Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Voz ao exm.º ‘presidento’


Não fala tal e qual como os presidentos?

Escrito com Bic Laranja às 12:50
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

A acção do ‘c’ em ‘director’, do ‘p’ na ‘adopção’, &c.

Consoantes mudas?

 Este excerto é de 1904, duma obra de Gonçalves Viana, Ortografia Nacional; Simplificação e Uniformização das Ortografias Portuguesas (Livraria da Viúva Tavares Cardoso, Lisboa, p. 73), e nele o autor justifica porque se não devem suprimir certas consoantes etimológicas da grafia das palavras. Gonçalves Viana (ou Gonçalves Vianna, ou Gonçálvez Viana, não sei qual a grafia mais certa) foi um grande paladino da simplificação da ortografia portuguesa; fez parte da comissão instituída pelo governo da República para levar a cabo a reforma ortográfica em 1911 (sempre muito aplaudida) e foi ele próprio o relator da mesma. (A propósito desta comissão comentou António José Saraiva no Expresso de 7/6/86: «O governo criou em 1911 uma comissão para refomar a ortografia, como se a língua estivesse nas atribuições das leis e do parlamento.»)
 Em 1885 propusera já Gonçalves Viana desterrarem-se da escrita portuguesa as marcas «nulas» da etimologia. Não obstante, como princípio geral, exceptuava a eliminação de sinais indicadores de pronúncia (diacríticos ou grafemas etimológicos) quando uma vogal careça de ser pronunciada com modulação especial. E nos princípios particulares afirmava: «Conservamos todo o sinal gráfico de fonema histórico [i.e. consoantes etimológicas], hoje nulo, cuja influéncia (sic) na vogal pertencente é persistente: acção, actor, predilecção, redacção, respectivo, trajectória, baptismo, concepção; e aínda quando é facultativa a pronunciação, como em carácter» (cf. Ivo Castro, Inês Duarte e Isabel Leiria, A Demanda da ortografia Portuguesa, Sá da Costa, Lisboa, 1987, p. 141 e ss.). A reforma de 1911 seguiu o preceito enunciado e o Acordo Luso-Brasileiro de 1945 firmou o mesmo princípio na Base VI. Sucedeu depois que o Brasil roeu a corda ao Acordo de 45 e os pressurosos signatários do novo Acordo nem das lições do tão aclamado simplificador Gonçalves Viana fizeram mais caso. 
 É conhecido o retorno  da escrita sobre a oralidade. Em duas gerações, aguardemos espe(c)tantes, andará o Diário da República pejadinho de nomeações para Dirtor-Geral.

Escrito com Bic Laranja às 23:54
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Da tmese e outras divagações

«  Nós geralmente achamos mais euphonico aquillo que estamos habituados a pronunciar; e cacophonico o contrário. Assim ver-se-ha parece-nos melhor soante que verá-se. Ha no emtanto aqui uma illusão acustica. Basta um pouco de reflexão philosophica para nos convencermos que tão sonoro deve ser um como o outro. Senão, chamemos um estrangeiro, e pronunciemos-lhe as duas palavras; e elle não achará motivo serio para preferir uma á outra.
« Se eu digo por ex. lavei-me, que difficuldade poderia ter em dizer, lavarei-me, onde as terminações são iguaes? E porque não digo então lav-me-ei em vez de lavei-me? O dizer-se pois lavar-me-hei, em logar de lavarei-me, não é questão e euphonia. É outra.
   [...]
«   Realmente em ver-me-hei, sorrir-se-hão, achar-nos-hemos, etc. não ha em rigor tmese nenhuma, porque na origem verei, sorrirão e acharemos não são palavras simples, são phrases, e a intercalação dos pronomes não se deu na epocha em que a consciencia phrasica se tinha já perdido, mas na epocha em que ainda existia. Eu me explico melhor. Os primeiros que disserão verei, sorrirão e acharemos, etc., não vião nestas palavras fórmas simples, mas sim agrupamentos de duas fórmas: ver hei, sorrir hão, achar hemos; o que correspondia, como mostrei acima, a hei ver, hão sorrir, hemos ou havemos achar; ou o que correspondia ás locuções modernas hei de vêr, hão de sorrir, havemos de achar.
«   Ora no português antigo, e não é preciso remontar muito longe, havia mais facilidade de inverter a collocação dos pronomes em relação ao verbo do que hoje. Por brevidade, pois eu tenho lido centenas de exemplos, citarei só aqui Manuel Bernardes e Frei Amador Arráiz : «ha se de pôr a considerar» [Nova Floresta, vol. II, p. 55], e «hei me de deter um pouco» [Dialogos, ed. 1589, fl.2]. Nós hoje invertemos os pronomes e dizemos: «ha de pôr-se» ou «ha-de-se pôr», e «hei de deter-me» ou «hei-de-me deter». Por tanto quem em verei, sorrirão e acharemos via duas palavras ver hei, sorrir hão e achar hemos, não tinha dúvida nenhuma em collocar no meio de cada uma d'essas phrases os pronomes me, se, nos, por isso que era de uso geral, e dizer ver me hei, sorrir se hão, achar nos hemos; e tanto é verdade isto que digo, que nos livros antigos se acha o verbo haver destacado, como em irnos hemos, verme hei, etc.
«   Depois estes modos de dizer tornárão-se typicos, forão considerados tambem como locuções ou phrases feitas, e permanecêrão na linguagem até hoje, como fórmas normaes e vivas, quando ellas não são senão o vestigio crystallizado de uma antiga construcção syntactica. Logo, repito, em ver-me-hei não ha propriamente tmese, porque a tmese consiste em intercalar uma palavra entre dois elementos de outra, e verei não é na origem uma palavra, mas uma phrase composta de duas palavras distinctas. Logo tambem é menos exacto escrever-se ver-me-ei, sorrir-se-ão e achar-nos-emos como quer o sr. Figueiredo, porque se os pronomes se fazem seguir immediatamente ao infinito, é porque se mostra que ha ou houve consciencia de que o futuro constava primitivamente de duas palavras e por tanto deve reapparecer o h.
«   [...] Escreve-se indemnizarei, indemnizarás, etc., sem h, e indemnizar-te-hei, indemnizar-me-has, etc. com h, porque no primeiro caso quem falla não tem consciencia de que entra nessas fórmas o verbo haver, com quanto elle lá entre, e no segundo caso aquelle que falla revela por tradição antiga ininterrupta, essa consciencia, senão nelle, ao menos nos primeiros que assim dissérão.»
«   [...] A não existir em lavar-me-hei, etc. consciencia de que essa expressão se compunha de duas era natural que houvesse outras flexões verbaes com tmese; ora não existe mais nenhuma, senão o condicional, que tem uma origem analoga á do futuro [...]»

