Sexta-feira, 8 de Março de 2013

Calendário comum

Rua do dia da Mulher, Ramada (H Gasolim, s.d.)


 Dizem as modas que hoje é o dia internacional da mulher. As tolinhas lá se empolgam com o diazinho que lhes concedem, mas dá pena vê-las muito afanosas a lembrar a todos a piedosa esmola de um dia no calendário. Digno de maior dó, ainda, é a mentalidade da nova ordem mundial que lhe subjaz: uns são tão broncos a segui-la que mal distinguem o objecto da misericordiosa glorificação, do dia do calendário comum escolhido para o efeito; outros, ainda mais empenhados do que o estúpidos que dão em ser, propõem-se emendar o mundo pelo léxico «optimizando» os direitos do Homem em direitos humanos (cfr. o título do diploma na transcrição electrónica com o do Diário original impresso). Estas inteligências dominantes, em progredindo um tanto, não tardarão em abolir os géneros masculino e feminino da Gramática encastoando-lhe à bruta o monolítico género único. Por agora ainda se vêem à nora para perceber nomes comuns de dois. Hão-de (a)fundar uma civilização.


Placa toponímica nas Ruas com Dias, in H Gasolim Ultramarino.

Escrito com Bic Laranja às 17:59
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Palacete a vagar

Palacete prémio Valmor 1914, Av. Fontes Pereira de Mello,  28 (P. Guedes, post 1914)Moradia de José Maria Marques (Arq.: Norte Júnior; prémio Valmor em 1914), Av. Fontes Pereira de Mello,  28, post 1911.
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


 O palacete da sede do Metro na esquina da Fontes com a Andrade Corvo está para vagar. A administração do Metropolitano de Lisboa, de perdulária em faustos de arte duvidosa nas catacumbas das estações, deu em remediada por desmame forçado. Lá anda de armas e bagagens aprestadas a ter de dividir renda nalguma assoalhada que a administração da Carris lhe ceda. Isto, de ver eu dias a fio um camião que a Carris ali manda, acostado ao quintal do palacete a carregar tarecos.
 Mais um palacete da Belle Époque caminho da ruína, como aqueles dois que restam no Saldanha... Deus queira que me engane!

Escadaria Monumental da sede do Metro (In Do Porto e Não Só, 7/IX/2011)Escadaria Monumental da sede do Metro (In Do Porto e Não Só, 7/IX/2011)

Escadaria monumental, in R.F., «Lisboa: do Passeio Público às Avenidas Novas, 3», Do Porto e Não Só, 7/IX/2011, que recomendo ao leitor interessado.

Escrito com Bic Laranja às 12:45
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Quarta-feira, 6 de Março de 2013

«Ai Mouraria» em 78 r.p.m.

O fado Mouraria cantado por Amália é qualquer coisa! Como pràticamente todos os seus fados. Não tanto pelas letras/poemas, embora também, mas muito principalmente por aquela voz extraordinária e inimitável, carregada de sentimento e nas mais das vezes de profunda dor. Uma vez ouvida é impossível ser esquecida.
Maria

 É agradável receber um comentário assim a propósito dum verbete que já tem uns anitos. O mérito é de Amália, porém. E dos compositores, é justo que diga.
 Não sou nada entendido em fado, em Amália, ou algo que se pareça. Mas talvez não erre em que o fado lá naquele verbete quase esquecido é a versão mais badalada de Ai Mouraria. Salvo erro, uma gravação num L.P. de 1965 (Fado Português). Nota-se-lhe ali, a Amália, a voz com aquele timbre seguro e maduro com que a reconheço de sempre. Quando crescemos e tomamos um contacto mais ou menos alheado com o que nos há-de moldar no que somos é como se o que apreendemos tivesse sido sempre assim, e assim houvesse de continuar a ser. Com a voz de Amália dá-se isso. Aquela voz, naquele timbre firme e maduro daquela gravação de Ai Mouraria é a voz de sempre.
 Sucede que nada é para sempre e que há sempre um antes e um depois. Do depois não quero falar. O tempo, que tudo corrói, desencantou a voz a Amália. Compensou-a como faz aos heróis, fez de si um mito. Mas é o antes que me traz o encanto do mito. Foi Deus, numa gravação lá do tempo das 78 r.p.m. (cá está: o tempo dos heróis; a idade de oiro), que eu ouvi nos anos 90 numa colectânea dos anos 80, que me fez perceber o encanto e a razão do mito: a voz brilhante de Amália em nova.
 Há meses resgatei do iTunes (prodígios da técnica que ajudam hoje a estribar verdadeiros e falsos mitos), pelo equivalente a 800$00, uma colecção de mais de meia centena de cantigas de Amália. Uma boa quarentena é da idade de oiro das 78 r.p.m.. Não quero fazer publicidade, em todo o caso ponho no pick-up esta gravação de Ai Mouraria, acompanhada à guitarra e ao piano, como acontecia ao fado antigo.

