Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

As pistolas de D. Pedro de Alcântara

 Houve hoje notícia da recuperação dumas pistolas fabricadas em 1817 para uso pessoal do rei D. Pedro IV. A bem do rigor, melhor seria dizer 'para uso do príncipe D. Pedro'. Em 1817 reinava D. João VI (aclamado no Rio de Janeiro em 1816 rei de Portugal, Brasil e Algarves...). D. Pedro casou justamente naquele ano de 1817 com a arquiduquesa D. Leopoldina da Áustria e é bem possível que a manufactura das pistolas pelo mestre armeiro do arsenal de Lisboa, Tomás José de Freitas, tenha que ver com o casamento do príncipe, mas não garanto.
 Foi uma boa notícia, porém.
 
Dom Pedro (P.L.H.Grevedon, Museu Imperial de Petrópolis)
D. Pedro de Alcântara (1798-1834) - Imperador do Brasil (de 1 de Dezembro de 1822 a 7 de Abril de 1831), Rei de Portugal por breves dias (20 de Março a 8 de Abril de 1826), duque de Bragança e regente de Portugal (2 de Fevereiro de 1832 a 19 de Agosto de 1834).
 


Nota:
 
Quereria publicar aqui a prova original contemporânea (ou prova actual de negativo original) de S.M.I. o Senhor D. Pedro, da colecção de Eduardo Nobre (in Família Real: Álbum de Fotografias, 2ª ed., Quimera, [s.l.], 2003, p. 20), mas é expressamente proibida a reprodução das imagens a partir da obra. Em alternativa fica a reprodução duma litografia de D. Pedro, da autoria de Grevedon, do Museu Imperial de Petrópolis, publicada na biografia de D. Pedro IV recentemente editada pelo Círculo de Leitores.

Escrito com Bic Laranja às 00:11
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Chiça!

 Em tempos ironizei de modo algo cifrado sobre publicidade em lousas sepulcrais, só que nunca pensei...
 A estimada Luciana que me perdoe o traslado para cá da fotografia, mas a falta de decoro é tão infame que tinha de amplificar aqui o acinte com que essa ralé do presidente da Câmara de Lisboa se pavoneia diante de nós. Que falta de vergonha!

Falta de respeito, Lisboa (Luciana, 2009)

Falta de respeito, Lisboa, 2009.
Fotografia de Luciana, in
Coisa Pouca.

Escrito com Bic Laranja às 20:01
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Domingo, 11 de Outubro de 2009

Uma Sara Ribeiro, no Sol, e a real história da publicidade

 Há gente (cada vez mais) que escreve sem saber nada de nada e eu sem perceber o que andam realmente por aí a dizer. O que é Era um[a] vez um rei - D. Carlos I - em 1820?!...

Notico-do-Sol.jpg

(E precisa de aspas para referir-se à Coroa portuguesa...? )

Escrito com Bic Laranja às 18:55
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Botando o voto

Senhoras botanto o voto (Nova Iorque, c. 1917)
Senhoras votando, Nova Iorque, c. 1917.
Publicada por Shorpy.

Escrito com Bic Laranja às 08:00
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Notícias de 10 de Outubro

 De 1914. No jornal, nas mãos do pequeno ardina, o título: Portugal Expected to Decla[re]... guerra à Alemanha?!... Bem parece...
 Mas o mais estranho foi ter eu dado com a fotografia justamente há pedaço. No Alabama ainda é dia 10 de Outubro. E em 1914 também calhou a um sábado.

Ardina, Mobile, Alabama (Lewis Hine, 1914)
Ardina de Mobile, Alabama, 1914.
Fotografia de Lewis Hine, in Shorpy.

[Bem vistas as coisas, o jornal deve ser um matutino de 11 de Outubro de 1914.]

Escrito com Bic Laranja às 02:45
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Sintra

Anverso.

Comboio, Sintra (Estúdio H. Novais, s.d.)


Reverso.

Comboio, Sintra (H. Novais, s.d.)

(Fotografias: Estúdio de Horácio de Novaes (1933-1983), inBiblioteca de Arte da F.C.G.)

Escrito com Bic Laranja às 21:22
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Terreiro do Paço, 1966

Variedade de autocarros da frota da Carris com a pintura original, incluindo um Daimler, coisa rara de achar a cores.

Terreiro do Paço, Lisboa (vss1x, 1966)
Terreiro do Paço, Lisboa, 1966.
Fotografia: vss1xin Flickr.
 

Terreiro do Paço, 1982

Terreiro do Paço, Lisboa (Express000, 1982)
Terreiro do Paço, Lisboa, 1982.
Fotografia: express000, in Flickr.

Escrito com Bic Laranja às 08:55
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

"In The Air Tonight'"

 Por falar em Bairro Alto - refiro-me à época em que me distraía por lá - são fases...
 Nessa época havia uma versão com batida mais ritmada desta cantiga do Phil Collins. Ouvi-a pela última vez num barzeco qualquer do Bairro Alto aí pelo ano de 89 ou 90, quando estava na berra, e depois nunca mais. Calhando pode achar-se agora no Tubo com mais ou menos trabalho, todavia esta versão ao vivo que apanhei à primeira é mais fiel ao original de 1981.
 Devo confessar que não obstante ter enjoado há muito quase tudo do Phil Collins (não tanto dos Genesis), soube-
-me agora bem ouvir esta, daí pô-la cá. Mas convém não exagerar; aquele clímax final ameaça tornar-se irritante.
 


Phil Collins, In The Air Tonight
(The First Farewell Tour, 2004)

Escrito com Bic Laranja às 19:35
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Miragem

Av. António José de Almeida, Lisboa - (c) 2008
Lisboa (c) 2008.

