Domingo, 23 de Julho de 2017
N.º 5826, 2.ª série

Algarve — N.º 5 826 © 2013

Algarve — © 2013.



Escrito com Bic Laranja às 12:35
Verbete | Comentar

12 Comentários:
De [s.n.] a 25 de Julho de 2017 às 20:06
Bem, a elegância - magrinha, magrinha!, que inveja! - é a de sempre:) Quanto ao cabelo branco do consorte, meio disfarçado com o boné, é que me parece demasiado precoce. Ou não?
Maria


De Bic Laranja a 25 de Julho de 2017 às 20:32
Ah! Ah! Ah!
Frio. Frio.
Cumpts. 😄


De [s.n.] a 25 de Julho de 2017 às 20:45
Hummm...
Maria


De [s.n.] a 30 de Julho de 2017 às 03:08
Vejo que está um bocadinho arredado destas lides, mas como sei que toda a gente vem ler os seus textos e respectivos comentários, não me contenho mais tempo e vou fazer algo que estou para fazer há largas semanas, que é deixar umas críticas construtivas aos meninos e meninas jornalistas dos vários canais, que bem delas precisam, pois insistem nos mesmos erros sintácticos e fonéticos, repetidamente, inadmissíveis por quem fala para milhões de portugueses no país e no estrangeiro. Volto a repetir, há milhões, repito milhões, de portugueses que aprendem a melhorar o seu português falado e escrito (há uma ou duas décadas aprendiam mesmo a própria língua deste modo) através sobretudo dos telejornais e programas televisivos, mais do que pelos jornais e revistas, ainda que também. A Linda de Susa/Sousa foi uma delas.

Senão vejamos:
Há dos dias na RTP3, vários locutores disseram de modo bem audível 'CULUIO'!!! A palavra é "CONLUIO", por favor meninos, aprendam a nossa língua e não digam mais disparates!

O meu muito apreciado Muja, referiu há algumas semanas no PortadaLoja e bem, que lhe irritava ouvir juntar "ch" às palavras, em discurso oral, de muitos que pr'aí andam. Pois eu corroboro o que ele disse e permito-me identificar alguns e algumas jornalistas que o fazem e não há meio de terem emenda.

O Pedro Carvalhas, da TVI, tem outro defeito na linguagem, um dia destes disse e repetiu "Proençame a Nova e Jornalistame" e "Qualéme na frente do fogo..." Este jornalista acrescenta a quase todas as palavras o 'me', o 'am' e outras pérolas do estilo. Há meninas e meninos que pôem o "che" em quase tudo quanto dizem e isto em todos os canais, contra-senso este que já ultrapassou há muito os limites do aceitável. É o "todosche", "vamosche", quantosche, jogadoresche, deputadosche, leitoresche, finalistasche, comentadoresche, etc., etc. Insuportável de se ouvir e é uma verdadeira vergonha este falajar.

O Augusto Madureira também junta inadmissìvelmente às palavras os pretensos sufixos irritantes e dispensáveis 'ches', ele diz: masche, elesche, todosche, etc. Mas não é só ele, há meninas jornalistas que também o imitam nestes inaceitáveis 'ches' no fim dos vocábulos no plural. As jornalistas novatas que apresentam os telejornais da SIC e da RTP cujos nomes ainda não fixei, também, estão entre as que cometem os mesmos erros de linguagem.

