Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Duas vistas da Praça de Londres




 A monumentalidade da praça impressiona. O desafogo também. Andava-se aqui a ajardinar e já vinha lá um senhor a passear o cão...
 O autocarro que passa é o 4, a caminho dos Restauradores... Não se percebe aqui, mas tinha o nº de frota 10. Cheguei a ele pela matrícula (AG-12-37). É um AEC Regal e entrou ao serviço da Carris em Novembro de 46. Do que vejo, estes do modelo Regal não tinham porta automática como os seis primeiros do modelo Regent.
 


Praça de Londres, Lisboa, fim dos anos 50.
Estúdio de Mário de Novais, in
Galeria da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Escrito com Bic Laranja às 00:08
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Autocarro 1A (1960-64)

Mera curiosidade que permite circunscrever a data duma fotografia.

« A segunda versão da carreira 1A nasceu oficialmente (em 25 de Março de 1960) para colmatar o desvio da carreira 1 para a Ameixoeira, mas de facto os desdobramentos para a Rotunda da Encarnação já existiam [havia] bastante. A importância desta carreira levou a que fosse autonomizada em 1964 com o número 45, dando origem à terceira família de descendentes da carreira 1.»

 Entretanto outro dado talvez pudesse circunscrevê-la (a fotografia) apenas de 25 de Março, como vimos acima, a 11 Outubro de 1960...

« Por forma a melhorar o serviço de autocarros na Avenida da Liberdade, a partir do dia 11 de Outubro de 1960 (3ª feira) a paragem da carreira 1A a meio desta avenida é substituída por duas novas paragens, junto aos cruzamentos com a Rua das Pretas e com a Rua Alexandre Herculano. Mantêm-se as paragens nos Restauradores e no topo Norte da avenida, junto à Praça Marquês de Pombal.»

 O 1A sobe aqui a Avenida um pouco acima da Rua das Pretas. Não me parece haver por lá ainda a paragem nova (guio-me pelo lado descendente, o mais visível). Mas talvez esteja escondida...

Av. da Liberdade, Lisboa (H. Novais, 19640-64)
Avenida da Liberdade, Lisboa, 1960-64.
Original: Estúdio de Horácio de Novais, in Galeria da Biblioteca de Arte da F.C.G.

 


Notas: dados sobre as carreiras da Carris colhidos em Cruz-Filipe, História das Carreiras da Carris (resumo); a cantiga do Nat King Cole é para dar (se tocar) ambiente a essas imagens antigas por aí abaixo...

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Escrito com Bic Laranja às 18:27
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Polícia

 Desde há tempo que ouço para aí dizer policiamento de proximidade. Para maior segurança. Confesso que não entendo. Deve ser um conceito parido da inovação. O policiamento ou se faz de guarda ou por ronda. Concebê-lo à distância é enganar o trabalho. Isto que digo anula que se necessite dizer a coisa de proximidade.
 Este polícia aqui estava de guarda observando o fotógrafo...

Largo D. João da Câmara (H. Novais, fim dos anos 40)
Largo de Dom João da Câmara, Lisboa, fim dos anos 40.
Original: Estúdio de Horácio de Novais in
Galeria da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Escrito com Bic Laranja às 13:29
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Outra exposição "ambiental"

Petromax. Ideal para a iluminação entrior...


Vª Exposição Agrícola, Pecuária e Industrial das Caldas da Rainha, 1927.
Fotógrafo: Mário Novais (1899-1967).
Arquitecto responsável: Paulino Montês (1897-1988).
(Galeria da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.)

Escrito com Bic Laranja às 10:41
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Da insalubridade climática

Algarve Golf (Ed. com. Euro 2004, in Filatelia Portuguesa Digital)

 Esta coisa do ambiental do verde e do sustentável nem sei bem se é uma religião em si mesma se um catecismo (é catecismo por certo, para estimular o consumo, este sim, a verdadeira religião).
 Aqui há dias deram na TV um alegado despedido da Qimonda (se não faço confusão) que sublimou o infortúnio publicando um livro de catequese para isto do ambiental e do sustentável (deu nas notícias para não parecer publicidade). Uma prédica deste catecismo agora era todos enchermos baldes e baldes com água fria enquanto o esquentador não aquece o banho. Confesso que me senti cidadão capaz de despejar uns garrafões de água do Luso que guardo ali na despensa para poder aprovisionar toda a água desperdiçada na banheira. (Mais amigo do ambiente, ainda, seria... regar campos de golfe e poupar a água do autoclismo, mas é pouco curial, convenhamos.)
 Em tempos era eu mais incréu: certa vez que manifestei a minha descrença no aquecimento global, fundado em que fazia em Portugal um frio dos antigos, recebi réplica dalguém dizendo que - imagine-se - o aquecimento global desviava a corrente do Golfo de fluir para este lado deixando-nos cá sujeitos a um frio mais rijo que dantes. Estranho fenómeno: o aquecimento era global mas Portugal esfriava. - Estaria fora do globo?
 Cuido que foi depois disso que os paineleiros da O.N.U. deram pela falha da designação e logo adoptaram as alterações climáticas. Azada mudança: pouparam-nos em Portugal do trauma da exclusão e o ex-aquecimento global tornou-se mais democrático (como a indústria dos cosméticos quando inventou os metrossexuais): serve tanto quando aquece como quando arrefece...
 A mim é que já nem uma nem outra.

