Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Dio

Caravela VI-R, o primeiro avião a jacto da T.A.P., matrícula CS-TCC, baptizado Dio (prima a fotografia para ampliar).


Desembarque de passageiros da TAP, Aeroporto da Portela, 1962-75.
Estúdio de Mário de Novais, in Bibliotheca de Arte da F.C.G..

Escrito com Bic Laranja às 15:48
Verbete | comentar | comentários (4)

Variedades ao serão

The Carpenters, Close to You
(1971)

Escrito com Bic Laranja às 00:30
Verbete | comentar | comentários (2)
Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

Putos alfacinhas


Putos alfacinhas, Largo do Chafariz de Dentro, [s.d.].
Estúdio de Mário de Novaes, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 22:00
Verbete | comentar
Sábado, 9 de Fevereiro de 2013

Hotel Restaurant Royal Belle-Vue

 O hotel Royal Belle-Vue da Praia das Maçãs, soube-o há tempo que teve honras de albergar o Afonso Costa em 1913. O hotel ardeu em 1921. -- A casa prosaicamente chamada «Avermar» que lá se acha hoje há-de ser a versão contemporânea da belle vue dos tempos chiques de Afonso Costa. -- O hotel não mais foi reconstruído.
 O Afonso Costa hospedara-se ali em veraneio quando os paisanos que o guardavam deram conta duns espias que cirandavam o hotel à espreita, à procura de o fisgar (ao Afonso Costa). Eram um Miguel Gaião e um Jaime Granja; queriam-no abater a tiro ou, quando não, à bomba. Parece que enterraram o engenho que fabricaram quando se viram notados e deram em fugir para Lisboa. Entretanto foram apanhados em Sintra. A notícia vem na Illustração Portugueza n.º 398, de 6 de Outubro de 1913, que mandou os repórteres.
 Ficam documentadas umas fotografias que achei há tempos na Torre do Tombo e que publiquei aqui, mais esta agora.

Hotel Restaurant Royal Belle Vue, Praia das Maçãs (A.N.T.T., Col. «O Século», Benoliel, lote 8, cx. 1 -1913)
Hotel Restaurant Royal Belle Vue, Praia das Maçãs, 1913.
(A.N.T.T., Col. «O Século», Benoliel, lote 8, cx. 1, neg. ?)

Escrito com Bic Laranja às 23:15
Verbete | comentar

De Janas

 Passei hoje em Janas e lembrou-me da do poço coberto. Lembrou-me do sr. Pedro Macieira e do trabalho a que se deu para achá-lo, da notícia que me entretanto dele deu, mais de ter achado também o sr. Armindo, que era quem estava a cavalo no burro e que tem para cima de 90 anos. Veja o benévolo leitor no Rio das Maçãs.


Sr. Armindo e o burro, Poço coberto de Janas, 1957.
Arquivo da Ordem dos Arquitectos, PT-OA-IARP-LSB-SNT00-001.


Outra do poço coberto

Poço coberto, Janas, 1957. Arquivo da Ordem dos Arquitectos, PT-OA-IARP-LSB-SNT00-029.
Poço coberto, Janas, 1957.
Arquivo da Ordem dos Arquitectos, PT-OA-IARP-LSB-SNT00-029.

Escrito com Bic Laranja às 19:58
Verbete | comentar | comentários (2)
Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013

Do legislador playmobil

 O projecto de alterações ao Código da Estrada na baila subjuga agora o automobilista aos ases do pedal. Deve ser veneração do moderno legislador playmobil ao bravo feitio para pára-choques do ciclista citadino. Cuido também que se devia pôr na lei que todo o semáforo encarnado se prostrasse ao venerando ciclista e não que ficasse firme naquela cor, indiferente à sua passagem. Já de desservir os deuses Ambiental e Sustentável com cerimoniosa queima de combustível refinado à venerada passagem de veículos de tracção animal, não sei que diga. Isto de rezar a tantos deuses é tramado.


