha água em casa, trabalhava a terra, fazia cerca de cinco quilómetros a pé para ir e vir da escola…
De que forma Alcouce contribuiu para ser quem é hoje?

Marisa Matias: Permitiu conhecer outra forma de viver [....]

M.ª João Lopes, «Há um Portugal novo que está a nascer», in Público, 23/11/15.




Escrito com Bic Laranja às 11:13
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015
Se o ridículo matasse? (*)

 Os «portugueses e as portuguesas» são o disparate feito instituição (como o primeiro termo será sempre, naturalmente, comum de dois, acabam dizendo duas vezes as portuguesas (**); é discriminação do masculino a descaso de toda a moral, salva a imbecil dos novos donos dela agora…) Nada nos livra dele — do disparate — porque a marcha da civilização para a idiotia segue infrene. — E não vê o benévolo leitor como dão agora em punir a reles ordinarice com prisão? Mas só quando dirigida ao belo sexo. Coitados, nem enxergam as contradições em que se emaranham negando positivamente a proclamada igualdade, claro, e demonstrando, afinal, como são as mulheres frageizinhas, indefesas e carentes de protecção. É o mesmo juízo que pare dias da mulher sem naturalmente achar necessidade de dias do homem.
 Conceda-se!

Capturar.JPG

 


(*) Se o ridículo matasse...
(**) Sempre que oiço «portugueses e portuguesas» ou «todos os portugueses e todas as portuguesas», gera-se-me a ideia de que a população de Portugal duplicou. Se calhar tenho o periscópio avariado.



Escrito com Bic Laranja às 21:20
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Do subpastoreio

 Há dias (na Consoada) andava a Radiotelevisão ou um dos seus sucedâneos com queixumes da ausência de neve na Serra da Estrela. A inculca subliminar não sei se era ou se deixava de ser, mas intuía-se: as «alterações climáticas».
 Sem na invalidar, hoje, na emissora nacional, lá se desanuviavam os espíritos com o anúncio de chuva, que haverá de ser queda de neve acima dos 1 400 m de altitude.
 Pena os espíritos que (in)formam a opinião pública lhes não ocorrer que para nevar, mesmo com o frio que no alto da serra sempre faz, houvesse de chover.

Pastor com seu rebanho, Serra da Estrella (A. Pastor, 1940-70)Pastor com seu rebanho, Serra da Estrella, [antes das alterações climáticas].
Arthur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 11:30
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015
Postal de Natal



A Sagrada Família com Sant' Anna*

Rubens, c. 1630
Óleo sobre tela, 115 x 90 cm
(Museu do Prado, Madrid)

Aos benévolos leitores que
generosamente visitam este blogo,
sinceros votos de um

 

 

SANTO E FELIZ NATAL .


A todos
BOAS FESTAS !



Escrito com Bic Laranja às 23:12
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Portugal é isto

 A porta do palácio Ratton tornou-se um circo histriónico. Aparece lá cada um! O espelho da nação propondo-se a presidente da república...

 Por lá o cata-vento mais espertalhonamente mediatizado dos últimos dez, quinze anos vê-se já certo em Belém onde, consigo, «as portuguesas e os portugueses vão tentar recriar a esperança»... Para si a certeza do primeiro passo duma «caminhada de cinco anos» (leia-se tacho); para os portugueses ditos «portuguesas e portugueses» ao modo dos donos morais disto tudo, a vaga esperança na forma tentada.

 Em Rapoula gentes das histriònicamente referidas como «portuguesas e portugueses» rejubilam com um traste que construíram e revestiram com as caricas de 200 000 cervejas para fingir de árvore de Natal. Pouco admira que lhe comam democràticamente as papas na cabeça. Haja bebida!

 Na Nazaré um surfista cumpre o sonhado sonho de cavalgar ondas a tocar violino: diz que gente referida por histriónicos cata-ventos como «portuguesas e portugueses» é atraída anualmente pelo fenómeno, aos milhares.

 Haja música!

 

Músico ensaiando o concerto, Ribatejo (M. Valentim, 1976)
Artista popular, Ribatejo, 1976.
Marques Valentim, in Portugal velho.



Escrito com Bic Laranja às 22:49
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Da dissociação cognitiva da realidade, inculcada

 Um homem de 29 anos morreu por negligente administração hospitalar. Os administradores diz que proveram entretanto (tarde) a que se não repetisse e demitiram-se. Andaram sem noção das coisas?! Não perceberam no que incorriam?! Que responsáveis serão estes?...
 Na emissora nacional deram notícia do caso às 8h30 desta manhã referindo-se ao falecido como «o jovem de 29 anos». Por três vezes. Outra imprensa usa (e abusa) desta linguagem que inculca juízos nas mentes e vicia a percepção da realidade à gente. Infantiliza. A ponto de acabarmos com administradores como aqueles.

