Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Galego? Sim, talvez...

 Esta agora manda-ma um benévolo leitor referindo que nem já o Guglo (prima a imagem) reconhece esta amálgama como português. Zon, net, phone, mobile, online, IRIS by..., direto..., ou hábitos de atuar (tratar por tudisfruta..., já não precisas... — Diz o Guglo que é galego? Pode ser. Português, de facto, não é.

 

Zon, net, phone, mobile, online, IRIS by..., disfruta..., já não precisas..., TV em direto...

Escrito com Bic Laranja às 17:04
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Um governo desautorizado em toda a linha

Público (15/2/2012)

(Público, 15/II/12.)

Escrito com Bic Laranja às 12:45
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Forças? Armadas?...

Queixinhas (Público, 15/12/2012)

Queixinhas.


(In «Público», 15/2/2012.)

Escrito com Bic Laranja às 12:28
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Imprensa Nacional

imprensa Nacional, Lisboa (E.Portugal, s.d.)
Imprensa Nacional, Rua da Escola Politécnica, [s.d.].
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 23:59
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Da distracção

Armazém de venda de tipos, Imprensa Nacional (S.N., 1915)
 Alguém na comissão liquidatária, por caridade, sopre àquele distraído ministro efemeramente nascido no Ribatejo mas natural de Lisboa que Portugal tem uma secular imprensa nacional capaz do melhor e do pior; até de lustrosas edições nesse português de contrafacção tão apazível a nanicos ansiosos por cavalgar a História Istória. Estas distracções saem-me sempre estupidamente caras.
 A fotografia do pessoal parado no armazém de tipos da Imprensa Nacional é do Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 23:06
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Lisboa enregelada

 A photographia é de logo abaixo do lago que em tempo houve no park.
 Ha-de o benevolo leitor notar o quarteirão occidental da Rotunda entre as ruas Braamcamp e Joaquim Antonio de Aguiar. As duas casas mais proximas — um predio de rendimento com logradoiro e um palacete com cêrca — não são do meu tempo. São onde está hoje o hotel Phenix. Os outros predios de rendimento mais distantes são uns que foram demolidos ha poucos annos, em que se levou a cabo o remate das fachadas d'aquelle quarteirão occidental da Rotunda, todas edificadas por egual. Na esquina da rua Braamcamp havia uma loja da TAP, que se mudou entre tanto para lado oriental da Rotunda, para o lado da avenida do Duque de Loulé, e por lá ficou.
 Logo abaixo d'esses predios, de entrada na Braamcamp, á esquerda, fica uma rua d'outro duque: o de Palmella. Cuido que essa serventia coincida grosso modo com uma esquecida calçada da Nataria que desagoava n'uma travessa (hoje) atrás do hotel Tivoli. Por curiosidade, um outro duque que morou n'esta calçada da Nataria foi o da Terceira... — Isto foi antes da Avenida, mas é outro assumpto, não vem agora ao caso...
 O que vem ao caso é que está muito frio em Lisboa. Penna não havermos neve.


Park Eduardo VII n' um dia que nevou, Lisboa (F. da Cunha, c. 1930)
Park Eduardo VII n'um dia que nevou, Lisboa, c. 1930.
Ferreira da Cunha, in Archivo Photographico da C.M.L..

O auctor escreveu êste verbete de accôrdo com a verdadeira orthographia antiga, ao contrario dum ferrete que corre por aí a propósito d'outra graphia bem actual...

Escrito com Bic Laranja às 13:49
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

A prof.ª Teresa Ramalho ao deputado Seguro

Advertencias curiosas... (A.F.Barata, 1870)

 

 O deputado Seguro encarniça-se mais por mor de atacar o adversário político; a ortografia portuguesa não lhe interessa para nada, já o aqui disse há dias. A sr.ª prof.ª Teresa Ramalho de Braga, universitária aposentada, é que lhe aponta bem o dever de deputado.


 Ex.mo Senhor Deputado [António José Seguro]