(Postal in
A Filatelia Portuguesa Digital, nº 122, 2004/05.)

Escrito com Bic Laranja às 23:38
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Rua do Prior do Crato

Rua do Prior do Crato, Alcântara (E.Portugal, 1940)
Rua do Prior do Crato, Alcântara, 1940.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 20:01
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

10 tostões

« Puseram-se diante de mim a falar deste, daquele e de algumas figuras curiosas do passado:
  Quando o Governo se lembrou de cunhar aquelas moedas enormes de dez tostões, a Casa da Moeda mandou a D. Carlos as primeiras que sairam dos moldes. O rei examinou-as demoradamente como artista que era. Gabou-lhes o cunho, a nitidez, o peso, o toque. E disse para os seus camaristas: — É pena serem tão grandes.
  E logo o marquês de Alvito:
  — A engordar dessa maneira, onde queria V.M. que o metessem? »

Raul Brandão, Memórias, T. II, (Obras completas, vol. I, ed. José Carlos Seabra Pereira), Relógio d'Água, Lisboa, 1999, p. 172).

 

10 tostões (D. Carlos I)
Mil Réis - Dez Tostões (1898), in Moedas.org.
 

Escrito com Bic Laranja às 17:34
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Olisipografia: memória de Júlio de Castilho

 O antigo Largo da Duquesa, actual Largo Júlio de Castilho. Ao centro a fonte de São João Baptista, ou chafariz do boneco (uma alegoria à água, segundo parece...). Ao fundo a casa onde faleceu o mestre Júlio de Castilho (1840-1919). A casa, note o benévolo leitor, ostenta uma lápide em memória do grande mestre olisipógrafo.
 O boneco desapareceu, já lá não está...
 Valha-nos que  a casa do velho mestre é património municipal.

Largo da Duquesa, Lumiar (E. Portugal, s.d.)
Largo da Duquesa, actual Largo Júlio de Castilho, Lumiar, [s.d].
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

(Revisto às quatro e um quarto da tarde.)

Escrito com Bic Laranja às 12:25
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

S. Bento. Casa Europa

Eléctrico, Lisboa (H. Novais, s.d.)
Eléctrico 429 (série São Luís), Lisboa, [193...].
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novaes (1933-1983), in
Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 16:29
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Primeiro de Dezembro

 Tenho por costume deixar aqui a cada 1º de Dezembro algumas anedotas ou ditosdignos de memória, aludindo mais ou menos veladamente ao valor de Portugal. Hoje falha-me o jeito, mesmo que anedotas não faltem.
 Desde 1640 deve este ser o primeiro 1º de Dezembro em que o rei de Espanha está em Portugal...
 O Tratado Europa - que leva o nome de Lisboa sem pagar direitos e que manda a soberania nacional às urtigas - entra hoje em vigor com a pompa e circunstância própria dos tolos. Desses fidalgotes eurofederais que por aí aparecerem para o beberete, nenhum há-de saber, como é óbvio, da Restauração de 1640. De resto, os tontos do governo também não; cuidam vagamente que deva ter que ver com catering comes e bebes - vai daí as tendas de copo‑de‑água que montaram em Belém. Só faltou a devida publicidade:

PORTUGAL EM LIQUIDAÇÃO. PREÇOS DE SALDO. ÚLTIMOS DIAS

 Nada disto espanta: um desses tontos que deixou há pouco o governo, numa História Militar de Portugal que dirigiu, rotulou o capítulo relativo à Guerra da Restauração como Guerra da Aclamação. A aclamação levou um minuto e a guerra levou 28 anos. Ou não sabe distiguir os conceitos ou foi um diminuir da História pátria pouco subtil, próprio aliás de quem dá mais importância a aclamações, clamores, aplausos e fogachos, que ao pulsar perene dum sentimento patriótico. Assim melhor percebo todos fogachos e artifícios de luz sobre os valores nacionais.

Foto do dia (Público, 1/12/2009)
Fotografia do dia, (segundo o jornal) Público, 1/12/2009.

Escrito com Bic Laranja às 11:45
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