Terça-feira, 2 de Maio de 2017
Música no tempo de Goya

Boccherini, Fandango (excerto).
Nina Corti (castanholas), Isabel Martínez (guitarra), Elena Jáuregui e Violeta Barrena (violinos)
Cressida Wislocki (viola), Evva Mizerska (violoncelo).
Galeria Nacional, Londres, 2015.



Escrito com Bic Laranja às 00:01
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8 Comentários:
De [s.n.] a 3 de Maio de 2017 às 02:35
Bem, só lhe digo que fui ver esta maravilha há poucas horas. Uma verdadeira beleza, tanto a música-fandango como a bailarina(?). Amanhã comento sobre a quantidade de vídeos que me deu vontade de ir ver e ouvir, claro, após o visonamento deste... Nem imagina:)
Maria


De [s.n.] a 4 de Maio de 2017 às 02:17
Comecei com o fandango que sugeriu, vi-o duas vezes. Depois fui logo a seguir ver o mesmo fandango mas dançado por Sara Calero. Um deslumbre. Vi este vídeo quatro vezes.
De caminho e não resistindo a outro fandango, fui ver um concerto dirigido por André Rieu - um assombro de maestro. De seguida e porque estava maravilhada com o virtuosismo deste fantástico maestro-violinista(e que violinista!), fui ver (e ouvir, ouvir!) sob a sua direcção a inexcedível Carmina Burana, de Carl Orf. Um verdadeiro sonho. Vi quatro vezes. Depois, cada vez mais maravilhada pela execução primorosa dos extraordinários músicos que compõem esta belíssima orquestra, fui ver e ouvir, novamente sob a impecável condução do maestro André Rieu, o Concerto de Aranjuez de J. Rodrigo. Outra peça de ouvir e de chorar por mais. Vi este vídeo cinco vezes. Ainda ouvi por alguns momentos o Bolero de Ravel num concerto em Paris sob a direcção de Rieu e por ele ainda, durante alguns minutos duas valsas de Strauss, pai e filho. Por Rieu ainda e divergindo para algo mais ligeiro que parece ter agradado ao público, ouvi uma pitada de "Besame mucho", uma canção romântica lindíssima e de facto eterna. Mas dada a hora tardia tive que deixar para outro dia o visionamento daqueles últimos concertos.

Agora que escrevi tudo isto não sei se não irei ver/ouvir mais uma vez um destes concertos... Tanto Carmina Burana como o C. de Aranjuez são de tal modo belos e a execução dos músicos é de tal modo perfeita que quase nos trazem lágrimas aos olhos. omo de resto uma jovem espectadora, no meio de um público imenso, bem o demonstrou.

A título de informação, devo dizer que tenho em casa todos estes concertos (e muitos, muitos mais e dezenas de óperas) mas em discos de 78rpm, comprados há muitos anos por um melómano cá de casa. Só que o gira-discos onde os ouvíamos, excelente ademais - alta-fidelidade, óptima acústica, com dois enormes alti-falantes - também já não é usado há dezenas de anos porque outros processos auditivos mais modernos e mais rápidos se impuseram. Desde há largo tempo que recorro/recorremos mais a CD's, bem sei que não é o mesmo, o som é menos límpido, mas vai servindo... e é melhor que nada.
Maria


De Bic Laranja a 6 de Maio de 2017 às 18:46
Aconteu-me o mesmo. Mas não fui além do fandango. Também gostei muito da Sara Calera, e dumas outras versões do Boccherini. Há uma scena dum filme com a Penélope Cruz em despique com outra dama palaciana. Há um ensaio de Ophelia Gaillard. Há outra versão com Nina Corti e as castanholas...
Cumpts. :)


De zazie a 5 de Maio de 2017 às 18:22
este (https://www.youtube.com/watch?v=3EiH0mRSGp0) deve estar mais próximo da tradição folclórica


De [s.n.] a 6 de Maio de 2017 às 01:31
Uma delícia, Zazie. Gosto de todo o nosso folclore, mas tenho um gostinho especial pelo fandango. Que de facto se assemelha muito ao fandango andaluz. Há diferenças, claro: na expressão corporal, no elegante movimento dos braços (que no caso dos nossos interpretes é inexistente), no sapateado e, como é evidente, nas castanholas. Cada um à sua maneira, é certo, mas o nosso fandango não lhe fica a dever nada, eu acho.

Fui ver este vídeo que deixou, depois vi o de Alpiarça, depois o do Ribatejo e ainda vi o corridinho do Algarve que também é outra gracinha.
Maria


De zazie a 6 de Maio de 2017 às 10:48
Pois é. Eu também gosto imenso do nosso folclore.

O fandango é dança de despique. Deve ser entre 2 homens por causa de uma mulher.
Temos o fandango do varapau que é um espanto.
As variantes da Andaluzia são diferentes e mais despique entre mulheres.

Mas é engraçado que depois tornou-se dança de corte.


De Bic Laranja a 6 de Maio de 2017 às 18:39
Parece-me que o ribatejano ali é Francis Graça, do Verde Gaio. Reflectindo um pouco no caso, é sintomático que a Dança clássica andasse naquele tempo ligada à cultura popular nacional. Degenerou tudo isto hoje em artes ditas «performativas» cujo qualificativo barbaresco me diz logo tudo sobre a origem, conceito e qualidade artística que tomaram a cultura nacional. Um pitéu!
Grato da sugestão.


De Bic Laranja a 6 de Maio de 2017 às 19:38
«Clássica» há-de ler-se aí com aspas, mas ainda assim...
Cumpts.


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