José Leite de Vasconcellos, As «Lições de Linguagem» do Sr. Candido de Figueiredo; Anályse Crítica, 2ª ed., Porto, Magalhães & Moniz, 1893, p. 44 e ss.

 

  O benévolo leitor que haja tido a paciência para ler este longo arrazoado há-me de perguntar: ao que vem agora isto?
  Pois, para começar, a tese do Dr. Leite de Vasconcelos: no idioma Português não existe, em rigor, tmese (ou mesóclise); atendendo à composição das flexões verbais do futuro e do condicional o que temos é uma perífrase verbal antiga cuja noção da sua natureza se não perdeu ainda de todo. Nos portugueses. Nos brasileiros, apesar de o Português ser também a sua língua mãe, é vã a demanda de exemplos da dita mesóclise (e inclusive de formas de conjugação pronominal e reflexa; ex. embargou-se-lhe a voz). — Porquê? A minha ideia é que os brasileiros, neste caso,  falam correntemente a língua materna perdidos da tal tradição antiga ininterrupta (se há outras marcas arcaizantes no português dos brasileiros, notai que elas só são arcaizantes duma perspectiva portuguesa contemporânea, pois que no Brasil são simplesmente linguagem corrente; e vice-versa). Se a perderam (à dita tmese) não sei. Talvez (mais certo) a menor rigidez na colocação dos pronomes no português antigo haja vindo a cristalizar de maneiras divergentes em Portugal e no Brasil. — Mas mesmo de haverem os portugueses ainda consciência de o futuro e o condicional dos verbos serem etimologicamente uma perífrase verbal antiga não sei o que diga: pela frequência com que ouço conjugações como darei-lhe ou pelo espanto e admiração que vejo em redor quando se enuncia rectamente dar-lhe-ei, por ex.; ou até pelo definhar das simples conjugações pronominais... Veja-
-se a imprensa.
  Trata-se todavia isto de algo muito vago — a consciência real de falares ancestrais manifestada em formas vivas do idoma, quem a terá? — A linguagem é um mimetismo colectivo de formas de dizer. De dizer; que de escrever já a conversa é outra. Mas tudo se perde. É que, se falar se aprende de ouvido, escrever exige estudo e reflexão. Ou exigia... E a tradição antiga da oralidade também era mais sólida. Hoje com as grafonolas radiotelevisivas debitando discurso inconsistentemente e a toda a hora a linguagem torna-se demasiado volúvel e, por falta de erudição capaz, confusa e coalhada de barbarismos. E a ortografia é cada vez menos argamassa que cimente o idioma para os vindouros, ou sequer para uma próxima geração. O desvirtuar das etimologias na escrita, guiada pelo mito cego da macieza da instrução dos meninos, tadinhos, enfraquece o sentido das palavras e mina o domínio da linguagem com a devida propriedade a quem, aprendendo debilmente a ler e escrever significantes decepados das suas raízes etimológicas, sofre tábua rasa do significado primitivo das palavras e firma mal o seu sentido actual. Quanta gente haverá sabendo que pedófilo (adjectivo semanticamente desvirtuado por transliteração ignorante) vem do grego (paidos, criança + philo, amigo)? Quantos haverá capazes de usar vocabulário tão elementar como (e nem sugiro judiar) intimidar ou atormentar para dizer o barbaresco bullying? Quanta gente será afinal capaz de já ter reconhecido as formas compostas dum infinitivo e do auxiliar haver na conjugação do futuro ou do condicional dos verbos? E quanta mais as reconheceria se a orthographia bastasse só por si (sorrir-se-há), sem precisão de accôrdos?

