Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017
A febre velocipédica

 A febre municipal das bicicletas vai por tudo: de obras rijas e de encher muito o olho (e esvaziar o erário municipal) como nas avenidas da República, Duque de Ávila, e adjacências; a obras escusadas de pintura de faixas de rolagem comuns em ruas, avenidas e praças, onde qualquer velocípede desde sempre pôde legalmente circular. Agora somam-lhe vias reservadas a transportes públicos. Na Av. do Aeroporto pintalgaram no chão em tal faixa reservada um boneco de velocípede privilegiando esses incensados veículos de tracção animal a par de táxis, autocarros e camionetas da carreira, que hão-de ter de negociar a via de circulação não reservada se os quiserem ultrapassar.
 Podem sempre manter o privilégio da via reservada e seguir atrás dos ases do pedal.

Av. do Aeroporto vista da Portela, Lisboa (E. Portugal, 1944)

Av. do Aeroporto tomada da Portela para o Areeiro, Lisboa, c. 1944.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.



Escrito com Bic Laranja às 12:50
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19 Comentários:
De Daniel a 21 de Agosto de 2017 às 16:21
(Este comentario foi escrito usando um teclado barbaro)

Permita-me discordar deste seu verbete. O mesmo que aqui refere acontece na maioria das cidades europeias: A grande maioria das vias reservadas a transportes publicos sao tambem reservadas para bicicletas. Tal acontece em vias onde ha pouco espaco para construir vias dedicadas para bicicletas (aqui em Londres o marketing vai mais longe e essas sao chamadas de super highways...!,ou para poupar nos custos. De qualquer das formas, cerca de 25% das deslocacoes diarias aqui em Londres ja sao feitas ao pedal, e espera-se que esta percentagem venha a crescer nos proximos anos (talvez com a emigracao em massa dos Londrinos para outras cidades no continente?). Esta medida tem sobretudo como consequencia directa o abrandamento da velocidade media dos taxistas, os quais tendiam a abusar do codigo da estrada. Chame-me um evagenlista do pedal, mas quando se poupam cerca de 1200 libras ao ano, e o tempo medio de deslocacao para o trabalho e reduzido, para nao mencionar os beneficios do exercicio fisico, nao vejo porque haveremos de continuar a sustentar um modo de vida completamente insustentavelpara o planeta. O mesmo se aplica a Lisboa. Pode ser que em dois ou tres anos o transito na segunda circular reduza, consequencia de escolhas de vida mais amigas do ambiente.

Infelizmente, gostava de ver mais investimento nas linhas ferreas em Portugal.


De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2017 às 18:03
:)
Discorde à vontade, é seu direito iludir-se.
O que diz é ilusório. Nunca se reduzirá senão ìnfimamente a circulação automóvel em Lisboa com manias românticas como estas. E é jogar dinheiro fora. E esta é, note bem, a razão de tudo, como bem há-de ver.
O código da Estrada permite e regula, de sempre, a circulação de velocípedes; ela não está vedada em nenhuma serventia urbana, interurbana, ou rural, salvas as auto-estradas. Inclua-lhe jardins e passeios públicos, reservados a peões.
Logo é perdulário gastar fortunas em ciclovias, mormente em cidades com a orografia de Lisboa, complicando mais a viação automóvel, para privilégio de meia-dúzia de entusiastas do ciclomontanhismo.
Fala em poupança?
Não vejo poupança, vejo desgoverno, mas como sou razoável, alguém me demonstre que assim não é, por contas bem feitas, contando a fortuna que vai custando este luxo de ciclovias para uma minoria de ases do pedal e um ou outro ingénuo que se deixe convencer, sem descontar aumento do gasto em combustível por degradação (ainda mais) da viação automóvel provocada pela redução provocada nas rodovias existentes ou pelo custo humano em acidentes — muito pior este que o custo da chapa batida e muito mais dramático na sua redução a cifrões.
O exemplo da maioria das cidades europeias para Lisboa nem mereceria menção, tão infantil ele é. Mas lá que ele é comparação chique, é. — Ai Lisboa, não queiras ser francesa!, não era assim o fado?... — Por mim, talvez admitisse comparar chãmente Londres, Amesterdão ou outras que as valham com a aldeia da Azinhaga; mas havemos de necessàriamente somar o estio da nossa terra do Ribatejo como risco de mais despesa: insolações ou quedas podem montar em cuidados hospitalares ou de enfermagem para o natural ciclista da lezíria, tanta vez movido a refrigerante de malte ou sumo de uva. Claro que lá em Londres ou Amesterdão pedalar sem sol é lucrativo: dá para aquecer.
Enfim! Se o que fizeram agora na Av. do Aeroporto acalmar os taxistas em vez de os enervar a ponto de se intrometerem à La Gardère pelo meio dos que circulam na faixa do meio (e até da esquerda), talvez se ganhe alguma coisa. Daí a ser dinheiro bem gasto...
Cumpts.


