Sexta-feira, 10 de Março de 2006

À última hora

Eléctrico  Esta é autêntica, colhida num desses paradoxais «eléctricos», fábrica de discussões e manancial de boas piadas.
 O carro vai à cunha, mas com jeitinho, há um lugar no estribo, conseguido - sabe Deus à custa de quanta canelada e pontapé - por uma senhora adiposa e de meia idade.
 O condutor repara e dirige-se à senhora, muito delicadamente:
 - Ó minha senhora, tenha paciência! Os homens ainda eu deixo que se transportem aí, mas as mulheres...
 - Pela sua saúde! É para ir para o hospital...
 - Ah, se é para «ir para o hospital», então está bem! Pode seguir...
 E seguiu mesmo!


Fontes:
Riso Mundial, nº 1, Lisboa, 26 de Junho de 1947, p. 2.
Fotografia de Ferreira da Cunha, no Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 19:26
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9 comentários:
De Bic Laranja a 12 de Março de 2006
Era. Para fugir ao pica-bilhetes saltava-se em andamento... Cumpts.
De http://touaqui.blogs.sapo.pt a 12 de Março de 2006
eu andei nesses carros electricos , dava para fugir ao cobrador , saltava de um lado subia noutro , que saudades.
De Bic Laranja a 11 de Março de 2006
Obrigado pelos comentários. Sabíeis que ainda há 45 eléctricos antigos (muito alterados) ao serviço da Carris em Lisboa? Cumpts.
De Santos Passos a 11 de Março de 2006
Ótima, a história. Parece que não é só a mim que os bondes abertos trazem boas lembranças.
De Menina_marota a 11 de Março de 2006
Espectacular...

... era um dos meus sonhos de menina... poder pendurar-me nos estribos dos elèctricos... mas a uma menina isso não ficava bem... diziam-me com olhar severo...

Um abraço e bom fim de semana ;)
De Bic Laranja a 11 de Março de 2006
Mas o guarda-freio foi cavalheiro (coisa hoje desprezível segundo alguns pontos de vista). Do poder e importância do guarda-freio, bem se vê que é mínimo no domínio do estribo. Cumpts.
De Paulo Cunha Porto a 11 de Março de 2006
Só mudou a freguesia, apesar da exiguidade dos estribos de hoje. Onde iam senhores engravatados, segue agora pura miudagem escolar. E sobre a observação Mochesca, lembram-Se de «O Último dos Homens», de Murnau, como de toda a importância atribuída ao porteiro, a começar pelo próprio?
Ab. & Bj.
De Mocho a 11 de Março de 2006
Um homem de grande poder e suprema importância. Aposto que se fosse vivo pertenceria ao grupo dos 100.000...PIU! :-(
De Pedro Cação a 18 de Outubro de 2015
Ora bem!O pica não deixar entrar mulheres e deixar entrar só homens é sinal de machismo.Mas no que diz respeito ao assunto no blog que além de ser um acto de cavalheirice,foi um acto de solidariedade,podendo a senhora estar doente.Parabéns pela imagem que está um espectáculo!Eléctricos como este ainda circulam em Sintra.Cumpts

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