Domingo, 14 de Janeiro de 2007

Um abraço ao Paulo Cunha Porto

 Há momentos em que a eloquência do silêncio fala melhor que as palavras...


Suzanne Vega - Language

Sem saber bem o que dizer dou daqui um abraço ao meu bom amigo Paulo Cunha Porto.

Escrito com Bic Laranja às 22:36
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Avenida D. Amélia, 86-86A

  Na primeira década do séc. XX houve muitos comícios dos republicanos na Av. D. Amélia. Não sei o motivo da escolha.
  Em dia de não haver comício vê-se que a avenida tinha bom ar e muita luz; aqui no 86 - quase a chegar à Rua Marques da Silva - o 2º e o 3º esq. têm escritos nas janelas. Quanto será a renda?


Av. D. Amélia, 86-86A, Lisboa (1898-1908)
Av. Almirante Reis, 86-86A,  Lisboa, 1898-1908.
Fotografia: Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 15:16
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Sábado, 13 de Janeiro de 2007

Avenida D. Amélia

 Quando em Setembro passei pela Av. Almirante Reis contava subi-la. O rumo inverteu-se e acabei descendo a Rua da Palma indo dar ao Socorro e por aí adiante até à Mouraria do velho Arco do Marquês do Alegrete. Reencontrando a Avenida D. Amélia [Almirante Reis] em Dias que Voam, retomo o rumo.

Av. Almirante Reis, Lisboa (J. Benoliel, c. 1908)
Av. Almirante Reis [Avenida D. Amélia], Lisboa, c. 1908.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 O troço que aí vedes apresenta os números 32 a 22 da Avenida D. Amélia no ponto exacto da confluência com o Regueirão dos Anjos, cujas velhas casas se vêem à direita. A velha igreja dos Anjos havia pouco que fora [ou estava sendo] demolida; julgo não me enganar ao dizer que ela se encostava às velhas casas do Regueirão dos Anjos, com orientação Sul/Norte, dando a fachada à Rua dos Anjos. Aquele prédio que se constrói lá mais adiante há-de ser o n.º 22 que faz esquina com a Rua Andrade. Em frente a ele erguer-se-á o cinema Lys.
 Um pormenor muito pitoresco e curioso é a cota natural do chão da avenida que nivelava pelo Regueirão dos Anjos; lanços de escadas exteriores compensam o desnível; daqui percebo a razão daqueles pisos térreos mais baixos que o actual nivel da avenida; nem foi preciso escavar pois assentaram no chão original.
 Reflicto agora: desde o tempo em que passava por ali no eléctrico a caminho da Trafaria ou da Confidente que reparava naquela ruazinha com ar antigo, o Regueirão, truncada e soterrada pela avenida larga. Intuía dali sinais da topografia antiga, que houvera ali coisas que já não existiam; mas era muito pequeno. Esta fotografia é muito interessante!...

Escrito com Bic Laranja às 13:00
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Contradizório

Vi na imprensa que o João Pinto não recebeu.
Depois veio na imprensa que o João Pinto recebeu.
A imprensa disse então que ele não pagou o imposto devido pelo que recebeu. Acrescentou a imprensa que prescrevera já o prazo para exigir o imposto.
A imprensa tornou e disse que não prescrevera ainda o prazo para exigir o imposto.



Se a militância no bendito contraditório pagasse imposto...


A imagem serviu de mote: é do Destak de 8 de Janeiro e devo-a ao meu caro amigo Fernando C..
Escrito com Bic Laranja às 19:09
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Intempestivos e dessincronizados


 Aquelas portas onduladas lembraram-me agora duas coisas. Uma é a guerra do Raul Solnado que tinha os portões ondulados fechados quando ele lá chegou cedinho, às sete da manhã. Não sei se os portões eram destes de correr se eram dos de chapa de zinco. A guerra do Solnado só abriu ao depois quando já eram nove e tal... A outra é a taberna do sr. Alberto, que abria mais tarde que a guerra do Solnado - normalmente lá para as dez ou onze e tal; tinha dois portões ondulados, verde-escuro, grandes como estes aqui do Evaristo do Pátio das Cantigas; e tinha mais um à esquina que era da carvoaria.
 Uma vez estava o sr. Alberto a subir os portões já manhã alta e pisou sem querer o Beto, que era o filho. O Beto não se queixou, o que muito fez estranheza ao sr. Alberto. Então o desmiolado do filho não lhe andara um ror de tempo a pedir dinheiro para uns sapatos não sei quê e assim e assado, e agora que lhos pisara não se lhe ouvia sequer um clamor?
 Dia adiante, andando ambos atrás do balcão, zona apertada para duas pessoas, vai nova pisadela - agora de propósito.
 Nada! Nem ai nem ui.
 Danado do moço que não o deslargou enquanto ele lhe não deu o dinheiro, e agora isto: nem lhe doíam as pisadelas nem se queixava pelos sapatos.
 - Ouve cá, ó Beto! Esses não são os sapatos novos?
 - São, pai.
 - Então, eu já tos pisei duas vezes e tu não te importas? Não te doeu?
 - Ó Pai! O pai não me aleijou porque já não havia sapatos para o meu número e eu comprei dois números acima.

