Quinta-feira, 5 de Abril de 2007

Canudos, Lda.

 Houve tempo em que comprar um canudo seria impensável. Porque seria impossível. Quem no tentasse arriscaria imenso e nem sei a fortuna que custaria. Um canudo era mercadoria que só se vendia ao preço de estudar. Nessa medida havia um mínimo a pagar. Havia um mínimo até para ter direito a pagar...
 Hoje, os mercadores de canudos cujo comércio foi publicamente afirmado pelo ministro da tutela como «absolutamente inqualificável e [devendo] merecer uma reprovação moral seriíssima»; os merceeiros de certidões de doutor ou engenheiro a preços de saldo sob cuja cabeça pende um processo de encerramento compulsivo por «manifesta degradação pedagógica»; hoje, dizia eu, esses vendilhões de feira mascarada em academia entregaram ao sr. ministro uns documentos atestando a viabilidade financeira do negócio. A viabilidade financeira!...
 Estranhos pedgogos estes que me parecem ensinar que em havendo dinheiro se pode pagar até o mais medonho desprestígio pedagógico e moral.
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Imagem de Lusitania Postcards.

Escrito com Bic Laranja às 22:33
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

Escala centenária

 Na de 2007 tive que retroceder um tanto para abranger o motivo. Interessa olhar para a Av. de Berna em 2007 em busca de horizontes. Ele há-os lá duplamente: os do nosso tempo, claro: um real e um figurado...
 Mas melhor é arregalar a vista até ao Monsanto na de há cem anos.

Av. da República, Lisboa (P.Guedes, post. 1906)
Av. Ressano Garcia (Av. da República, 77), Lisboa, c. 1907.
Paulo Guedes in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Av. da República, 77, Lisboa, 2007.

Escrito com Bic Laranja às 22:14
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Ao regresso dos piratas!


Roger Hodgson - Give A Little Bit

Escrito com Bic Laranja às 20:24
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Terça-feira, 3 de Abril de 2007

Parece-me...

 Das impressões de sábado de manhã disseram-me que o que foi demolido na esquina da Av. da República com a António Serpa - diz que foi abaixo há para aí um [quatro] ano[s] -, disseram-me, pois, que o prédio demolido era bonito. Ele parce-me que sim, mas cada um dirá por si. E parece-me que se harmonizava com o da outra esquina da António Serpa e com os seguintes. Ou não?! Mas também me parece que só cinco pisos naquele sítio é pouco, mui pouco...
 E parece-me cá que no toldo da esplanada aquilo era um reclamo da Laranjina...

Av. da República, Lisboa (A.I.Bastos, 1970)
Av. da República, cruzamento com a Av. António Serpa, Lisboa, 1970.
Artur Inácio Bastos in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Emendei o texto às sete da tarde.

Escrito com Bic Laranja às 16:27
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Impressões de sábado de manhã

Impressões.. © 2007
Av. da República 89-101
, Lisboa, 2007.
Escrito com Bic Laranja às 06:32
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Domingo, 1 de Abril de 2007

Portas

Porta, Algarve © 2006

 Descendo a rua a caminho da praia há uma porta (imagem 1) que aprecio. É azul com postigo de friso branco. Recolhe-se num alpendre poligonal; é pitoresca, parece do Lego. O contraste do azul com o branco da casa dá-lhe um toque rústico. A vivenda a que esta porta dá serventia não é desengraçada. Estava inacabada há dois Verões, e assim a encontrei, sem avanço na construção, no Verão passado: faltava-lhe o portão e a cerca completando o muro. Mas teve lá gente, que eu vi ali pessoas e um carro em frente. Nessas vezes cheguei a ver a porta aberta. Evitei olhar para não ser coscuvilheiro.
 Indo e vindo ficava indeciso sobre fotografá-la. Finalmente fi-lo e ficou bem, enquadrada com os tons suaves do chão e do tecto do alpendre. Até o capacho ficou bem...


 No Claustro da Hospedaria do Convento de Cristo, este Verão passado, notei no peristilo uma porta verde escura (imagem 2) também com postigo de friso branco. Em si mesma falece-lhe o lustro envernizado da da vivenda algarvia, mas excede muito aquela em dignidade por causa da ombreira de cantaria. É uma porta pequena, mas antiga e com algum porte...


 Às horas certas, meias horas e quatros tinem dum altifalante de feira umas badaladas fanhosas sobre aquela portada da igreja de Vérigo (imagem 3). É dupla e não tem postigo. De assinalável recebe a luz doirada da tarde, que dá um certo tom bronzeado inclusive à alva parede. Junto-a nesta espécie de conselho de portas acrescentando que ao fundo da encosta desta igreja de Vérigo corre um ribeiro; mas nesta terra não conheço nenhum castro...


 Parafraseando um adágio em dia de mentiras, digo: não há bem que sempre dure nem treta que se não acabe. Mas teria graça que esta treta sobre portas agora acabada baralhasse os motores de busca durante uns dias...



Porta, Tomar © 2006
Porta, Vérigo © 2005

 

Escrito com Bic Laranja às 22:16
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Uns de Abril

 "Fuão afirma estar com a consciência tranquila quanto ao caso de... — ouço muito dizer nas notícias.
 Transmitindo assim, qualquer ouvinte que haja assimilados certos valores morais pressente imediatamente que fuão, à semelhança de si, tem também uma consciência (boa ou má) dos seus actos. Dá logo ideia que as malvadezas apontadas a fuão, pessoa de consciência (tranquila), devem ser calúnias. — Coitado de fuão! — é-se levado a pensar.
 A consciência — aceita-se por norma — rege-se inconscientemente por valores moral e socialmente bons. Ora fuão que seja aldrabão sabe-o. O que faz é pôr os apitos de ouro das boas consciências arbitrando a seu favor. Assim como se fossem apitos dourados. De latão.

Pinóquio in Sapo Saber.

Escrito com Bic Laranja às 11:55
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