(Boneco da rede.)

Escrito com Bic Laranja às 12:50
Verbete | comentar | comentários (12)
Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013

Diário do razão

 Hoje falam as notícias em mais 1 000 000 000,00 € (mil milhões de euros; para cima de 200 milhões de contos em dinheiro português) metidos no B.P.N.. Nem sei que diga. Chego a julgar que o caso serve de capa a toda e qualquer vigarice com dinheiros que se descubra e se não queira que saiba. -- O que significará que não foi só no B.P.N. que andou ladroagem... -- Sucede, porém, que desde a descoberta das partidas dobradas na contabilidade se sabe que para todo o «deve» há-de haver um «haver» de valor igual. Faltava conhecermos em que conta foi lançado. Ora até à data só sabemos dum gajo a quem ofereceram uma pulseira...

c
Furtado com pernas (anúncio do B.P.N.), ante 2009.
(Imagem do Universo Paralelo).

Escrito com Bic Laranja às 12:23
Verbete | comentar | comentários (6)
Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013

Filme vespertino

Triumph TR3A 1960

Escrito com Bic Laranja às 15:35
Verbete | comentar | comentários (6)

Imperativo categórico

 Os mandaretes lá hão-de ter recebido ordens. Hoje tornaram com o T.G.V. às calhas:

O governo português obteve a garantia em Bruxelas de financiamento comunitário... (Público, 6/II/13)

 Comunidades há muitas: as que financiam; as que se penhoram; as que vêem passar os comboios...

Composição da linha do Vale do Vouga, Foz do rio Mau (Carvoeiro) em 23/02/1969 (in Postais Ilustrados - prof2000.pt)
Composição da Linha do Vale do Vouga, Foz do rio Mau (Carvoeiro), 1969.
In Postais Ilustrados.

Escrito com Bic Laranja às 09:15
Verbete | comentar | comentários (4)
Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

Do «...trabalho optimizado [i.é, 'de excelência'].»

 Vê-se hoje em dia muita coisa «de excelência». Coisas excelentes é outra conversa, mas «de excelência»…
 Bom! O Guglo dá hoje treze milhões e duzentos mil resultados «de excelência». Empresas e centros «de excelência» (incluí pólos, campi e regiões inteiras também) é o mais que se queira e, como não se quer mais nada, o caso é que as «perfeitas» condições «de excelência» ao dispor são corolário dos frutíferos modelos «de excelência» que se propagam como coelhos. O resultado são ninhadas produtos e serviços «de excelência».  É toda uma cultura; é toda uma civilização.
 Com isto a excelência deu em low cost e, como tudo o que é demais, enjoou. --  A quantos não satisfariam mais naturalmente quaisquer bons produtos ou serviços (olhai, o Serviço Nacional de Saúde «de excelência», p. ex.) do que toda essa banha da cobra rotulada, homologada e certificada «de excelência»? Ou que dizer daqueles «S. Exc.ª isto» ou «Vossa Exc.ª , sr. deputado, aquilo» que ressoam amiúde dos lados de S. Bento, a julgar do (pouco) subtil agravo ao interlocutor posto em tão deferente tratamento?...
 Veio-me isto a propósito dum «optimizado», que é outro chavão corriqueiro para definir inúmeros trabalhinhos que levamos a cabo a cada dia com os conhecidos resultados «de excelência». O que me quer que surja «de excelência» causa-me má impressão, dá-me brotoeja, e não consigo metê-lo em texto que redija. De modo que me lá resigno ao «optimizado». Sucedeu-me ter tido hoje de redigir algo que havia fatalmente de cair nas garras dum revisor acordita. Era certo e sabido que o «optimizado» acabaria mal...  Pois acabou, «de excelência».
 (Vale-me de que a redacção também era do género para quem é bacalhau basta.)

(Imagem in «Acçoriano» Oriental, numa qualquer notícia do arquipélago querer ser destino «de excelência».)

