Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Pouco mais ou menos... Onde?

 Esta manhã seguia adiante de mim uma relíquia automóvel pouco mais o menos do tempo deste. Cuido que era um Citroën 7 cv, com emblema do Automóvel Club.
  Com a diferença de que seguíamos os dois para lá, íamos no lugar da imagem, pouco mais ou menos...

(Fotografia de Eduardo Portugal, 1938)
Fotografia de Eduardo Portugal, in A.F.C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 13:29
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O dejecto ortográfico: resenha de factos

República das  (http://www.helenabarbas.net)

 Hoje deu-me para isto – ir ao portal da Assembleia da República consultar a legislação a favor e as petições contra o Acordo Ortográfico. Queria saber quem andava a «mandar» no Acordo.
 Da anterior legislatura surge-me sempre o deputado Feliciano Barreiras Duarte, um homem do Bombarral, à cabeça das instruções para arquivar os processos (495/X/3 e 511/X/3). Aparece-nos na
net/A.R. e Facebook como «consultor jurídico» e «professor universitário». Na Lusófona, tem uma Licenciatura em Direito, pela Universidade Autónoma (1997). As outras inteligências de quem dependem as decisões, nesta legislatura (XII) serão, além de Nuno Crato, Francisco José Viegas e o próprio Primeiro Ministro. Sobre o Acordo, numa entrevista à Única (3 Set. 2011), pronuncia-se o Matemático Nuno Crato: «É um facto. Como disse, salvo erro, o Ministro dos negócios Estrangeiros, neste momento não é uma questão de opinião.». Um facto com «c», que poderia ter deixado algumas expectativas além do esforço visível de passar pelo intervalo da chuva, e sacudir a dita do capote. Os salpicos terão caído na gabardine «double-face» do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Este, enquanto director de O Independente (1988-1995), apoiou todas as campanhas nele feitas contra as tentativas de implantação do Acordo; surge agora (como Sócrates, José António Pinto Ribeiro e Gabriela Canavilhas) a considerar a língua portuguesa como uma «commodity» e factor de união com o Brasil.
 As próximas petições irão provavelmente parar às mãos de Francisco José Viegas, licenciado em Estudos Portugueses e que se apresenta como editor de profissão. O que disser será ratificado pelo seu superior hierárquico, Pedro Passos Coelho, ele próprio semi-licenciado em matemática, e com o grau completo em Economia pela Universidade Lusíada (2001).
 No texto do acordo propriamente dito, as regras são agora ditadas por um portal da Língua Portuguesa – em particular um grupo de investigação do I.L.T.E.C.Léxico e Modelização Computacional – financiado pela F.C.T., chefiado pela Professora Margarita Correia, portuguesa de origem Venezuelana, com doutoramento em Letras e Linguística. Será a alternativa encontrada ao que a lei do dito A.O.90 exige: «a publicação de um Vocabulário Ortográfico Unificado da Língua Portuguesa, elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras, com a colaboração das competentes instituições dos países-parceiros do Acordo, o qual constituirá um instrumento de consulta e de resolução de dúvidas, que a aplicação de qualquer Acordo sempre levanta.» (aqui o historial todo para quem tiver paciência). Também dos países-parceiros Angola e Moçambique ainda não o ratificaram.
 Espera-se pois que o Acordo acabe em facto consumado, à patada, sem os instrumentos considerados necessários até pelos «acordistas» – caminhando a asneira incólume às opiniões dos grandes especialistas da nossa língua (portugueses e brasileiros), de relatórios académicos sérios e bem fundamentados, de múltiplas petições com muitas mil assinaturas.
 Parafraseando o linguista António Emiliano e o cineasta e autor António de Macedo – a quem anda a aproveitar o crime?

Helena Barbas, Á espera do fa(c)to consumado, 27/I/12.

É a tropa deste gabarito que andamos entregues.

Escrito com Bic Laranja às 12:44
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Domingo, 13 de Maio de 2012

Dos modernaços do Restelo

 Há inúmera gente que papagueia muito porque, em si, sabe muito pouco. Um chavão recorrente (e o mais estúpido) dos acorditas é chamar velho do Restelo a quem defende a ortografia em vigor, a do acordo de 1945 que o Brasil rompeu. Houve alguém que perguntou a um daqueles: -- «Então os que estão contra esta algaraviada de acordo são velhos do Restelo? E você é o quê?»

 Um modernaço do Restelo. De 1911/12.

«Illustração Portugueza», n.º 310, 1912.
Illustração Portugueza, n.º 310, 29/I/1912.

Escrito com Bic Laranja às 12:09
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Sábado, 12 de Maio de 2012

Clipping



 Há tarefas tão secretas que nem há palavras para as dizer. Recortar notícias de jornal com uma tesoura, por exemplo; prender os recortes com um grampo ou numa mola. A palavra secreta para dizer grampo é «clips». A maneira cifrada de juntar ou enviar recortes de imprensa é «clipping». Assim ninguém sabe do que se trata.
 Frederico Algernon Trotteville, o famoso Gordo da colecção «Mistério», é quem bem sabia destas técnicas de inculcas

(Imagem d' uma certa bibliotheca digital Lourenço Diniz.)
Escrito com Bic Laranja às 11:31
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

E.N. 105-1

 Manda-me um generoso correspondente esta do ramal nacional 105-1 dizendo como sei que gosta dos marcos dos km 0, aqui lhe deixo um para seu prazer (espero eu, pelo menos foi essa a ideia); já andei à cata de mais, mas estes marrecos parece que se comprazem em arrancar os velhos e deliciosos marcos quilométricos e substituí-los por outros de lata que, a breve trecho, aparecem todos torcidos ou...desaparecem.
 
