Terça-feira, 30 de Março de 2010
Super

Super Constellation, Lisboa (Museu da TAP, 195...)
TAP: Super Constellation, Aeroporto da Portela, 195...
Fotografia: Museu da TAP.



Escrito com Bic Laranja às 17:52
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24 Comentários:
De Luísa a 30 de Março de 2010 às 18:53
Quase tão grande como o que iniciou, no passado Domingo, a carreira diária entre Singapura e Zurique... ou então não. :D
Mas, ao ver tantas pessoas na esplanada, acredito que tenha tido ainda mais importância que o maior avião do mundo tem nos dias de hoje!


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 16:48
Agora vê-se na televisão, a caixa que mudou o Mundo. Nem se apanha frio (faz frio em Zurique).
Cumpts.


De Luísa a 31 de Março de 2010 às 23:14
Por acaso este fim-de-semana não esteve muito agradável. Mas é normal nesta época de transição de estações. Por aqui não se vê na televisão. As pessoas pagam 2 francos para atravessar o aeroporto de autocarro e passarem umas horas a ver aviões a aterrar e a levantar. Numa outra ponta do aeroporto, já em espaço público, há um parque de estacionamento onde outros fanáticos por estes 'bichos' passam horas a observar aviões, manobras, a comentar aterragens, a tirar fotos. É tanta gente ou tão pouca que até há barraquinha de "comes e bebes".
Quanto ao maior avião do mundo, deve ter tido muitos espectadores. Apesar de trabalhar no aeroporto, não pude ver a partida do primeiro voo oficial pois estava em horário de serviço... :(


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 23:39
Grantidamente na Portela o negócio dos passeios através do aeroporto será o do Metro. De superfície, bem entendido, porque é o mais moderno (não confundir com o eléctrico). Talvez afinal até seja o T.G.V., para observar em grande aviões fazendo-se à pista de Alcochete.
Mas por agora ainda é quase só de táxi. Pela 2ª circular...
Cumpts.


De Attenti al Gatti a 30 de Março de 2010 às 23:44
"In illo tempore", a varanda junto à torre nâo era de acesso livre. Pelo menos para os proletas. Se não me falha o "disco rígido", era a varanda do restaurante e, como tal, era exclusiva dos ditosos frequentadores do mesmo, que a aproveitavam para exibição.
O poviléu, subia umas escadas que existiam por trás dos carrinhos de bagagem que estão à esquerda da foto, viravam para o lado contrário à torre e ficavam de pé, numa espécie de terraço, delimitado por trás por uma sebe de arbustos e pela frente, do lado da "placa" e ao mesmo nível dela, por uma balaustrada metálica de cor verde. E era encostados aí que, abismados, ficavam a vêr os pássaros metálicos a passarem-lhes rentes ao nariz, a caminho da pista. Em Domingos de maior aglomeraçâo, os putos eram passados para cá da balaustrada e, sentados de costa para ela, obedecendo religiosamente à ordem de não ultrapassar o traço amarelo, diziam adeus às tripulaçôes. E estas correspondiam e muitas vezes até os passageiros, o que causava grande alegria na canalha, que acenava ainda mais enérgicamente, garantindo: "quando fôr homem, quero ser pilôto!"
A.v.o.


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 16:44
Pois parece esta varanda o equivalente hoje ao resturante do Hotel Tivoli. O que se terá lá dito...
Cumpts.


De vera a 30 de Março de 2010 às 23:51
o aeroporto !


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 16:36
Vero!
Cumpts.