Escrito com Bic Laranja às 19:50
Verbete | comentar | comentários (4)
Domingo, 3 de Fevereiro de 2013

Candido de Figueiredo

 Este verbete vai na orthographia etymologica do português.
 Tropéço eu mais n'esta escripta de atrasados mentaes d'agora do que na do tempo de Eça ou de Camillo. Aliás, n'essa maneira de escrever antiga -- que ninguem se nunca preoccupou por môr de qualquer ideologia em systematizar (e bem) -- vou por ella bem ligeiro, só do gôzo que me dá em lê-la.
 Sôbre esta velha orthographia, as grammaticas antigas sómente remettiam para os exemplos dos melhores auctores; e sôbre regras de accentuação simplesmente mandavam que se marcassem com elles as palavras cuja escripta se confundisse com homographos -- «tres», p. ex., não carecia de accento. -- Quereis regra de accentuação mais simples?
 Quem deu em forçar o idioma por motivos estrictamente ideologicos foram os republicanos em 1911. A orthographia do português, a face visivel mais perenne do idioma patrio, anda em convulsão dês d'ahi. Ao proposito ideologico de moldar uma escripta que delisse os ultimos annos da Monarchia sommaram os  irreflectidos ideologos um paternalismo inconsciente e uma crença desarrazoada n'aquelles côcos em que, se ensinassem a escrever filosofia em vez de philosophia, erradicariam o analphabetismo; como se a filosofia se tornasse mais facil do que a philosophia sem haver Instrucção Pública illustrada e capaz. A crença cega em que a mudança dos rotulos muda a realidade das cousas tem progredido muito d' então para cá -- vede a revolução nos transportes que foi a rede 7 da Companhia Carris ou a pujante dynamica internacional do português com êsse accôrdo cacographico do govêrno...
 Innumeros entendidos e milagreiros d' alto coturno foram convidados em 1910 pelos republicanos para integrar a commissão da reforma orthographica que havia de erradicar o secular analphabetismo dos portugueses. Entre elles, o Dr. José Leite de Vasconcellos, o qual percebendo ao que aquillo levaria, intelligentemente se escusou; não quiz tomar parte na dicta commissão. O sr. Candido de Figueiredo, afamando diccionarista, sendo que entendia bem a realidade das cousas, como veremos, não se escusou, porém. Succede que vindo a ser a dicta reforma officialmente decretada pelo govêrno da Republica em 1911, o sr. Candido de Figueiredo fez tanto caso d'ella e do trabalho que n'ella fizeram que em 1913 se sahiu com isto logo de entrada á nova edição do seu diccionario:

NOVO DICCIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA

 Redigido em harmonia com os modernos princípios da sciência da linguagem, e em que se contém quási o dôbro dos vocábulos até agora registados em todos os diccionários portugueses, além de satisfazer a todas as graphias legítimas, especialmente a que tem sido mais usual e aquella que foi prescrita officialmente em 1911.

Todas as graphias legítimas, especialmente a mais usual é symptomatico de quem percebe onde pára a realidade d'um idioma vivo e o valor da ideologia official. Por isso adeantava n'estes termos:

Officialmente, considera-se modêlo a orthographia do Diário do Govêrno. É verdade que o próprio Govêrno, isto é, os ministros, só a praticam nas columnas da mesma fôlha; cá fóra, praticam o que lhes ensinou o professor de primeiras letras, cuja orthographia já brigava com a do professor da vizinha escola.

