Sábado, 2 de Setembro de 2017
Coisas de inteligência e da sua falta

 A malta do Insurgente considera o Guglo como polícia do pensamento. A coisa (o Guglo) vale muito menos que isso e a vida (ainda) é mais prosaica do que os toscos a querem fazer. Para achar imagens de casais de brancos basta procurar singelamente por «casal» — ou «couple», já que se assimilam por lá tanto ao amaricano.
 Se quando a coisa tende para o rebuscado a palermice aflora, a conclusão é só de que a simplicidade não é para todos. Começando no Guglo, acabando no Insurgente. Coisas de inteligência e de pouca dela.

Casal (pesquisa de imagens do Google, 2/9/17)

  Mas, claro, não faltam aí toscos fanáticos a tentar. Mas toscos mesmo toscos... sempre em amaricano.



Escrito com Bic Laranja às 19:03
Verbete | Comentar

6 Comentários:
De Joe Bernard a 2 de Setembro de 2017 às 20:23
Quer rir???
Escreve no Google white couple.
E depois vais ver...


De Bic Laranja a 2 de Setembro de 2017 às 20:50
Mas não vê?! Basta escrever couple. Simples.
Cumpts.


De Joe Bernard a 3 de Setembro de 2017 às 00:15
Mas está especificamente "white"!!!


De Bic Laranja a 3 de Setembro de 2017 às 09:31
Pois está. E é justamente o termo «white» obscurece os resultados.
As imagens de casais de brancos andam indexadas simplesmente como «couple». Quem as indexa não acha necessário adjectivá-las mais que isso e com isso produz um padrão — um casal de brancos torna~se por definição um «casal» enquanto que um casal de pretos, ou chineses acaba por maior clareza indexado com mais adjectivos. — Assim também as imagens de caisais mesclados acabem indexadas como «black» e «white». Ora cá tem o termo que parece que vicia o resultado. É um tosco algoritmo. A nossa mente é tão mais complicada que nos esquecemos do simples.
Cumpts.


De Bic Laranja a 3 de Setembro de 2017 às 09:45
Mais esta para mostrar como tudo isto é tosco: se vamos ao oráculo por um «casal branco» o que nos ele dá é vinho e quartos.
O guglo é demasiado estúpido para ser sequer (anti-)racista.


De [s.n.] a 4 de Setembro de 2017 às 04:44
Há um jornalista da TVI, que a dizer as notícias mais parece um menininho acabado de sair da escolinha. Mas como tem aliança deve ser casado e portanto já não é tão menino assim. Ele usa óculos de aros pretos e é magro, mas infelizmente ainda não lhe fixei o nome. A falar ele só faz boquinhas à menino pequenino e expressa-se comendo as sílabas e tem a mania de falar à 'menino bem', o que no mínimo é ridículo e no máximo é insuportável da parte de quem transmite as notícias. Um dia destes (28/8) ele disse qualquer coisa e terminou a frase com "...gistado" querendo dizer "registado", comendo a primeira sílaba. E é sempre assim que ele articula as frases. Inadmissível num locutor (e menos ainda num adulto) que fala para o público.

Para que se não pense que só digo mal das/os jornalistas, devo esclarecer que há algumas destas jovens, ainda novas nos vários canais, que são bastante razoáveis. Falam correctamente, são simpáticas, sérias o suficiente para não parecerem parvinhas e apresentam-se decentemente vestidas e maquilhadas. Há duas ou três que fogem a estas regras essenciais para o cargo de responsabilidade que desempenham, mas ainda vão a tempo de as corrigir.

Um pequeno reparo. Já vi que quase todas estas jornalistas não dizem correctamente o Pretérito Perfeito dos verbos quando se referem ao passado de determinado acontecimento. Elas/es dizem-no sistemàticamente no Presente do Indicativo e isso está incorrecto, mais não seja porque induz os ouvintes em erro. Por ex., dizem: "falamos ontem desse tema" em vez de "falámos ontem desse tema"; ou "passamos pela manifestação no regresso a casa" em vez de "passámos pela manifestação no regresso...". Serão todas estas meninas e meninos (mais elas do que eles) originárias do Porto, como acontece à maioria das actrizes das telenovelas (que por acaso têm cuidado e não falam assim, devem ser advertências do director de cena)? Devem ser do Porto ou arredores e nada contra, mas o facto é que estamos em Lisboa e elas falam para milhões de portugueses espalhados pelo mundo e a maioria destes aprende o português (ou corrige-o) através dos programas televisivos e sempre com a máxima atenção. E o português falado na região de Lisboa e Coimbra, como todos nós sabemos, é aceite como o correcto pela generalidade dos portugueses, como já o fôra por doutos linguístas do passado.

Há sotaques regionais e é natural que os haja e nem isso é crime nem deve ser menorizado. Outra coisa diferente é as/os jornalistas que falam nas televisões e que tendo responsabilidades inerentes aos cargos, devem ter um cuidado suplementar no modo como se expressam.

Caso tenham dúvidas, dêem uma olhadela aos jornalistas que transmitem as notícias nas televisões inglesas e francesas e reparem bem no modo extremamente cuidado como aquelas e aqueles articulam as frases e já agora o modo pausado como o fazem, sem se esquecerem de fazer pausas entre as frases ou seja d'intervalar as proposições.
(cont.)
Maria



Comentar

Setembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

15

17
20
23

24
25
26
27
28
29
30


Visitante

Contador
Selo de garantia
Pesquisar
 
Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Caminhos de Ferro Vale Fumaça
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Pequena Alface (Da)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Ultramar

Arquivo

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

RSS
----