De Mário Cruz a 31 de Março de 2010 às 15:29
Ainda me lembro no início dos anos 70 do meu pai me levar a ver os aviões à portela. Depois passava por cabo ruivo para ver a “chaminé da sacor” a deitar fogo. Recordo que na altura perto da refinaria havia sucatas de material militar (peças de artilharia, veículos blindados). Era o máximo ver aquilo! E nas imediações da Avenida junto ao Tejo estavam parados dois aviões Constellation fora de serviço. Pelas pesquisas que fiz deviam estar estacionados no famoso aeroporto (então desactivado) de Cabo Ruivo para hidroaviões. Na altura admirava os Caravel com as hélices. Achava os aviões antiquados uma vez que tinha nascido na época dos aviões “a jacto” mas gostava de estar perto deles. Hoje ao passar pela zona a única memória é a chaminé. Ao certo não sei onde ficava o aeroporto para os hidroaviões e os majestosos Constellations que então jaziam junto ao Tejo.Creio que em meados dos anos 70 os aviões foram definitivamente desmantelados e enviados para a sucata. Tal como as instalções do famoso aeroporto.
Cumps


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 16:36
A chaminé da Sacor manteve-se. Acharam-na com certeza bom enfeite para a tristeza edificada ao redor. Os Super já não tiveram essa sorte.
Cumpts.


De Ricardo Moreira a 31 de Março de 2010 às 17:28
O aeroporto dos "hidros" ficava na Doca dos Olivais, onde hoje fica o Oceanário. Quanto às instalações de "terra" não lhe sei dizer onde ficavam, se do lado do actual Oceanário, se noutro qualquer.
Como curiosidade, inicialmente a "Avenida de Berlim" era para ter sido "Avenida Entre-Aeroportos". Não sei se o nome alguma vez chegou a ser oficial.


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 17:41
Ora cá está.
Cumpts.


De [s.n.] a 31 de Março de 2010 às 22:21
Aviões Constellation junto ao Tejo, so´desmantelados;eram aviões terrestres.
Cabo Ruivo,conforme afirmado,era para hidroaviões.
Nenhuma companhia portuguesa operou Constellation;a TAP operou Lockheed Super Constellation (como o da foto)a partir de 1955.
Os Caravelle,da Sud Aviation,aviões terrestres,não tinham hélices;eram movidos por dois motores turbojacto Rolls Royce e iniciaram a sua operação na TAP em 1962.Cumprimentos do Fernando C.


De Bic Laranja a 31 de Março de 2010 às 22:37
Grato pelo seu oportuno esclarecimento, caro amigo.
Abraço.


De Mário Cruz a 1 de Abril de 2010 às 10:03
Caro [S.n] quando eu disse que os Constellations estavam desactivados junto ao Tejo (não dentro de água propriamente)estavam dentro de um perímetro delimitado por uma cerca que deviam ser as antigas instalações aeroportuárias (do que foi chamado aeroporto de Cabo ruivo?). Os aviões em causa não estavam desmantelados, embora fossem já sucata, mas conservavam a fuselagem, asas, motores, hélices e trens de aterragem. Pelo que me recordo seriam dois os exemplares estacionados num espaço junto ao Tejo. Quanto ao Caravelle trata-se de um lapso meu quando estava a escrever o comentário (queria dizer Constellation) Aliás o comentário só assim faz sentido.
Cumps


De Mário Cruz a 1 de Abril de 2010 às 10:24
Ainda os SuperConstellation
Do sítio http://www.asa-virtual.org/tapv/pt/m1049.php retira-se a seguinte informação:
O SuperConstellation operou na TAP desde 1955 até 1967.
Os Registos TAP referem que os aviões (uma frota de seis) tiveram o seguinte destino:
CS-TLA "Vasco da Gama" - Desmantelado
CS-TLB "Infante D. Henrique" - Desmantelado
CS-TLC "Gago Coutinho" - Malta Aviation Museum Foundation
CS-TLD "Super-Constellation" - Desmantelado
CS-TLE "Salvador Correia de Sá" - Desmantelado
CS-TLF "Mouzinho de Albuquerque" - Desmantelado
Daqui resulta ser perfeitamente verosímil a minha memória. Os aviões no início de 70 estavam então “recentemente” fora de serviço. Um deles é hoje peça de museu. Os outros viraram sucata. Logo é admissível que por razões logísticas os últimos exemplares (por razão que importa apurar) tivessem jazido por algum tempo em instalações desactivadas à espera do destino final. São essas as instalações que me refiro no comentário e, quem sabe, se não seria o exemplar que hoje está no Malta Aviation Museum Foundation.
Cumprimentos


