Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
Informação estragada

« Alguns dos feridos estão em estado muito grave, o que poderia alterar o balanço final de vítimas do ataque deste domingo a um centro islâmico no Canadá. Ao final do dia, quando mais de cinquenta pessoas estavam reunidas para uma última oração numa mesquita no sudeste do Quebeque, dois homens armados entraram no edifício e dispararam sobre os fiéis. Seis pessoas morreram no local. As autoridades detiveram dois suspeitos, um na mesquita e outro a poucos quilómetros. Não foram reveladas as identidades dos atacantes nem por que razão decidiram disparar sobre quem estava no centro. O chefe do governo do Quebeque anunciou a organização esta segunda-feira de marchas de protesto contra a violência e de apoio à comunidade muçulmana que vive na região. A polícia diz que não há outros suspeitos ligados a este ataque que o primeiro-ministro classificou como um atentado terrorista é um acto de cobardia contra inocentes. Justin Trudeau lembrou que o país que lidera não discrimina ninguém por razões religiosas e reforçou a ideia anunciada no sábado em resposta à decisão dos Estados Unidos de fechar as fronteiras a quem viaja de alguns países muçulmanos, que todos os que fogem da guerra, da pobreza e da perseguição serão bem vindos no Canadá.»

 A sociedade industrial de concentrados S.I.C. abriu o seu telejornal jornal P.J. (leia-se pejota) ontem ao almôço com esta notícia chocante. Os sublinhados são meus e realçam a linguagem directa e sem rodeios posta na notícia. O contraste entre atacantes e inocentes declara ao telespectador o lado bom e do lado mau do caso. O dó das vítimas justifica toda a solidariedade com os muçulmanos e o ódio aos que os atacam. A chamada dos Estados Unidos ao caso serve para lhe colar o odioso — habilidadezinhas nada subtis do vulgar jornalismo, para condicionar o juízo ao telespectador. 

 Torno ao caso do padre de Ruão. A notícia da S.I.C., então, não falou em ataque nem atacantes. Foi «sequestro» e os «raptores» eram «dois homens armados com facas». O padre degolado «morreu», passivamente, talvez porque «tinha um golpe na garganta». E Hollande diz que disse que o Daesh foi «o responsável», enquanto o Trudeau classificou sem peias nenhumas o ataque de agora como «atentado terrorista».

  Informar é deformar em função das vitimas.

(Jornalistas e imagens da S.I.C.-Noticias.)



Escrito com Bic Laranja às 22:00
Verbete | Comentar | Comentários (19)

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
De doutrinar pelas notícias

 Quando se despenhou nos Alpes aquele avião que se despenhou nos Alpes correu célere nas notícias a certeza de que não fôra terrorismo. E não foi; foi «sòmente» o piloto que deu em maluco. 
 Quando um fulano aos gritos de Alá é grande feriu quatro (um morreu) numa estação perto de Munique a emissora nacional disse simplesmente que o autor do atentado fôra um «jovem alemão». Não sei se o chegaram a dar por doido...
 Hoje soube que mataram mais gente numa mesquita no Quebeque (ele há cada uma!...). Pode parecer que continua o mundo doido, mas agora não ouvi nas notícias de maluco nenhum; a emissora nacional informou sem hesitar que foi terrorismo contra muçulmanos (Andreia Martins, «Mesquita no Quebeque alvo de atentado terrorista», R.T.P., 30/1/2017).

 Não me lembro de menção a terrorismo contra cristãos no caso daquele padre degolado na própria igreja, em França; consta dessa vez que foram «sequestradores»...

Portas de Viena.

(As Portas de Viena são nas ditas.)

Adenda: diz que o um dos terroristas no Quebeque se chama Mafamede. Pode-se riscar terrorista.

 

Adenda 2 e correcção: diz afinal que o Mafamede não é terrorista; é testemunha.



