12 comentários:
De Mandarinia a 3 de Novembro de 2017 às 04:27
Coisa rara e pouco vista, de facto é de assinalar.
De Bic Laranja a 4 de Novembro de 2017 às 11:20
Sim. Mas do que vi dos interiores conformados ao despojado (paupérrimo) gosto do moderno, desconfio que os frescos, era uma vez...
Cumpts.
De Valdemar Silva a 4 de Novembro de 2017 às 13:51
Era uma vez os interiores e frescos dos edifícios anteriores aos de agora ao lado deste (construções dos finais anos 60).
Valdemar Silva
De Bic Laranja a 5 de Novembro de 2017 às 09:31
O gosto despojado de ornamento é ausência de gosto. Uma negação.
Cumpts.
De José Lima a 6 de Novembro de 2017 às 00:34
Não desmerecendo os frescos, creio que mantêm-se belíssimos andares.

http://residential.jll.pt/empreendimento/republica-37-lisboa/?emp=3891388#.Wf-tenZpHIU
De Bic Laranja a 6 de Novembro de 2017 às 12:16
É verdade. Mas perderem-se os frescos...
De Bic Laranja a 6 de Novembro de 2017 às 12:21
Da descrição do empreendimento:
Qualidade e conforto em 27 apartamentos exclusivos. Construído no século XIX &c.
.
Ora! A notícia de vistoria e a atribução do nº de polícia indiciam a conclusão do prédio; foi dado como pronto a habitar em... 1924!
Mas são uns belíssimos andares.
De [s.n.] a 12 de Dezembro de 2017 às 23:22
Em tempos lhe descrevi aqui um pouco do que realmente iria ser feito no Edifício da Avenida da Republica.

Pois como já pode constatar, não só foi reposto o traçado da fachada original com as suas arcadas e serralharias no piso térreo, como foram colocadas telhas de xisto novas em toda a mansarda, recuperados os sistemas de portadas originais embutidos "á inglesa", os pavimentos em sucupira com os seus intrincados desenhos foram restaurados e recuperados, as caixilharias são novas mas em madeira maciça com o mesmo traçado das originais, a fachada de marquises foi integralmente refeita com o mesmo traçado da original (que estava sem qualquer tipo de hipótese de recuperação), a escadaria de madeira para o piso 1 foi recuperada e será parte integrante da loja voltada para a Avenida da República e sim... os frescos que as suas fotos mostram foram todos recuperados por técnicos especializados, as pinturas ganharam a sua beleza e cores originais e ainda foi recolocada a folha de ouro que existiu em tempos.
Infelizmente este tipo de reabilitação cada vez se vê menos, mas neste caso foi gratificante ver o que se conseguiu fazer num edifício que apesar não parecer estava num estado muito avançado de degradação.

Cumprimentos
De Bic Laranja a 23 de Dezembro de 2017 às 16:01
Bem vejo. Ficamos esclarecidos dos frescos; não foram apagados. Aleluia!

Infelizmente este tipo de restauro (horríveis chavões da moda como «reabilitação», «e envolvente» &c.) cada vez se vê... nunca. Vai tudo a eito: estuques, caixilharias, ferro forjado. Salva-se alguma cantaria quando as fachadas ficam e é tudo.
Pobreza!

Se o restauro do prédio da Av. da República, n.º 37 é obra sua, felicito-o, pelo gosto entendido, pelo trabalho e, por conseguir fugir às madrassas da arquitectura [ignorância] contemporânea.

Feliz Natal.
De [s.n.] a 23 de Dezembro de 2017 às 18:00
O Projecto é do arquitecto Frederico Valsassina, eu fui o apenas o arquitecto da construtora responsável por fazer a ligação entre atelier e obra de modo a fazer cumprir o projecto e entre outras (muitas coisas) salvaguardar e preservar o maior numero possivel de elementos como os que aqui fomos falando.

Um Feliz Natal para si também.
De [s.n.] a 23 de Dezembro de 2017 às 18:08
https://www.fvarq.com/republica

Aqui encontra fotos do edificio, entre elas uma da sala com os frescos.

Cumprimentos
De Bic Laranja a 23 de Dezembro de 2017 às 21:06
Grato dos esclarecimentos.
Mais uma vez, parabéns pelo trabalho!

Boas festas!

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