7 Comentários:
De Valdemar Silva a 18 de Março de 2017 às 23:19
Vivi por aqueles lados, de 1956 a 1962.
Conheci um ferro-velho, ao lado da Igreja de Arroios, em que ia, em criança, vender sacos com jornais, papeis velhos e cartão para arranjar algum
dinheiro, se calhar, para comprar 'bonecos da bola', e outros havia a vender velhos 'haveres' para outras compras de mais necessidade.
Agora, acho estranho ter havido, ao lado duma Igreja, durante muitos anos, um ferro-velho para as pessoas venderem farrapos velhos para arranjar dinheiro para necessidades.
Ainda, agora, é assim, ou quase. Por lá está gente, sem eira nem beira, ao final da tarde ocupando aquele lugar à espera de ajuda.
Resquícios, ainda, do tempo da sopa de Arroios?
Valdemar Silva



De Bic Laranja a 21 de Março de 2017 às 18:45
Se houver um espírito do lugar de Arroios, a sua materialização pode muito bem ser a sopa, sim.
E um definhar formal das quintas fidalgas, ao bairro pequeno-burguês da república, à miséria nesse devir da sopa.
Cumpts.


De Mandarinia a 19 de Março de 2017 às 06:55
É curioso como a Igreja perdeu a sua imponência na paisagem urbana. Agora só superfícies comerciais (Colombo, CGD) têm essa imponência. Dá que pensar.


De Bic Laranja a 21 de Março de 2017 às 18:39
A linguagem corrobora-o: das «catedrais do consumo» a «a catedral» do campo da Luz. Uma civilização se desfez.
Cumpts.


De zazie a 22 de Março de 2017 às 10:35
Que maravilha.

Resta o cruzeiro renascentista e mais nada.


De Bic Laranja a 22 de Março de 2017 às 21:07
Resta. A recato (ou por vergonha) no adro coberto da incaracterística igreja, quando outrora esteve em plena evidência no meio do largo. Puseram recentemente por lá em maior destaque um mono ferrugento invocando gaivotas que voavam, voavam, ou amanhãs que cantam ou assim.
Pobreza!
Cumpts


De zazie a 22 de Março de 2017 às 21:44
Sim, a igreja é feia até dizer chega. Parece um gigantesco espigueiro posmoderno.


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