Taberna, Portugal (Chusseau-Flaviens, 1900-1919)
Portugal. Interior duma taberna, 1900-1919.
Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.


Nota: a fotografia da taberna, no original um tudo-nada escura, foi editada pelo meu caro amigo Q.; foi incorporada neste verbete em 15/1/06 às 10h00.

Escrito com Bic Laranja às 06:27
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Da poluição


 Há por aí uma coisa chamada mercado que é imperativo, dizem, seja deixada em roda livre. Enquanto o mercado roda livremente, os preços das casas (preços de mercado, bem entendido) movem populações inteiras para dormitórios suburbanos cada vez mais longe dos lugares de produção (de serviços e bens de mercado, obviamente). Como as leis do mercado tendem para o equilíbrio, há no mercado popós confortáveis e catitas para prover ao pêndulo casa-trabalho. Todos os humanos escorraçados (por virtude do mercado imobiliário) de ao pé do lugar de trabalho podem ir de popó. Cansam-se até menos que se fossem a pé por morarem a dois passos do trabalho. Como podem ir de popó vão... Todos ao mesmo tempo. Fazendo lembrar uma multidão que procura entrar por uma porta onde só passa um de cada vez.
 O nomadismo pendular não passa de sedentarismo de roda na mão. Por isso há tempo para observar que milhares, centenas de milhar de popós particulares [agora diz-se] privados, parados, a queimar e a queimar e a queimar, dia após dia após dia, hão-de poluir e muito o meio-ambiente. Ai pois hão! Daqui se conclui, qualquer humano engarrafado nos caminhos nas acessibilidades [adoro estes rodriguinhos de linguagem] concluirá que muita poluição decorre do mercado (imobiliário, automóvel, dos combustíveis, enfim, global como o dito aquecimento). E só não vai perceber isto quem não andar sujeito ao pára-arranca, ou quem faleça de elementar bom senso.
 Pois o governo amandou com as culpas todas aos taxistas!


Imagem de Mundo Motorizado, nº 582, Julho de 1989, apud Fórum Auto-Hoje.

Nota final: tanto texto riscado lá em cima demonstra a poluição da linguagem de hoje que também pode ser atribuída (tal como o governo faz, à falta de melhor) aos taxistas.
Escrito com Bic Laranja às 06:23
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Domingo, 7 de Janeiro de 2007

Domingo à noite: espectáculo de variedades


Dusty Springfield - Son of a Preacher Man
[Vídeo original indisponível; substitução em 28/7/07 reposição em 17/10/07... Reposição em 16/IX/18.]

Escrito com Bic Laranja às 20:36
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Olhò comboio!

 Em menino gostava muito de comboios. Conseguia vê-los lá muito ao longe, em Chelas, desde a janela das traseiras da minha casa. Via três pontes: duas, o comboio passava por cima; a outra lá mais para Marvila, passavam carros por cima e os comboios por baixo. Ouvia-os apitar: TÉÉUUM. TÉÉÉUUUM. Conseguia até ouvir os trrins da passagem de nível lá em Chelas. Se passasse um de mercadorias contava quantos vagões tinha, mais a máquina. Gostava dos vagões: os de levar carros, os de levar areia, os de mercadorias... Quantos mais vagões tivesse o comboio, mais contente ficava. Não achava era tanta graça àqueles comboios cinzentos, de passageiros, só com três carruagens.
 Quando via passar um comboio eu cantarolava:
 - O-lhò comboi-u! O-lhò comboi-u!
 O Luís Manuel morava no andar de baixo e não podia vê-los do quintal. O muro era alto e a figueira no quintal atrás (era a horta entaipada  da D. Ludovina mas toda a gente dizia quintal) tapavam-lhe a paisagem.
 Houve um dia que o Luís Manuel foi buscar um banco e uma cadeira e conseguiu ver por cima do muro. Por uma nesga abaixo da figueira conseguiu finalmente ver um comboio. A partir daí cantarolávamos os dois:
 - O-lhò comboi-u! O-lhò comboi-u!
 Em menino eu queria ser maquinista dos comboios quando fosse grande.