De Bic Laranja a 1 de Abril de 2010 às 11:19
Uma achega pouco precisa porque o digo de memória: o museu da TAP (agora em Sintra) possui um 'cockpit' dum Super que, por ironia, nunca foi da TAP; era dum velho avião da Air France, salvo erro, que permaneceu abandonado na Portela. Um aviador da TAP resolveu então preservar umas parte para o museu.
Obrigado também pela interessante informação. Cumpts.


De Attenti al Gatti a 2 de Abril de 2010 às 03:12
Os hidroviões em causa estiveram na Doca dos Olivais, a tal que era para ser a marina da Expo, se não fosse o problema do assoreamento. Um estava do lado contrário à entrada da doca (há fotos dele no Arquivo Fotogràfico da C.M.L.) e os outros dois estava na rampa de acesso à água, do lado virado para jusante do Tejo. O último foi imolado à marretada em vésperas da Expo 98. Pertenciam a uma companhia inglêsa, creio, denominada Aquila Airwais, que fazia carreiras para a Madeira e que teve vida efémera, extinguindo-se após a queda no mar de um dos seus aparelhos.
As instalações deste hidroaeroporto, eram constituídas por um edifício térreo, simples, num estilo quase colonial, situado junto à citada doca, do lado de terra, situado mais ou menos em frente ao Oceanário e que estve ao serviço do Grupo Desportivo da TAP até este se mudar para junto da Alamêda da Encarnação, por alturas de 1998. Ceio também haver fotos deste no Arqivo Fotográfico da C.M.L
A.v.o.


De Bic Laranja a 2 de Abril de 2010 às 11:04
Já vi essas fotografias. Cuido que esses fossem aviões fossem Sunderland. desconhecia que perdurassem até vésperas da Expo. Calhando ainda foi o empresário Godinho que foi lá com os seus Godões desfazê-lo à marretada.
Cumpts.


De Mário Cruz a 1 de Abril de 2010 às 11:41
Curiosidade sobre um Super Constellation da TAP:

Palma Inácio preparou uma operação que haveria de acordar Lisboa de espanto. Na manhã de 10 de Novembro de 1961, um avião da TAP, que partira de Casablanca, é desviado para sobrevoar a capital, onde são lançados cerca de 100 mil panfletos. Os caças da Força Aérea não conseguem interceptar o avião, que regressa incólume a Casablanca.
O avião era o Super Constellation “ Mouzinho de Albuquerque”.
A “proeza” ficou para a posteridade como o primeiro desvio de um avião comercial. Palma Inácio foi assim o primeiro “pirata do ar”.
Esta operação planeada por Henrique Galvão (o autor do assalto ao paquete Santa Maria)e executada por Palma Inácio ficou conhecida com o nome de «Operação Vagô».


De Bic Laranja a 2 de Abril de 2010 às 10:59
Cem mil panfletos! Foram assim tantos?
Cumpts. :)


De Laura Garcez a 24 de Março de 2014 às 15:45
Gostaria de escrever um artigo sobre a minha primeira viagem de avião, mas não sei exactamente o modelo, talvez o senhor me possa ajudar.
Foi na primeira metade da década de 1960. O vôo foi entre Lisboa e Porto (TAP). O avião ainda era de hélices. Julgava que era um super constelation, mas vejo aqui que era um avião de longo curso. Por acaso sabe que avião era? Foi a única vez que viajei nele, já que depois passaram a ser os caravelle.


De Bic Laranja a 24 de Março de 2014 às 21:54
Na 1.ª metade dos anos 60 há por certo de ter sido um Super Constellation. Cuido que os Skymaster não chegaram aos anos 60 na TAP, que os «passou» à F.A.P..
Cumpts.


De Laura Garcez a 14 de Abril de 2014 às 19:50
Muito obrigada pelo esclarecimento.


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