Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Clave de sol

IMG_4364.jpg

(c) 2012

Escrito com Bic Laranja às 08:08
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Domingo, 18 de Março de 2012

Afixação proïbida

Afixação proïbida, Ponte da Barca - (c) 2011

Escrito com Bic Laranja às 19:29
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N.º 4353

Postal em 31 de Dezembro.

Vilamoura. Aspecto da marina. (c) 2011

Escrito com Bic Laranja às 18:54
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N.º 4414

Joaninha avoa, avoa
Que o teu pai está em...

Joaninha - (c) 2012

Lisboa
(c) 2012

Escrito com Bic Laranja às 14:19
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N.º 4425

Estes dois têm vindo a fazer nas minhas sacadas o mesmo que fazem no lampião da rua. E não me refiro só ao namoro.

N.º 4425, Lisboa - (c) 2012
Lisboa, Primavera de 2012.

Escrito com Bic Laranja às 12:36
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Quinta-feira, 15 de Março de 2012

G.P. de Portugal, 1959

 Ainda não tive tempo de ver e ouvir com atenção mas ponho já o filmezinho a dar.
 A introdução apresenta Lisboa com o Rossio e o elevador do Lavra.  Há partes do circuito reconhecíveis à primeira: a entrada da auto-estrada em Caselas; a descida da Estrada de Queluz até ela (tomada do alto aos 3m 15 com ampla vista para os lados de Alfragide); a estrada do penedo... A recta da meta era no alto da Ajuda. 
 Em 1959 ganhou Stirling Moss num Cooper Climax. A enciclopédia livre tem um rico mapa interactivo do circuito.


Escrito com Bic Laranja às 15:28
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Ignomínia ®

 O chefe índio de Santa Comba lembrou-se agora de vender a vinhaça da tribo ao turista, às cavalitas da memória do dr. Salazar. Grosseria de tratante interesseiro e piegas. — Seja ele corajoso! Reerga ao dr. Salazar a estátua que lá havia na terra. É mais nobre e calhando logo verá mais turistas do que espera.

 

Ignomínia, Santa Combaa Dão, 1975

Momento de ignomínia, Santa Comba Dão, 1975.
(Imagem d’ «A Voz Portalegrense».)

Escrito com Bic Laranja às 12:15
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Cálix de aguardente

Fernando Pessoa, Abel Pereira da Fonseca (Poço do Bispo), s.d.( in «Restos de Colecção», 25/10/2011)
« Era comum Fernando Pessoa, enquanto se encontrava a trabalhar, levantar-se, pegar no chapéu, ajeitar os óculos e ir até ao “Abel”. Esta simples acção de Pessoa, que se tornou um hábito, intrigou um colega de trabalho do poeta, Luiz Pedro Moitinho de Almeida (segundo Fernando Pessoa - empregado de escritório, do João Rui de Sousa). Esse mesmo colega apercebeu-se, algum tempo depois, que as idas ao “Abel” eram, nada mais, nada menos, que uma ida ao depósito mais próximo da casa Abel Pereira da Fonseca para tomar um cálice de aguardente.»

In Companhia Agrícola do Sanguinhal,  apud Restos de Colecção (25/10/2011).

Escrito com Bic Laranja às 22:06
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Terça-feira, 13 de Março de 2012

Abel Pereira da Fonseca, Lda.

Antes dos aterros na doca do Poço do Bispo...
 

Abel Pereira da Fonseca, Lda., Lisboa (Horácio de Novais, s.d.)
Abel Pereira da Fonseca, L.da, Poço do Bispo, 193...
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, [s.d.], in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 20:24
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

Ponte Salazar

O paquete não sei dizer...
 

Ponte Salazar, Lisboa (Horácio de Novais, s.d.)

Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, [s.d.], in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 13:00
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Olha que atenciosos!

Uma atençãozinha...


