Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

Dos aterros

 Uma fotografia aérea sobre a zona de Belém e Algés (Kurt Pinto, Filmarte, c. 1930, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.) apresenta a Torre de Belém com um fuliginoso guarda-costas: a fábrica de gás. A Av. da Índia (se é que assim se já chamava) terminava na Rua do Arco da Torre de Belém, que se percebe mais ou menos na transversal da fotografia, cruzando a linha de Cascais e prosseguindo (encoberta) a ocidente da fábrica, até à porta do forte do Bom Sucesso.
Vista de Belém e Algés (K.Pinto, c. 1939)
 Um detalhe interessante, se atentardes, é o areal da praia que em estreita faixa acompanha a linha de Cascais: são sucessivamente as praias de Pedrouços, de Algés (onde se distingue o pontão da ribeira do mesmo nome) e, lá onde a vista já não alcança, a Cruz Quebrada. Apercebo-me que desde a construção da Docapesca e tudo o mais que se tem feito em aterros sucessivos, a orla costeira avançou mais de dez vezes o tamanho destas praias de 1930.
 Não é justo pois que Neptuno reclame agora em São João da Caparica parte do que lhe foi esbulhado?

Escrito com Bic Laranja às 06:47
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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Serra de Montemuro

 Normalmente torço o nariz se ouço muita conversa que há neve na Serra da Estrela nos telejornais, logo nas primeiras pontes de Dezembro. Especialmente se ouço logo a seguir que na Serra Nevada não há nem um farrapito. Mas ontem ao almoço mencionaram Cinfães e a Serra de Montemuro; coisa rara. Não que não costume nevar ali, mas como não há lá canhões de fazer neve...
 Deixo-vos no km 47 da E.N. 321 - ainda sem neve - na dita Serra de Montemuro; de Cinfães para Castro Daire.
Serra de Montemuro, 2006

Escrito com Bic Laranja às 06:17
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Domingo, 10 de Dezembro de 2006

Barbeiro

Dizia um, meio empolgado:
- Aquilo é que é um negócio, pá! Aquilo todos compram: compram os do Benfica, compram os do Sporte e compram os do Porto.
- Até os que sabem ler hão-de comprar - disse entre dentes um que lia o jornal.

Barbeiro (E.Gageiro, 1967)
Barbeiro, Ribeira de Lisboa, 1967.
Fotografia de Eduardo Gageiro in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

- A escrever desta maneira, a rapariga ainda dá cabo da saúde! - ouviu-se o barbeiro...

Escrito com Bic Laranja às 11:34
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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006

Rua Dom Pedro V

 O confrade Jansenista teve um brilhantíssimo relampejo de saudade no caminho do Chiado pela Escola Politécnica. Diz ele:

 A «sétima colina» corre-me nas veias, com a sua despovoada vaidade queirosiana, é a coisa mais parecida com uma aldeia que tenho para apresentar. Nunca ninguém me descerrará uma lápide por isso, mas eu já a tatuei no peito. Do lado de dentro.

 Pois vejo aqui no Guia de Portugal que, antecedendo a aldeia do dito confrade, a «sétima colina» era um campo extramuros onde D. João I de Castela assentou arraial para o cerco a Lisboa; cem anos volvidos era a vasta quinta dos Andradas que ocupava o dito campo; a edificação do bairro alto seguiu-se à da ermida de S. Roque (1506), vindo para ali muita aristocracia lisboeta; em 1589 ainda acampou no semi-arrabalde a tropa de Isabel Tudor que o Prior do Crato trouxe para cercar a Lisboa filipina.
 A par de velhos casarões nobres que lá vão resistindo, a toponímia campesina sobrevive nas ruas da Vinha, do Loureiro, na travessa da Horta. E qual aldeia com a sua rua direita, a série de arruamentos que se enfiam desde o actual largo de Trindade Coelho até [ao L. do Rato] constituiam, correndo na linha da cumeada, uma das vias suburbanas da capital, com o nome quinhentista de Estrada de Campolide (Guia de Portugal, vol. I, Generalidades, Lisboa e Arredores, p. 335).

