Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Blogo do mês

Já ouviu falar em blogos? (Bluog!)


Corrida de automóveis no circuito de Monsanto. Chegada do vencedor, assinalada pelo presidente do A.C.P., João Ortigão Ramos, Lisboa, 26/7/1953.
Claudino Madeira in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Obrigado ao P.R.D. pelo destaque. A Janela Indiscreta (que não tem publicidade) segue para as  ligações.
Escrito com Bic Laranja às 16:13
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

- Há bola com creme e sem creme!

Um estudo na América diz que para evitar a depressão por causas profissionais o segredo é... a motivação.
Deu na S.I.C. Notícias.
Admirável!
A lista das 10 profissões mais deprimentes, segundo este estudo, vem no Correio da Manhã. Aconselho a consulta! Especialmente porque ser banqueiro é tão ou mais deprimente que vendedor de automóveis. E claro que ser jornalista é mais deprimente que ser 'empregada de limpeza' (empregado é omisso).
Como não há A.S.A.E. na América, a profissão de vendedor de bolas de Berlim ficou por avaliar.

Há bola com creme e sem creme! (Algarve, 2007)
Há bola com creme e sem creme!, Algarve, 2007.

Escrito com Bic Laranja às 20:23
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Carreira nº 55

 Tinha dito que havia um 55 de 20 em 20 minutos, disso lembrava-me bem. Onde a memória falhou foi no horário do que apanhava para o liceu. Era o das 7h35 e, como percebeis na espinha, levava cerca de 1/4 de hora a chegar ao Arco do Cego: 12 minutos até ao Técnico (Av. Manuel da Maia), mais uns pozinhos até à Duque de Ávila. Chegava às 10 para as 8h00 à escola. Mal era quando perdia o autocarro; o das 7H55 dava para chegar o mais tardar às 8h10, mesmo no limite do segundo toque, mas demasiado à tanga para não levar falta.
 Às vezes, com ar ofegante lá me safava. Uf!

Carreira 55
Guia Informativo de Autocarros e Eléctricos, Carris, Outubro de 1979.
In Cruz-Filipe, A minha página da Carris.

Escrito com Bic Laranja às 16:36
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Falta um...

Tinha aqui este postal mas sempre me falhou maior escrita para o poder publicar.
Falta ali um arco... O que tem de ser é mesmo assim, acho.

Aqueduto do Chafariz das Terras, Lisboa, c. 1949)
Aqueduto do Chafariz das Terras, Lisboa, c. 1949.

Escrito com Bic Laranja às 23:35
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Lisboa, Morais Soares

 Um instante na rua.
 Dois cavalheiros à porta da taberna dão pelo fotógrafo. Há duas senhoras que passam sem ligar; uma até parece que rompeu a meia...
 Um senhor de chapéu e sobretudo no braço a dois quarteirões da chapelaria Albuquerque? Bem podia ser freguês lá. Talvez comprasse o Diário Popular no Manecas jornaleiro, à Praça do Chile, lá onde fica a Parreirinha. Isto caso lesse o Diário Popular! Se calhar era só A Bola. Ou calhando, nem essa... Mas creio mais que fosse freguês aqui nesta taberna, já que o vejo à porta. Ou talvez não. Talvez haja parado só para o retrato, pois parece dizer ao senhor que o acompanha: - "Deixe-se estar! Deixe-se estar que vão tirar-nos o retrato."
 As pessoas que ali vão, foi num instante que seguiram adiante. Mesmo na fotografia pousam os pés fora dela talvez dando um passo para o instante seguinte.
 O velho prédio de gaveto da Heróis de Quionga com a Cavaleiro de Oliveira - pergunto - deu fundo a quantos mais outros instantes, antes e depois deste e que não sabemos? Pessoas que passaram, peixeiras que venderam, ardinas e cauteleiros que apregoaram, bêbados que cairam. Ou o destino da taberna, por exemplo: - Mantém-
-se? Fechou, mudou de ramo?!...
 E o prédio - pois que ainda lá está 44 anos depois? - Sem ele seria em vazio o instante destas pessoas na cidade em 1964. Quanto durará?
 Este foi um só instante que se lhe fixou.



Rua dos Heróis de Quionga, 71, Lisboa, 1964.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfco da C.M.L..

 

Escrito com Bic Laranja às 16:18
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O soldado Pu e o Al Capone

 Quando assentei praça em Mafra havia bicha para o quartel. Enquanto esperava aproximou-se um magala de camuflado e capacete branco onde dizia P.U.. As siglas escreviam-se com os pontos naquele tempo mas já se liam como palavras; o que me intrigava bastante era o seu significado: - Pu?! Que raio queria dizer Pu?!
 Pois o magala andava ali batendo os tacões a cada passo e de repente abordou-me: - Dá-me um ciguarro!
 - Epá, não tenho. Não fumo.
 - Oube lá! Tu és de Lisboua, nom és?
 - Sou. Como sabes?
 - Tens o cabelo grãode.

R. Morais Soares, 168, Lisboa (A.Madureira, 1967)
Chapelaria Albuquerque (R. Morais Soares 168), Lisboa, 1967.
Fotografia de Arnaldo Madureira in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 Antes do epílogo esta história passa pela chapelaria Albuquerque (já fechou), à R. Morais Soares, na esquina da R. Francisco Sanches. No primeiro fim-de-semana da tropa, por três contos e novecentos comprei um magnífico chapéu de aba mesmo a dar com o pesado sobretudo que herdara do meu pai. Assim nem a tosquia miliciana se notava nem me enregelava a moleirinha. Como isto era de Inverno foi calhando bem. Até que num daqueles fins-de-semana vi um ébrio meio fora da janela dum automóvel gritando e agitando os braços:
 - Ó Al Capone! Onde é que deixaste o bando?!!
 Aquilo era o meu chapéu.


Corrigenda: onde se lê R. Francisco Sanches leia-se R. Carlos Mardel (em 3/2 às 7h00 da tarde).

Escrito com Bic Laranja às 15:05
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Borracha de lápis

Com algum cuspo consegue-se apagar tinta.
Pode é rasgar o papel.

Borracha Pelikan
Imagem em Pelikan.com .

Escrito com Bic Laranja às 09:25
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

[Sem título]

« Foi a mesma coisa que uma batida às feras: sabe-se que tem de passar por caminho certo: quando entra nesse caminho dá-se um sinal e começa o fogo! Infames! »

D. Manuel II, Notas Absolutamente Íntimas, 21 de Maio de 1908.
(Manuscrito conservado na Torre do Tombo).

Terreiro do Paço (A.Novaes, 1908)
Terreiro do Paço, Lisboa, 1/2/1908.
Fotografia in António de Novaes; 1903-1911, A.F.C.M.L. e Assírio & Alvim, Lisboa, [1996], nº 38.


Nota: João Franco, D. Afonso, D. Manuel e Aires d'Ornellas aguardam el-rei D. Carlos e a rainha D. Amélia no Terreiro do Paço, momentos antes do regicídio.
[O regicídio foi há 100 anos...]

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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