 Diz que apesar de ter decretado a cobrança de portagens na antiga Ponte Salazar o governo teve de pagar as indemnizações compensatórias à Lusoponte. E diz mais: não podia o governo eximir-se de ter de pagar porque essa paga estava, preto no branco, no contrato de concessão de exploração da ponte.
 Ora então, não estava no contrato que a indemnização compensatória era devida justamente por estar impedida a Lusoponte de cobrar portagens nos agostos?!... E se estava assim no contrato, como parecerá óbvio, não ficaria assim por maioria de razão anulada toda a obrigação de pagar qualquer indemnização compensatória logo que a cobrança das portagens, depois de decretada, se desse?
 Ou o contrato omitia displicentemente a razão da indemnização embora fosse claro — claríssimo, segundo consta — sobre a obrigação (neste caso infundada) do Estado  em pagá-la?!...

 Tudo isto cheira a esturro. E agora os termos desta notícia: Lusoponte aceita devolver o dinheiro.  
 Ai aceita?! — Que atenciosa é pelo favorzinho de não mamar a dobrar.

Escrito com Bic Laranja às 12:25
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Domingo, 11 de Março de 2012

Acordo$ ortográfico$

 Um cabeçudo da Porto Editora (uma que publicou ao Casteleiro um vocabulário da língua portuguesa que este, com fundos públicos de vulto, nunca levou a cabo na Academia das Sciencias) desaguou ontem no «Público» a queixar-se de Portugal estar a meio duma «ponte» entre Angola e o Brasil.
 Não está.
 A «ponte» é metáfora de engenharia domingueira com cálculos da treta.
 Este ganancioso viu-se agora aí na margem com um corso de dicionários que não consegue vender ao Brasil e insinua-se, descarado, pela diplomacia portuguesa (e brasileira) para impingir o seu carnaval a Angola e Moçambique?!
 O gajo está de tanga. Ele que se jogue ao rio com os dicionários ao pescoço. A ponte é uma miragem.

Ganância, ganância, ganância...


Adenda: 
  O artigozinho do tratante tem nove parágrafos. Tirando dois introdutórios (mas que desperdício!), o vocabulário de merceeiro do idioma (assinalado em azul) espraia-se desenvolto nos restantes sete. Rica gramática...

Escrito com Bic Laranja às 11:58
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Sábado, 10 de Março de 2012

A mixórdia ortográfica da I.ª República

4A7D945A7CD80490_p22.jpg

A que a II.ª República pôs cobro e a III.ª República exibe novamente, impante de orgulho.
(«Ilustração Portugueza», II série, n.º 623, 28 de Janeiro de 1918.)
Escrito com Bic Laranja às 18:11
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Sanatório Vasconcelos Porto

Sanatório Vasconcelos Porto, São Brás de Alportel

 O confrade Manuel do H Gasolim Ultramarino primeiro sugeriu a hipótese — Sanatório Vasconcelos Porto em São Brás de Alportel —; ao depois deixou de ter dúvidas e eu também. Devo-lhe este deslinde.
 Não conheço o lugar do sanatório (Almargens, São Brás de Alportel), mas das imagens, descontando a galeria em ferro que é a varanda, olhe-se a fachada: uma ala corrida e um corpo lateral com frontão; contem-se as portas e as janelas... — É, não é?...
 Não convencido?
 Note o benévolo leitor a assimetria entre a 2.ª, 3.ª e 4.ª portas (1.º andar) a contar da esquerda; há só uma janela de intervalo entre elas; nas restantes, há duas. Comparando, as imagens batem certas.
 O sanatório de Carlos Vasconcelos Porto foi inaugurado em 1918 para tratamento dos tuberculosos dos caminhos de ferro do Estado. Diz que o projecto, porém, é de 1928 (!), do arquitecto Carlos Chambers Ramos, afamado autor do Pavilhão de Rádio do Instituto da Palhavã (cf. S.I.P.A., Sanatório de S. Brás de Alportel). A construção segundo este projecto foi em 1931, com alterações em 1954. Não sei bem o que existiu entre 18 e 28. Talvez o mesmo casarão sem Le Corbusier nem teorias da «arquitectura do racionalismo internacional»...
 Na fotografia sem legenda o casarão não tinha a varanda. No Guia de Portugal (vol. II, 1.ª ed., 1927, pp. 242), Raul Proença descreve-no-lo com instalações medíocres (tem apenas alojamento para 22 doentes), mas excepcionais as condições de abrigo em que se encontra, oscilando sempre a temperatura interna no sanatório entre 15º e 25º. Da varanda [sublinhado meu] belas vistas sobre Farrobo e Alportel. - Na enciclopédia livre tem o benévolo leitor um verbete razoável com a cronologia do sanatório.
 De Raul Proença tiro que em 1927 havia uma varanda. A imagem do motociclista não na mostra. Faria sentido aquele casarão sem varanda? — Calhando, não. Calhando, a fotografia é do casarão inacabado. Se ele vem de 1918 temos uma data; se só vem do projecto do arq.º Carlos Ramos, temos um intervalo (1928-31). Não sei que diga.
 Com isto, pois, temos a geografia certa e uma profusão de datas para uma fotografia sem legenda perdida na Torre do Tombo. Perguntava-me o confrade Manuel se se podia situar o ponto donde ela foi tirada. Sim, não há-de ser difícil. Mais trabalhoso será, porém, saber quem era o motociclista; – só talvez folheando «O Século» de 1918 a... 1931? Por isso a fotografia de há dias ainda vai sem legenda.