De zazie a 21 de Agosto de 2017 às 21:53
E, na volta, as cavalgaduras preferem andar desencabrestados nos passeios.




De zazie a 21 de Agosto de 2017 às 22:09
Já não se podia atravessar uma rua sem correr risco de vida, agora nem nos passeios se está em segurança.
Os tipos andam em sentido contrário,por todo o lado, como se fossem peões e tanto faz a porcaria da ciclovia ou ser passeio que é tudo igual.


De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2017 às 23:28

Já se nem pode avançar incauto num cruzamento com o semáforo verde, que semáforos também não valem. Esta tarde uma ciclobesta ia-se-me estampando contra o automóvel no cruzamento da Alameda com a R. Actor Isidoro, logo abaixo dos correios; ignorou o semáforo vermelho e avançou cegamente ocultando-se detrás dum camião que estava parado numa obra, sem cuidar com quem viesse a entrar no cruzamento do lado da Alameda; por acaso vi-o vir da ladeira, antes de se ter escondido a passar pelo camião das obras e adivinhei-lhe a avaria com o semáforo. Por isso avancei no sinal verde com cautela, buzinando para me anunciar. Pois nem a buzina pareceu ouvir, que o sacana quase nem parava sem se despencar por cima do capot.
Filho da mãe!


De zazie a 22 de Agosto de 2017 às 12:31
Completamente. E fazem ultrapassagens malucas pela direita, entre os autocarros e os passeios quando as pessoas vão a sair.

O povão besta que ataca na estrada, agora tem a oportunidade de atacar em cima de uma bicicleta e ser ainda mais besta.

Os semáforos por cá são a vergonha nacional. Quando fica verde para o peão, significa que abriram os laterais para os carros que entram nas curvas disparados, porque até as passadeiras são colocadas em locais sem visibilidade.

Em Inglaterra (que é o que conheço melhor) quando fecha o trânsito, fecha literalmente todo, seja de frente, de trás ou lateral. Por cá, é mais perigoso atravessar uma rua numa esquina quando o sinal fica verde para o peão, porque é nessa altura que abrem para os automóveis que vêm das transversais.

Agora com os "ciclopes" á solta, o perigo é ainda maior. No meu bairro já atropelaram uma criança. Andam desencrestados nas bicicletas pelos passeios e apanha-se com um animal desses sem se estar à espera. Basta pôr o pé no passeio ao sair de casa.


De zazie a 22 de Agosto de 2017 às 12:32
à e possivelmente outras gralhas


De Mandarinia a 22 de Agosto de 2017 às 14:17
"(talvez com a emigracao em massa dos Londrinos para outras cidades no continente?)"

Se calhar estão fartos das biclas...

Melhor do que comparar Lisboa com Londres é compará-la com Amesterdão onde qualquer elevação de 20cm já é uma montanha.

Faça assim; vá morar para a Rua Vale de Santo António em Lisboa (vai de Santa Apolónia a Sapadores e não conhece macadame, é revestida a "paralelos") e utilize todos os dias a bicicleta. Eu que lá morei um total de 18 anos vi muitos estrangeiros de bicicleta (e portugueses a rir) a sucumbir ao charme inclinado dessa rua.


De Bic Laranja a 22 de Agosto de 2017 às 17:57
Andam aí sabujos aplainando as mentes com a planura de Lisboa. Um plano existe: de obras. Mas as mentes aplainadas já tomam as colinas por planície.
Cumpts.


