Domingo, 10 de Abril de 2011

Imagination

Imagination, Illusion
(1982)

 

Nota: esta hoje devo-a à cavaqueira do Pedro Marques Lopes e do Eixo do Mal.

Escrito com Bic Laranja às 00:19
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Sábado, 9 de Abril de 2011

Palácio Foz, 1929

 Em 16 de Fevereiro a Illustração Portugueza publicou esta do Palácio Foz depois do incêndio de 29 de Janeiro de 1929. À direita o pavilhão do ascensor da Glória. A data fotografia é balizada pelo período de actividade do estúdio de Mário de Novais — 1933-1983, segundo a Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian. Podeis, porém, datá-la com mais certeza em Maria João Janeiro, Lisboa; Histórias e Memórias, Livros Horizonte, [Lisboa], 2006, p. 451.


Palácio Foz, Restauradores (H. Novais, 1929)
Palácio Foz após o incêndio, Lisboa, 1929.
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Escrito com Bic Laranja às 20:36
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Mas caganda diferença, pá!

— Ó Luís! Vê lá...
— Assim fica melhor?...


... ou fica melhor assim?
Assim fica melhor... Ou fica melhor assim.

(Imagens da TVI, apud Corta-Fitas.)

 

Escrito com Bic Laranja às 23:53
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Se isto cá ainda fosse um país...

 ... Esta agora seria a terceira bancarrota desde 27 de Abril de 1928. É que, mesmo havendo Portugal acabado, debalde porém se esperaria que milagrosamente, por efeito de varinha mágica, mudassem as circunstâncias da vida portuguesa (*).

Salazar (M. Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.)

António de Oliveira Salazar.
(Estúdio de M. Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.)

 


(*) Salazar, Condições da Reforma Financeira, Sala do Conselho de Estado, 27/4/1928.

Escrito com Bic Laranja às 10:46
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Mais valia dedicarem-se à pesca

 De manhã, nas notícias, o anúncio do livro dum italiano sobre a fundação do P.S.. Ouvi que a ideia de fundar o partido veio numa noite enluarada, num barco a remos, no meio do Tejo. — Muito romântico! Valha-nos que não recuaram com a ideia fundadora ao remador em embrião na barriga da mãe... — Ao depois ouvi o autor italiano comentar que “é a história de [um] imigrante que parte [da] Suíça italiana [e] chega primeiro à Suíça francesa...” — Talvez porque calhava logo ali em caminho!...
 Ele fazia falta à Humanidade um escritor assim: capaz de dizer coisas.


Barcos de pesca, Ribeira de Lisboa (H.Novais, s.d.)
Botes de pesca
, Ribeira de Lisboa, c. 1960.
Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 16:15
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Estrada de A-da-Maia

 Há lugares que cuido sejam referidos à casa de pessoas. Sem mais. — A casa dos cunhados, a casa da gorda, a dos francos, a dos bispos... Depois o povo refere-se-lhe — às casas — de modo implícito, sem no dizer. — «Vou à [casa] dos cunhados»; «Fui à [casa] da gorda», etc. — Claro que quem diz casa, diz parte, como no caso em que se manda alguém a certa parte, que pode ser simplesmente o lugar das hortaliças: — «Ouve cá! Tu vais-me ali à Ti Maria buscar salsa?» — Também às vezes a parte (moradia) dalguém pode ser dita (ou referida) por interposta pessoa, como quando se vai por exemplo à da Maia. — Eu não sei de quem seja ou tenha sido a Maia, ou sequer doutro alguém que possa ser ou ter sido da Maia. Sei é que posso ir lá dar pela estrada da tal [parenta, criada, casa ou parte] que era e é a da Maia.
 No n.º 2 havia o Correio.

 

Antiga estação de Correios, Benfica (A.I. Bastos, 1961)
Antiga estação de Correios, Benfica, 1961.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 22:13
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Domingo, 3 de Abril de 2011