Sanatório Vasconcelos Porto, São Brás de Alportel


(Os postais aqui são do Profe 2000.)

Escrito com Bic Laranja às 13:24
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Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Poucas melhoras...

Ilustração, n.º 3, Fevereiro de 1926
(Ilustração, 1.º Ano, n.º 3, 1 de Fevereiro de 1926, p. 14.)

Escrito com Bic Laranja às 20:18
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Domingo, 4 de Março de 2012

Kodak

fotografia.JPG

«Painel publicitário», Rua Augusta, 1942.
Autor do painel: José Rocha. Fotógrafo: Mário Novais (1899-1967).
(In Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.)
Escrito com Bic Laranja às 19:43
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Sábado, 3 de Março de 2012

Fotografia sem legenda

Será uma chaminé algarvia naquelas casinhas mai' modestas? Será o Algarve? Onde?...

 

Fotografia sem legenda, [Algarve?] (A.N.T.T., «Oséculo». J. Benoliel, cx. F, L. 3, neg. 13)

(A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, cx. F, lote 03, neg. 13.)

Escrito com Bic Laranja às 21:40
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O papel das humanas e das humanas na economia monocromática da puericultura

fotografia.JPG

«Polyclinica Geral», Theatro Nacional de D. Maria II, c. 1900. (A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, ...)
Escrito com Bic Laranja às 18:14
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O papel dos humanos e das humanas na economia colorida actual

 A Edite (*) Estrela a presidir à audição pública sobre «o papel das mulheres na economia verde», promovida pela Comissão FEMM no PE.



Existe uma economia verde? Com promoção de igualdade de género e tudo?!...
Imagem do Livro das Fuças da Edite (*).


(*) Imperativo do verbo editar desde que se simplificou a grafia de Edith por imperativos de analfabetismo.

Escrito com Bic Laranja às 17:58
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(A ver no que isto dá...)

C.G.D. - Reclamação
Prezada Sr.ª Rita Almeida,


 Recebi V/ carta de 9/2 (ref.ª 01912002578) com desagrado e estupefacção. Reclamei do V/ uso da 'nova ortografia' e responde-me nela, que é descarada ofensa. Não lhe rebato o arrazoado jurídico-legislativo invocado por ser perda de tempo. Remeto-a sumariamente para o artigo dos prof. José de Faria Costa e Francisco Ferreira de Almeida que argúem q.b., fundados nos termos dos art.ºs 10.º e 24.º da Conv. de Viena, da nulidade do tratado do A. O. pelo óbvio malogro dos seus termos provocado, justamente, pelo II.º Protocolo Modificativo. Face a isto, o foguetório legislativo em que se estriba a C.G.D. para me ofender é de todo em todo nulo.
 Doravante a V/ correspondência será recusada.

Cumpts.
[Cliente bem identificado]

 


 

Escrito com Bic Laranja às 12:30
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