Õrthographia

  Saber escrever até talvez devesse ser para todos (em tese), mas nem todos darão para amanuenses, por mais que se simplifique a escrita. E muitos menos haverá, mesmo redigindo bem, que saiam escritores, ao contrário do que o panorama de edição livreira faz crer (nem tudo é publicável, ou é? se calhar é...)  Este texto certamente não é.

Escrito com Bic Laranja às 23:40
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011

Monsanto

Restaurante panorâmico, Monsanto (V.G. Figueiredo, 1973)
Panorâmico do Monsanto, Lisboa, 1973.
Vasco Gouveia de Figueiredo, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 15:59
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Memória da Expo. Pavilhão da América

Pavilhão da América, Expó (Luís Pavão, 2000)
Pequenos pavilhões [i.e. barraca de comes e bebes], Olivais, 2000.
Luís Pavão, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 14:31
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Das bestas

No Correio da Manhã de ontem duas notícias:

  1. Uns abusadores de crianças (a notícia releva que um deles diz que a polícia lhe bateu)... - pois bem - esses abusadores foram soltos pelo tribunal. Parece que com recomendação (ou ordem, já que a coisa emana dum tribunal) de se não aproximarem de crianças.
  2. Em Portalegre um touro "de raça alentejana" (a notícia menciona a raça, não sei qual a importância) matou um homem, numa feira de gado. Diz que a polícia apreendeu o touro.

Quais das bestas (e há nos casos uma multidão delas) com instinto menos desviado? E quais deviam andar presas?

 

Companhia das Lezírias, Ribatejo (M. Novais, s.d.)
Companhia das Lezírias, Ribatejo, [s.d.].

Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 12:56
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Do fandango

 Essa espécie de exército profissional que agora temos, soube hoje pelas notícias que está mesmo madurinho para as Bósnias, para os Líbanos, ou para os Afeganistões da virtuosa 'comunidade internacional'. Calhando o armamento ir parar só (só!) às mãos de gatunos de ourivesarias e podem os políticos regentes ir respirando de alívio. Já se calha a cair nas mãos de gente mais subversiva, com uma tropa assim para guardar o regime...

Revolta de 26/8/31, Lisboa (H. Novais, 1931)
Revolta de 26 de Agosto de 1931, Lisboa.
Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

 

O melhor é a marinha guardar bem o submarino. E o exército, bem... que contrate a Sonasa.

Escrito com Bic Laranja às 18:19
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Se é contra o aborto gráfico...

Carta manuscrita (16/12/2010)

 

 Existe alguma alternativa para acabar com aquele horror [o aborto gráfico] além da Iniciativa Legislativa de Cidadãos?
 Não, não há.
[...] 
 A nossa língua-mãe, o Português, esse ser vivo antiquíssimo, com o seu tronco gigantesco, de casca rugosa e cheia de antigas e veneráveis cicatrizes; não permitiremos nem que o serrem pela base, separando-o da raiz como quem separa um corpo da sua cabeça, nem que lhe decepem os oito braços grandes, enormes, tão imponentes como os oito países que representam.
Aqui estamos e ficaremos, portanto, inamovíveis e determinados, lutando até ao limite das nossas forças por aquilo que é de todos e de que apenas uns poucos pretendem abrir mão.
 Em suma, quer isto dizer que o prazo para recepção das subscrições da I.L.C. contra o AO90 prolonga-se até ao próximo dia 25 de Abril.

 Teria graça! Ver a iniciativa ter êxito em 25 de Abril para cair no colo dos deputados em 26. Uma rica ironia para o pouco que eles fazem da gente.

Escrito com Bic Laranja às 17:29
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Falinhas mansas?

Ensitel (Aviso de 31/12/10).

 

Pois agora será precisa ainda maior cautela.

Escrito com Bic Laranja às 07:15
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Sábado, 1 de Janeiro de 2011

O Bataclan

 A Maria Machadão lá tomou posse. 
 A R.T.P., que não hesitou em abrasileirar-se no directo da passagem de ano, ganhou vergonha e conteve a nova "presidenta" com umas pudibundas aspas. Fez melhor do que a Maria Machadão, que já rege o Bataclan com uma virtuosa guarda pretoriana só de "meninas". O Brasil é mesmo assim; passa carnavalescamente dum presidente molusco para uma presidente muito macha. Não fora ser terra dada a carnavais, o ridículo mataria.

Nova «presidenta» (R.T.P., 1/1/11)

(Imagem da R.T.P.)

Escrito com Bic Laranja às 21:05
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Ano novo, vida nova

Portugal ultramarino (S.E.I.T. nº 284684)
Fotografia da S.E.I.T./D.G.I., nº 384684, amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.

 

Feliz ano novo!

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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