Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

T.G.V. da Praia Grande



 Um brilhantíssimo estudo da Deloitte (quem havia de ser) carregado de novas potencialidades; e um alarde empolgado do ministro Mendonça das Obras Públicas pleno de novas oportunidades e eis Lisboa capital atlântica da Europa, praia de Madrid, zona óptima do ponto de vista do surf, mar de oportunidades, hóspedes aos milhões, receitas extraordinárias, milhares de postos de trabalho, um maná...
 Vede só a lógica deslumbrante do sr. ministro: tegevê - surf; surf - jovens; jovens - futuro; futuro - tegevê garantido. Só me apetece celebrar:
 – Portugueses! Ouçamos quem sabiamente nos exorta. Mobilizemo-nos já para receber com serviçal brio a essa turba jovem que nos chegará aos magotes acotovelando-se desgrenhada e irrequieta entre pranchas e europeus em chinela de praia nesse fabuloso tegevê subsidiário da Praia Grande. Clicai para ouvir!

(Áudio da antiga Emissora Nacional; postal de Colares - Entre o Mar e a Serra.)

Escrito com Bic Laranja às 18:49
Verbete | comentar | comentários (10)

Da aldrabice

Branqueadora 

 Há aquele exemplo conhecido (*), certamente sabeis, do fabricante de pasta de dentes que, na gosma de aumentar as vendas, teve a ideia de alargar o bico do tubo dentífrico. Diz que se fartou de facturar, enquanto a clientela esbanjava pasta de dentes com a artimanha. 
 Pois agora os da Total Cárie lembraram-se de fazer o mesmo sob o disfarce duma tampa nova, a ver se 'branqueiam' mais uns quantos.
 


(*) A coisa passa nos foros da promoção de vendas e da Gestão sob a expressão case study, tida por mais requintada. Pois requintado seria dizer o barbarismo com um vocábulo simples e claro: exemplo. Assim os eruditos da Gestão soubessem perceber a linguagem.
A imagem é duma loja GoSaude.com, um exemplo do actual brilhantismo em nominação comercial.

Escrito com Bic Laranja às 13:31
Verbete | comentar
Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Beco das Taipas, Chelas

 Duas imagens de Chelas sem grande trambelho (valiam por mostrar intacto um painel de azulejos numa casa arruinada e um um transeunte desoprimindo-se num beco - um documento inestimável para o urbanismo da C.M.L.) tiradas do Google para aqui há dias mereceram afinal precioso comentário dum benévolo leitor que, tendo conhecido a vida do lugar, muito aviva assim o pouco que eu conseguiria cá dizer. Com o devido agradecimento aqui fica o traslado:

« De tenra idade, andei por aqui, pela mão da minha avó materna, mais precisamente pelo Beco das Taipas, que quase se vê nas fotos. Era um tempo em que este local tinha gente, em que o autocarro dava a volta no largo, metendo a traseira na azinhaga, ajudado na manobra pelo cobrador. Era um tempo em que à entrada da Fábrica da Pólvora existia um posto da PSP (foi antes de existir a tal polícia de proximidade) e em que os "magalas" da guarnição militar da fábrica se reuniam, à noite, na "tasca" que ainda hoje existe, onde também paravam umas pequenas que, dizia-se, lhes davam conforto espiritual e físico. Era um tempo em que ainda não se tinham substituído as condutas dos esgotos, cujos trabalhos quase atiraram a ponte dos caminhos de ferro ao chão. Já então existia trafulhice nas obras públicas. Daí as vigas em X que agora unem os pilares. Antes disso, qualquer chuvada mais forte, tornava a Estrada de Chelas num rio caudaloso. Numa dessas ocasiões, um Ford Cortina vermelho, foi arrastado desde a porta do Convento até encalhar entre a padaria (a porta entaipada da foto) e o marco do correio, cujo topo também se vê. Contava-se até que, num dia em que as águas subiram mais rapidamente, a padeira teve de ser retirada pelo tecto da padaria.
  Mais valia acabar com esta lenta agonia, arrasando tudo de uma vez por todas, à semelhança do que se fez com a fábrica e área contígua, salvando apenas o painel de azulejos, talvez setecentista, que naquele triste Beco das Taipas, lembra restos de uma antiga grandeza arrabaldina.»

De Attenti al Gatti em 10 de Janeiro de 2010 às 19:04.

 

Beco das Taipas, Chelas (Google, 2009)
Beco das taipas, Chelas, 2009.
Imagem das Vistas de rua do  Google.

Escrito com Bic Laranja às 18:47
Verbete | comentar | comentários (6)

Rua da Trindade

Toldo, candeeiro de rua, estabelecimento comercial, prédio...
 

