Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Sumos e refrigerantes

 Houve tempos em que refrigerantes à refeição - em todas as refeições - era coisa que não acontecia. Só no Verão, nas férias em casa do avô isso se tornava regra. Achava engraçadas as marcas das gasosas e das laranjadas que havia lá na terra. Nunca eram as que conhecia na cidade.
 Esta era das da cidade.

Cirel (c) Sandra Longo Fernandes
Cirel, s.l., 2007.
Sandra Longo Fernandes, in Olhares.

Escrito com Bic Laranja às 16:09
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Domingo, 12 de Abril de 2009

Alteração de tarifas

 A partir do dia 12 de Abril de 1951 (quinta-feira) a tarifa para as viagens entre os Restauradores e a Praça do Comércio e vice-versa nos autocarros da carreira nº 4 é reduzida para 5 tostões.


Autocarro 4, Lisboa, 1983.
Fotografia: Phill Trotter.

Escrito com Bic Laranja às 07:55
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Sábado, 11 de Abril de 2009

A.E.C.

Autocarro nº 3, Santo Amaro (anos 40)

 Uma das coisas que me intrigava em miúdo era a marca dos autocarros. Via-lhes uma pequenina chapa triangular nos radiadores que dizia A.E.C., mas naquele tempo ninguém lá na rua tinha ouvido falar de nenhuma marca A.E.C.; muito por isso duvidávamos que A.E.C. fosse a marca dos autocarros.
 O Rui Brandão é que duvidava menos... 

« Conhecem-se as matrículas atribuídas pela D.G.V. e, dadas as características similares a todos os veículos então importados, justifica-se patentear aos leitores a descrição técnica destes autocarros de cor verde que, no ano de 1940, os lisboetas viram pela primeira vez circular nas suas ruas. Esta descrição, conforme o respectivo livrete de um destes veículos, designava a marca do construtor A.E.C. / The Associated Equipment Co., fábrica com sede em Southall Middlessex, Inglaterra. O modelo Regente havia sido fabricado em 1939. No seu livrete figura o n.º do quadro, o n.º do motor, a potência do seu motor Diesel (31 cavalos), bem como o n.º de 6 cilindros, de 7,7 litros de cilindrada, com designação da respectiva tara em vazio (6 820 Kilos), o peso do quadro (4 164 Kilos) o n.º de lugares (28), as dimensões dos pneumáticos, o tipo de transmissão. A sua caixa de velocidades era conhecida pela firma Weymann ou do tipo Wilson. As suas dimensões atingiam os 7,975 metros de comprimento por 2,283 metros de largura e 2,900 metros de altura. Todos estes carros estavam providos com travões manuais e de vácuo. Calçava pneumáticos de 900 x 20 de dimensão, o sistema de iluminação e a data de entrada em Portugal: 12 de Abril de 1940. Refere-se que a este veículo da pré-história dos “verdes”, que por dezenas de anos circularia nas artérias da capital, foi concedida a matrícula GA-11-09.
 […]
  Ainda por altura dos preparativos para o iniciar do novo serviço, com data de 11 de Abril, existe nos arquivos da Carris um curioso requerimento da C.C.F.L., dirigido ao Eng.º Director dos Serviços de Viação de Lisboa. Encontra-
-se assinado pelo Director Baptista Coelho:
  A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, com séde em Lisboa, e escritórios na Rua Primeiro de Maio N.ºs 101 e 103, vem solicitar a V.Exa. se  digne autorizar que o Snr. R. J. WILKINSON, possuidor da carta de condução de autos-ligeiros N.º 40901, possa conduzir o auto-carro que esta Companhia  recentemente adquiriru e que se encontra na Alfandega de Lisboa, visto não haver ao seu serviço, outra pessoa com practica para conduzir o dito auto-carro, que é equipado com dispositivos mecânicos diferentes de todos os outros carros pesados existentes no paiz. Foi já solicitada por esta Companhia autorização á P.V.D.E. (Secção Internacional), para vinda de um perito inglês para ensinar os motoristas que, de futuro, irão trabalhar com os auto-carros. Esta Companhia torna-se responsável pelos desastres ou acidentes causados pelo acima mencionado auto-carro quando conduzido pelo Snr. Wilkinson”.»

História da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa em Portugal (1901-1946), Lisboa, C.C.F.L. e A.P.H., 2006, pp.79 e ss.. (Fotografia: Autocarro n.º 3 e grupo de funcionários na estação de Santo Amaro. Década de 40.