Escrito com Bic Laranja às 07:35
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Domingo à noite: The Sundays

 Muitas vezes há cantigas que nos pairam no ouvido e não paramos de trauteá-las. Já me aconteceu inúmeras vezes, nalgumas delas, tenho a certeza, o caso deu-se com esta. Nunca lhe prestei atenção, nunca me importei com o título nem cuidei de saber que banda era. Nunca procurei a cantiga, nunca me apeteceu ouvi-la. Ouvi-a hoje de relance com inesperado agrado no anúncio duma série da televisão por cabo, de modo que...
 Não me lembro de jamais ter havido memória do nome desta banda, tinha só uma vaga ideia que a cantiga seria dum tempo em que frequentei o Bairro Alto. Pronto! Agora já sei e... here's where the story ends.
 

The Sundays, Here's Where The Story Ends
(1990)

Escrito com Bic Laranja às 21:31
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Religião das patacas

Irlanda: U$ 8.97

 Com as sondagens numa mão e papel de embrulho na outra ajeita-se já a tropa de Bruxelas para empacotar a Irlanda no referendo. De caminho hão-de enfiar mais dois no embrulho. Era apenas uma questão de tempo (de referendo em referendo, já se sabe, tudo se leva a bom termo, afinal, com paciência e pataco). Os irlandeses, esses (rezam já as notícias) embucharam hoje (ontem) a altivez com uma caneca de Guinness num pub lá do sítio, ao mesmo tempo que jogaram fora o nacionalismo com a lata amachucada. Com a produção no vermelho e o emprego em baixa a cerveja anda choca e o orgulho nem produz arroto. É mais fácil votar de mão estendida. Se a Ouropa compra, a Irlanda vende-se. O mundo globalizado é esta enorme feira da ladra onde tudo se leiloa. E é tudo marcas de excelência: falinhas mansas, valores, nações...
 Um parêntesis com marca de excelência. Ouvi esta tarde um edil (ou candidato a...) apregoando a sua terra nos melhores termos que há: - "Porto Covo é uma marca de excelência." - Quem assim fala tem o que vender. Pois eu cá nem por sombras duvido que o edil (ou candidato) e respeitosa família não hajam de ser da tal marca de excelência. Serão vendáveis como a Irlanda?

(Texto rectificado. Imagem adaptada.)

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

O 'reset' à TAP

 A U.E. proíbe o accionista Estado de aumentar o capital da TAP. Se o accionista fosse um multimilionário excêntrico, aumentar o capital da empresa não teria problema absolutamente nenhum. Sendo accionistas da TAP os portugueses, organizados num Estado-Nação há quase 900 anos, nada feito. Como simples direito dum empresário mandar naquilo que é seu, aquela proibição é regra bem enviesada, de mais a mais em liberal e sacrossanta economia de mercado; como direito soberano de qualquer Estado em sustentar, no interesse nacional, uma actividade económica legítima, pese embora deficitária, noto que como Estado soberano Portugal faliu. O melhor é - parafraseando a notícia - o novo Executivo fechar por inteiro o país e 'abrir ao lado' um novo, seguindo exemplos semelhantes dos governos suíço e belga com a Swissair e a Sabena.


Transportes Aéreos Portugueses, Aeroporto da Portela, c. 1967-75.
(Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), 
inBiblioteca de Arte da F.C.G.)

Escrito com Bic Laranja às 23:27
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Inconfidência (resposta e tréplica)

Réplica:

Exmo. Sr. [Assinante identificado],

 No seguimento de pedido de esclarecimentos sobre a questão que nos colocou vimos prestar a informação em falta.
 A Comissão Nacional de Dados, autorizou excepcionalmente, com base no interesse público importante, o envio de SMS à população, no âmbito de uma Campanha de informação sobre a Gripe A. No entanto, o envio dessas informações é feito directamente pelas Operadoras Telefónicas aos respectivos clientes, não havendo desta forma, qualquer acesso aos dados nem conhecimento por parte da Direcção Geral de Saúde dos números de telefone das pessoas. Deste modo, foi uma autorização de cariz excepcional, concedida pela CNPD e é apenas válida durante o período de emergência pública. Para mais esclarecimentos sobre este ou outros assuntos blá blá blá...
 Cumprimentos,

[Funcionário identificado]
Serviço de Apoio a Clientes

Tréplica:

Exmos. Srs.,

 Se não há transmissão de dados dos assinantes da Vodafone à D.G.S. que sentido faz haver ou não haver autorização da C.N.P.D.P.? A confidencialidade do meu número de telefone particular destina-se a salvaguardar-me de receber publicidade, propaganda ou anúncios de qualquer espécie (incluindo avisos da Vodafone sobre a factura electrónica ou quando vai acabar o saldo, com os quais apresar de tudo vou sendo complacente). Se a Vodafone se dispõe a veicular para os números de telefone dos seus assinantes todas as mensagens que acordar com terceiros segundo (duvidosos) critérios de interesse público estamos mal. Imaginai se a Protecção Civil invoca o interesse público em informar a população sobre os rigores do calor no Verão, da chuva no Outono e do frio do Inverno. Imaginai se o Ministério dos Transportes invoca interesse público em haver publicidade à TAP nos telefones para salvar a companhia aérea da falência...
 O precedente está aberto; vai tornar-se regra?
 Se doravante a Vodafone não respeitar os termos contratados acaba-se o telemóvel. Para avisos de gripe basta-me um espirro. 
 Cumprimentos,

[Assinante identificado]

Shelltox (pub)

Publicidade excepcionalmente admitida. Psssss!


Bomba Shelltox. Fotografia sem data.
Estúdio de Mário Novais: 1933-1983, in
Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 23:10
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