Quem há-de de comprazer-se com este agora, estou certo, é o confrade Manuel do H Gasolim Ultramarino que tem uma curiosíssima weberneta de cromos -- sabíeis? -- com inúmeros marcos do plano rodoviário de 1945.
 Alguma preferência pelos marcos zero advém da sua maior raridade, pois o crescimento urbano engoliu fatalmente muitos deles -- recorda-me de imediato o da E.N. 249, às Portas de Benfica, que levou sumiço na faustosa obra da C.R.I.L..
 No caso aqui, permanece o quilómetro certo no lugar exacto. Com marco errado, porém. Como na Nacional 385 no termo de Mourão, o marco 0 do ramal nacional 105-1 pertencia-lhe ser miriamétrico.

E.N. 105-1, km 0 (J.A.A.P., 2012)
E.N. 105-1, Ermesinde (prox.), [2012].
Fotografia gentilmente cedida pelo sr. J.A.A.P..

Escrito com Bic Laranja às 17:44
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Para arquivar em «pastéis de nata»

Aquele ministro, que em tempos menos estéreis seria do fomento e agora é da economia, faz inteiro jus ao ar de tonto que Deus lhe deu e à pasta do governo que lhe saiu na rifa. Tão virtuosa economia de inteligência naquela cachola havia só de dar no que dá. Na milagrosa salvação nacional fomentando o trabalho em dias feriados que hão, afinal, de calhar no fim-de-semana.

Bartoon (Luís Afonso, 10/5/12)
(«Público», 10/V/12.)
Escrito com Bic Laranja às 21:55
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Enculcas e escuytas

Dous mesteres mui antiguos que se acham per ahi assaz esventollados.

Chronica do Condestabre, p. 267
«Chronica do Condestabre» (Mendes dos Remedios, rev., pref. e anot.), Coimbra, França Amado, 1911.
Escrito com Bic Laranja às 23:48
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Palhavã (velódromo)

Duas fotografias (3 e 4) da rua à entrada do velódromo, diante do palácio da Palhavã, no enfiamento da actual Av. de Berna. Vê-se a bifurcação da Estrada de Benfica e da Estrada das Laranjeiras. Boas imagens com o aspecto do lugar («Illustração Portugueza», n.º 306, 1 /1/1912, p. 21).

ilustração Portuguesa, n.º 306, 1/1/1912, p 21
Escrito com Bic Laranja às 22:08
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Pastelaria Berna

Pastelaria Berna com uma manifestação diante. Foi numa longa noite fascista em que mais de dois era uma «manifestação»...

Pastelaria Berna, esquina com a Rua da Beneficência (H. Novais, s.d.)
Reclamo luminoso (Pastelaria Confeitaria Berna), Esquina da Rua da Beneficência, [s.d.].
Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 13:31
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Sábado, 5 de Maio de 2012

José Sobral e tudo...

 José Sobral de Almada Negreiros poeta do Orpheu, narciso do Egipto, actor, pintor bailarino, e tudo”. Estou cá a cismar se «e tudo» pode conter aquele photógrapho compondo o ramalhete empoleirado numa escada. Ele parece... Ou não?...

Almada por Stuart
Almada Negreiros por Stuart de Carvalhais. 
(Imagem do álbum de Paulo Vasco.)

Escrito com Bic Laranja às 21:10
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

La Folie

C'est moi, c'est La Folie
Qui vient de dérober la Lyre d'Apollon


Rameau, Platée (La Folie)
Mireille Delunsch, François Le Roux, Musiciens du Louvre, 2002.

 

... )
Escrito com Bic Laranja às 18:41
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Duas dos jornais

  1. Ao que me eu referia ontem e porque rasurei a consciência dos pategos que afluiram ao Pingo no 1.º de Maio. Basta ler o sublinhado.
  2. O artigo completo do do Sr. Tenente-Coronel Brandão Ferreira de que falei há dias.

Boa leitura.

Pequeno ardina, Lisboa (A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, lote 08, cx. 06, neg. 03)
A.N.T.T., O Século, Joshua Benoliel, lote 8, cx. 6, neg. 3.

Escrito com Bic Laranja às 08:11
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Hotel Royal Bellevue na Praia das Maçãs

fotografia.JPG

A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, lote 8, cx.1, neg. 10.
Escrito com Bic Laranja às 23:34
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Verbete atrasado

 Já cá pus isto certa vez. Testando hoje uns projectores vali-me deste filmezinho para regular a qualidade da projecção. Ao almoço ia com ela no ouvido e pu-la a dar no vídeo-transístor (vulgo iPad). A senhora comentou-me que era belíssimo. O que era? É a Passacaglia de Armida do Lully (LWV 71). É belíssimo, de feito.


Lully - Passacaglia.
In Lully l'Incommode
, Arte TV, 2009.

 

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(Lugar da Portela, 30/IV/2012 às vinte para as cinco da tahrde.)

Escrito com Bic Laranja às 12:45
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Mercado do 1.º de Maio

 Bem podem os porta-vozes da luta berrar que Maio está na rua ou que Maio é festa. A rua afunila para o Pingo e a festa é porque toda a gente tem o seu preço. O dos pategos que se aviam no Pingo é uma nota de 100 €. Com 50% de desconto. No Natal já se hão-de comprar [ou vender] por menos.

Bartoon (Luís Afonso, «Público», 2/V/2012)
Adaptado de Bartoon (Luís Afonso, «Público», 2/V/2012).

Escrito com Bic Laranja às 08:26
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