De Iletrado a 25 de Agosto de 2017 às 18:50
Caro Bic Laranja
Creio que concordamos nesta questão da inutilidade (imbecilidade?) das ciclotretas. Alguns dos motivos para tal aparentam ser diferentes, mas há um ponto em comum: o esbanjar dinheiro público.
No entanto, não posso deixar de manifestar o meu espanto pelo teu pensamento comunista em relação ao outro argumento que apresentas. Analizas as colinas e o estio, vês que não tens capacidade para tal proeza e lá sai a sentença comunista: se eu não sou capaz de andar de bicicleta em Lisboa ninguém mais consegue. Pergunto-me se, baseado nas tuas poucas capacidades atléticas, me consideras um super-homem por eu me deslocar regularmente de bicicleta em Lisboa ou se pensas que sou mentiroso, pois por ti é impossível andar de bicicleta em Lisboa. Condicionar o que os outros são capazes de fazer baseado naquilo que nós conseguimos fazer é o típico pensamento comuna.
Por outro lado, essas tuas considerações às colinas e ao estio demonstram a tua incompreeensão e desconhecimento sobre o resto do país. Portugal é Lisboa e o resto é paisagem? Aqui à atrasado estive no vale do Douro, passeando entre a Régua, Lamego e o Pinhão. A quantidade de velhos que por lá circulam de bicicleta é impressionante. Pois fica sabendo que, comparada com este vale, Lisboa é uma fresca planície. O calor e as dificuldades topográficas não impedem as pessoas que querem e podem de circular de bicicleta. Claro que podes sempre encontrar outra explicação para tal fenómeno: é que o pessoal do Douro é rijo, nada tem a ver com as flôres de estufa dos lisboetas.
Não queres ou não podes andar de bicicleta em Lisboa? É um direito que te assiste. Agora não queiras proibir os outros de circularem de bicicleta na cidade, só porque tens uma crença que tal é impossível.
Só mais uma nota: muito curiosa a tua aventura com o ciclista. Faz-me lembrar as aventuras que eu tenho com os grunhos do volante: passam com o verde tinto, estacionam no passeio forçando os peões a fugir, não respeitam os peões quando mudam de direcção, fazem ultrapassagens perigosas para depois virarem subitamente à direita, buzinam aos poucos que têm o desplante de parar numa passadeira para deixar os peões passarem, enervam-se com aqueles que cumprem os limites de velocidade e um longo etc.. E não, não me refiro ao que me fazem quando eu circulo de bicicleta. Isto é o que as cavalgaduras me fazem quando eu me desloco de carro. Não pretendo, com isto, desculpar o tipo. Mas, pelos vistos, tens critérios de observação muito objectivos: estás tão habituado a ver os enlatados a fazerem asneira que só reparaste no ciclista, que por acaso, tenha ou não razão, é sempre o elo mais fraco nesta história.
Boas pedaladas.


De Bic Laranja a 25 de Agosto de 2017 às 19:14
O desarrazoado é de tal ordem que nem tem por onde lhe pegue.
Leia bem o que está e não se destempere.
Boas pedaladas.


De Bic Laranja a 25 de Agosto de 2017 às 19:34
E não venha cá ofender. Não li o que escreveu aos outros mas ninguém o cá destratou.
Nove em dez ciclistas com que me cruzo não cumprem regras da estrada (ou dos passeios). Se V. é dos 10% que cumprem nenhuma razão tem de se destemperar. Vá reclamar com os ases do pedal que eles, sim, é que o deixam ficar mal. Se todavia se sentiu atingido, como parece evidente da reacção, então o seu caso é outro. Do modo como desata tutear e a ofender toda a gente mais se denuncia como um abusador como os ciclistas de má catadura de que se fala.


