De [s.n.] a 14 de Junho de 2017 às 21:18
Olhe, ainda bem que fala nisto. Eu vivo relativamente longe de um arraial qualquer que teve lugar num espaço pegado com inúmeras residências à volta. A coisa era de tal modo insuportável que desloquei-me propositadamente ao local para ver quem estava na origem daquele pandemónio. O tremendo barulho provocado por músicas pimbas foi de enlouquecer o mais distraído. Nem imagina os decibéis atingidos pelos alti-falantes que as difundiam, propagando-se por quilómetros de distância. Uma vizinha minha disse-me que teve de colocar phones nos ouvidos para abafar um pouco o ruído para tentar adormecer, o que de pouco lhe valeu porque continuou a ouví-lo quase com a mesma intensidade, de tão alto aquele se propagava. Um verdadeiro inferno na terra. Uns amigos nossos cuja residência fica bem mais afastada daquele local do que a minha, estavam de tal modo indignados que telefonaram para a polícia em cada uma das três noites da barulheira infernal, a protestar veementemente pedindo-lhes para irem pôr termo àquele crime público, porque de crime público se tratava, já que a lei sobre ruídos noturnos especificam ser proibido fazê-los de modo excessivo e que incomode sèriamente a vizinhança ou as redondezas do local em que é produzido, incorendo em pena grave e multa condicente.

O autêntico pandemónio que se verificou durante três noites seguidas, ultrapassando a uma e trinta da madrugada!!!, é absolutamente inadmissível num país que se diz europeu e que se quer de "direito". E como sabemos europeu é de facto, mas 'de direito' é um conceito que lhe é completamente alheio e portanto decididamente falso.

Só num regime que cìnicamente se auto-intitula de democrático, sendo no entanto um regime libertino e anti-democrático em todas as áreas do poder, é possível uma tal escandaleira ter acontecido (e voltará de novo desavergonhadamente a acontecer, porque vivemos num país sem rei nem roque) sem que haja quem se responsabilize ou tenha poder para terminar com ela.

Este regime tem que acabar seja lá como for nem que - e Deus nos livre - tenha de lançar mão doutra revolução. Mas desta vez levada a efeito por portugueses de lei e sem contemplações para com os traidores que, além de terem destruído a nossa soberania e independência e mandado assassinar milhões de inocentes, não satisfeitos com a tragédia que provocaram intencionalmente, ainda tiveram o desplante e a desvergonha de ter elaborado uma Constituição na qual só estão instituídos os artigos que beneficiam os traidores e os corruptos (e já agora os pedófilos declarados que estiveram e estão à frente dos destinos da Nação) estando nela terminantemente proibidos movimentos e/ou partidos chefiados por portugueses de lei, os mesmos que teríam sido capazes de ter conduzido este nosso infeliz País ao elevado estatuto político e cívico que sempre foi seu timbre, além de por esse mesmo facto ter sido sempre respeitado internacionalmente.

Estas regras éticas e cívicas, respeitando rigorosamente o bem público, sempre nortearam o Regime do Estado Novo. Todas elas se desmoronaram no dia em que para mal dos nossos pecados aqueles que iríam destruir o País definitivamente e a breve prazo, tomaram d'assalto o poder para, enquanto lhes fosse possível e sempre à custa de monstruosas mentiras e falsas promessas, ir concluíndo a obra vil e infamante a que se tinham proposto desde a primeira hora e isso aconteceu quando - e ainda vivendo fora do País - já havíam arquitectado toda a obra satânica que poucos anos depois levaram a efeito sem pruridos ou o mínimo remorso.

Só seres com o demónio no corpo seríam capazes de ter feito ao País e aos portugueses o mal que aqueles diabos fizeram e passadas que são quatro décadas continuarem a fazê-lo, agora aparentemente de modo inócuo e diverso porém igualmente destrutivo e desumano.

Esta última parte do comentário parece nada ter a ver com a inicial. Mas tem que ver e muito mais do que se possa imaginar.
Maria


De Valdemar Silva a 15 de Junho de 2017 às 13:32
Viva a liberdade de expressão e abaixo a música ouvida a quilómetros de distância.
Valdemar Silva


De Bic Laranja a 18 de Junho de 2017 às 22:01
Os humanos são cada vez mais ruidosos. Não se acha sossêgo onde eles parem.
Cumpts.


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