Escrito com Bic Laranja às 08:00
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Passeios de charme?

Só para turistas vip e convidados de S. Ex.ª o sr. M.O.P.T.C..
 

Portas de Benfica, Lisboa, 2009
Portas de Benfica, Lisboa, 2009.

 


Nota: o telefone indicado é da sucessora da J.A.E. e destina-se a queixas de má sinalização ou estragos nas estradas; para turismo propriamente dito pode eventualmente tentar aqui... mas não garanto nada.

Escrito com Bic Laranja às 15:12
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O ovo do Colombo

Torre(s) Colombbo, Lisboa, 2009

Torres - no plural - Colombo. É só uma. Vai haver mais, percebe-se. A falta de rigor é, pois, aparente: trata-se já do ovo no cu da galinha. Ou do Colombo.

Escrito com Bic Laranja às 14:29
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Quartier Suisse

A Câmara de Lisboa aprovou hoje o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suiça, no Rossio, num hotel de cinco estrelas [...]
 

 Não se podia refazer as casas? Para morar Gente.
Com uma campanha certa nas iholas e nas Caras Notícias, com gente chique e cheia de charme ditando o bom gosto que é morar no Rossio, mostrando casos que é como se faz lá fora, em New York ou em Paris, sei lá!...
 Com tantas iniciativas não há marketeer camarário que pense nisto? Fazer da Baixa uma luxuosa downtown, com Gente bonita, sofisticated, com as melhores cadeias de lojas mundiais que logo haveria. Isso sim, é que seria. Vá, coragem!
 Agora turistas contentorizados... Ora que chatice!

Xé-Xé, figura proeminente do Carnaval (Rossio, 1898?)
O Xé-Xé: figura proeminente do Carnaval, Rossio, [1898?].
LISBOA. Câmara Municipal. Arquivo Municipal - Rocio-Rossio: terreiro da cidade. Porto : Edições Asa, 1990.

Escrito com Bic Laranja às 20:13
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Do alto da Graça à Europa, em declive acentuado

A Graça fica numa colina e as ruas têm quase todas uma certa inclinação pouco europeia [...]


Calçada da Graça, Lisboa (E. Portugal, 1940)
Palácio dos senhores de Trofa, Calçada da Graça, [s.d.]
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 14:23
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Blé

 Uma vez que estava em casa do Rui Jorge, a avó dele, a Dª Engrácia, estava a dizer do filho do cigano Sabastião. Que coitadinho, era tonto; que passava o tempo a chuchar no dedo e não dizia nada que prestasse. Ou melhor, dizia; uma palavra: blé. E que fora ela quem, em virtude disso, o crismara Blé. - Ou Bulé, há quem diga. - Na realidade não sei ao certo se foi a Dª Engrácia. Inclino-me a acreditar que sim, que foi. E também me inclino a crer que o Blé se chama João. Mas não sei... Nem sei quantos saberão se o Blé é João ou outro nome qualquer. A verdade é que o Blé, por menos tino que tivesse, veio a aprender a dizer o suficiente para não se perder por aí por onde vagueia. Isso e algum dinheiro que lhe daria o pai, o Sabastião... - que a minha mãe dizia era sério, que não enganava as freguesas na venda. - É um trota mundos, o Blé.
 Há dias tive uma conversa séria com o Blé, quando o apanhei por acaso na Carlos Mardel e me meti com ele:
 - Então Blé, estás bom? Onde vais tu com um ramo de flores?
 Ia à igreja.
 - E à tarde vou a um funeral. Duma rapariga que morreu. Da Curraleira.
 - E vais a qual igreja, Blé? À de Arroios?
 - Não. Á de... de... Não me lembro - e abanou a cabeça como quem diz: - "olha que parvoíce, esqueci-me!"
 - Não te lembras?! Mas sabes o caminho?
 - Sei. Dá-me uma moedinha. Para ir no autocarro.
 ...
 

 

O Blé pode ser tonto. Mas lá parvo é que ele não é.