Capture.JPG



Escrito com Bic Laranja às 18:11
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Sabeis que é o Natal?

Pois o Menino Jesus do Guglo é isto.

ISTO É ALGUM PRESÉPIO?!!!!

 

Notas em tempo:

1) Premindo a imagem no Guglo, este opera a pesquisa com a chave «Boas Festas!».
2) Optando pela pesquisa de «Mais imagens de Boas Festas!» a primeira representação duma Sagrada Família é dum cartão de «Boas Festas/Season Greetings» da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Fernando Pessoa, de 2011, apresentada para aí à 210.ª opção.
3) Pesquisando com a chave «Feliz Natal!» a primeira Sagrada Família é uma a do blogo Comida de Conforto, apresentada para aí à 75.ª opção.

Eis a projecção do Natal pelo portal do mundo cibernético. Figuração da realidade?...



Escrito com Bic Laranja às 12:23
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015
Trambiqueiro sim, trampolineiro não

 Ouço às dez na sociedade industrial de concentrados que o Pedro Coelho disse que, consigo, o Banif tinha levado o sumiço que levou na mesma e exacta maneira.

 Portugal é isto. 


Venda ambulante, Terreiro do Paço, 1978.
Frank Thompson, in Portugal velho.



Escrito com Bic Laranja às 22:35
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015
Ainda daquela fotografia…

 De Portugal em 1935. Cujo enigma se decifra em Linda-a-Pastora.
 O benévolo leitor José Lima catrapiscou na rede este postal de Ant.º Passaporte muito, muito a calhar, onde se pode ver o lugar de Linda-a-Pastora no sopé dos outeiros e os moinhos bem distintos na sua cumeada.
 A quem se interesse por estas antiguidades bucólicas e pelo melhor ou pior atulho em que elas devêm, sabei que o confrade José Leite tem nos seus preciosos Restos de Colecção um rico verbete sobre o Estádio Nacional com raras imagens do aprazível vale do Jamor antes e durante a construção do Estádio.

«Courts» de ténis do Estádio Nacional, Jamor (A. Passaporte, c. 1950)

Estádio Nacional de Ténis, Linda-a-Pastora (prox.), c. 1950.
Postal de Ant.º Passaporte in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 19:33
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Uma certa ideia de país e de mercantilismo natalício

Cartão de Natal dos C.T.T. (F.P.C., s.d.)

(Imagem da F.P.C.)



Escrito com Bic Laranja às 19:19
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No tempo dos cartões de Natal sem gatinhos

Mostruário de cartões de boas festa (F.P.C., 1957)

(Imagem da F.P.C.)



Escrito com Bic Laranja às 19:10
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Linda-a-Pastora

 Bem me parecia que o Jamor não era descabido. E já Queijas me lembrara, por restos dos moinhos que vejo de Linda-a-Velha na estrada que dali vai a Queluz. Há imagens do Estádio Nacional — não sei se aéreas, se postais do António Passaporte — em que as cercanias a N se apresentam despidas de betão e destas coisas que agora humanizam a païsagem, em que me lembrava duma série de moinhos naqueles cabeços. Talvez fosse delas... Andei em sua busca e não as achei. Confesso que enveredei então por outra busca, B. Korhmann, que não foi imediata, e que me deu a final isto; mas foi como ir ver às soluções...

 Hei ainda de ver se descubro bem o enquadramento da estrada — o vale do Jamor já foi tão revolvido que nem sei se a estrada subsiste. Calhando não. As casas quase de certeza.
 

 



Escrito com Bic Laranja às 12:54
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Serviços desconcentrados da administração central

É. Na Presidência do Conselho escreve-se assim.