De [s.n.] a 25 de Agosto de 2017 às 18:55
Cara Zazie
Esse teu comentário em relação aos passeios tem muito que se lhe diga. Tenho lido vários comentários teus, ao longo destes anos, em diversos quiosques. Jamais li qualquer comentário teu em relação às cavalgaduras que estacionam em cima dos passeios. Mas, a acreditar no que escreves, isso não é motivo de preocupação nem cuidado. Um carro em cima do passeio é uma tranquilidade, não é? Será que também fazes parte do grupo dos atrofiados que estacionam em cima do passeio? Os passeios pejados de carros não te transmitem qualquer sentimento de insegurança, mas um palerma a circular de bicicleta em cima do passeio já é motivo de indignação. Pareces-me igual às bestas do volante, que têm cilindros no lugar do cérebro: o mundo é daqueles que conduzem uma lata. É por isso que te inflamas com um atropelamento causado por um ciclista e ficas muito sossegadinha no teu canto com os atropelamentos mortais causados pelos grunhos do volante. Onde estava a tua indignação quando aquela senhora foi atropelada na Flamenga e o corpo dela foi arrastado pelo criminoso durante dois quilómetros? Onde estava a tua indignação quando aquelas senhoras foram atropeladas no Terreiro do Paço por uma gaja que circulava a 130 km/h num local de 40 km/h? Onde ficou a tua indignação quando as duas cavalgaduras foram absolvidas em tribunal? Onde estava a tua indignação quando eu fui atropelado em cima do passeio, por duas vezes, uma delas colocando-me num tal estado que os médicos deram-me a sentença de que nunca mais poderia andar?
A tua referência às ultrapassagens malucas pela direita feitas aos autocarros também é muito curiosa. Provàvelmente não te apercebeste ou não queres saber que na maioria dos casos os motoristas dos autocarros decidem, como bestas que são, ultrapassar o ciclista quando este já está pràticamente «em cima» da paragem e depois páram ao lado do ciclista, para que os passageiros entrem ou saiam. Ora, se o ciclista acabou de ser entalado à direira, explica-me o que este deve fazer. Deve parar? Porquê? Lá está a lei do mais forte a funcionar. A besta não respeitou o ciclista, mas o ciclista é que tem a culpa.
Por outro lado, tens tecido muitos comentários sobre este nosso povo. Tens sido muito assertiva sobre as fracas qualidades reflectivas deste nosso povo, que amiúde consideras ignorante e estúpido, crédulo e fácil de manipular. Ora bem. Se te deres ao trabalho de reflectir, verificas que muitos dos ciclistas que circulam no passeio o fazem na convicção que estão a agir correctamente. E essa convicção é transmitida pelos governantes que temos. Os governantes que temos consideram a bicicleta um brinquedo para passar os tempos livres, nunca uma viatura. Observa com atenção as ciclotretas que temos: muitas foram construídas no passeio e quase todas são vias «partilhadas» com peões. Onde é devem circulam os peões? No passeio. E as ciclotretas são vias onde também os peões circulam. Mesmo naquela via que se parece vagamente com uma ciclovia, entre Cascais e o Guincho, os peões por lá circulam, ignorando o passeio e desprezando os ciclistas. E ficam ofendidos se um ciclista lhes chama a atenção para esse facto. Conclusão fácil: onde não há ciclotretas os ciclistas devem circular no passeio. O facto de terem abolido a licença de condução de velocípedes não ajuda a cimentar na cabeça da rapaziada do pedal que a bicicleta é um veículo e, como tal, deve circular na estrada.
Mas, como não deves circular de bicicleta, deves desconhecer que esse tipo de pensamento é comum a muitos dos enlatados: de quando em vez uma cavalgadura ao volante grita-me para eu ir para o passeio, que a estrada é para os carros. Quando subo a Fontes Pereira de Melo, então, é uma festa! As cavalgaduras parecem todas combinadas em chatear-me. Pedagogia, Zazie, não é criticar um parolo por circular de bicicleta no passeio; pedagogia é explicar a toda a gente, a começar pelas cavalgaduras do volante, que a bicicleta é uma viatura e deve circular na estrada.
(cont.)


De Iletrado a 25 de Agosto de 2017 às 18:57
Cara Zazie
(...)
E tens de ter atenção que muitos «ciclistas» são, na verdade, bestas do volante que vez por outra pegam numa bicicleta. Como aqueles dois tipos que estacionaram a lata na ciclotreta de Entrecampos, tiraram as bicicletas do tejadilho do carro e foram passear na restante ciclotreta que sobrou. Antes disso ainda lhes chamei a atenção sobre o estacionamento dos carros na ciclotreta. Recebi como resposta um desdenhoso «Por acaso és polícia?». É este o povo que temos. Se não és polícia não tens o direito de advertir o próximo.
Se afirmasses que somos todos uma cambada de selvagens, que só olhamos para o umbigo e tratamos como lixo todos aqueles que estão abaixo de nós, ainda aceitava sem reparos. Porém, ao acusares os ciclistas das desgraças do mundo, como o fizeste, só vens demonstrar a tua parcialidade no assunto.
Boas pedaladas.


