10 Comentários:
De Mandarinia a 23 de Junho de 2017 às 06:23
Nas fotografias antigas reparo que as pessoas parecem sempre muito elegantes e aprumadas. Hoje temos mais dinheiro, tempo livre e uma miríade de lojas de roupa por onde escolher e no entanto se contrastarmos uma fotografia desta época com uma actual as pessoas parecem muito mais desmazeladas. Alfaiates e modistas precisam-se (se calhar portugueses também, já que natalidade anda pelas ruas da amargura).

Belo cliché!


De Bic Laranja a 23 de Junho de 2017 às 17:42
Repara V. muito bem e tem razão. Mesmo os que se subsumem ao aprumo da gravata, hoje, veja como posam alvarmente.
Tempos medonhos, estes.

Cumpts.


De [s.n.] a 25 de Junho de 2017 às 16:24
Esta foto deve ter sido tirada pelos anos 47/50. Digo isto pela altura dos casacos das senhoras e do corte das calças dos homens, ainda não demasiadamente largas, à boca-de-sino, como iríam passar a ser usadas e assim designadas a partir do fim dos anos 50 e em força pelos 60/70.

A luz da fotografia é, como em todas as que aqui vai publicando, de uma beleza sem par. O Largo de S. Domingos, que conheço desde miúda por ter ido lanchar inúmeras vezes com minha Mãe e Avó à Pastelaria Suíça (pra mim era quase uma festa!) e também, mas mais raramente, à Bijoux-Grande e Bijoux-Pequena, está impecàvelmente limpo e tudo à volta devidamente cuidado. Até o gradeamento da S.H.I.P. está como novo e o seu pequeno pátio interior igualmente bem cuidado. Hoje em dia quando se passa por aqueles lados a sujidade do chão é insuportável de se ver e o aglomerado de retornados, pobres coitados, que por não terem mais nada que fazer matam as saudades uns dos outros e das suas terras distantes reunindo-se por aquelas bandas. Tudo isto faz-nos doer o coração.

O que me espanta é a quantidade de gente no Rossio por esta altura do dia e àquela hora (princípio da tarde?). Não era um dia normal onde raramente se via tanta gente junta no Rossio a qualquer hora, devia ter sido algum grupo de pessoas acabadas de chegar do comboio vindas d'alguma festividade fora de portas... Isto calculo eu.

Meu querido Rossio, quem te viu e quem te vê. Foi preciso ter dado à costa a 'democracia' para os seus reles introdutores terem dado cabo de uma das Praças mais nobres de Lisboa.
Maria


De Bic Laranja a 25 de Junho de 2017 às 22:32
É bem possível a data. O automóvel mais cá tem matrícula de 1946-48.
A luz parece de Inverno, mais macia que no Verão. Aliás, os casacos compridos o parecem indicar. Pelos candeeiros engalanados bem pode ser de inícios de 1947, quando fez 800 anos da conquista de Lisboa aos mouros. Quem diria que 70 anos após, sòmente, lha estariam a entregar uns apátridas usurpadores.
Cumpts.


De Valdemar Silva a 26 de Junho de 2017 às 18:25
Mais uma excelente fotografia de Horácio Morais.
Fotografia 'limpinha', como muitas fotos de Horácio Morais, sempre a fazer 'festinhas' e nunca para 'aleijar' ninguém. Nada de neorrealismos que por cá nem pensar.
Esta é quase enigmática, como quase a dizer, ou nem sequer pensou, adivinhem a que horas, dia da semana, mês e ano tirei esta fotografia.
Parece-me que este 'Largo S. Domingos/Rossio' foi fotografado num Domingo, ao fim duma tarde de Primavera.
Primavera por as árvores, de folha caduca, estarem frondosas e que só acontece na Primavera ou Verão. Ao fim de tarde por a sombra do eléctrico se estender no chão, para o lado nascente, e o relógio, no Convento do Carmo, que, espero, estava a funcionar, marcava seis e trinta cinco da tarde.
Domingo por a grande maioria das pessoas estar bem vestida, com excepção do ardina que sobe ou desce do eléctrico, nada apressadas e encostadas a conversar
O mês e ano julgo ser os finais de Maio de 1943.
Valdemar Silva


De Bic Laranja a 26 de Junho de 2017 às 21:28
Neo-realismos. Ainda bem que nota. Só estragavam.
Tem razão nas horas, provàvelmente no ano também. No mês não arriscava Maio. Vejo gente muito encasacada para Maio. Diria Novembro. Tenho visto que a folhagem resiste por ele adiantado, até Dezembro.
De ser domingo, também vejo por ali uns oficiais mecânicos e algumas fardas com boné. Era ritual as pessoas aprumarem-se se iam à Baixa. Como para ir à missa.

Cumpts.


De Valdemar Silva a 26 de Junho de 2017 às 18:39
Queria dizer Maio de 1947.
Valdemar Silva


De Bic Laranja a 26 de Junho de 2017 às 21:28
Ano de 47, claro.


De Marcos Pinho de Escobar a 7 de Julho de 2017 às 00:36
Será o mesmo planeta?
Abraço amigo.


De Bic Laranja a 7 de Julho de 2017 às 21:09
Outro planeta, noutra galáxia.
Abraço!


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