Rua da Trindade, Lisboa (E. Portugal, s.d.)
Rua da Trindade, Lisboa, [s.d.].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 11:35
Verbete | comentar | comentários (4)
Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Notícias do interior

 A regionalização vai já adiantada e eu nem me dei conta. Parece que este Portugal da Europa das regiões tem ele próprio uma região do Pinhal Interior (P.I.). E a coisa é tão elaborada que se decompõe ainda em sub-regiões estatísticas (estatísticas, ora bem!) devidamente dicionarizadas na enciclopédia popular – perdão, da cidadania; a bem, claro, da democracia participativa... – Ai o que eu perco, desterrado aqui neste ermo da antiga região portuguesa (estou a citar, pois) de Lisboa e Vale do Tejo!...
 Pois bem! Ouvi há pedaço o sr. primeiro ministro, como é seu timbre, alardear a novidade duma nova auto-estrada (é repetição, é) na tal região do Pinhal Interior (P.I.); um importantíssimo melhoramento ligando - segundo S. Exª enumerou – Alvaiázere e Ansião (P.I. Norte) à Sertã (P.l. Sul); três vilas que em conjunto somam mais de 9.800 hab.. Depois, detalhando, diz que serão 118 km de auto-estrada e 440 km de chamadas estradas de proximidade (estranha linguagem há agora; serão ramais de auto-estrada, avenidas, ruas, o quê...?). A empreitada vai para a Mota-Engil, mas isso já não é notícia em região nenhuma de Portugal.
 Outra que não é notícia foi que fechou o caminho de ferro de Miranda do Corvo. Esta terra deve situar-se ainda na antiga província da Beira Litoral, uma região menos... estatística, pois...

Portugal, Beira Interior (Mapa Michelin, 2010)
Beiras (excerto), Portugal, 2009. Mapa da Michelin.

Escrito com Bic Laranja às 20:14
Verbete | comentar | comentários (2)

Estrada de Chelas, 204...

Estrada de Chelas 204...
Estrada de Chelas, 204-210, Lisboa, 2009.
In Vistas de rua do Google.

Escrito com Bic Laranja às 13:34
Verbete | comentar | comentários (10)

Estrada de Chelas, 216

Estrada de Chelas, Lisboa (Google, 2009)
Estrada de Chelas, 216-218, Lisboa, 2009.
In Vistas de rua do Google.

Escrito com Bic Laranja às 13:19
Verbete | comentar | comentários (2)
Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Da falta de decoro

Exposição fotográfica de Clara Pinto Correia a fumar.


(Imagem do D.N..)

Escrito com Bic Laranja às 16:06
Verbete | comentar | comentários (13)

Ainda a Rua Nova de S. Mamede...

... E o cruzamento com a do Salitre.
Nova espreitadela no Google; sem dúvida que há duas janelas no prédio de gaveto lá onde vem o eléctrico. Na fotografia mais antiga só se vê uma, é curioso!...

Rua Nova de São Mamede, Lisboa (E.Portugal, 1944)
Rua Nova de São Mamede no cruzamento com a rua do Salitre, Lisboa, 1944.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 15:46
Verbete | comentar | comentários (2)
Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

São Mamede

 Uma espreitadela no Google e...
 Do lado da Rua Nova de São Mamede com a do Salitre o panorama podia ser pior. Ainda assim extinguiu-se o chalet cuja ramagem do jardim víamos à esquerda aqui na fotografia. Do lado da Barata Salgueiro é que... Enfim!... O que não foi demolido, foi tudo esventrado... E que belíssimo chalet que lá se via.

Ruas de S. mamede, salitre, Rodrigo da Fonseca e Barata Salgueiro, Lisboa (E. Portugal, s.d.)
Cruzamento formado pelas ruas Nova de São Mamede, Salitre, Barata Salgueiro e Rodrigo da Fonseca, Lisboa, [s.d.].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 21:00
Verbete | comentar | comentários (2)
Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Grande loja do tio Pedro (*)

«Ainda há poucos anos havia no Rossio um quiosque conhecido pelo quiosque do tio Pedro – que pendurava à noite nos taipais uma lanterna com dois vidros de cores, um vermelho, outro roxo. Quando um fanchono passava e dizia: – Boas noites tio Pedro – logo o velhote mudava o vidro vermelho para o roxo, o que queria dizer – fanchono à vista – prevenindo assim os outros que estavam no Rossio.»

Raul Brandão, Memórias, t. II, Relógio d' Água, Lisboa, 1999, p. 186.


(Grande loja do tio Pedro... na ordem do dia, hoje, a 'magna lanterna roxa'; o O.E. de 2010 é só no dia 20 e tal.)