 Na qualidade de residente e eleitora no Distrito de Braga venho transmitir a V. Exª o meu profundo desagrado pela sua intervenção no Parlamento relativa à atitude do Dr. Vasco Graça Moura no C.C.B.
 Não pode V. Ex.ª eximir-se a investigar se é V.G.M. que está acima da lei ou se, pelo contrário, atropelaram a lei fundamental todos (mas todos) os políticos que assinaram, ratificaram e promulgaram o Acordo Ortográfico e os seus vários protocolos modificativos, elaborados nas costas do povo português e à revelia das esmagadora maioria dos pareceres elaborados, entre outros, por linguistas acreditados nos meios científicos. Para o efeito pode V. Ex.ª socorrer-se da abundante documentação que sobre a matéria deverá existir nos arquivos da Assembleia da República. Se a isso juntarmos os artigos que desde há vários anos têm sido publicados na imprensa por opositores ao Acordo Ortográfico, poderá V. Ex.ª ficar com uma ideia da violência que ele impõe aos portugueses que ainda se preocupam com a sua identidade. É a língua portuguesa menos importante do que os Jerónimos, a Batalha, Alcobaça, a Torre de Belém e tantos outros marcos do nosso património, apenas porque é, digamos, «imaterial»? Vimos recentemente o Fado ser classificado como património imaterial da humanidade. Em que língua é ele escrito, dito?
 É por isso com profundo sentimento de vergonha que leio o editorial do Jornal de Angola (8/2/2012), que V. Ex.ª poderá conferir abaixo (ver aqui). Vergonha por não serem os que nos representam os primeiros a manifestar essa posição. Vergonha pela suspeita que nos assalta de que haja interesses menos confessáveis a motivar a persistência naquilo que muitos de nós consideram um verdadeiro atentado ao nosso património.

Maria Teresa Ramalho
Prof.ª universitária aposentada

(In causa Pela língua Portuguesa no livro das fuças.)

Escrito com Bic Laranja às 12:30
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Da excepcional unificação

Shot0001.jpg
1) Porquê excepcional...mente apenas em Brasil? O «acordo» não unifica (do lat. ūnus + facēre = fazer uno) o português?...
2) Apenas em Brasil é uruguaio ou galego unificado?

Escrito com Bic Laranja às 08:55
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Sagres II

N.R.P. Sagres A520, [s.l.], (A- Cunha, 1982)
N.R.P. Sagres A520, [s.l.], 1982.
Alfredo da Cunha (Lusa), 1982, in NRP Álvares Cabral F336.

Escrito com Bic Laranja às 08:34
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Sagres

  Há na rádio e na televisão portuguesa brasileira quem não saiba, nem intua sequer, a diferença entre embaixador e embaixada. Mas não me admira.

Navio-escola Sagres, Lisboa (Forum Lisboa 2009)
Sagres, Lisboa, [s.d.].
In V Forum Parlamentar Ibero-Americano.

Escrito com Bic Laranja às 08:16
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

A Faculdade de Letras de Lisboa...

... não é uma fundação de direito privado, é?...

F.L.U.L. (7/2/2012)
(Imagem da página da F.L.U.L. em 7/2/2012.)

Escrito com Bic Laranja às 14:51
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

O progresso

 O historiador Rui Tavares é já o segundo tudólogo que nestes dias manda à tipografia textos seguindo o exemplo (orthographico) dos melhores autores, como Machado de Assis e Eça de Queirós. O primeiro, aliás primeira, que desde sexta-feira teve tão graciosa ideia foi aquela outra, a psicóloga Amaral Dias. Fica bem este alarde de cultura (orthographica) de alguéns tão tonitruantes na opinião publicada, oxalá perseverassem, não se perdia tudo. 
 Mas não.
 O caso é que se metem a fazer graçolas com o português queirosiano por falta de rasgo, o que nem chegaria a ser triste, não o tomassem eles inocentemente por perfumada ironia. Tentam derramar a ideia de regressão, de passadismo, sobre Vasco Graça Moura — a estafada injúria (que até nem é) do «velho do Restelo» tão cara aos progressistas que se norteiam acefalamente pelo dia de amanhã; sucede que quando a ele arribam (ao amanhã) dá pena ver; rejeitam-no porque afinal não é amanhã, é apenas hoje... — Vai lá o benévolo leitor dizer-lhes isto?!... — Eles não ouvem. São surdos. Como quem não sabe dançar e diz que a sala está torta, chamam estes mudas a certas consoantes etimológicas usadas na escrita do português. Não ouvem as vogais abertas. Continuam só assim alheados (alienados) como sandeus, fazendo tábua rasa de tudo o que haja ou tenha havido, para recomeçarem diariamente do nada à procura do amanhã que é tudo. É por isso que lhes falece perceberem quem regride mais: proscreveram o passado. No caso da grafia do português querem estes progressistas tornar furiosamente à base fonética da Idade Média, como já frisei anteontem. Dizem que é o futuro. E fustigam Vasco Graça Moura por legitimamente aplicar leis do séc. XX plenamente em vigor.
 Descartando a semântica do termo, eis o progresso.

Portugal (J.Benoliel, s.d. - A.N.T.T. - PT-TT-EPJS-SF-008-08504)
Portugal, [s.d.]
A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel...

Escrito com Bic Laranja às 13:59
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Da ortografia fonética (galega)

 Afonso X, Rosa das Rosas (Cantigas de Santa Maria, X)
Maladança, Uma noite na corte do rei Afonso X.