Há algo que estou sempre a ouvir pela voz dos jornalistas, que não só sintàcticamente está errado como oralmente cometem uma gaffe de todo o tamanho. Não se diz "o ponto DE situação" quando se quere saber o que se está a passar em determinado local em que houve um acidente ou quando se quere ter uma perspectiva precisa ou alargada do modo como está a decorrer determinada manifestação ou comício ou em que altura e como se está a realizar uma perseguição a um ladrão ou a um criminoso e qual a táctica a desenvolver pelas polícias para prosseguir no seu encalce, etc. Assim, todos aqueles acontecimentos referem-se a algo de concreto e definido (citando a propósito Gedeão, ainda que fora do contexto) que realmente aconteceu ou está a acontecer nesse exacto momento, pelo que o ouvinte quere saber o que se está a passar numa SITUAÇÃO CONCRETA (E NÃO ABSTRACTA) ou em que ponto se está a desenrolar essa mesma situação, pelo que aqui temos então a contracção da preposição "DE" com o artigo definido feminino singular "A", que nestes casos determina a ocorrência da dita "situação" sendo o género gramatical da mesma que se está a relatar.

Do mesmo modo que não se diz "a intensidade DE Sol provocou-me um escaldão..., mas "a intensidade DO Sol provocou-me um escaldão...; não se diz "a luz DE Lua brilhava nos céus..., mas "a luz DA Lua brilhava nos céus..."; não se diz "a força DE maré levou-me o colchão", mas "a força DA maré levou-me o colchão..."; não se diz "a velocidade DE vento atingiu os 100 quilómetros", mas "a velocidade DO vento atingiu...", etc.
Todas estas situações se referem a casos concretos e não a ocorrências abstractas, de modo que uma determinada situação descrita tem que ter a antecedê-la impreterìvelmente a preposição "de" com a contracção do artigo feminino ou masculino, consoante os casos.
(cont.)


De [s.n.] a 30 de Julho de 2017 às 04:18
Outra coisa. E lá volto eu a bater na mesma tecla. A Conceição Queiróz é uma jornalista que não está bem na função em que a investiram. Tem uma dicção muito imperfeita e uma fonética desagradável e com defeitos de linguagem, que não se compadece com o que é exigível de uma jornalista que transmite as notícias.
Esta Conceição (e também uma colega dela disse em off há dois dias igual disparate) pronuncia 'labarêdas' em vez de "labarédas" com "e" bem aberto mas não acentuado tònicamente, como é óbvio. Ela diz 'trofêu' com o "e" fechado, em vez de dizer "troféu" com o "e" bem aberto. Ela não pronuncia os elementos obrigatórios que fazem parte das orações tornando-as equilibradas, omitindo SEMPRE as preposições e os artigos definidos, por ex.: ela diz "bem-vindo esta edição" dirigindo-se a um jornalista convidado, o "a" foi engolido; e de novo "mais um grande dia para equipa d'Alvalade e para Venezuela...", o "a" foi engolido duas vezes na mesma oração. E há um nunca mais acabar de erros fonéticos e sintácticos da parte desta Conceição que não se admitem numa pessoa que transmite as notícias. Além de que o cabelo dela continua simplesmente HORRÍVEL. Não se admite que uma jornalista que lê as notícias se apresente com aquela cabeleira encarapinhada disforme e exagerada perante os telespectadores. É sabido que uma imagem vale mais do que mil palavras e de facto em televisão a imagem é tudo e exige discrição, sobriedade e elegância no dizer e na apresentação e a dela simplesmente não se aguenta. Mudo logo de canal assim que a rapariga me aparece à frente e faço-o não só pela sua péssima dicção, mas também pelo cabelo inqualificável, que de tão inestético afugenta o mais distraído ou mais benevolente.

