Apesar de muito esquecido dos anos 80 (a memória pode ser muito selectiva se não for alimentada; e se o for, também) há uma feliz recordação de lá do fim da década que apesar muito envolta em brumas ainda permanece agradável. Já cá falei disto em Julho ou Agosto de 2005. A passagem de ano foi na casa de praia dos pais da namorada dum de nós. Sem os pais, como é óbvio. A malta que meteu mãos à obra foi assaz diligente, mas pouco esperta: comprou os comes e bebes (catering é como se hoje diz à maneira amaricana) no Euromarché das Telheiras; comprou os confetti lá também; carregou isso e a restante tralha (aparelhagem de som, discos, luzes e mais não sei o quê); montou tudo no dia da antevéspera de ano novo; fez contas e não incluiu na margem de lucro mais que um contido almoço na Praia das Maçãs. Grandes empresários, hem!...
Avisada a malta mais selecta - não queríamos lá chungaria - muitos mais pediram cabidela; foram e couberam todos; ninguém fez asneira (o que chegou num carro todo desportivo, sem ter carta, não conta). Afinal era tudo boa gente, conforme o demonstra a casa ter ficado de pé.
Para abrir a rambóia, lembro-me, pus o Turn It On Again do Three Sides Live...
Agora encontrei aí um plágio do documentário do evento (tirando os bebés, que não houve naquela data e que devem ser criação dos Genesis para disfarçar). Notai a estranha dança aos 2' 31'': aquilo seria eu?!...
Bom! A moral da história é assim (*), dois pontos: as memórias são algo como uma coisa qualquer.