 E conclue com elementar razão:

 Ora o diccionarista não tem o direito de escrever somente como entende. A sua missão não é preconizar systemas, nem fazer reformas, nem manter intolerantes exclusivismos. Àparte os termos que êlle só conhece de outiva ou que colheu da linguagem oral, e que tem de reproduzir phoneticamente, se a etymologia, a derivação, ou a analogia lhe não aconselham outro processo, todos os vocábulos que êlle viu escritos, sob a responsabilidade de um escritor antigo ou moderno ou sob a chancella da prática corrente numa época, tem de os reproduzir taes, quaes os viu; e, se a fórma varía de escritor para escritor ou de época para época, essas variantes devem fazer parte do seu trabalho, sob pena de sensíveis imperfeições ou de lastimosas deficiências.
  Por isso é que o leitor encontrará nesta obra numerosas variantes autorizadas; e nem de outra fórma o Diccionário reproduziria, como deve, o estado actual da escrita portuguesa. Veja-se
idéa e ideia, pae e pai, philósopho e filósofo, ouro e oiro, distincto e distinto, escripto e escrito, lyra e lira.

 Pois não era isto que a Academia das Sciencias de Lisboa podia ter lavrado depois de 1955?!... Um diccionario que registasse variações auctorizadas reproduzindo o estado da escripta dos melhores auctores (antigos e modernos) de língua portuguesa?! Um trabalho com intelligente e elementar senso da realidade (os idiomas regem-se simplesmente pelo uso e pela Grammatica, não por despachos e decretos) e, em corollario, obra de discreta magnanimidade. Não é simplesmente isto que os ingleses fazem em lugar de se pôrem a ridículo em desaccôrdos parvos e humilhantes?

Plough (US = plow) (Oxford Advanced Learners, 3rd. impr., 1987)
Plough (US = plow). Oxford Advanced Learner's English Dictionary of Current English, 3rd. impr., Oxford University Press, 1987.


(Excerptos in Candido de Figueiredo, Novo Diccionário da Língua Portuguesa, [2.ª ed.], Empreza Litteraria e Typographica, Porto, 1913, na transcripção electronica do projecto Guttenberg, 2010.)

Escrito com Bic Laranja às 15:49
Verbete | comentar | comentários (5)
Sábado, 2 de Fevereiro de 2013

Dignitários da nossa cultura

Canavilhas A sr.ª deputada Canavilhas, açoriana de Angola, vem citada no título da notícia da audiência dada pela comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura aos representates da I.L.C. contra o «acordo ortográfico». -- «O futuro faz-se hoje» -- disse. Havia dias que, na constituição deste grupo de trabalho para apreciar o caos provocado pelo «acordo», trauteara ela uma cassete doutrinária -- «o conteúdo científico [?!] e académico [do desconchavo ortográfico] foi sancionado polìticamente». -- Cantigas de quem não está sequer para se maçar a pensar! -- Não sei o contexto agora da nova tirada mas, «o futuro faz-se hoje» é o vazio a falar. É como falar do tempo. O povo, que não é soberbo e sabe exprimir-se muito mais chãmente, diz melhor: -- «o futuro a Deus pertence». O presente é que não passa deste vazio de asneiras pseudo-profundas.
 O garfólogo que sobraçou a pasta da cultura nacional a seguir à dr.ª em música fica mais aquém no subproduto intelectual. Reage, porém, muito prosaicamente quando lhe vão à manjedoura:Viegas

« Pretendem os burocratas de Bruxelas que o bacalhau comercializado nos países da União Europeia fique sujeito a tratamento com polifosfatos que podem alterar o sabor, a textura e a qualidade [...] Uma coisa é sermos europeus, outra é estarmos dispostos a que nos mexam no prato e nos alterem a ementa. Não estou a brincar; é um caso sério de identidade nacional.»
(Francisco Viegas, «Bacalhau de Bruxelas», in Origem das Espécies, 30/I/13).

 Ficamos cientes de que um caso sério de identidade nacional é o que lhe percorra o tubo digestivo fazendo-o arrotar assim. Na obtusidade córnea da criatura o idioma confundir-se-á muito provàvelmente com feijoada à brasileira.

(Imagens da rede da Internete.)

