Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Imaviz

 Imaviz deve ser acrónimo dalguma Imobiliária Aviz que dispôs do quarteirão do hotel Aviz e perpetuou assim em betão o seu -- o que aprecio esta palvreado moderníssimo -- empreendedorismo. O marco de 20 andares ali levantado com esse intuito é -- cá vai mais outra palavra da moda -- incontornável, havemos de concordar!...

Imaviz, Lisboa (A.I. Bastos, 1969)
Imaviz visto do cimo da R. Sousa Martins, Lisboa, 1969.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotgráfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 12:45
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Sucedâneo do Aviz

 Em 1967 devia o município de Lisboa andar empolgadinho com o que se fazia nos chãos do hotel Aviz. Ou talvez não... Em qualquer dos casos mandou ir por lá o fotógrafo para nos dar testemunho do trabalho em curso.

Imaviz em construção, Lisboa (a. mADUREIRA, 1967)
Edificação do Imaviz no jardim do hotel Aviz, Lisboa, 1967.
Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 07:40
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Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

Prédio demolido...

Anteontem já só tinha r/c, 1.º e 2.º.

Av. Almirante Reis, 233, Lisboa -- (c) 2013 (N.º 5 502)
Av. Almirante Reis, 233 (Pr. João do Rio), Lisboa - (c) 2013.

Escrito com Bic Laranja às 20:04
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Sábado, 8 de Junho de 2013

«Vim saber cá se certo é que pariu Vossa Nobreza?»

 Resolvi aqui dirigir-me à senhora D. M.ª Luísa tratando-a por vós. Ando agora aqui em casa como que declamando. Falar assim não é natural, soa a encenação. E bem má, tendo em conta cá o farsante. Não sou dado ao teatro. Sou-o, porém à História e por isso...Roque Gameiro, Gil Vicente na Côrte de D. Manuel

« Em a noite de 8 de Junho de 1502, nesta cidade de Lisbôa, e na própria câmara da rainha, nasceu o teatro nacional. Nessa noite, mestre Gil,

um que não tem nem ceitil
e faz os aitos a el-rei,

representou, em castelhano, o seu Monólogo do Vaqueiro, ou da Visitação, que ides ouvir, vertido á letra, em português.
[...]
« A obra de devoção seguinte — diz a rubrica de Gil Vicente — procedeu de uma visitação que o autor fez ao parto da muito esclarecida rainha D. Maria, e nascimento do mui alto e excelente princepe D. João, o terceiro em Portugal de este nome.
« E foi — continua a rubrica — a primeira coisa que o autor fez e que em Portugal se representou, estando o mui poderoso rei D. Manuel, a rainha D. Beatriz, sua mãe, e a senhora duquesa de Bragança sua filha, na segunda noite do nascimento do dito senhor.
« E estando esta companhia assim junta — conclue a rubrica — entrou um Vaqueiro…
« Senhoras e senhores: o teatro português vai nascer — e Gil Vicente vai entrar em scena!

Escrito com Bic Laranja às 20:59
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Sexta-feira, 7 de Junho de 2013

Outra...


Hotel Aviz tomado das terras do antigo matadouro, enquadrado pelas ruas Thomaz Ribeiro, Latino Coelho e Fontes, Lisboa, c. 1960.
Estúdio de Horácio de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F. C. G..

Escrito com Bic Laranja às 07:30
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Hotel Aviz

 Panorâmica abarcando a Av. de Fontes Pereira de Mello, a Rua Thomaz Ribeiro e a Rua Viriato. Ao centro o hotel Aviz, antigo palacete de Silva Graça. Chapa batida do n.º 4 ou 6 2 da Av. Cinco de Outubro.
 Do tempo em que o prédio de rendimento do gaveto da Rua Virato com a Latino Coelho tinha piso de mansarda que era habitado. Do tempo da praça de táxis diante da maternidade Dr. Alfredo da Costa, no primeiro troço da Latino Coelho. No mesmo tempo em que, nesse troço, na via descendente, circulavam livremente as camionetas dos vinhos Messias ou quaisquer outros veículos sem interdições de trânsito ou sentidos proibidos excepto acesso ao hotel... Sheraton. No tempo, enfim, da censura e do propalado fachismo, mas em que as vias públicas eram públicas e não ruas privadas particulares para serviço de hotel nenhum.
 Do tempo do requintado Aviz e não do tempo do kitsch e decadente Imaviz, afinal.


Hotel Aviz, Lisboa, c. 1960.
Estúdio de Horácio de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.

(Revisto às 10h05 da manhã.)

