Domingo, 14 de Setembro de 2008

Noite de domingo: variedades


The Carpenters - Rainy Days And Mondays

Escrito com Bic Laranja às 22:49
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Sábado, 13 de Setembro de 2008

Há um cartel das gasolinas, não é...?

Internete móvel

Internete móvel, catálogo da Vobis, 10-29 Set. 2008, p. 21.

Escrito com Bic Laranja às 10:59
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Presente e passado

Torno à Azinhaga das Teresinhas para ver melhor.

Azinhaga das Teresinhas, Lisboa, 2004

Azinhaga das Teresinhas, Lisboa, 2004.


Azinhaga das Teresinhas,Lisboa, 1961.
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 16:30
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Azinhaga das Teresinhas

Az. das Teresinhas (A.Madureira, 1960)
Az. das Teresinhas junto à Av. Alm. Gago Coutinho, Lisboa, 1960.
Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 A Azinhaga das Teresinhas ligava a Av. do Aeroporto ao colégio de Valsassina. Deixou de ser serventia pública. Puseram-lhe um portão. Entretanto - não sei se está relacionado - atalhou-se-lhe adiante um campo de golfe e rasgou-se a Av. José Régio no prolongamento da Av. Dom Rodrigo da Cunha para ligar a Av. do Aeroporto ao troço remanescente da Azinhaga das Teresinhas. Acho que foi isto no consulado do dr. João Soares, que ainda não há muito ouvi argumentar a favor do aeroporto da Portela com a ideia - que se falou [mas nunca se realizou, claro] - da vinda de empregados da Lufthansa até Lisboa para jogar golfe naquele campo; vinham de manhã e tornavam à tardinha para a Alemanha. Uma benesse da Lufthansa para o seu pessoal e vantagem insofismável para Lisboa por ter o aeroporto no perímetro urbano.
 Não penseis com isto que defendo o fecho da Portela.


Az. das Teresinhas, Lisboa (troço desactivado)
Az. das Teresinhas (troço afectado ao Golfe da Belavista), Lisboa, 2008.
Imagem em http://maps.live.com.

 Aquela casa sem telhado com outra inacabada no quintal é obra embargada? Há tanto tempo que vejo aquilo assim...
 


Texto revisto às 9h10 da noite. 

Escrito com Bic Laranja às 19:00
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Arte e engenho ponto final

 O engenho que lhe tirou o miolo emparelhará ele com a 'arte efémeraponto final'?
 E aquela espécie de eira...? É para disfarçar que Lisboa anda sem eira nem beira, ponto de interrogação?

Av. do Aeroporto, 100 (Lisboa, 2008)
Av. do Aeroporto, 100, Lisboa, 2008.
Imagem em http://maps.live.com.


(Calhando arranjar uma mais perto mando para Lisboa S.O.S..)

Escrito com Bic Laranja às 16:35
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Ainda o Hospital de Arroios



Torno ao caso porque encontrei esta de Arnaldo Madureira no Arquivo Fotográfico da C.M.L.. É de 1961.

Escrito com Bic Laranja às 23:35
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O Hospital de Arroios

 O hospital de Arroios não sei já quando foi que fechou. Em 1 Setembro 2004, com tempo cinzento, tinha um aspecto lúgubre e sombrio. O que não tinha era a carga de grafitos a agravar-lhe o sujo ar de abandono que tem hoje. Quem quer que lá passe aprecie as paredes, os muros à volta - museu efémero chamam-lhe alguns 'artistas'... Espreite pelas grades dos portões e veja o pardieiro que ali está. Queira o benévolo leitor, calhando ir por ali, dar-se ao trabalho de procurar a igreja deste antigo convento do séc. XVIII: dá a fachada para a Rua Quirino da Fonseca, por trás da Almirante Reis que é via mais moderna; aprecie a estatuária que merece interesse, antes que alguém a roube ou vandalize.
 A incúria do dono (uma imobiliária espanhola, segundo ouvi) não sei o que a motiva. E a incúria dos que mandam vê-
-se no costumeiro desmazelo; não fora assim e - pelo menos - já lá não estaria aquele sinal de trânsito a dizer 'hospital' na esquina da Pereira Carrilho. Nem em 2004, nem agora, em 2008.
 Ora passe o benévolo leitor por lá.