Vendedora ambulante, Lisboa (s.d.)
Vendedora ambulante com burro, Rua Dom Pedro V, [s.d.].
Fotógrafo não identificado, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 Ora o troço dessa via que dá o mote a isto que escrevemos é a Rua Dom Pedro V (antiga do Moinho de Vento): dum lado os antiquários, do outro o aparente cosmopolitismo do Pavilhão Chinês: armazém de víveres e pastelaria...

Pavilhão Chinez (J.Benoliel, c. 1908)
Paviilhão Chinez, mercearia e pastelaria, Lisboa, c. 1908.
Fotografia de Joshua Benoliel in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

 Na varanda sobre a cidade que nos oferece S. Pedro de Alcântara talvez torne eu também depois a abrandar o passo...

Escrito com Bic Laranja às 22:05
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Fogo à peça!

 Pretende um hotel ou mamarracho de charme sobre o seu velho imóvel classificado ou em vias de classificação há 15 anos? Não sabe o que fazer?
 Use autocombustão! E assim evita atirar suspeitas de fogo posto ao Almeida Garrett, que morou lá em 1852!...

Arco da Torre de Belém, Lisboa (E.Portugal)

Arco da Torre de Belém, Lisboa (E.Portugal)

 Olha estes a olhar!... 
 - Não foi ninguém; a casa do arco ardeu sozinha e prontos!



As fotografias da Casa onde morou Almeida Garrett em 1852 e arco da Torre de Belém, [Pedrouços, 1938 ou 1939] são de Eduardo Portugal e estão no Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Revisto às 9 e meia da noite.
Escrito com Bic Laranja às 08:39
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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006

O pastoreio

 A estatística dos espectadores em teatros e cinemas é do I.N.E., mas na notícia dos resultados à hora do almoço resvala-se para consumo cultural; o rodapé reforçava o subtil desvio (doutrinação?) para um registo de compra & venda: consumo de teatro e cinema baixou.
 O léxico é uma paleta que os humanos usam para comunicarem a policromia da vida em sociedade. Quando o tom do vocabulário se desvia invariavelmente para um matiz mercantil não admira que se desvaneça o colorido das freguesas na praça, dos hóspedes no hotel, dos passageiros no avião, dos depositantes no banco ou dos espectadores no teatro. Isso é gente. O que importa é haver de clientes. Em rebanho. Consumindo.


Estr. da Charneca, Lisboa (E.Portugal, 1939)
Panorâmica do local onde se irá construir o aeroporto da Portela, Estr. da Charneca, 1939.
Fotografia de Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 21:10
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Diz que é uma canção nova...

E que é o que gostam: tocar canções novas.

 


Dire Straits: Once upon a time in the West
(Rockpalast 79).

 

Escrito com Bic Laranja às 17:49
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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2006

Os bichos

 Há bichos na selva que marcam território urinando nas plantas. O seu cheiro assim espalhado avisa os outros da espécie que o território tem dono. Noutras selvas os cães têm o mesmo instinto; na falta dum tronco de árvore usam a roda dum carro, com vantagens óbvias.

Régua — © 2006

Os humanos são menos olfactivos e têm umas latinhas de tinta...

Escrito com Bic Laranja às 20:42
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Martha's Harbour (All About Eve)

 Ainda viajando em mundos imaginários.
 A idealização que me advém d' Os Cinco mais a sua estranha mistura com os lugares de Sintra funde-se com sensações que colho de «Martha's Harbour».
 À primeira que ouvi a cantiga (foi na telefonia em 88; quem explica esta absurda associação com os Cinco?) tive a sensação de vogar na música em águas frias, cristalinas - assim é a voz de Julianne Regan. Nas imagens e emoções que me afluiam da canção ouvia, pelo meio das ondas a bater, a ilha dos murmúrios, frondosa, via a torre do farol, pressentia os afundadores algures... Vi-me sentado num cais na baía Kirrin à noite; os barcos balouçando na calmaria de «Martha's Harbour». Depois o espírito vagueou em todas as direcções da balada...