Escrito com Bic Laranja às 07:25
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

Gramática ao fundo

 Saltou ontem para a imprensa um relatório «estritamente confidencial» do F.M.I.. É assim a propaganda. Hoje todos relatavam o «estritamente confidencial». Mesmo se agramáticos.
A Gramática afundou-se (D.E., 5/VI/2013)

Escrito com Bic Laranja às 20:47
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História íntima do séc. XVI

[46] Ouvindo el-rei uma noite, estando já deitado, falar em outra câmara [1], levantou-se e foi lá muito manso [2] e viu duas moças da rainha de sua câmara estar de uma janela falando com uns homens que estavam na rua. E elas, sentindo-o e conhecendo-o ficaram mortas [3]; e el-rei disse-lhes:
 — Se fazeis vosso proveito, eu me calarei.

[...]

[53] Pedindo-lhe um seu criado mercê [a el-rei], fez-lha ele de certos pardaus [4]; e daí a pouco tempo, tornando-lhe a pedir outra, lembrou-se el-rei e disse-lhe:
 
— Não vos fiz eu mercê, pouco há, de tantos pardaus?
 E o criado respondeu-lhe:
 — É verdade, Senhor, mas esses voaram já [5].
E porque el-rei sabia que este homem era amigo de vinho, disse-lh
e:

— Ir-se-iam pôr em algum ramo? [6]

José Hermano Saraiva (anot. e com.), Ditos Portugueses Dignos de Memória; História íntima do século XVI, 3ª ed., Mem Martins, Europa-América, 1997.

D. João III (Cristóvão Lopes, in Enciclopédia Livre)
D. João III (6/6/1502 - 11/6/1557).
(Retrato de Cristóvão Lopes, in Quipaedia.)


[1] Em outra sala do paço.
[2] De mansinho.
[3] Ficaram aterrorizadas, mortas de medo [nota do A.]
[4] Moedas de ouro que corriam na Índia, com valor aproximado de 300 réis
[nota do A.] (300 rs. = três tostões).
[5] Já voaram. É notório o trocadilho pardaus / pardais.
[6] Algum ramo: era costume anunciar o vinho colocando um ramo na porta da taberna [nota do A.]. Ramo, pardais / pardaus, ainda e sempre o trocadilho.

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

Do temperamento de el-rei D. João III

 Pedindo uma mulher viúva a el-rei [D. João III] que lhe tomasse dois filhos [1], alegando para isso os muitos serviços de seu marido, tomava-lhe el-rei logo um. E ela não quis, antes, insistindo em sua tenção, disse algumas palavras tão ásperas que se enfadou el-rei tanto que, não podendo usar de sua condição sofrida [2], se levantou da cadeira e se recolheu para a rainha [3]. E ela, logo que lhe viu no rosto que ia agastado, perguntando-lhe de quê, contou-lho el-rei; e a rainha, com rosto risonho, pelo desmalenconizar [4], disse-lhe:
 — Não, Senhor. Porém tome-lhe Vossa Alteza um filho e eu o outro.
 E assim fizeram
.

José Hermano Saraiva (anot. e com.), Ditos Portugueses Dignos de Memória; História íntima do século XVI, 3ª ed., Mem Martins, Europa-América, 71 (p.40).

D. João III (escultor Francisco Franco, in Nonas)
D. João III. Escultura de Francisco Franco.
(Imagem , in Nonas.)


[1] Que tomasse ao seu serviço, que os admitisse como criados do Paço.
[2] Não podendo manter a calma que lhe era habitual.
[3] Retirou-se para os aposentos da rainha.
[4] Para lhe restituir a boa disposição, para o tirar da melancolia.

Escrito com Bic Laranja às 07:00
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Domingo, 2 de Junho de 2013

Anecdotas

Anedoctas do tempo de el-rei D. João III (Archivo Pittoresco, Vol. X, 1867)
(Archivo Pittoresco, Vol. X, 1867, p. 274.)

Escrito com Bic Laranja às 17:18
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A tia M.ª da Conceição e o Tio Zé Lapa em Junho de 1939?

 O sr. de chapéu com a senhora pelo braço faziam um casal distincto. -- Ninguém me tira da ideia de que iam ali a tia Maria da Conceição e o tio Zé Lapa. Apanhados pelo photographo?! A scena é na Azinhaga do Areeiro, ao fundo da Calçada da Ladeira.

Azinhaga do Areeiro ao fundo da Calçada da Ladeira, Lisboa (E. Portugal, 1939)
Local onde foi construída a fonte monumental da Alameda de D. Afonso Henriques, Az. do Areeiro (R. Carvalho Araújo), 1939.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 07:37
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Sábado, 1 de Junho de 2013

Lisboa. Avenida Guerra Junqueiro

Av. Guerra Junqueiro, Lisboa (S.n., S.d.)

Postal sem data publicado sem referências pelos porteiros dos Amigos de Lisboa.
Escrito com Bic Laranja às 13:37
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