Escrito com Bic Laranja às 18:00
Verbete | Comentar | Comentários (5)

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017
Lisboa com bom horizonte

B083779.jpg
Saldanha e Av. da República tirados do prédio do anjo, Lisboa, c. 1950.
Amadeu Ferrari, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 12:55
Verbete | Comentar | Comentários (6)

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017
Saldanha para peões

Saldanha, Lisboa (A. Ferrari, c. 1940)
Saldanha, Lisboa, c. 1940
Amadeu Ferrari, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 08:57
Verbete | Comentar | Comentários (2)

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017
Anfitriões

 Houve aí hoje um burburinho desgraçado com o sortido de refug… iados que tocam ou não tocam a Portugal. A Ana Gomes quer uns assim. A Grécia diz que escolher esses é discriminar outros menos assim. E uma carinha laroca que fala em nome da Europa como que decreta que Portugal não pode escolher a gente que há-de receber.

 Portugal não tem direito a escolher?!...

 Há aqui um problema. Para não haver escolha haviam de vir todos. Se não vêm todos, escolhem-se fatalmente alguns. Logo uns acabarão escolhidos e, havendo de haver escolhidos, alguém haverá de necessàriamente escolher. Se é para Portugal que hão-de vir e não tem Portugal o direito, brincamos.

 Mas bem, o portugalinho defunto há muito se decompôs nisto:

 Primeiro um mandarete não eleito dos portugueses arroga-se em seu nome (dos ditos portugueses) a dar aposentadoria a mouros. Em Portugal. A expensas de portugueses (ou não?)

 Depois uma Ana qualquer Gomes que estrondeia para aí por tudo e por nada arroga-se escolher uns mais do seu particular agrado.

 E por fim aquela boneca de Bruxelas: — «Portugal não pode escolher…»

 Ouviu-se aí, no caso — além desses anfitriões da casa alheia, que arrotam democracia e jornaleiam sempre com a boca cheia de Povo (e nem falo já mais da estrangeira bruxeliante) — ouviu-se aí, pois, voz a mais algum português?

 Pois então falo eu. Donde me vejo, o caso é muito simples: a Grécia pode descriminar como quiser o stock de humanos que lhe saiu para rifar (o S.E.F. ou os fronteiros da Portela do Humberto Delgado haver-se-ão na mesma forma com os mouros que ali calham). Os anfitriões aí atrás que convidem, recebam, alojem e agasalhem em suas casas quem bem lhes pareça; do cão ao barão, é com eles. Na minha casa não há anfitriões; o Zeus sou eu.

Parto de Alcmena

(Parto de Alcmena, in art.com)



Escrito com Bic Laranja às 20:42
Verbete | Comentar | Comentários (2)

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
Reality show

 Nos últimos 366 dias o entertainer de Belém ressoou 1103 vezes nas notícias (ou peças jornalísticas, segundo a conta o estudo do I.S.C.T.E.). O artista de S. Bento foi mais: ressoou em 1225 notícias (ou peças... realmente...)
 Bom! Isto soa nas notícias de hoje, pelo que já somam ambos mais uma notícia cada um.
 Destas contas tiro que ser presidente é um espectáculo e vejo o espectáculo que é governar; o jornalismo, são variedades sobre o espectáculo.

Festival de circo, Coliseu de Lisboa (A. Pastor, 1973)
Festival do circo, Coliseu de Lisboa, 1973.
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

 

(Revisto.)



Escrito com Bic Laranja às 10:57
Verbete | Comentar

Archivismo de fancaria

Os do archivo phtographico dizem que é a Rua dos Fanqueiros.

Rua de S. Paulo, Lisboa (A. Pastor, 1973)
Rua de São Paulo, Lisboa, 1973.
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 09:45
Verbete | Comentar | Comentários (2)

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017
Inauguração do Saldanha (episódio n + x)

O merdina fez a festa, atirou os foguetes e apanhou as canas. Não fui à festa do merdina. Podia pisar...

Saldanha e Av. da República, Lisboa (Artur Inácio Bastos, 1969)
Saldanha e Av. da República sem préstimo ao ciclismo, Lisboa, 1969.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..