De Iletrado a 25 de Agosto de 2017 às 19:01
Cara Mandarinia
Esse teu comentário sobre a Rua Vale de Santo António vai no mesmo sentido do comentário do Bic Laranja. Pensamento comuna do mais típico: transformar uma excepção numa regra. Porque razão deste esse exemplo? Acaso essa rua, que já percorri várias vezes de bicicleta, tem alguma dificuldade maior? Para um ciclista, tem, isso sim, um perigo, pelo facto de a rua, à semelhança de tantas outras, ter carros estacionados dos dois lados, afunilando a via de tal modo que impossibilita um automobilista de ultrapassar o ciclista. E como, por norma, as bestas ao volante são incapazes de aguardar com paciência pela oportunidade de ultrapassar um ciclista sem colocar em risco o pedalante, em ruas íngremes como essa isso é crítico, pois necessàriamente o ciclista circula devagar.
18 anos a ver os estrangeiros desistir de subir essa rua? Não posso crer! Serei mesmo o super-homem? A sério?! Com a minha idade e os meus problemas físicos?! Como é que é possível eles desistirem, se eu vejo turistas que sobem (e descem, claro...) alegremente a Rua do Alecrim, que, apesar de mais curta, é mais íngreme? Nem venhas com a história dos paralelos, pois esses paralelos estão em excelente condição se comparados com a Calçada da Estrela. Essa, sim, é uma rua complicada de subir, pois, ao mau piso e inclinação, temos de somar os carris dos eléctricos e a areia que estes largam. Também podias ter referido a Calçada de Carriche. Ou os acessos a Lisboa via Vale do Forno. Ou, já que estás em Santa Apolónia, porque não referiste a Calçada do Forte, cujo piso é um mistério para mim? Ou então a Bica ou a calçada da Glória? Ora aí está um lugar que só por uma vez consegui subir de bicicleta, a Calçada da Bica Pequena. Aquilo deve ter mais de 45% de inclinação! Uma teimosia minha. Mas, pergunto, porque razão um tipo que quer ir, por exemplo, da Rua de São Paulo até à Rua do Século, tem de seguir pelo caminho mais curto, se esse caminho é o mais difícil? Há tantos caminhos alternativos e mais fáceis de percorrer!
Não compreendo essa teimosia de quererem à força impedir os outros de calcorrear Lisboa de bicicleta. De bicicleta ou de qualquer outra forma que não seja de carro. Pergunto-me como é que as pessoas se deslocavam en Lisboa antes dessa útil invenção. Lá está, não devia ter adormecido nas aulas de História. Se calhar descobriria que as colinas de Lisboa são posteriores à invenção do automóvel...
Boas pedaladas.


De zazie a 27 de Agosto de 2017 às 00:33
E v. é mesmo um grande estúpido porque ninguém impede ninguém de andar de bicicleta.

Se é tão dotado nos pedais porque é que só sabe andar em ciclovias?

Sem ciclovia fica velhinh@ inválida?
Tadinh@ da iletradazinh@

O que mais vejo é atletas a andarem nos passeios e palermas com carrinho de bebé nas ciclovias.


De Mandarinia a 28 de Agosto de 2017 às 01:13
Tantas ruas difíceis de percorrer (sim porque é que será que não as mencionei todas?, se calhar porque tenho uma vida para viver e não apenas para pedalar), só me resta continuar a andar a pé, de carro e de autocarro).
Como tem tanto jeito para o proselitismo recomendo-lhe vivamente o sítio "Maria Capaz" que é rico em causas, deixe lá um textozinho seu, pode ser que conquiste adeptos (ups, adeptas).
Depois do interessante caso dos livros de actividades para meninas e meninos (que irão desaparecer, os livros, espero que meninos e meninas ainda existam durante mais algum tempo) mal posso esperar pela interessante saga das bicicletas.


De zazie a 27 de Agosto de 2017 às 00:31
Mas quem é este iletrado que eu nunca vi mais gordo e me trata logo por tu.

Se v. não leu é porque é estúpido. O que mais tenho são posts no Cocanha a chamar precisamente isso: cavalgaduras do asfalto.

Eu nem tenho carro. Tenho pó a gentinha que se julga mais por se enfiar num enlatado ou em cima de umas rodas.

Eu ando a pé e de transporte público. E v. é imbecil porque nem leu o que eu escrevi acerca dos semáforos. Como é óbvio foram feitos para veículos automobilizados, muito antes desta moda dos palermas dos "ciclopes".


De zazie a 27 de Agosto de 2017 às 00:39
E educar?

Quem devia dar educação nem a tem- são os pais.

Eu não tenho de andar a educar cavalgaduras nos passeios.

A um vizinho a quem chamei a atenção, o imbecil respondeu logo: "vá chamar a polícia!"

Não dá. Quem não tem direitos são os peões. Cada vezx inventam mais porcarias para impedir que se ande a pé numa cidade.

Por cá, já chegava e sobrava a treta da calçada Lisboeta que passou a "nacional" até em aldeias. Gastam milhões para impedir que se ande a pé, sem escorregar e cair.
Bastava que ficasse no local para onde D. Manuel a mandou fazer. E mais nada.


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