Hospital de Arroios (Lisboa, 2004)

Praça do Chile e Hospital de Arroios, Lisboa, 2004.

Escrito com Bic Laranja às 18:36
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Meccano

Meccano, C.C.Colombo (L.Gonçalves, 2008)
Meccano, C.C.Colombo, Lisboa. 
(c) Luísa Gonçalves, 2008.

Escrito com Bic Laranja às 23:50
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Banho ao cão

Duas vezes.
Banho ao cão (c) 2008

Escrito com Bic Laranja às 22:36
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Nat King Cole


Nat King Cole - Mona Lisa

Escrito com Bic Laranja às 00:22
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Rua de Entrecampos, 26-B, Campo Pequeno

Há coisas que levam muita volta. Em Janeiro o amigo Manuel publicou uma fotografia da casa da Rua de Entrecampos, 26, de 1988. Sendo o motivo fotografado de modo e resultado idêntico a uma fotografia que eu conhecia no Arquivo Fotográfico da C.M.L., de Artur Goulart, possivelmente de 1961, dei nota disso aqui no blogo. A casa entretanto foi demolida. Talvez por isso...
 Mas as coisas levam muita volta. Vede a vida, por exemplo. Em 8-12-930 a menina Cremilde da Conceição Costa Macedo completou 21 Primaveras. Os tios Vitorino e Eugénia enviaram-lhe um apertado abraço num singelo cartão de aniversário, fazendo votos pelas felicidades dela.  A direcção da sobrinha aniversariante era Rua de Entrecampos, 26-B, Campo Pequeno.


Postal ilustrado circulado para o Campo Pequeno, Lisboa em 1930, in Dias que Voam pela Dona T..

Escrito com Bic Laranja às 14:09
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Arqueologia das estradas de Portugal

E.N. 224, 2006
E.N. 224, 2006.

Escrito com Bic Laranja às 06:55
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Sábado, 6 de Setembro de 2008

E.N. 224, 2006

Real, Castelo de Paiva, 2006

Escrito com Bic Laranja às 12:58
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Calçada da Ladeira e arredores

 A minha mãe há-de ter conhecido esta paisagem. Agora lembro-me: ela não dizia que eram campos; dizia sim que eram terras. Campos dizia ela mais para o Areeiro. Destas terras, em 39, quando veio ela para Lisboa, perguntei-lhe algumas vezes quando de quando em vez me dava a curiosidade sobre como fora o local: – "Andavam os terrenos em obras para fazer a Alameda, é só. Não havia grande coisa. Havia árvores e terras." – Nunca consegui eu disto formar uma imagem. E no entanto agora parece óbvio...

Quinta do Alperche, Lisboa (E. Portugal,1939)
Local onde foi construída a fonte monumental da Alameda, Lisboa, 1939.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


 O portão da quinta dava para a ladeira, ali à direita. Vinha lá de cima da Rua Barão de Sabrosa. Era uma típica azinhaga. O projecto de pavimentação em 1896 deu-lhe foros de calçada. Em 1904 foi alargada graças à cedência dalgum terreno pela srª Viscondessa do Vale de Sobreda. Mais larga porém, é a ladeira que por ali sobe hoje.
 A azinhaga que acompanhava o muro da quinta do Alperche no sopé do monte era a Azinhaga do Areeiro. Partia do fundo da Calçada do Poço dos Mouros, à Rua Conselheiro Morais Soares, e entroncava com a Estrada de Sacavém em chegando ao lugar do Areeiro, mais ou menos onde começa agora a Av. Afonso Costa. A quinta do Alperche estendia-se aqui até um pouco mais adiante a caminho do Areeiro confinado com a Quinta do Bacalhau por alturas onde hoje pára a R. José Acúrsio das Neves. Era nesse pedaço que ficava a casa principal da quinta.
 O casarão lá no alto não é [mesmo] da quinta e é curioso que ainda existe. Fica na rua Garrido nº 3, um beco sem saída, e também tem serventia pela Alameda, nº 44. Mas por aqui fica bastante recuado, quase se não dá por ele. Vai-se lá dar por um caminho de escadas.
 Enfim! Com a Alameda de Dom Afonso Henriques por fazer mas ainda assim reconhecível, era como vedes este lugar das quintas do Fole, do Martins e do Alperche em 1938.