Serviços desconcentrados da administração central



Escrito com Bic Laranja às 12:22
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Domingo, 20 de Dezembro de 2015
Da tragédia na linha de Sintra em 1965

DL, 21-12-1965, p1.jpg  O confrade Manuel recorda no Gasolim o acidente ferroviário entre Algueirão – Mem Martins e a Portela de Sintra em 20 de Dezembro de 1965. Dá notícia sumária do caso — um comboio de mercadorias partiu inexplicàvelmente de Sintra pela contravia e chocou de frente com um tranvia com destino a Sintra — e remete-nos ao blogo de Algueirão – Mem Martins onde uma nublosa recordação do caso aparece comentada a propósito e a despropósito por gente mais ou menos coisa...
  Alguns comentários são testemunhos de memória oral, mas — fatalmente, nesta era democrática... — lá se nota a colagem pavloviana duma tragédia de aparentes razões prosaicas ao malévolo regime do Estado Novo. — Nem sei como era permitido haver comboios...
  Os idiotas que lá misturam a P.I.D.E. e a censura podiam ler com proveito o insuspeito Diário de Lisbôa de 21/12/1965 fotocopiado para o Mundo pelo «pai da democracia» lá na fundação que a rica dita lhe subvenciona. Está tudo no jornal, expressamente visado pela censura e em melhor reportagem dos factos do que livremente se hoje lê na imprensa, aposto. Fàcilmente perceberiam (ou não, dependendo do embotamento doutrinário) que contar e identificar vítimas esquartejadas por acidente tão violento como o que se deu é mais difícil que trautear a tabuada. É ler o jornal, por conseguinte, e o do dia seguinte também para ver como o inquérito foi entregue à Polícia Judiciária por se ver o Delegado da Procuradoria-Geral da República da comarca de Sintra a braços com tanto trabalho, já então, que não seria capaz de produzir conclusões em tempo útil. Eis a pista. Calhando a curiosidade histórica actual dar em vasculhar o arquivo da P.J. talvez nele ache as almejadas provas da conspiração do silêncio entre o «fâchismo» e a C.P. que alguns doutrinadamente atribuem ao caso. À parte isso outra conclusão mais simples — e não serão precisos grandes trabalhos para lhe chegar — é que a memória é curta e atraiçoa. Se partirmos do erro de que a tragédia foi três dias depois de ter sido, em poucos jornais dessa data errada lhe acharemos notícias. Isto se as sequer procurássemos, claro, como apesar de tudo parece que foi com o autor do blogo de Algueirão – Mem Martins, sr. Hugo Nicolau, que menciona o Correio dos Açores como fonte da notícia que deu do caso.
  Quem se interessar pela explicação da tragédia tem, pois, pistas sólidas para seguir.

Diário de Lisbôa, 22-12-1965, p15(Págnas do Diário de Lisbôa de 21 e 22 de Dezembro de 1965 à conta Fundação do irmão do dr. Tertuliano.)



Escrito com Bic Laranja às 13:57
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015
Portugal, 1935

 Recuando 80 anos — devem chegar para calcar com merecimento a avantesma em tipo-passe que aqui pespeguei onte'.
 Pois recuando 80 anos, uma de Portugal com muito bom aspecto, concordareis. Mas, onde?

Portugal, 1935 (B. Kohrmann)
Portugal, 1935. B. Kohrmann in Portugal Velho.



Escrito com Bic Laranja às 14:41
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015
Parece que também aprecia malhar na inteligência

« [Portugal] tem um autêntico PAROLO como Ministro de Negócios Estrangeiros. Este imbecil veio ontem dizer que o secretário-geral da N.A.T.O. lhe disse em Bruxelas estar relaxado com a situação portuguesa! Só o facto de haver esta questão mostra como o governo tem um défice de credibilidade, mas adiante. É óbvio que Stoltenberg terá dito relaxed, que significa descansado, ou tranquilo, em português, ou seja, ele terá dito ao Santos Silva que estava descansado com a situação portuguesa. Mas o cretino, para além de não entender inglês, também não pensou que relaxado é um adjectivo pejorativo, logo não podia ser esse o significado do que o norueguês lhe disse.
 Estamos na mão de uma bandalhagem sem nível algum! Alguém que limpe isto!!
»

(Cf. Susana Frexes, «N.A.T.O. relaxada com acordo entre P.S. e P.C.P.», Expresso, 14/XII,15.)

Augusto Silva, XXI  Commissão liquidatária.jpg


O tipo-passe é da XXI.ª comissão liquidatária.



Escrito com Bic Laranja às 12:08
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Crónica do tráfego em Lisboa

Parece que hoje já não há escola. Sente-se no tráfego em Lisboa.


Av. de Fontes Pereira de Melo, Lisboa, 1975.
Fotografia de Rob Mieremetin Portugal Velho.



Escrito com Bic Laranja às 10:10
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015
E a notícia é...

Ilhas dos Açores fustigadas por temporal?
Não. É o aviso vermelho.



(R.T.P. 3, 15/12/15)



Escrito com Bic Laranja às 19:08
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