000p089z
A partir de agora, os três primeiros voluntários que quiserem podem entrar no jogo e contar o queriam ser em pequenos quando fossem grandes, podendo disso dar aqui notícia.



Imagem em...

Escrito com Bic Laranja às 23:29
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Intervalo

Regresso após o compromisso publicitário.


Laranjina C em Mistério Juvenil Ponto Come.

Escrito com Bic Laranja às 11:42
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Os agiotas

 No Alto do Pina havia um gingão de alcunha o Cafeteiras que parava à esquina do bairro. Por natureza era um femeeiro irreprimível e boçal; conheceis o género. Tinha a particular mania de chamar alto, de braço no ar, os que passassem do lado de lá da rua para lhes impingir umas milongas e de permeio, cravar alguma coisa:
 - SÓÓCIO! - entoava ele à lisboeta, alongando a tónica e decrescendo o ditongo final na última metade. Quando cumprimentava o pessoal batia um estrepitante aperto de bacalhau, daqueles dados por cima, e repetia:
 - SÓÓCIO!
 Certa vez apegou-se a uma dama inglesa que não se importou de o levar com ela para a velha Álbion. O Cafeteiras de sua instrução não sabia de inglês senão uma palavra... Não foi isso obstáculo; pronunciava-a com a natural entoação de alfacinha de gema sempre que era apresentado às amigas da senhora. E sorria com deleite...
 Logo logo a dama deu-se conta que o Cafeteiras, de inteligível para ela só dizia uma e a mesma coisa, soando o restante discurso muito igual ao português. Por que diabo repetia o Cafeteiras uma tal palavra a propósito e a despropósito (rindo-se sempre, o gingão) ela nunca entendeu mas pouco fez caso.
 Quando se fartou dele jogou-o para canto; melhor, recambiou-o de volta para a esquina do bairro. Ironicamente o Cafeteiras, que não se fazia entender, acabou sendo entendido: daquele insistente exclamar esquina... a dama, sem cuidar, cumpriu-lhe o enunciado.
 Então cá, no Alto do Pina, o Cafeteiras julgava-se ainda mais herói; ufanava-se qual magriço sem pudor a quantos visse passar da sua aventura com a bifa e do inglês que falava. Poucos se deixavam enganar com a fanfarronada, mas lá contemporizavam na sociedade com o Cafeteiras.


O prestamista e a sua mulher
Quentin Massys, 1514.
Óleo sobre tábuas, 71 x 68 cm, Museu do Louvre, Paris.


 E porque vos conto isto?
 Porque uns agiotas deram em contar milongas crendo-me tolo: se eu lhes passar dinheiro para a mão [o pouco que tenha] fico dono dum banco. Tenho a sensação que se entrar no tal banco vou topar com o Cafeteiras na caixa recebendo-me efusivamente de braço levantado:
 - SÓÓCIO!

Escrito com Bic Laranja às 20:11
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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007

Paços...

 O ano novo está na berlinda; vede-o ali no terreiro, chegando; parece que vem animado e ainda bem. E o ano passado vede que vai saindo a passo, fazendo lembrar até um cavaleiro de triste figura mais o seu fiel escudeiro. No torreão de Terzi do Paço da Ribeira algumas janelas há simbolicamente abertas: é por 2007 (Janeiro < janua = porta, entrada > janela, por januella).
 O benévolo leitor e amigo deste blogo, o Paulo Cunha Porto (sem desprimor dos demais), foi quem motivou uma demanda do Terreiro do Paço aqui há tempo no Cais das Colunas; arribei assim à magistral obra de Júlio de Castilho, A Ribeira de Lisboa (1ª ed., Lisboa, Imprensa Nacional, 1893) no sítio da Biblioteca Nacional Digital.
 Gosto muito do antigo Paço da Ribeira (filipino) nesta interpretação de Domingos Vieira Serrão. Podeis compará-lo com o paço manuelino e ver o passar dos anos...
 Feliz ano novo!

Escrito com Bic Laranja às 13:00
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