Terrenos da futura Alameda, Lisboa (E. Portugal, 1938)
Terrenos da futura Alameda de Dom Afonso Henriques, Lisboa, 1938.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Texto revisto à meia-noite e meia.

Escrito com Bic Laranja às 21:30
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

A vida da vizinha

 Bem dizem os americanos que a má publicidade não existe. Bastou os vendedores de sabonetes que promovem aquele candidato a presidente da América de que se não ouve notícia atirarem com uma tia mais dondoca que a madame Clinton e apregoarem despudoradamente que a filha dela com 16 anos estava grávida para que os tontos dos notícias fossem no engodo. Marimbaram-se para o messias e foram já cuscar a vida da vizinha. Ora aqui está uma coisa esperta.

 


 

 

Escrito com Bic Laranja às 19:45
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Quinta do Alperche (ou dos Alperces)

Portal, Calçada da ladeira (E. Portugal, ante 1942)
Portal, Calçada da Ladeira, [ant. 1942].
Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 06:30
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Dois prédios na Alameda (três, com o Império)

Vista aérea sobre a Alameda e o Areeiro, Lisboa (A. Nunes, c. 1950)
Fotografia aérea da Alameda e do Areeiro, Lisboa. c.1950.
Abreu Nunes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


 Há tempos o leitor Attenti comentava comigo na praça do Chile um detalhe duma fotografia aérea da Alameda e do Areeiro que afixei há mais tempo aqui no blogo. Dizia-me ele o seguinte: - "Reparei que, nessa foto, o edifício dos correios tinha sido ocultado. Porque terá sido? Poderá elucidar-me sobre isso, p.f.?" E ciente pela observação da fotografia no Arquivo Fotográfico da C.M.L. aventava, à falta doutra mais capaz, a hipótese dalguma possível lei vigente no Estado Novo que ditasse a ocultação dalguns edifícios públicos por razões de segurança. Ficou na altura o assunto assim, embora o bom amigo Atentti acabasse admitindo que haveria por certo explicação mais prosaica. 
 O Estado Novo tem as costas sempre largas quanto à censura de provas, pese embora outros regimes lhe levem a palma no condicionamento das mentes e dos juízos de valor que, voluntária ou involuntariamente, fazemos a partir daí. - Não me leve o meu estimado leitor a mal este à parte, mas a propaganda não deixa ninguém - por mais avesso que seja - imune ao reflexo condicionado. 
A explicação porém é muito mais simples. Os prédios em questão não estavam construídos à data da fotografia. Admito ter sido construído o prédio dos correios da Alameda e o outro a seguir, que faz esquina com a Rosa Damasceno Actor Isidoro, cerca meados ou do terceiro quartel dos anos 50.

Panorâmica da Alameda tirada da fonte monumental, Lisboa (H. Novaes, c. 1951)
Panorâmica da Alameda tirada da fonte monumental, Lisboa. c.1951.
Horácio de Novaes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 Têm-me inúmeros amigos mandado por correio electrónico (obrigado!) algumas memórias de Lisboa, cuja compilação me parece decorrer dum foro do Skyscraper City. Ora nelas figura uma Panorâmica da Alameda tirada da fonte monumental, de Horácio de Novaes (original no Arquivo Fotográfico da C.M.L. também). Está datada de cerca de 1951. A datação provável deve estar certa; ela é de certeza anterior a 1952, ano em que foi edificado o cinema Império que, como podeis observar nela, acima, ainda não existia. Também do idêntico tamanho das árvores do jardim da Alameda se deduz que a data de ambas as fotografias de cima é aproximada.
 Já esta a seguir mostra o arvoredo mais crescido e os dois prédios que faltavam antes (três, com o Império) aparecem completamente edificados. É de Setembro de 1958, de há meio século, precisamente. Desde então a Alameda mudou pouco. Interessante era ver o que lá havia antes da edificação da fonte monumental. A minha mãe dizia que eram campos...

Alameda de Dom Afonso Henriques, Lisboa (Salvador de Almeida Fernandes, Set. 1958)
Alameda de Dom Afonso Henriques, Lisboa, Set. 1958.
Salvador de Almeida Fernandes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 06:15
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