Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Relógio de ponto

Hoje não consegui sair mais cedo.

Mercado de São Bento, Lisboa (1938)
Praça de São Bento com o mercado e Rua de São Bento com o arco triunfal, Lisboa, 1938.
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 17:00
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Αθήνα

Atenas (c) 2007
Olympeion: vista do arco de Adriano e da Acrópole, Atenas, 2007.

Escrito com Bic Laranja às 23:03
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Evzone

Evzone (c) 2007
Evzone e o cão, palácio presidencial de Atenas, 2007.

Escrito com Bic Laranja às 23:03
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Jardim Constantino

 Li há tempo no Carmo e a Trindade (era notícia do Público, parece-me) o plano da C.M.L. para arranjar o Jardim Constantino (requalificação; é requalificação que se diz). A data, provável, que o sr. vereador José Fernandes anunciou para concluir o arranjo foi Junho do ano que vem. Bem, a jardinagem (intervenção nas zonas verdes, no falar do sr. vereador) havia de começar em Novembro. - Eu de facto já vi lá cortarem as pernadas a umas árvores. Menos mal. - Seguir-se-ia o arranjo da calçada (intervenção nos pavimentos deve ser isso, presumo) e dos edifícios à volta (no jardim propriamente, há só um quiosque com sanitários, mais nenhum edifício). Como anunciou também cafetaria, esplanada, cuido dever ser nisso que consiste a apregoada requalificação. Não sabe o sr. vereador Fernandes dos cafés e restaurantes voltados ao jardim, ou até dum quiosque de jornais ao virar da esquina?
 O que mais estranhei no anúncio foi que depois (só depois, tende atenção) a srª vereadora da acção social dará uma mão ao jardim para encaminhar os mendigos que lá pernoitam para lugares de acolhimento. Só no Verão de 2009, portanto, se não houver atrasos na empreitada de... requalificação. Até lá, para amenizar, arranjaram-se umas castanhas pelo São Martinho e pôs-se a rede da Internete no jardim. Só é pena é que no Inverno faça frio e esteja a chover.

Jardim Constantino (c) 2008
Jardim Constantino, Lisboa, 2008.

Escrito com Bic Laranja às 13:15
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

"Duel", Propaganda

 A música pop dos anos oitenta causa-me sentimentos contraditórios. Se por um lado ainda me traz - quando traz - resquícios de emoções e vivências da minha adolescência, por outro lado, bem... A maior parte dessas cantigas dos anos 80 com que convivia acriticamente (salvo alguns super-êxitos que me causavam verdadeira irritação) acho-as agora muito fraquinhas; os intérpretes eram tão ridículos que sinto hoje verdadeiro embaraço se tiver que admitir que apreciei muito daquilo. A idade juvenil desculpa muita parvoíce, bem sei, mas até nisso há-de haver limites.
 Pois neste duelo de sentimentos em que me bato comigo mesmo relativamente à pop dos anos 80, com este Duel de 1985 convivo ainda menos mal. Mas pode ser só pela intrínseca propaganda.
 

Propaganda, Duel.

Escrito com Bic Laranja às 21:23
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Postal de Lisboa

Edição de António Passaporte (c. 1953).
Av. Almirante Reis, Lisboa (A.Passaporte, c. 1953)

O eléctrico deve ser o 8.
Uma das varandas do prédio na esquina de lá tem marca registada em...

Escrito com Bic Laranja às 23:10
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Eléctrico [8]

Eléctrico 8, Anjos (H.Novais, c. 1951)
Eléctrico 8, Anjos, c. 1951.
Horácio de Novais, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 10:51
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Folhetim E.M.E.L.

30/4/2008

 Paguei umas poucas dezenas de euros por dois autocolantes à E.M.E.L. para poder estacionar dois carros na rua onde moro. Os parquímetros na minha rua e adjacentes estão numa desgraça. Nenhum funciona…

Lisboa (c) 2008

23/5/2008

 Em menos de 1/4 de hora a polícia municipal bloqueou-me o carro por estar parado numa zona de cargas e descar-gas na minha rua. O carro exibia o inútil autocolante que a E.M.E.L. me vendeu enquanto eu devia ir escada acima com uns livros que descarregara e que ficaram para trás na mudança. Aguardei pacientemente a remoção do con-
tratempo
. Paguei logo ali a multa para me livrar de mais aborrecimentos.
 Os parquímetros na minha rua e adjacentes continuam uma desgraça.

16/6/2008

Folhetim E.M.E.L.Estacionei em frente ao nº 17 da Rua Filipe Folque c. das 9h30 da manhã. Não tinha dinheiro trocado; troquei num café mais abaixo e de caminho pus € 0,30 no parquímetro; devo ter levado pouco mais de cinco minutos nisto. Chegado ao carro com o bilhetinho na mão senti-me enganado. Uma multa. Hora marca-
da: 9h31. O agente nº 65 (espécie de polícia) da E.M.E.L. saiu do buraco; sublinhou orgulhoso o nº 2 da multazinha: a viatura exibe dístico válido para outra zona; rabiscou um vivaço ponto de exclamação à frente do sublinhado como quem diz: - apa-
nhei-te!
 -; e de novo se sumiu no buraco a esconder-se.
 Logo me havia de calhar um rato de sargeta!
 Fui à E.M.E.L. ali na Pinheiro Chagas para reclamar da injusta multazinha. (Errado! Devia tê-la rasgado sem mais cerimónias de cidadania.) A senha de entrada nos serviços marca 9h41.
 Reclamei.
 Os parquímetros na minha rua e adjacentes continuam numa desgraça.