Escrito com Bic Laranja às 18:28
Verbete | comentar

Memórias

« O D. Luiz pôde ir até ao fim do seu reinado, porque elle proprio o disse — «um principe é um dissimulador». Mas D. Carlos é que não foi nunca um dissimulador. D. Carlos desprezava os politicos. Dizia: — Tu ouvel-os falar? Se lesses as cartas que me escrevem enchias-te de nojo. — Essas cartas existem... Na verdade toda a gente dizia mal da politica e desprezava os politicos: só elle os não podia desprezar. É authentico tambem que no seu desdem chegou a envolver o paiz. Toda a gente, desde o literato ao homem rude, dizia mal do paiz. Tempo houve em que foi moda dizel-o. Só elle não devia dizer mal do paiz.
  [...]
 Porque foi, por exemplo, morto D. Carlos? É fora de duvida que até os monarchicos receberam com alegria a sua morte. «Não vi lagrimas» — diz Julio de Vilhena. Eu avanço mais: só vi aplausos. E no entanto já hoje se pode afirmar sem erro que D. Carlos não foi morto pelos seus defeitos, mas pelas suas qualidades. Respirou-se! respirou-se! — o que não impede que, a cada anno que passa, esta figura cresça, a ponto de me parecer um dos maiores reis da sua dinastia. Já redobra de proporções e não se tira do horizonte da nossa consciencia. O rei tinha na verdade defeitos, mas—diga-se! diga-se!—não foram os seus defeitos que o mataram, foram as suas qualidades. Só o assassinaram quando elle tomou a serio o seu papel de reinar, e quando, com João Franco, quiz realisar dentro da monarchia o sonho de Portugal Maior. Foi esse o momento em que, talvez pela primeira vez na historia, os monarchicos aplaudiram um crime que os deixava sem chefe, e se abriram de par em par as portas das prisões, congraçando-se todos os politicos sobre os corpos ainda mornos dos dois desventurados.»
Raul Brandão
, Memórias, 1.º vol, Renascença Portuguesa, Porto, [1919], p. 289, passim.



El-Rei Dom Carlos com o presidente do Conselho, conselheiro João Franco, no local do futuro liceu Passos Manuel, Lisboa, 1907.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 12:00
Verbete | comentar
Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

Embaixador acordita



« Não vale a pena pensar que temos possibilidade de crescer nas instituições europeias. Enquanto língua de trabalho, o Português vai lentamente desaparecer", disse ontem na Academia das Ciências de Lisboa o embaixador Francisco Seixas da Costa. »

Conhecido acordita (e cheira-me que confrade aventaleiro) este embaixador sai-se com isto para dizer quê?

« Seixas da Costa sugere que os agentes políticos que trabalhem em cenários diplomáticos sejam instruídos a "usar o Português sempre que possível", acções políticas de alto nível na O.N.U. ou acções conjugadas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e da C.P.L.P..»

Ah! Agentes instruídos a usar o português sempre que possível...


Na O.N.U. ...

 


(Excertos do Público, 1/2/13.)

Escrito com Bic Laranja às 19:46
Verbete | comentar | comentários (10)

[Sem título]

— «Ao primeiro tiro — continua o Navarro — a cabeça do rei descahiu para a frente, ao segundo tombou para o lado». O Buiça, que tirára a carabina debaixo do gabão, apontava e descarregava. O principe real ergueu-se — cahiu varado. A rainha, louca de dôr, sacudia o Alfredo Costa com um ramo de flores. — Então não acodem?! Não ha quem me acuda?! — Ninguem.

Raul Brandão, Memórias, 1.º vol, Renascença Portuguesa, Porto, [1919], p. 173.

El-Rei Dom Carlos, a rainha D. Amélia e o infante D. Manuel, L. D. João da Câmara (A. C. Lima, ante 1908)

El-Rei D. Carlos, a Rainha D. Amélia e o Infante D. Manuel
, Largo de Camões [Pr. D. João da Câmara], ante 1908.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 00:01
Verbete | comentar | comentários (4)

Junho 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Visitante


Contador

Selo de garantia

pesquisar

Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Tradicionalista (O)
Ultramar

arquivo

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

____