Terreirinho das farinhas – Freguesia da Sé – Aparece assim denominando, mas no singular, em 1781 [Liv. XVII de baptismos, fl. 94 – Sé]. Também o vemos designar por larguinho da Farinha na Ribeira (1782/83) [Liv. XIII dos óbitos, fl. 95 – idem].
Veja-se o que desta serventia pública dissemos no 1º volume deste trabalho [ver].
Luiz Pastor de Macedo, Lisboa de Lés-a-Lés, vol. V, 3ª ed., C.M.L., 1968, p. 42.

Terrreirinho das Farinhas, Ribeira Velha de Lisboa, [s.d].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
A feira começou por ser dos porcos mas cedo lhe mudaram o rótulo – marketing oblige. Houve muitos pregões, foi grande o arraial e a fanfarra, gente importante quis aparecer. Nem assim acorreu grande freguesia – a roda gigante bem girava, mas ia quase vazia. Então foram calando o realejo; aos poucos que muitos vinham desmontando a tenda. Alguns – talvez pelo disfarçar – deram eco a que esta fora, afinal, uma feira de burros. Acabou o que sobrava dela. A barraca das farturas cancelou hoje o resto das encomendas – ainda agora parece que tem a roulote atulhada de mercadoria...
Ao almoço ouvi na rádio o sr. ministro das Finanças referir-se a uma parcela do deficit de 2009: dívida da antiga J.A.E., parece-me, prevista em "0,2 pontos do P.I.B." que foi afinal (e literalmente debitada pelo sr. ministro) de "0,4 do P.I.B.". Este linguajar mais-ou-menos sobre contas, eu e o benévolo leitor entendemo-lo. O que o sr. Ministro quereria dizer é que aquela parcela não foi 2‰ mas antes 4‰ do Produto Interno Bruto.
Na escola primária (na do meu tempo) esta barafunda de grandezas era caso para palmatoada, quando não para merecida raposa. No falar do sr. ministro das Finanças, agora, já tanto faz.
[Escola primária de] Mesão Frio, Vila Real, 1988.
Alfredo Cunha, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Na data de hoje assinala-se o regicídio de 1908, dei nota disso. Notícia desta manhã nas rádios eram, porém, os 100 dias do governo.
Gaieties...
Imagem em Shorpy
« Eu estava a quatro passos – confirma o pintor [Artur de] Melo. – Um homem subiu às traseiras do carro, olhou o rei cara a cara e deu-lhe um tiro de revólver. Vi um fumozinho branco sair-lhe do pescoço e, cem anos que eu viva, nunca mais me esquece a expressão de espanto daquela máscara. »
Raul Brandão, Memórias, Tomo I, Relógio d'Água, Lisboa, 1998, p. 148.

Achille de Beltrame, Domenica del Corriere, 9-16/2/1908.
[O regicídio foi há 102 anos...]
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