Escrito com Bic Laranja às 10:24
Verbete | Comentar | Comentários (13)

Sábado, 21 de Janeiro de 2017
Mulheres que marcham

Jardim da Gulbenkian com mulheres polícias, Lisboa (A. Pastor, 1973)
Jardim da Gulbenkian com mulheres polícias, Palhavã, 1973.
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 22:34
Verbete | Comentar

Rua de Barros Queirós com portugueses

Rua de Barros Queirós com portugueses, Lisboa (A. Pastor, 1973)
Rua de Barros Queirós (antiga Tr. de S. Domingos), Lisboa, 1973.
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 22:04
Verbete | Comentar | Comentários (4)

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017
Jornaleiros

 Fez a jornalistagem um congresso em causa própria mascarado de altruísmo pelo bem comum. É a conta que fazem de si. Pretendem-se jornalistas e não passam de ardinas: distribuidores de notícias. Preocupam-se com «noticias falsas» (do ing. fake news) mas não se ralam de propalar boatos (do port.), se certificados por si; querem alvará exclusivo do noticiário que, só de emanar de si haverá sêlo de verdade. Só um jornalista define, portanto, o que é notícia . O jornalista é um pré-sciente da verdade e um sciente da novidade. Vem-lhe inato da carteira profissional. Calá-lo é censura. Desdizê-lo é heresia.

 Os antigos ardinas, agora que penso,  também eram assim: distribuíam notícias com a pré-sciente verdade das redacções e a sciência da novidade no colorido do pregão e no arremêsso matutino dos jornais às varandas da gente. Esta jornalistagem assemelha-se-lhe: atira pelo éter vocalizos que ecoam das pré-scientes centrais e arremessa-nos com eles à telefonia da mesa de cabeceira logo de manhã; fica-lhe mal é armar ao fino só porque o apregoa a falar na rádio, que, segundo consta, é chic a valer!

 As notícias...?

 Esta manhã a emissora nacional jorrou em contínuo: das oito às oito meia, dois noticiários e reportagem de permeio sôbre a trampa da América. Trampa noticiosa, por conseguinte, e de alvará, bem entendido, mas eco (nada mais) da central internacional, até na insinuação da trampa que o novo bama é — ou o fraco bama que a nova trampa não chega a ser. — Só parou de jorrar quando houve de meter noticiário do desporto da bola. O noticiário nacional é, nestes dias, a perigosa trampa da América. E quando assim não é, é o ex-bama da América, esse santo. Em suma, o principal noticiário da emissora nacional é o (o Marcelinho da Gente que se cuide) presidente da América. Com adjectivos, que senão é «notícia falsa». Um monólito de maledicência com chancela de jornalismo. Se a central internacional não fornecer notícias, então notícia, cá, é o frio que costuma fazer no Inverno.

 Valha-nos que vamos em 20 de Janeiro e, como diz o povo, em 20 de Janeiro vai uma hora por inteiro e quem bem souber contar, hora e meia lhe há-de achar. Prenúncio de dias maiores, mais soalheiros, o que anima. Mas claro que este prenúncio só não será boato (ou «notícia falsa» como eles elaboram por défice lexical) se forem jornalistas a contá-lo.

Ardinas vendedores de jornaes, Lisboa (P. Guedes, c. 1900)
Ardinas vendedores de jornaes, Lisboa, c. 1900.
Paulo Guedes, in archivo photographico da C.M.L.

(Revisto às 20 para as 11 da noute. E mais um pedacinho em 21 às 11.)



Escrito com Bic Laranja às 19:40
Verbete | Comentar | Comentários (2)

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017
Da falta de assunto

 Quando não há que dizer fala-se do tempo. Fá-lo o jornalismo, fá-lo a Direcção-Geral do Piruças e, já agora, faço-o eu.

 De há dias preenchem os notíciários o vácuo que os ocupa com o frio. Estamos no Inverno e o frio no Inverno é sempre uma grande notícia. Bafejá-lo em onda média ou frequência modulada ajuda, mais que não seja, a aconchegar o tal vazio. Fosse Verão e tínhamos incêndios...

 Depois de almôço era uma reportagem por Trás-os-Montes a preguntar aos transmontanos acerca do frio. No outro dia foi na Serra da Estrela. — Parece que sim, faz frio, mas a gente entrevistada não no acha mais que ao costume; o tom do repórter é que não tolera imperativos de normalidade e vai daí insinua desdém ao dizê-lo ao ouvinte; como se a gente daquelas bandas não pudesse saber melhor do costumeiro frio de Inverno do que ele próprio, jornalista entendido no rigor da Meteorologia do Mar e da Atmosfera, como em tudo, e mais as notícias.

