11 comentários:
De [s.n.] a 18 de Dezembro de 2017 às 03:57
Feio e inestético e não sei se os espaços interiores eram sequer agradáveis.

Esta moda foi de certeza a querer imitar as inovações urbanísticas inventadas por aquele arquitecto francês modernista (escapa-me o nome neste momento), que aliás e na minha opinião também não projectou nada de jeito nos edifícios que formavam bairros inteiros e que ficaram famosos pela surpreendente inovação (e um contraste total com a arquitectura antecedente mais bonitinha) e conhecidos pelo nome do seu autor...

Mas isto sou eu que só gosto da arquitectura do séc. dezoito e mais tarde da do período Arte-Nova. Que por exemplo e já que falo de França, esta em Paris é maravilhosa, a que vai sobrevivendo - bem como em Nancy, cidade onde esta Arte nasceu - e em Portugal também o era, mas isso foi antes das respectivas Câmaras terem mandado derrubar inúmeros exemplares lindíssimos desse período sobretudo em Lisboa (mas também noutras cidades do País) onde havia imensos deles, alguns dos quais Prémios Valmôr.

A Avenida da República estava repleta deles. Parece-me que restam dois ou três, se tanto.
Maria
De José Lima a 18 de Dezembro de 2017 às 13:22
Cara Maria, refere-se a Le Corbusier. Também não sou grande apaniguado dele.
De [s.n.] a 19 de Dezembro de 2017 às 03:43
Exactamente José Lima, lembrei-me do nome dele meia hora depois de deixar o computador.
Maria
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2017 às 19:34
Há duas coisas nestes blocos finais do bairro de Alvalade na Av. dos E.U.A. e no bairro das Estacas (como também nos Olivais): uma é a Carta de Atenas que acabou por legar tanto espaço ajardinado entre os blocos; a outra são os próprios blocos, altos, sem ornamento nem graça, fruto já da especulação imobiliária.
Feliz Natal.
De [s.n.] a 21 de Dezembro de 2017 às 23:44
Nem mais. Concordo em absoluto.
Maria
De Ana Pereira a 18 de Dezembro de 2017 às 05:49
Eu que nasci e cresci lá, devo dizer que todos os prédios das avenidas eram muito agradáveis, interiormente e nos andares mais altos desfrutavam de uma vista panorâmica soberba. Curiosamente, penso que todos eles eram de construção anti-sismo. Pelo menos o meu era e por lá passei lá alguns sustos e nem uma racha nas paredes embora tudo abanasse. O viaduto veio estragar a harmonia e de certa forma a tranquilidade daquela zona, a par do aumento de tráfego do aeroporto. O cinema quarteto trouxe também uma panóplia de gente intragável que fazia de WC as entradas dos prédios próximos. Gostei muito de lá viver até ao início dos anos 80, sem falar no pós abrilada de 74 que foi um autêntico filme de terror. A atracção por Lisboa de migrantes dos mais variados pontos do país e arredores pressionou milhares de alfacinhas a procurar refúgio na ruralidade mais próxima... Enfim, sinais dos tempos que já não voltam.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2017 às 19:45
É a cidade mais moderna que impressionou a minha memória de infância também, embora não morasse lá. Justamente pelo contraste com o mais antigo (e modesto) donde morava minha mãe. A arquitectura (como o Quarteto) marca uma época de transição: da cidade ainda habitável, à insuportável. Hoje é pior que insuportável. A degeneração fabricou algo que nem sei dizer o nome.
Feliz Natal!
De José Almeida a 10 de Janeiro de 2018 às 22:58
Nasci no 4º andar do prédio em frente e cresci feliz nos amplos espaços livres que o envolviam. Dos quatro "arranha céus" (como chamávamos aos quatro grandes blocos projetados por Filipe Nobre Figueiredo e José Segurado no inicio dos anos 50), aquele que se vê na foto é precisamente o único que ficou completamente adulterado (e, por isso mesmo, "feio")com o flagelo da instalação selvagem de marquises a partir dos anos 70. Parece-me um excelente exemplo da boa arquitectura portuguesa dos anos 50 e que deveria ser apreciado de acordo com a harmonia e equilíbrio de todo o conjunto e respectiva envolvente...
De Bic Laranja a 13 de Janeiro de 2018 às 15:04
Não conheço as casas. Imagino-as boas. Arquitectura sem ornato (num certo conceito, pobre), mas ainda assim boa, admito.
As marquises serão reltivamente fáceis de resolver. Já demolições de imóveis de valor e de época substituídas por eurocaixilhos de alumínio e vidro... Os vindouros o dirão.

Obrigado do seu comentário.
Ano bom!
De [s.n.] a 13 de Janeiro de 2018 às 23:21
Não me parece de modo nenhum uma arquitectura pobre. Antes pelo contrário.
As marquises deste prédio (actualmente muitas mais do que as que se vêem na foto) não serão reversíveis, pois encobrem transformações profundidas das fachadas devido a demolições de paredes exteriores. A CML assumiu vilmente aprovação dessas alterações, pois passou a cobrar mais IMI relativo à área das varandas que foram integradas na área privativa dessas habitações.
A mesma CML cujo atual e executivo tem transformado a demolição de prédios antigos e a descaracterização da cidade no maior flagelo de Lisboa após 1755.
Já toda esta zona do bairro de Alvalade, foi construído exclusivamente sobre terrenos rústicos e nunca houve necessidade de proceder a demolições, exceptuando um ou outro casebre sem importância.
Obrigado, um bom ano também para si.
De Bic Laranja a 14 de Janeiro de 2018 às 12:24
Compreendo. Desconhecia o ponto a que chegámos. Selvajaria e avidez em acção. E na realidade nada se ganha.
Cumpts.

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