Agora vem o que mais me tem vindo a pôr os nervos em franja e porventura o mesmo a milhões de telespectadores. Agora a cada segundo e já nem sequer a cada minuto!!!, em TODAS as televisões e mesmo antes dos/e nos intervalos dos telejornais!!, aparece uma rapariga, sempre a mesma e sempre a rir, a anunciar as fantásticas virtualidades de uma agência de viagens chamada TRIVAGO. É do mais insuportável de se ver e ouvir, do que actualmente existe como anúncio - desde que há uns meses ou talvez anos, quando passavam alguns igualmente estúpidos e cretinos ao máximo, mas felizmente entretanto retirados. De cada vez que a rapariga da Trivago me aparece pela frente mudo logo de canal ou, se não tiver tempo, tiro-lhe o som d'imediato e só depois do anúncio passar volto a olhar para o que estava a ver. O pior mesmo é que o raio do anúncio aparece sempre inopinadamente - e é claro que este facto é sintomático e propositado - o que faz com que não consiga tirar o som naquele preciso segundo nem fazer com que ela desapareça em simultâneo da minha vista. Está claro que é isto mesmo que quem põe o anúncio no ar a cada segundo (a mando do anunciante) tem em mente, isto é, que nós o vejamos à força. Mas eles enganam-se, o raio do anúncio que de tanto passar perante os nossos olhos (mesmo daqueles que tentam fugir dele sem o conseguirem completamente), já se vómita.

Quanto a esta praga faço uma pergunta: se há cerca de trinta/quarenta anos um anúncio de cinco ou dez segundos custava uma fortuna, quinze ou vinte contos ou mais, quanto pagará esta agência a TODAS as televisões para andar a anunciar a cretina agência a cada segundo em todos os programas de todos os canais durante o santo dia, facto que já dura há um ano ou se calhar já há dois ou três? Um milhão de euros? Vinte milhões? Trinta? Será que é o governo socialista que o paga ou algum organismo a ele ligado? Cheira-me que sim, nenhuma empresa particular teria uma tal fortuna para dar por um anúncio. Mas que espécie de agência é esta que se permite gastar uma quantia astronómica para limitar-se a fazer uma vergonhosa lavagem cerebral aos telespectadores?

Se porventura eu tivesse que recorrer a uma agência de viagens e se não houvesse mais nenhuma em todo o mundo, recusar-me-ia a contactar esta Trivago mais que não fosse pelo criminoso bombardeio com que me sinto atingida a todas as horas minutos e segundos do dia por tão execrável anúncio. E sempre com o mesmo texto cretino e sempre com a mesma rapariga parvinha que nem culpa teve de ter sido forçada a desempenhar tão estúpido papel.
Maria


De [s.n.] a 30 de Julho de 2017 às 14:30
"já se vomita" (sem acento, claro)
Maria


De Bic Laranja a 30 de Julho de 2017 às 17:33
A Conceição Queiroz fala à preta, nada mais.
Ela ou outros, todos, são paridos da ausência de critério no recrutamento de locutores e que vicejam no descaso particular de quaisquer aulas de dicção. Locutores fanhosos na rádio ou comentadores a caguegar nos egues com lugar cativo na televisão. Só falta aparecer um gago a declamar Os Lusíadas no 2.º canal ou da Antena 2.
Cumpts.


De Bic Laranja a 30 de Julho de 2017 às 17:37
O anúncio do Trivago é uma sarna, tem razão. O que diz do preço da publicidade na TV é pertinente, porém, em inúmeros outros casos.
É como este mundo vai, bem vê.
Cumpts.


De [s.n.] a 31 de Julho de 2017 às 19:42
Eu mal vejo o anúncio do/da tal Trivago (fujo dele a sete pés) que nem reparei que aquilo não é uma agência de viagens mas sim uma agência(?) de hotéis... Ainda assim cabe perguntar que espécie de agência é esta que tem capacidade material para pagar milhões de milhões a todas as televisões (isto desde há um ano ou dois!...) para estas passarem um anúncio a cada segundo do dia em todos os programas de todos os canais?! Que saga, caramba! E que peste que nunca mais deixa em paz os telespectadores.
Maria

Obs.: quanto ao que nos quer (quere?) fazer crer relativamente à sua pessoa, como Dono deste imperdível Blogo, deixe-se de modéstias;) sabe perfeitamente que o que afirmo - e não só eu - é a mais pura das verdades.


De Bic Laranja a 30 de Julho de 2017 às 17:05
Agradeco-lhe a estima. Tem-me a Maria em muita conta, mas este blogo não passa dum obscuro recanto da blogosfera. E cada dia a mais poeirento e ganhando mais teias se aranha.

