21 Comentários:
De João Garcia a 29 de Julho de 2011 às 01:26
Caro Bic, pode comparar com a actualidade aqui:
http://www.flickr.com/photos/jcsilva/1380607671/

Cumprimentos


De João Garcia a 29 de Julho de 2011 às 01:28
Atenção ao olhar desatento, que as duas fotos podem parecer a mesma, mas não são... atenção aos detalhes.


De Bic Laranja a 29 de Julho de 2011 às 01:36
Vão a mais de 50 anos de diferença. E no entanto - imagine-se! -, a moderna, etiquetaram-na Praça do Areeiro; a antiga, praça do Sá Carneiro.
Muito grato pelo termo de comparação.
Cumpts. :)


De [s.n.] a 29 de Julho de 2011 às 02:28
Espaço, limpeza, simetria, solidez, qualidade das construções e do material, perfeição na execução, conservação. Numa palavra: grandeza quanto baste. Não que haja aqui uma beleza de espantar. Não. O que há, pressente-se através da fotografia - e esta era a pura realidade - é segurança, harmonia, sossêgo, paz e ordem. O suficiente para qualquer um se sentir feliz. Tudo isto foi deitado a perder. Uma lástima. E que saudades do tempo em que esta Praça era assim. Foi-se para nunca mais.
Esta era quase a 'minha' Praça. O outro espaço também 'meu', um pouco mais abaixo, era a Alameda D. Afonso Henriques. Nós morávamos entra uma e outra. E o resto da família nas avenidas e praças em redor: Areeiro, Praceta João do Rio, Alameda, Guerra Junqueiro, Praça de Londres, João XXI, Av. de Roma, etc.

Parabéns pela lindíssima fotografia.
Maria


De Bic Laranja a 29 de Julho de 2011 às 21:42
Ora essa. Mérito aos obreiros destas avenidas novíssimas, ao fotógrafo que as fixou e a quem no-la pôs agora ao dispor. Dar com esta ontem fotografia e partilhá-la foi um acaso da frotuna.
Cumpts.


De tron a 29 de Julho de 2011 às 02:42
que foi o calhau que transformou o Areeiro naquele clone do marquês de Pombal ??


De Bic Laranja a 29 de Julho de 2011 às 21:43
Se se refere ao monumento, não lhes acho termo de comparação possível.
Cumpts.


De tron a 29 de Julho de 2011 às 23:14
não, me refiro a praça, embora eu já saiba de antemão que o busto de Sá Carneiro nada tem a ver com o original, é se na sua foto vem uma praça do Areeiro prefeitamente quadrada, queria saber quando e quem foi que a transformou numa rotunda


De Bic Laranja a 30 de Julho de 2011 às 00:12
A praça tem a forma dum U.
Respondendo: o trânsito, provavelmente, que normalmente «arruma» com tudo.
Cumpts.


De João Garcia a 31 de Julho de 2011 às 09:56
Bem, na verdade, a inspiração do formato da praça é um escudo :)


De Bic Laranja a 31 de Julho de 2011 às 10:01
Ora aqui está uma preciosa informação. Obrigado!


De Luciana a 30 de Julho de 2011 às 14:07
Que foto maravilhosa (como sempre)! Mas que tristeza traz, por tudo o que se passou entretanto aqui... :-/


De Bic Laranja a 30 de Julho de 2011 às 20:31
É isso mesmo que dá pena.
Cumpts.


De Jacinto Apóstolo a 4 de Agosto de 2011 às 19:10
Na esquina do lado direito quando se entra na Almirante Reis ficava a Cervejaria Munique e na do lado esquerdo o Paço Alentejano.
Que foram pólos culturais de relevante interesse para diversas gerações.


De Bic Laranja a 5 de Agosto de 2011 às 21:43
A Munique lembra-me.
Cumpts.


De Attenti al Gatti a 5 de Agosto de 2011 às 23:57
Também eu. Ainda a visitei quando já se lhe adivinhava o fim prematuro. Faleceu aí por meados dos anos oitenta do século passado. Mais requintada que a sua congénere Portugália, enquadradava-se estéticamente bem no local. Não deve ter aguentado a concorrência dos come-em-pé durante o dia, nem a falta de freguesia durante a noite, num local pouco frequentado nocturnamente.
A.v.o.


De Bic Laranja a 6 de Agosto de 2011 às 14:10
Há-de ter sido isso, há.
Cumpts.


De Attenti al Gatti a 6 de Agosto de 2011 às 00:42
Razões tinha eu para ambicionar, toda a vida, subir ao alto deste edifício. E nem sabia que de lá se avistava o Tejo. Era a torre do Pim Pam Pum, por causa da sapataría que havia no r/c. no lado contrário, no cimo do telhado, brilhava à noite, ora verde, ora vermelho, uma rosa-dos-ventos.
A.v.o.


De Bic Laranja a 6 de Agosto de 2011 às 14:13
A admiração de ser ver de lá o Tejo também me deu e a um camarada meu destas caçadas olisiponenses, há muitos anos quando o descobrimos.
Cumpts.


De Jacinto Apóstolo a 8 de Agosto de 2011 às 11:15
O Paço Alentejano deve ter fechado em meados dos anos 60.Era muito frequentado por aficcionados da tauromaquia e a filha do dono era uma senhora loira espampanante (adjectivo que na altura se aplicava a senhoras com atributos semelhantes à Jayne Mansfield e também a Buicks e Cadillacs...). Na foto (finais de 50) pode ver-se ainda a esplanada, bem como a esplanada da Munique.
O prédio da sapataria infantil, agora Bambi, ex-Pim Pam Pum, continua a ter a rosa-dos-ventos, só que já sem iluminação, agora limita-se a ter por cima uma luz vermelha de alerta à navegação aérea. Os dois prédios que fazem esquina para a Almirante Reis é que perderam há poucos anos as armas da cidade de Lisboa (a nau com dois corvos onde foi trazida para Lisboa a urna com os restos mortais de S. Vicente). Como os telhados desses dois prédios estiveram em reparação, talvez tenham retirado os cata-ventos temporariamente para manutenção e tencionem mais tarde vir a colocá-los no seu devido local.
Já agora, do passeio, ao pé da torre mais alta ou das esplanadas acima mencionadas, já é possível descortinar-se o Tejo, mas de facto a vista torna-se mais deslumbrante do alto do arranha-céus.
Esta situação faz-me lembrar o caso do edifício do Ministério do Trabalho na Praça de Londres. Antes das obras, que sofreu há poucos anos, tinha no corpo do topo do edifício uma platibanda de peças esculturais que eram da origem da construção e valorizavam enormemente o aspecto estético do prédio, bem como um pau de bandeira. Tudo foi retirado e agora o topo do edifício tem o aspecto desolador de uma parede lisa pintada de verde. Talvez estejam também guardadas em algum armazém da CML ou do próprio Ministério e a seu tempo (quando a crise passar) as tornem a colocar no seu devido local?
Cumprimentos


De Bic Laranja a 8 de Agosto de 2011 às 21:19
Tenhamos esperança. E muita fé.
Obrigado pelas achegas. São preciosas.
Cumpts.


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