Rua das Picoas, Lisboa

 A velha estrada das Picoas partia da Cruz do Tabuado em direcção ao Rego e entroncava na estrada das Cangalhas por alturas da Av. Duque de Ávila. Crescendo a cidade, a Cruz do Tabuado passou a Largo... do Matadouro e a estrada das Picoas passou a rua.
 Aqui tem o benévolo leitor uma esplêndia panorâmica da Rua das Picoas desde o seu entroncamento com a Av. Cinco de Outubro até perto do Liceu Camões. Em ampliando a fotografia vislumbrará ao fundo o belo edifício de esquina com a Rua Actor Taborda e, após ele, a empena do que fazia esquina com a Rua Almirante Barroso — onde em tempos foi a Tasca do Careca — que foi demolido há uns anos. — Curiosamente o que se edificou no lugar, moderníssimo, para escritórios, nunca foi ocupado; salvo as garagens.
 Tornando aqui à Rua das Picoas, a ermida à direita pertencia ao palácio oitocentista da Condessa de Camarido, descendente do 1º Conde de Camarido e Morgado das Picoas pelos domínios que teve no lugar. A ermida era exterior. Foi do orago de Santo António e depois de Nossa Senhora de Lourdes; ainda estava dada ao culto aquando das Peregrinações de Norberto de Araújo em 1938-39 (cf. livro XIV, pp. 79-80). O Palácio de Camarido ocupava o lado sudoeste da Praça do Duque de Saldanha e foi deixado pela Condessa ao Vaticano; nele esteve a Nunciatura até 1929. Daí até 1938 esteve o Colégio Normal de Lisboa, ficando desocupado nesse ano, segundo o mesmo Norberto de Araújo. A demolição do Palácio de Camarido deu lugar ao Teatro Monumental e permitiu rasgar o troço final da Av. da Praia da Vitória entre a Praça do Duque de Saldanha e a Av. Cinco de Outubro mas, entre a Av. Fontes e novo troço da Av. Praia da Vitória, truncou-se a velha Rua das Picoas, que ficou reduzida àquilo que é hoje. Ao seu troço inicial foi dado o nome do ilustre olisipógrafo, o eng.º Viera da Silva.
 A imagem é possivelmente contemporânea do Colégio Normal de Lisboa — ampliando há o benévolo leitor de ver parte da inscrição no gradeamento, logo atrás do automovel.
 Os prédios à esquerda (actuais n.ºs 8-12) ainda se aguentam. O 8 e o 10, cuido, não por muito mais tempo...


Correios - Lisboa Norte, Rua das Picoas/Avenida Cinco de Outubro (F.S. Cordeiro, 1924-39)
C.T.F. (Correios Telégrafos e Faróis) Lisboa-Norte, Picoas, 1929-38.
Francisco dos Santos Cordeiro, in Fundação Portuguesa das Comunicações.

Escrito com Bic Laranja às 20:37
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Terreiro do Paço...

Aspecto comezinho do Terreiro do Paço em meados do século XX.
Hoje é mais propriamente comezinho. Absolutamente...

Estação Central de Correios, Terreiro do Paço (F.P.T., post 1953)
Estação Central de Correios, Terreiro do Paço, post 1953.
In Fundação Portuguesa das Comunicações.

Escrito com Bic Laranja às 18:22
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Estação Central de Correios

 Interior da Estação Central de Correios muitos anos antes de ser despejada para um contentor no Largo do Pelourinho.

Interior da Estação Central de Correios, Terreiro do Paço (F.S. Cordeiro, 193...)
Estação Central de Correios, Terreiro do Paço, 193...
Francisco dos Santos Cordeiro, in Fundação Portuguesa das Comunicações.

Escrito com Bic Laranja às 17:58
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Sábado, 2 de Abril de 2011

Das azémolas

 O administrador do marketing dos C.T.T., que andou amigado em negócios com o secretário de Estado que lhe deu o emprego, foi apanhado em falso (mais um) com o canudo e o melhor marketing pessoal que lhe ocorreu foi que "sempre estive convencido de que o meu percurso académico com oito anos de frequência universitária e elevado número de cadeiras concluídas, em mais do que um plano de estudos curriculares, correspondesse a um curso superior" (In Público, 31/3/11).
 Confunde percurso com curso, coitado! Já no tempo da mala-posta eram as azémolas quem, mesmo não fazendo o percurso todo, seguiam sempre à frente...

Mala-posta, Lisboa [?] (E. Portugal, s.d.)
Diligência da mala-posta (reconstituição para o cortejo histórico de viaturas), Palácio do Correio-mor em Loures, 1934. (*)
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

(*) Legenda da fotografia revista às 11h30 da noute graças a informação colhida do Sr. Ricardo Araújo de Figueiredo, «Os Transportes Terrestres», in Do Porto e não Só, 30/4/2010.

Escrito com Bic Laranja às 13:22
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