I sit by the harbour
The sea calls to me
I hide in the water
But l need to breathe

You are an ocean wave my love
Crashing at the bow
I am a galley slave my love
If only I would find out the way
To sail you...
Maybe I'll just stow away...

I've been run aground
So sad for a sailor
I felt safe and sound
But needed the danger

You are an ocean wave my love...

 


Escrito com Bic Laranja às 21:51
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Andar de escorrega

 Tenho cá na ideia o mundo d' Os Cinco. São as personagens da minha meninice, formadas das ilustrações de Eileen Soper, com todo aquele mundo encantador que me ocorre moldado nos desenhos dela. É o mundo que formei na minha imaginação, sobre cenários campestres britânicos do tempo da Enid Blyton, com os ingredientes que ela me deu: ilhas misteriosas e castelos normandos semi-arruinados cheios de passagens secretas; faróis e afundadores; pântanos e contrabandistas; caravanas de ciganos; e Os Cinco livres de adultos, vagabundeando por planícies de urze e tojo, acampando por montanhas e lagos.
 As ilustrações originais de Eileen Soper, muito simples e bonitas, guiaram-me a imaginação dentro de quadros de época - os anos 40, sei agora - que não identifiquei muito bem quando li as histórias nos anos 70. Um sobrinho disse-me mais tarde: -- Os livros são giros, tio, mas são antiquados. -- O que desmotivava o moço, no meu tempo tornava para mim aquele mundo de aventuras mais romântico e encantador. O comboio fantasma era um clássico comboio a vapor; na Casa do Mocho havia um Bentley antigo magnífico; os ciganos eram nómadas e andavam em caravanas puxadas por cavalos, cousa que eu não via aos ciganos abarracados de Lisboa. Depois havia reminiscências de séculos passados, com afundadores e navios à vela, tesouros esquecidos, eu sei lá!Bentley Mk. VI -- 1946
 Por uma qualquer estranha associação de ideias, quando vou de Colares para a Praia das Maçãs há umas casinhas no pinhal que me remetem para um mundo fabuloso, próximo do que recriei dos livros d' Os Cinco. Mas não só: a charneca entre Janas e o Carrascal até ao Magoito também. E a costa escarpada da Praia das Maçãs ao Magoito outro tanto. Será por eu associar escarpas costeiras à Cornualha, onde acho que Os Cinco andaram? Será por associar as neblinas que sobem do mar pela charneca à planície misteriosa que se cobria de espessos nevoeiros? 
 Será que ando tolinho de todo?

O escorrega, Eileen Soper, c. 1926.
O escorrega
, Eileen Soper, c. 1926.

Gravura em Lapada.
 


Imagens d' Os Cinco em www.misteriojuvenil.com.

Escrito com Bic Laranja às 06:20
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Domingo, 3 de Dezembro de 2006

Aveiro

 Quando os nossos povoados tinham horizontes o de Aveiro era como vedes.
 Na fotografia de cima as tradicionais marinhas de sal: notai que as há mal o casario se acaba, na margem esquerda do Canal das Pirâmides. O panorama em baixo é o do Cais dos Botirões e Mercantéis há mais de cem anos, antes da edificação do mercado do peixe. A vista também é aberta e livre dos obstáculos que hoje em dia se interpõem diante da nossa vista em qualquer rua ou praça. Não nego a utilidade de candeeiros nem certo encanto nos velhos postes de telefones bordejando velhas estradas; mas ele há tanto sinal de trânsito, tanto cartaz publicitário, tanta indicação de caminhos (ups!) acessibilidades, tanto ornamento de duvidoso gosto, tanta cousa...
 E cada vez mais gruas.
 Este blogo torna-se cada vez mais um lamento...



Ria e marinhas de sal, Aveiro, 1950.
[Postal da colecção do sr. João Augusto Simões da Rocha, Vagos.]