Escrito com Bic Laranja às 00:10
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Terça-feira, 5 de Março de 2013

(H)omo de lavar a realidade

Ratices jornaleiras
(Doutrinação do «Público» espalhada por aí.)

Escrito com Bic Laranja às 21:31
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Segunda-feira, 4 de Março de 2013

A praga infecta

Reflexaozeca.jpg

 O agrupamento vertical de escolas (agora as escolas e os liceus parece que se apinham em cachos, e com o resultado que sabemos...)
 Dizia eu, o agrupamento vertical de escolas de Eng.º Duarte Pacheco, de Loulé, dá uma no cravo outra na ferradura sobre o designado Acordo Ortográfico. Eis o que este malfazejo desconchavo nos veio trazer -- um pomo de discórdia entre uns e outros: pais / filhos; professores / alunos; chefes / subordinados; portugueses / africanos, eu sei lá... -- num tema pacífico e não contestado havia mais de sessenta anos. Um rico trabalho que espelha bem as carolas que nos regem e o estrago que fazem no que lancem a gadanha.
 Nesta cisão absurda e escusada dá graça agora ver uns regentes escolares da instrução primária do cacho de escolas da Tia Anica,  oficialissimamente e em papel timbrado com o emblemazinho do governo (do governo, notai, não de Portugal), «contribuírem» para a Assembleia com a sua reflexãozeca a favor do caco gráfico. Mais graça dá ver a sua razão: é porque já está; e como o andaram a aprender para o obedientemente ensinarem, não faz agora sentido abandonar o disparate (v. supra).
 Percebo: seria desperdiçar-lhes o empenho extenuante do coiro em tão árduo aprendizado...
 Em contraponto, o departamento de ciências lá das escolas de Loulé, sem cabeçalhos de timbre oficial nem papel selado, alinhou com facilidade um módico de razões óbvias a qualquer um que pense e saiba entender a realidade das coisas. E, em quanto a mim, o seu melhor argumento contra o lodo malaquenho espirrado no idioma é até um que o acaso lhes fez escapar, a provar que o caco gráfico é uma praga infecta.

Errôneas.jpg

Escrito com Bic Laranja às 19:07
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Domingo, 3 de Março de 2013

Rua da Palma (origem do nome)

 Os cavaleiros cruzados que deram a vida na reconquista de Lisboa em 1147, venerados como mártires, foram sepultos em cemitérios improvisados durante o cerco. Um deles, Henrique de Bona, fidalgo alemão, tido como homem excelente...

« Queriam-lhe todos em vida; depois de morto veneravam-no; e a sepultura de Henrique ficou prazo-dado a tristes, e romaria de saüdades. Ora andavam no arraial dois patrícios do defunto, dois mancebos surdos-mudos, vindos na armada [dos cruzados que ajudaram a conquistar Lisboa], e que, pela firme crença de que já o cavaleiro Henrique estivesse na presença de Deus, foram fazer oração fervorosa junto ao moimento, pedindo-lhe intercessão a-fim-de obterem cura da enfermidade da mudez. Estando a orar adormeceram.
  Apareceu-lhes então por sonhos o cavaleiro Henrique, pálido, sereno, mas não já vestido em suas armas, senão em trajo de romeiro, com uma palma na mão. E disse para eles:
  — Erguei-vos, e falai.
  E desapareceu.
  E eles acordaram, ouvindo e falando.
  Correu de bôca em bôca a notícia por tôdas as falanges, com pasmo de el-Rei, dos bispos e da soldadesca.»

Este o primeiro prodígio. Mas há mais:

« Tinha o cavaleiro tido um escudeiro muito amigo, que o acompanhava sempre, e que, já depois de ganha a cidade, falecera das feridas.
   Foi sepultado logo, mas deu o acaso que o puzessem longe do seu senhor.
   De noite, viu o guarda e servidor do templo em sonhos o cavaleiro a dizer-lhe, muito triste:
   — ¡Ai! que enterraram tão longe de mim o meu escudeiro! ergue-te, e muda-o para perto da minha campa; faze-me isto para descanço do meu sono!
  Não deu grande conta da visão o sonhador, e não obedeceu.
  Tornou a aparecer-lhe a fantasma tristíssima à outra noite:
  — Assombrou-se o guarda; ainda assim refugiu a obedecer.
  À terceira noite veiu outra vez; era o mesmo cavaleiro, mas sanhudo e iroso, cheio de espanto e severo; desgrenhado e sangrento, aproximou-se do servidor, e sacudiu-o.
  Ergueu-se êste arripiado, e sem mais demora lá se foi a deshoras, com uma lanterna e uma enxada, à cova do escudeiro; desenterrou-o e foi aninhá-lo, às escuras, como poude, cerca de seu senhor, que tanto bem lhe quizera em vida, e continuava a querer-lho depois de morto.
  Com tais prodígios crescia a fama do milagroso defunto; e muito mais se aumentou, quando da cabeceira da sua loisa entrou a sair, muito viçosa e verde, a sair [sic], uma palmeira, e a bracejar, e a crescer, e a encorpar. ¡Palmeira estupenda aquela! arvore de benção, que sarava moléstias, pela muita virtude que lhe atribuiam todos, e pela muita fé em que tinham já o mártir que ali dormia.
  E cantava Camões:

Olha Henrique famoso cavaleiro!
a palma que lhe nasce junta á cova!
Por elle mostra Deus milagre visto;
germanos são os martyres de Christo.
[Lusíadas, VIII, 18]


  [...] Da célebre palmeira, ou palma, como se dizia, nascida na sepultura do cavaleiro santo, conservava-se ainda no tempo de D. Nicolau de Santa Maria, isto é, pelo meio do séc. XVII, no sacrário das relíquias do mosteiro de S. Vicente, num relicário de prata, parte de um ramo e cacho, que a tradição dizia arrancados pelas mãos do próprio rei, e doados ao mosteiro.
  Narra mais o cronista dos cónegos regrantes, que em terrenos do mosteiro se abriu (não diz em que tempo) uma rua, tôda foreira a êle; que nessa rua se domiciliavam de preferência os alemães estabelecidos em Lisboa, todos muito devotos do seu glorioso patrício Henrique, e romeiros habituais da sua palma; e que por devoção veiu a chamar-se-lhe rua da Palma (Chron. dos con. regr., liv. VII, cap. IV, n.º 7).»

 Mestre Júlio de Castilho não desvendou em que tempo se rasgou a Rua da Palma, mas isso já no-lo descobriu o eng.º Augusto Vieira da Silva no seu desbravar da cerca fernandina de Lisboa. Foi em 1554 que o mosteiro de S. Vicente propôs aos foreiros da sua horta de a par da rua dos Canos abrirem uma rua pelo meio da horta com 15p. (3m,3) de largura, desde [as traseiras do] Mosteiro de S. Domingos até à rua que passava entre o muro da cidade e as casas que eles aí tinham (A. Vieira da Silva, A Cerca Fernandina de Lisboa, v. I, 2ª ed., C.M.L., 1987). Sabemos os nomes dos foreiros que o fizeram: foi uma certa Francisca Coelha, casada com um cavaleiro da casa de el-rei chamado João de... Palma. Como veio o apelido deste a coincidir com a rua que ele abriu é que ninguém me explica.

Chão da antiga horta do mosteiro de S Vicente entre a Rua dos Canos e a Rua da Palma, Mouraria (F.C. Marques, c. 1952)Chão da antiga horta do mosteiro de S. Vicente entre a Rua dos Canos (dir.) e a Rua da Palma (esq.), Mouraria, c. 1952.
Firmino da Costa Marques, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..



Excertos: Júlio de Castilho, Lisboa Antiga; Bairros Orientais, 2.ª ed., vol. VII, C.M.L., 1936, p. 14-17.

Escrito com Bic Laranja às 23:45
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Sábado, 2 de Março de 2013

Rua da Palma

 Ai Mouraria, da velha Rua da Palma... cantava Amália no velho fado.
 Não era via desafogada. Gomes de Brito recorda o nome primevo: Palma, Rua Nova da (Ruas de Lisboa, vol. II); por decreto de 9 de Maio de 1776 mandava-se comprar umas terras com vista a alargá-la no lado ocidental. Pelo Itinerário lisbonense, de 1818 -- continuo com Gomes de Brito --, era  a primeira à esquerda na Travessa de S. Domingos (hoje Rua de Barros Queiroz) vindo do Rocio e termina na Rua de S. Vicente à Mouraria. Rua de S. Vicente à Mouraria, também dita de S. Vicente à Guia e, mais tarde crismada Rua de Martim Moniz. Foi este topónimo que vingou e alastrou ao enorme oco (em mais do que um sentido) que lá temos agora quando o camartelo entrou a escavacar a Mouraria, há 70-75 anos. Da razão do nome de S. Vicente, tomado dumas hortas do dito mosteiro, dei em tempo notícia cá pelas palavras do eng.º Vieira da Silva.
 O nome da rua vem da lenda duma palma que cresceu milagrosamente no lugar da sepultura do cavaleiro Henrique, de Bona, aquando da conquista de Lisboa aos mouros. A Rua Nova da Palma esteve contida aos limites da cerca fernandina até umas expropriações levadas a cabo em 1859 permitirem trazê-la até ao Largo do Intendente. É esse o troço aqui à vista (a primitiva rua), apinhado de táxis e com uma nesga de horizonte para o monte de S. Gens.

Rua da Palma, Mouraria (E. Portugal, 1950)
Rua da Palma, Lisboa, 1950.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

(Revisto em 3 de Março ao meio-dia e meia hora.)

Escrito com Bic Laranja às 21:45
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