 Pois bem, ajudando à infantilização geral há, na rádio, também de há dias, um aviso da D.G.S. recomendando à gente (ou melhor, à população, que é como se fala nestes avisos) que proteja as extremidades, use luvas, gorro e cache-col. — Faltou lembrarem-se do cache-nez, que é chic a valer, ou mandarem fungar no lenço de assoar para não discriminar os ranhosos, coitados. — Não se esqueceram todavia foi de mandar espirrar para o cotovelo em vez de pôr a mão à frente; de feito, evita-se o contágio por passou-bem, mas sinceramente, parece recomendação para contorcionistas: espirrar na dobra interior do braço ainda sou capaz sem esfôrço; já no cotovelo, porém, é gymnastica a mais. Devem ser estes que agora assim falam, recomendam e dão avisos que me recomendavam em invernos passados que vestisse roupa às camadas. Ao bom povo basta-lhe um agasalhe-se! se for caso. E às pobres bestas, em nas havendo, agasalhá-las-á ele também se necessário. Mas esses ceboleiros cuja inteligência hiberna desde a creche debaixo de camadas de roupa de marca, não tendo mais que fazer, julgam sermos todos infantilóides assim como eles.

Efeitos do nevão junto ao mercado do 31 de Janeiro, Lisboa (F. Cunha, 1945)
Efeitos do nevão junto ao mercado do 31 de Janeiro, Lisboa, 1945.
Ferreira da Cunha, in archivo photographico da C.M.L.


 E se quere saber mais, ligue para o 800 24 24...



Escrito com Bic Laranja às 18:50
Verbete | Comentar | Comentários (6)

Domingo, 8 de Janeiro de 2017
Reflexão da Rua Direita de Goa...

 O brâmane que se fez mandarete do portugalinho e ilhas teve ontem (ou já quando foi) as maiores honras na Índia. Tudo porque é o primeiro da raça de lá a presidir o governo num país de cá, da Europa. Os índios incharam com o feito e receberam-no até com upgrade, dando-lhe honras de chefe de Estado. Nada disto é racismo. Racismo seria um homem branco governar a Índia. Ou Goa, que fosse!...

Rua Direita de Goa, in Jan Huygen Van Lindschoten, Itinerario: Voyage ofte Schipvaert van Jan Huyghen van Linschoten naer Oost ofte Portugaels Indien, 1579-1592 (=Descrição da viagem do navegante Jan Huyghen van Linschoten às Índias Orientais portuguesas), Amsterdam, 1596.

Rua Direita de Goa, in Jan Huygen Van Lindschoten, Itinerario: Voyage ofte Schipvaert van Jan Huyghen van Linschoten naer Oost ofte Portugaels Indien, 1579-1592 (=Descrição da viagem do navegante Jan Huygen van Linschoten às Índias Orientais portuguesas), Amsterdam, 1596.

Imagem em Índia Portuguesa.

 



Escrito com Bic Laranja às 20:57
Verbete | Comentar | Comentários (9)

Sábado, 7 de Janeiro de 2017
Última hora!

Parece que morreu o George Michael.

release a video for his single "Freedom! '90." Michael, however, still refused to appear on camera and instead asked the world's biggest supermodels—Linda Evangelista, Cindy Crawford, Naomi Campbell, Christy Turlington & Tatjana Patitz

Capa da Voga com Linda Evangelista, Cindy Crawford, Naomi Campbell, Christy Turlington, & Tatjana Patitz que fizeram o playback no teledisco do artista da Liberdade.

...

A vida continua. Feliz ano novo!



Escrito com Bic Laranja às 16:03
Verbete | Comentar | Comentários (2)

Junho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

13
15
17

18
19
20
21
24

25
26
27
28
29
30


Visitante

Contador
Selo de garantia
Pesquisar
 
Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Caminhos de Ferro Vale Fumaça
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Pequena Alface (Da)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Ultramar

Arquivo

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

RSS
----