1/10/2008

 Recebi um ofício da E.M.E.L., com data de 8 de Setembro; o texto do assunto vem numa língua estrangeira - Street Park, tracinho, EMEL (é mel…) -  e o teor é um meloso eufemismo para: pague a multazinha porque quando o agen-
te 65
(espécie de polícia) olhou para o seu popó não estava lá o bilhetinho como manda a regra. Olhe que senão…
 Reclamei outra vez: - considero que são válidas as minhas razões, que não houve incumprimento, e que a multa in-
cide sobre estacionamento efectivamente pago
. - Remeti pelo correio electrónico (para ver se vem resposta antes do Natal) com as necessárias provas (evidências objectivas, há quem agora lhes chame) em attaché.
  Ah! Os parquímetros na minha rua e adjacentes estão numa desgraça. Nenhum funciona...

17/11/2008

 Novo ofício da E.M.E.L. reiterando o anterior: - pague, olhe que senão…  (sou eu que digo, eufemisticamente, claro).
 Os parquímetros da minha rua continuam… Bem!...

5/12/2008

 Dúvida: pago a multazinha ou não? Afinal já pago aos torcionários da minha rua desde que me mudei. Em que lhes  ficam os da E.M.E.L. atrás?!...
 

 
Os parquímetros cá da rua continuam... por a E.M.E.L. os arranjar.

Escrito com Bic Laranja às 22:30
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Do ministro sistémico

Rua Mouzinho da Silveira, Lisboa, 2008.
Rua Mouzinho da Silveira, nº 12, Lisboa, 2008.

 O sr. ministro sistémico das Finanças ouvi-o há pouco – já me cá tinha soado à tarde – a falar em risco de efeito sistémico. Estranho palavreado para mal exprimir o pavor que aí vai de falirem os bancos (os bancos, não os banqueiros) como se duma epidemia se tratasse. Epidémico, bem vedes, seria o termo.
 Tanto rigor como no seu linguajar desairoso, cuido, deve o sr. ministro ter aplicado na avaliação do activo - também é chique dizer-se no plural; pois seja -, activos do B.P.P.. Do mesmo modo me avalia qualquer companhia de seguros o automóvel em € 5846,81 embora nem ela mo compre, nem ninguém, por esse dinheiro.

Escrito com Bic Laranja às 23:25
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Três astros brilhantes

 Não sei de astronomia.
 Ontem achei curiosas duas estrelas muito brilhantes (uma mais que a outra) ladeando a Lua. Hoje notei-as mais baixas e com uma certa rotação. Não sei que astros sejam.

Escrito com Bic Laranja às 19:44
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Gazeta da Restauração

 O 1º de Dezembro anda assim. A imprensa nacional - dita de referência - ignora-o. Não sei se o omite olimpicamen-
te ou se as redacções inocentemente ignoram a História pátria. O Jornal de Notícias só aparetemente que foge à regra; publica com título pouco polido uma notícia regional sobre o 1º de Dezembro em Santo Aleixo da Restauração, Moura. A notícia, porém, mistura a guerra da Restauração (1640-1668) com a da Sucessão de Espanha (1700-1712), vá lá perceber-se o critério.
 Na restante imprensa de ontem e hoje, segundo as notícias do Sapo, temos o 1º de Dezembro na Antena do Minho, no Açoriano Oriental, no Diário dos Açores, n' A União, no Azores Digital, no Diário Insular, no Guimarães Digital, n' O Conquistador e no Notícias de Guimarães. 
 A chave de pesquisa foi 1640. Ano da independência nacional regional, parece...

Gazeta da Restauração (2008)

Escrito com Bic Laranja às 12:34
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Do chocarreiro Couto

« Teve el-rei D.Sebastião um chocarreiro que chamavam Couto, muito engraçado, o qual é natural do bairro de Alfama, sapateiro por ofício [...]
  Este Couto, quando el-rei foi a Guadalupe ver-se com seu tio el-rei D. Felipe que chamaram o Prudente, detreminou-se que os fidalgos portugueses fossem todos bejar (1) a mão a el-rei de Castela, e os castelhanos a viessem bejar a el-rei D. Sebastião. Soube o Couto do que estava detreminado, e determinou também de enganar a el-rei de Castela, para o que se vestiu de gala, pôs um hábito de Cristo no peito, lançou um colar de ouro ao pescoço e foi-se com os fidalgos de cá para com eles lhe bejar a mão. Como el-rei de Castela não conhecia de cara os fidalgos de Portugal, tinha à sua orelha D. Cristóvão de Moura que lá estava em seu serviço, e foi depois comendador-mor de Alcântara, marquês de Castel Rodrigo e vizo-rei duas vezes de Portugal, o qual lhe dizia quem cada um era para que el-rei lhe fizesse honra e mercê segundo a sua calidade . Foram-lhe alguns bejando a mão e a eles se seguiu o Couto; perguntou-lhe el-ei a D. Cristóvão por acenos quem era, chegou-se D. Cristóvão à orelha de el-rei e disse-lhe que era um chocarreiro que chamavam o Couto; não estendeu el-rei então a mão, pediu-lha o Couto dizendo - "dê-me Vossa Majestade a mão" -, el-rei lhe respondeu - "andaos de ahí que sois el Cotto" - e o Couto lhe disse então - "bejar no cu a quem vo-lo disse".(2


(1) A ortografia e a pontuação foram actualizadas excepto quando se nota pronúncia diferente.
(2)
Anedotas portuguesas e memórias biográficas da corte quinhentista, Coimbra, Almedina, 1980, LXX, p 117.

----

 


Século Ilustrado, nº 152, 30 de Novembro de 1940.
Via Revista Antiga Portuguesa.

Escrito com Bic Laranja às 11:06
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