Escrito com Bic Laranja às 11:15
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

A ideia cacográfica de Daniel Santos

Ilustração do Códice das «Cantigas de Santa Maria» (Enciclopédia livre)

 O confrade Daniel Santos do 2711 anda há dias pelos comentários, e agora num verbete, com o mote e a 1.ª estrofe da cantiga X.ª de louvor a Santa Maria, Rosa das rosas e fror das frores, de Afonso X.

Rosa das rosas e Fror das frores,
Dona das donas, Senhor das senhores.

Rosa de beldad' e de parecer
e Fror d'alegria e de prazer,
Dona en mui piadosa seer,
Senhor em tolher coitas e doores.
Rosa das rosas e Fror das frores...

 

Atribui-a a D. Dinis (rei medieval) e afirma, em sentido figurado, ser esta a grafia (velha e relha) defendida por Vasco Graça Moura e, por extensão, pelos que estão contra cacografia do governo. Deixei-lhe um recado.

« Vossemecê anda com isto há dias. Ora leia lá o poema em voz alta e pense. O que lhe soa diferente do português de hoje?
   Fror/Frores» por «flor/flores»?... — É desusado na escrita, sim, mas quanto povo troca por aí os eles por erres? Se vasculhar o país ainda terá a surpresa de achar a forma «fror» sobreviva na oralidade.
   «Piadosa» por «piedosa», idem. É como eu e o bom povo dizemos.
   «Beldad' e prazer», «fror d' alegria». A elisão não é arcaísmo. É mais desse fenómeno de metafonia (até à elisão) tão típico do purtuguês > p'rtuguês. Já se dava nos sécs. XII-XIII, veja bem. Os da reforma de 1911 conheciam-no tão bem que mantiveram as consoantes etimológicas para lhe obstar, sabia?
   «Seer» (do lat.  esse > essere — ser — por sedere — sentar) e «door» (do ac. lat. dolorem) têm vogais dobradas pela queda das consoantes intervocálicas no proto-galego ou proto-português (sécs. IX-X ou antes). Estas vogais diziam-se ainda no tempo de D. Dinis. E diziam-se no tempo de Fernão Lopes, já entrado o séc. XV. O séc. XVI limou-as, mas não de todo; veja vossemecê o que sucede com as vogais pré-tónicas em «pregar» (praedicare) ou «padeiro» (b. lat. panatariu), p. ex., que soam abertas. Percebe agora porque soam assim, quase pedindo acento? São duas. O fenómeno chama-se crase.
   Mas adiante.
   Diz vossemecê que esta é a grafia defendida pelo dr. Vasco Moura? Não é. Esta [a da cantiga medieval] estriba-se na oralidade. É a do «coiso», da fonética, é a desse tratante Malaca. Os «velhos do Restelo», os antiquados, os que se agarram ao passado e lá se quedam cegamente não são os que estão contra; os verdadeiros «velhos do Restelo» são esses acorditas, os que estão pelo «coiso». Mas são tão ignorantezinhos que nem percebem. E cuidam-se moderníssimos, já vê. Dizem ao depois altaneiros que [a] língua evolui. Evolui pois! (i.e. muda) Pela leitura do poema já viu vossemecê certamente a enormidade do que ela mudou na oralidade; deixou de se ouvir «seêr» e «doôr» para se ouvir «sêr» e «dôr». E evoluiu também na sua forma escrita, da base fonética do tempo de D. Dinis para se consolidar na tradição etymologica das demais línguas do velhinho império romano ocidental. O que os reformadores de 1911 fizeram foi golpear levianamente a evolução gráfica da língua e baldá-la envergonhadamente para a Idade Média. Envergonhadamente porque tinham noção da brutalidade do que levavam a cabo. Estes hodiernos, acorditas ignorantes e abrasileirados, o que fazem é aprofundar cegamente o golpe, tão completa é a tábua rasa cultural em que pastam. Cuidam que o Mundo começou agorinha e eles já sabem tudo. Vão direitinhos de volta à Idade das Trevas, isso é que vão.
   Cumprimentos ao D. Dinis.»

 

(Iluminura do códice das Cantigas de Santa Maria, in Enciclopédia Livre.)

Escrito com Bic Laranja às 15:26
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Um facto de «poderem haver...»

 «O facto de poderem haver municípios que têm especiais tradições na comemoração do Carnaval» hadem ter a haver com aqueloutra tradição dos Coelhos ministros não atinarem com o verbo haver. Acontece particularmente na Mota-Engil e por aí publicamente e à solta em torno dos 45 s de filme.


(Filmezinho da brasileira Lusa, apud abrasileirado [e extinto] D.N.; notícia no Correio.)