Tem razão nos ches. Há qualquer coisa de fadista nesse entoar pelo que o tomo por lesboeta de bairro. Arrepia os ouvidos, é verdade. Não devia, mas faz escola.

As «labarêdas», podia dizer que são pronúncia «afêtada» de tias da Linha, não fôra ouvi-las no falar genuíno duma aldeã minhota há semanas em reportagem da rádio. Admirei-me porque sempre ouvi labarédas ou lavarédas com o 'e' aberto. Não sei a etimologia da palavra, mas parece-me palavra antiga. Se a pronúncia da aldeã minhota não for já «afêtação» de tia e corresponde ainda ao falar genuíno da gente, cheira-me que poderão bem as labarédas ou lavarédas ser, pois, mais um caso de fadistagem lesboeta a marcar a norma (dita agora «culta» pelos acorditas de turno), a modos de òvir por ouvir, rôpa por roupa e outras que não lembram agora.

:)




De Bic Laranja a 30 de Julho de 2017 às 17:15
Sem querer ofender com a comparação, a questão de «de» e «da» fez-me lembrar disto....
Mas o seu argumento faz sentido.
Cumpts.


De [s.n.] a 31 de Julho de 2017 às 02:00
É capaz de ter razão, mas eu fico-me na minha. E fico porque foi assim que aprendi.

Quando refere a fala à "tia" da Linha, tem mais uma vez razão. Mas as e os que fecham as sílabas tónicas não acentuadas não é por serem "sobrinhas" das ditas "tias" de Casais (que de facto falam assim por senobeira), nem pense nisso. É por pura ignorância, em primeiro lugar. Em segundo, porque muita desta miudagem e até os mais crescidos ou viveram no Brasil ou foram os pais que lá viveram nem que tenha sido por poucos anos e eles adoptaram aquela maneira de falar por influência dos familiares. É verdade que quando os portugueses passavam uns tempos no Brasil, um ano ou dois, se tanto, vinham de lá com aquele português abrasileirado. A uns primos meus aconteceu-lhe o mesmo e só lá permaneceram dois anos. Eles diziam que se apanhava aquele sotaque com uma rapidez incrível, mesmo sem se querer. Mas isto passou-se há bastantes décadas.

Mas é engraçado, nos tempos recentes essa tendência já não se verifica. Por exemplo, os actores ou outros portugueses que por lá permanecem algum tempo por uma questão de trabalho (ou mesmo os que vivem lá há dezenas de anos) e que vêm pasar férias ou que regressam de vez, não se lhes nota o sotaque brasileiro nem sequer um bocadinho. Curioso.

De facto no Brasil eles fecham as vogais que nós em Portugal conservamos abertas. Mas isso é lá com eles. Nós estamos em Portugal e como portugueses devemos primar pela correcção da língua tanto na escrita como na fala, afinal trata-se de respeitar o nosso segundo bem mais precioso, a nossa língua-pátria.

Quanto à Conceição Queiróz falar à preta, é isso. Mas ela é uma rapariga que tem estudos (superiores?) e exerce a profissão de jornalista que fala para o público, como tal não só tem o dever como a obrigação de corrigir aquela maneira péssima de falar, que é algo que também se aprende, é uma questão de se querer e não custa nada. Por exemplo, há rapazes pretos que vivem e/ou nasceram na Cova da Moura e mesmo noutros Bairros onde os há em quantidade, que volta e meia são entrevistados e falam o português sem sotaque algum nem cometem erros gramaticais e não engolem preposições nem artigos, impecáveis no falar, até me surpreendem.

Ela já terá nascido em Portugal, calculo, eis mais una razão para já ter ultrapassado aquele modo de falar (que aliás se aprende na escola) e que é feio, soa mal e não é admissível principalmente numa jornalista que fala para milhões de portugueses.
Maria




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