Escrito com Bic Laranja às 20:59
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Sorria! Está a ser filmado


 

 Uma empresa nacional – ouço na telefonia – fabricou um engenho para rastrear crianças. Como é uma empresa nacional designou a invenção como ‘child locator’.
 Um pedopsiquiatra entrevistado põe reservas, e bem, à trela rastreadora. Salvo nos casos de crianças deficientes, sujeitas a confusão e a poderem perder-se por aí.
 – Que diabo?!... Vede lá afinal a febre controleira pousando de mansinho sobre os indivíduos mais fracos! - Não tarda, quando a paranóia da protecção dos desprotegidos estiver toda vendida, haverá uma grande manápula a pôr-
-nos todos na linha. Melhor que dantes…
 A este propósito acho graça à converseta desta era da inclusão e aos estigmas que ela cegamente lança. Tudo com a desculpa de protecção: às crianças, aos fraquinhos. Já nem podem as crianças crescer à vontade (ou mais ou menos à vontade) só com o dever tradicional dos pais olharem por elas. Na forma tradicional, bem entendido. - Ah! os pais estão a trabalhar, pois é!... E é precisso encarreirar os meninos no modo de produção… Ora bem!...
 O Blé ainda há dias vinha pela Carlos Mardel no seu andar característico que parece arrastar o pé esquerdo. Vinha com um ramo de flores. Para a capela da igreja, pela certa; algum recado que lhe deu a florista da praça para fazer. Pois bem, voltando ao início: o Blé  não pensa bem. Nasceu assim, é inofensivo, e é filho do cigano Sabastião. Nunca foi preciso pôr-lhe coleira ou açaimo nem nunca se perdeu. Em rigor, nem mesmo quando o careca da leitaria o foi buscar ao aeroporto (dizem que se transviara a ponto de o apanharem a embarcar num avião); nem sequer quando o Barão do táxi correu a Aveiro (cf. "O Nobre Planeador") para tornar cá com ele. Mas parece que os humanos se perdem por falta de protecção. No fundo não passam de crianças ao serviço dum desígnio maior: o modo de produção de excelência. E nisso devem seguir as boas práticas.

Escrito com Bic Laranja às 12:52
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Domingo, 5 de Abril de 2009

Agulheiro

Estação de Campolide, Lisboa (M.Novais, s.d.)
Estação de Campolide
, Lisboa,[s.d.].
Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), in
Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 22:11
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Sábado, 4 de Abril de 2009

Hotel Vip Zurique

Av. 5 de Outubro, 201 (c) 2009
Av. 5 de Outubro, 201-203, Lisboa, 2009.

Escrito com Bic Laranja às 23:04
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Aprovado!

Obra a obra, Lisboa melhora...

Av. Duque de Loulé, Lisboa (Estado Sentido, 2009)
Rua Luciano Cordeiro, Lisboa, 2009.
Fotografia de Lisboa arruinada in Estado Sentido.


Adenda: adicionado um ponto de exclamação ao título às vinte para a três da tarde.

Escrito com Bic Laranja às 12:29
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Gasoso

 Uma máquina de sandes vende o ¼ de água com gás por mais 20$00 (€ 0,10, há-de corrigir-me alguém…) que o ¼ de água sem gás.
 São ambas águas de nascente...
 Partindo do princípio que encanar e engarrafar águas de nascente deve custar o mesmo independentemente do tipo de água, posso deduzir, porém, que o preço mais caro da água com gás se deva ao gasoso. Mais ar são mais vinte mil réis, portanto.


%3Fgua do Vimeir.jpg
(Autocolante do 1140.)

Escrito com Bic Laranja às 17:15
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Dia das mentiras

 O dia 1 de Abril é o dia das mentiras. Não vou agora contar nenhuma, estou só a lembrar-me que a propósito deste dia das mentiras vi uma reportagem na televisão - creio que foi já há dois anos - sobre a mentira, o boato e a calúnia lançadas sabe-se lá com que propósito sobre as pessoas. Um dos casos usados para ilustrar a reportagem foi o da 'amizade colorida' do sr. engenheiro Sócrates com o actor Diogo Infante, que salvo erro até apareciam entrevistados. Não tenho a certeza se a expressão 'campanha negra' foi já então usada pelo sr. engenheiro Sócrates para qualificar o boato. Que ele se achava infamemente caluniado pelas mentiras já tenho menos dúvida.
 Ora na altura achei curiosa a ironia desta espécie desmentido ter ido para o ar no próprio dia das mentiras. Hoje admiro-me que, conside-
radas as últimas ideias do sr. primeiro-ministro Sócrates acerca de dois homens poderem vir a casar-se um com o outro, ele se tenha sentido tão caluniado com o teor do tal boato. É que não se vê razão.

 

(Imagem do blogo da Disney.)

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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