Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013

Da democracia (ou do que sai na rifa)



 Este campeão autárquico que aprecia falar de bola andava à espera duma mobilidade especial não era? Não me parece ele lá muito brilhante. Noutra vez destas andanças lembro-me de lhe ter visto em pleno I.C. 19 um cartaz a dizer «Ninguém pára Sintra» (*), o que na circunstância me sugeriu indigência ou gozo descarado. Quando há semanas deu em literalmente reclamar Lisboa com os pés vi logo o que era: temos aí... mamífero... calhado a pinotes ou (com o dado que é à bola) a entradas de carrinho, o que dá falta... em qualquer dos casos.

 


(*) Hoje, com a cacografia do governo, seria por má ventura «Ninguém para Sintra», que no contexto do I.C. 19 teria irònica-
mente mais propósito. -- Cuido que possa até ter sido para adequar assim o velho cartaz aos engarrafamentos de Sintra que um governo inteligente pôs em vigor o Acordo Ortográfico com o Brasil. -- Não sei se o campeão autárquico aqui segue tal desígnio linguístico; admitindo que não, talvez me sirva para mitigar o escárnio.

 (A imagem é d' O Reviralho. Revisto à meia-noite e meia.)

Escrito com Bic Laranja às 18:35
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Avenida Casal Ribeiro e modernidade

 Em 1962, a modernidade impante condenara já o pequeno prédio de rendimento com azulejos de Arte Nova, dos n.ºs 50-54. O orgulho inchado nela (na tal modernidade) foi quem mandou então por ali o fotógrafo.

Avenida Casal Ribeiro, Lisboa (A. Serôdio, 1962)
Av. Casal Ribeiro [...-52], Lisboa, 1962.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

 

 A beleza modernaça de 1962, porém, deu no que havia de dar, tais são as modas... Sucede que o cimento de 1962 é mais rijo do que a alvenaria de pedra irregular de 1900. Sobrevive ainda o mamarracho, mas debaixo duma carcaça mais modernaça de agora -- a lembrar aí inúmeras cabeças duríssimas, sempre a mudar de penteado conforme as modas...
 Bom, dissera que cá havia de tornar com isto, pois aqui fica. Para o benévolo leitor ajuizar.

Av. Casal Ribeiro, Lisboa (A.C. Lima, post. 1905)
Av. Casal Ribeiro, 52, Lisboa, post 1905.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 12:55
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Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013

Da descarada apropriação de tudo pela propaganda homossexual

 Assaltados não sei por que subconscientes temores ou ânsias aparecem uns intérpretes que não sabem do que falam. Se ainda fossem honestos e limpos! Mas borram as mãos com a merda que têm na cabeça pensando que com ela atingem quem está para além do alcance do arremesso.

António Barros Alves Lopes, «Povo que Lavas no Rio», in Lopes d' Areosa, 29/12/2012 a propósito disto...

Com Santos Moreira, Pedro Homem de Mello, Jaime Santos e outros, 1950 (Col. Fundação Amália Rodrigues)
Amália, com Santos Moreira, Pedro Homem de Mello, Jaime Santos e outros, 1950.
(Colecção da Fundação de Amália Rodrigues, in R.T.P.)

Escrito com Bic Laranja às 16:35
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013

Vista da Casal Ribeiro antes do camartelo


Largo de D.ª Estefânia, Lisboa, c. 1960. (Edição C.S.S.L. ?)

Escrito com Bic Laranja às 20:13
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Resiliência, resiliência, resiliência...!



 Resiliência coisa nenhuma! É termo da Física para elásticos.
 Isto são modas barbarescas de quem não sabe usar o léxico. A começar pelos bárbaros, que mais não fazem que engrossar a língua de pau em se exprimem: inventaram eles Human Resources para dizer Personel e a saloiada zarolha daqui dá loguinho em parir «Recursos Humanos», que mais havia de ser. Rebaixam-se de «Pessoal» (significante que remete directamente para o significado «pessoa») a recursos (=> coisas). E ainda dão por aí em doutrinar que esses «recursos» se tornem «resilientes».
 -- Como um elástico que torna à posição de repouso depois de distendido!?  Ora!
 Aos antigos bastava-lhe dizer «rijo» (quatro letrinhas) quando referiam alguém resiliente tenaz. Mas parece que já não há homens de ferro, só «recursos» de elástico...

(Definição: Dicionário da Língua Portuguesa 2004, Porto.)

Escrito com Bic Laranja às 16:15
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Sabe o que são ojetivos?

Ojetivos

São resultado de mini-cérebros militantes...

Eg%EDcios.jpg

Escrito com Bic Laranja às 13:07
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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013

Largo de Dona Estefânia

 Uma furgoneta «pão de forma» diante do n.º 11. Do antigo Colégio Teófilo Ferreira nem sinal. No r/c um fotógrafo; nos andares superiores janelas pejadas de escritos. O gailoeiro dos anos 1900, não obstante o ar saudável que tinha, era pasto de cobiça.
 O título da fotografia é....

Largo de D.ª Estefãnia, 11, Lisboa (A. Goulart, 1961)

Prédio para demolir, Lisboa, 1961.
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Em 1969 ainda se aguentava.

Escrito com Bic Laranja às 16:58
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Largo de D. Estephania

  Duas damas, um cavalheiro e dois homens no Largo de D. Estephania, n.º 11, onde houve o Collegio Theophilo Ferreira. Pela a esquerda a rua d'aquelle mesmo nome, caminho do Arco do Cego. Pela direita a Rua Paschoal de Mello, caminho de Arroios.
 Photographia com sol de Inverno quando a Azinhaga do Pintor por ventura ainda estaria na memoria.

 


Largo de D. Estephania (pormenor), Lisboa, c. 1908.
Photographo não identificado, in Archivo Photograhico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 16:36
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Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013

Jeitoso

1.

Prémio Valmor de 1967, Olivais (A. Serôdio, 1968)

 

2.

Prémio Valmor de 1967, Olivais (A. Serôdio, 1968)

 

3.

Prémio Valmor de 1967, Olivais (A. Serôdio, 1968)


Arquitectos: Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas. Proprietário: Sociedade Cooperativa 'O Lar Familiar'. Fotografias: Prémio Valmor de 1967, Olivais, 1968. Armado Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Espírito do prémio Valmor: «um prémio que será anualmente dado em partes iguais ao proprietário e ao arquitecto do mais belo prédio ou casa edificados em Lisboa, com a condição porém de que essa casa nova, ou restauração de edifício velho, tenha um estilo arquitectónico clássico, grego ou romano, romão gótico, ou da renascença ou algum tipo artístico português [...]»
Talvez seja dalgum tipo artístico português... de franja.

Escrito com Bic Laranja às 18:20
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Publicidade desrespeitosa

Uns perfeitos analfabetos...

C.G.D., um banco brasileiro. 

Nota ao meio-dia e meia: esta reclamação foi depositada na caixa de sugestões da Caixa por, naturalmente, o remetente noreply [outro barbarismo gratuito] @cgd.pt não servir para receber correio. Na resposta recebida em 30 de Agosto duma sr.ª Manuela Coragem Manoela Curagem Diretora (há-de ser nome de família... brasileira), salpicada de perdigotos (efetuada, rececionada e eletrónico), lá se dizia que a desrespeitosa publicidade fora inibida. Ficamos gratos. E aliviados da albarda que tão bem a veste.

Escrito com Bic Laranja às 08:15
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