Escrito com Bic Laranja às 12:36
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Monumental, cinema e teatro

Cinema Monumental (Alçado principal), Lisboa (Rodrigues Lima, 1951)

« Com base nesta sugestão [do ministro da Educação Nacional para uma casa com salas independentes para teatro de declamação ou música ligeira, concertos e cinema, dotada das dependências correspondentes], o arquitecto Rodrigues Lima, — um dos arquitectos intervenientes na Exposição do Mundo Portugês de 1940, e que já tinha assinado o projecto do Cinema Cinearte, inaugurado em Fevereiro de 1940 - elabora o projecto do Monumental, cinema e teatro, onde, num único edifício existe um teatro para 1182 espectadores, um cinema para 2170, um café-restaurante e uma sala para exposições artísticas.»

In «Restos de Colecção», 1/II/12.


Ainda há dias comentávamos, eu e alguém, a quantidade de gente que levava o Monumental, tem piada...

Escrito com Bic Laranja às 11:15
Verbete | comentar | comentários (11)
Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Da borra como política nacional

 A Radiotelevisão Portuguesa Brasileira empola já por aí o deputado Seguro questionando a autoridade do governo acerca do acto (ac-to) de Vasco Moura em prol da cultura. — Aliás, o deputado Seguro encarniça-se mais por mor de atacar o adversário político; a ortografia portuguesa não lhe interessa para nada; nem na sabe, cuido!...
 Pois saiba o deputado Seguro que a autoridade do governo para o disparate é total. Tão absoluta tem sido que meras resoluções de ministros ignaros reunidos em conselho são tão servilmente acatadas (ámen!) que se sobrepõem à má fila até a decretos-lei em vigor. O «coiso» ortográfico não está nem pode estar em vigor, mas segue ilegal porque o governo resolveu (resolveu) escrever sobre ele no Diário da República... — «Ai, tem de ser! O Acordo Ortográfico saiu em Diário da República!» — não é o dizem as comadres?... —  É da Teoria do Direito, e da Lei, que resoluções não revogam leis nem decretos. O deputado Seguro não sabe das leis? Ou quer ele reger o Estado por resoluçõezinhas que só conspurcam quando há leis a impor o asseio?

Portugal (J. Benoliel, [s.d.])
Portugal, [s.d.]
A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel...

(Verbete revisto à quatro e meia.) 

Escrito com Bic Laranja às 15:10
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Pois se é um centro cultural...

Vasco Graça Moura removeu o Acordo Ortográfico do Centro Cultural de Belém.
Um grupo de senhoras leva-lhe flores.
 


«Documento fotográfico ainda sem legenda original», Lisboa, 190...
In A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel...

Escrito com Bic Laranja às 08:06
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Da borra como património mundial

A. Pimentel, «A triste canção do Sul», 1904

 

« A evidencia do typo — fadista, — de que Lisboa é alfobre copioso, tem-se imposto, repetimos, á observação dos bellos-espiritos da litteratura moderna, alguns dos quaes, e dos mais brilhantes, o retrataram com uma fidelidade flagrante, como vamos vêr.
  Ramalho Ortigão, nas Farpas, lança uma affirmação demasiado absoluta quando diz: «Em cidade alguma da Europa existe uma palavra de significação análoga a esta — o fadista.»
  E' claro que o typo humano não apresenta o mesmo aspecto em todas as raças e nações. O clima e a civilisação modificam-n'o, alteram n'o. Mas ha um fundo cosmopolita, de equivalência social, que supprime as distancias e as fronteiras.
  Assim, pelo que respeita á escoria da sociedade, existe em Hespanha o chulo, e em França o souteneur, que correspondem ao nosso rufião.
  Todos elles vivem á custa de mulheres perdidas, cantando e bebendo nas tabernas e nos bordeis, como os fadistas portuguezes.
  Em Roma ha os camorristi, gente de «mala vita», que dão uma facada por gosto, e vivem na devassidão, como os bailhões e faias da fadistagem de Lisboa.
  Em Nápoles o lazarone representando a ultima classe do povo, é um inútil perigoso como o nosso fadista.
  Fora da Europa, no Brazil, existe o capoeira.
  Em toda a parte a sociedade tem a sua borra immunda e uma palavra, ou mais de uma palavra, para definil-a.»

Alberto Pimentel, A Triste Canção do Sul; Subsidios para a Historia do Fado, Livraria Central de Gomes de Carvalho, Lisboa, 1904, p. 46 passim.

Escrito com Bic Laranja às 00:42
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Ermida

Ermida, Linha do Douro - (c) 2006
Ermida, Linha do Douro, 2006.

Escrito com Bic Laranja às 00:37
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