(*) Verbete remexido.

Escrito com Bic Laranja às 22:37
Verbete | comentar | comentários (20)

Dos desastres

Corrida, Campo Grande (H. Novais, 1931) Dalgum tempo para cá é vulgar apregoarem os noticiários a macabra contabilidade do cangalheiro. E quando essa desgraceira de jornalismo aprofunda o assunto, dá sempre voz ao brado dum qualquer do A.C.P.: - A culpa é do governo que acabou com a Brigada de Trânsito! - para logo depois (a bem do democrático contraditório) servir o microfone aos Automobilizados: - A culpa é do ministro, que acabou com a Brigada de Trânsito!...
 Se for caso ainda vai de dar eco ao que ventila fulano do Observatório das Estradas e, talvez, a P.R.P. (se ainda existe para alguma coisa). Com todos os dados do problema assim colhidos, se neste ano a contabilidade continuar (e só pára sabe-se lá como...), o governo há-de diligentemente criar uma Entidade Reguladora do Código da Estrada, ou mesmo uma Fundação para Prevenção dos Pontos Negros nas Estradas, para somar ao resto.
 Saber se o nº de carros em circulação aumentou ou não na proporção do nº de acidentes, se o tempo foi pior que no Natal passado, em que horas ocorreram mais acidentes, qual a faixa etária e experiência dos automobilistas acidentados, &c. &c., são coisas pouco precisas, de senso comum. Não ajudariam em nada à notícia dos desastres.
 


FotografiaI Circuito do Campo Grande, Lisboa, 1931.
H. Novais, in Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.

Escrito com Bic Laranja às 17:31
Verbete | comentar | comentários (6)
Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Terreno destinado à construção do Bairro da Boavista, ao fundo vê-se a serra de Sintra

Monsanto, Lisboa (E.Portugal, 1939)
Terreno destinado à construção do Bairro da Boavista, ao fundo vê-se a serra de Sintra, Monsanto, 1939.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 23:10
Verbete | comentar | comentários (4)

As janeiras

« A cada janeireiro, homem ou mulher, dava-se um pão; aos moços metade ou um quatro, conforme o seu tamanho, e às vezes, já no clarear da madrugada, havia necessidade de reduzir a esmola, pois não chegava para tanta gente o pão cozido. Tal havia que apanhavaa duas, três ou quatro esmolas, incorporando-se em diferentes ranchos e o mesmo rancho chegava a cantar duas vezes, mudando as vozes.
  – São os mesmos que cantaram há bocadinho.
  Quem ia levar a esmola, geralmente uma criada, não se dispensava de dizer, mesmo que lhe não encomendassem o sermão:
  – Vossemecês ainda não há nada de tempo que aqui estiveram. Se cá voltarem, não levam esmola.
  Que não, vossemecê está enganada, a gente chegou agora mesmo da Vila e ainda não cantámos em mais monte nenhum. Se quer ver o que trazemos...
  Nenhum rancho denunciava outro rancho embora todos fizessem a mesma coisa, a muitos repugnando uma tal descarada fraude, tanto mais que nela se envolvia Deus Nosso Pai, invocado a cada instante:

Lá vai uma, lá vão duas
Por cima do seu telhado.
Deus lhe dê muita fortuna
Ao pouco que tiver semeado.

 

Brito Camacho, Quadros Alentejanos, 2ª ed., Bonecos Rebeldes, Lisboa, 2009, pp. 97, 98.

 

Brito Camacho, Quadros Alentejanos, 2.ª ed., Bonecos Rebeldes, Lisboa, 2009.(Capa: Fernando Martins, in Aspirina B)

Escrito com Bic Laranja às 09:40
Verbete | comentar | comentários (4)
Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Calendas de Janeiro

moleskine-agenda.jpg
 Ouço muito conjugar o verbo calendarizar.
 Pelo palavreado diz a linguagem mais do que à primeira vista parece. Agenda é o particípio latino de ago, agis, agere, egi, actum (= agir, fazer); significa literalmente 'aquilo que se tem de ou que é necessário fazer'. Daí o pormos na agenda. Calendarizar ouço-o habitualmente por agendar - e não está mal - mas sucede que deriva etimologicamente de kalendae. Ora todos conhecemos a locução para as calendas gregas...
 Bem-vindos às calendas de Janeiro. Feliz ano novo.

Escrito com Bic Laranja às 09:00
Verbete | comentar | comentários (4)

Setembro 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
17
19
21
23
26
29
30

Visitante


Contador

Selo de garantia

pesquisar

Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Tradicionalista (O)
Ultramar

arquivo

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

____