Aspecto do Cais dos Botirões e Mercantéis, Aveiro, fins do séc. XIX.


Fotografias em Imagem Digital.

Escrito com Bic Laranja às 00:04
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Sábado, 2 de Dezembro de 2006

All About Eve - December



There's a Victorian tin, I keep my memories in,
I found it up in the attic.
After looking inside, I find the things that I'm hiding...
The leaves saved from a mistletoe kiss,
Only nostalgia has me feeling like this...
Like I miss you,
It must be the time of year.

Remember December,
It's like a wintergreen beside a diamond stream,
Remember December,
A fall of snow and the afterglow.
It could be taking our breath away
But the years stand in the way,
Remember December,
How does it make you feel inside ?

Beneath a Valentine, I see a locket is shining
I think it must be the wine,
Makes me feel it's all real.
Where nothing seems to rhyme
To breathe life into the dust of a keepsake
I might as well try to fix a chain on a snowflake
Or a heartache,
It must be the time of year.
Remember...

Should I feel this alone, should I pick up the phone
Should I call you up and wish you 'Happy Christmas' ?
I feel so alone, should I pick up the phone
Take my heart in my hand
And ask if you remember...


in Scarlet and Other Stories

All About Eve, Mercury, 1989

Escrito com Bic Laranja às 00:32
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006

D. João de Sousa (1), filho do grande Rui de Sousa

« Este fidalgo era muito manhoso (2) e gentil cavalgador de gineta (3). E porque a rainha D. Isabel [a Católica] ouvira dizer que era para muito, andando ele lá em Castela por embaixador, desejou ver alguma cousa que disso a certificasse. E, estando para ver correr uns touros em Arévalo, mandou-lhe dizer que se viesse de um palanque onde estava para uma casa onde ela estava com el-rei [Fernando de Aragão]; e com este recado mandou outro: que em ele atravessando a praça, soltassem o mais bravo touro. Fez-se assim; e a gente que não estava ainda recolhida acolheu-se toda aos palanques, ficando só D. João no terreiro vestido num capuz com sua espada a tiracolo. E o touro indo-se a ele, não fez D. João mais mudança que despir o capuz e pô-lo no ombro; e o touro chegando, lançou-lho e, arrancando da espada, de um só golpe que lhe deu lhe cortou o pescoço apartado do corpo. E, alimpando a espada no touro, tomou o capuz e foi-se à rainha sem perder os pantufos (4). E a rainha disse-lhe:
  — Boa sorte fizestes, embaixador!
  E ele respondeu-lhe:
  — Senhora, outro tanto faria qualquer português.»


(1) D. João de Sousa: foi senhor de Sagres e Nisa e guarda-mor de D. Manuel. Acompanhou o pai, Rui de Sousa, na missão a Castela para negociar o Tratado de Tordesilhas. Foi nessa ocasião que se passou o episódio da tourada, ao qual também fazem referência Garcia de Resende na Crónica de D. João II, cap. 96 [pude confirmar e na verdade é o LXXX], e D. António Caetano de Sousa na História Genealógica, t. XII, parte II, cap. XXIV; a versão de Garcia de Resende é diferente: D. João era um dos toureiros a cavalo que tomavam parte na corrida. Rui de Sousa, o pai de D. João, foi homem da confiança de D João II e de D. Manuel e gozou de um extraordinário prestígio na sua época: «foi o maior homem daqueles tempos», diz dele o Nobiliário das Famílias de Portugal, Título Sousas.
(2) Muito manhoso: com muitas qualidades ou habilidade.
(4) Gineta: maneira de montar, com estribos curtos, arções muito altos e freio diferente do que se usava na brida.
(4) Sem perder os pantufos: sem correr,isto é, com passo normal.»

Texto e notas: Ditos Portugueses Dignos de Memória: História íntima do século XVI anotada e comentada por José H. Saraiva, 3.ª ed., Mem Martins, Europa-América, 1997, 284 (p. 115).

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Imagem em...

Escrito com Bic Laranja às 00:06
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