Quarta-feira, 13 de Maio de 2015

Do Verão e do calor e do Verão e de... MCMLXXXVII

 Estavam há pedaço 29º. Parece Verão e na telefonia do automóvel vinha a dar esta do Verão de MCMLXXXVII. Calhou bem porque está calor e parece Verão e lembrou-me do Verão de MCMLXXXVII.
 Meios desafinados, cá vai (ou cá vão) como em MCMLXXXVII....

 Crowded House, Don't Dream It's Over.
(The Joan Rivers Show, 1.ª apresentação, MCMLXXXVII.
)

Escrito com Bic Laranja às 19:55
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Do jornalismo de coro

  Quem ouça hoje a emissora nacional parece que brotou só agora aí a novidade do caco gráfico: informam que a partir de hoje é oficial: é obrigatório escrever torto e -- acrescentam -- o assunto é polémico.
 Este jornalismo de coro canta de cor a agenda oficial. Botar-lhe pitadinha de polémica ajuda ao tempero da oficialidade de toda a treta porque a legitima em tom democrático sem infirmar a doutrina a impor, além de alimentar os foros de prós e prós sem os quais a jornalistagem estilosa não acharia como brilhar. O pregão de oficial leva, pois, pela dissimulação e pela prestidigitação o gentio meio incréu a mansamente resignar-se à boa ordem que, afinal, é (parece) democrática. O caso é que os jornalistas da emissora nacional calaram as vozes da polémica todos estes anos desde que os analfabetos das últimas regências nos serviram com os democráticos cascos o caco gráfico para só agora -- quando é definitivamente oficial -- virem com ela a terreiro.

 Pois é com isto que digo muito simplificado nas mentes que se toda gente mete comigo hoje não parando de me dizer: -- Já ouviu a notícia? A partir de hoje é obrigatório!...
 -- Ai é! E se eu não cumprir, hem?...

Da brincadeira

Otivisão.jpg
(Imagem via Delito de Opinião.)

Escrito com Bic Laranja às 10:27
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Terça-feira, 12 de Maio de 2015

Ar condicionado primitivo

4550215217_5f6cb8ec68_b.jpg
17, Cais do Sodré (Lisboa), 1980.
Fotografia: Biblioteca de Wood, n.º 1 470.

Escrito com Bic Laranja às 18:19
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37

4550713934_c32a6bb44a_b.jpg37, Tr. do Funil (Lisboa), 1980.
Fotografia: Biblioteca de Wood, n.º 1 473.

Escrito com Bic Laranja às 12:45
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

Infantaria

A16918.JPG


 Admirável visão, quase irreal, do...

Ver... )
Escrito com Bic Laranja às 16:40
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2015

Lisboa ao entardecer

4550713934_c32a6bb44a_b.jpg
Rossio 37,
Rua da Conceição (Lisboa), 1980.
Fotografia: Biblioteca de Wood, n.º 1 475.

Escrito com Bic Laranja às 20:04
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2015

Maior e minor na UAb...

... Ou a «Lusofonia» que nos tanto servem...

Curso universitário 'minor', Un. Aberta, 2014/15

(Fotomontagem do Guia Informativo da Un. Aberta com o «minor» norte-amaricano do oráculo.)

Escrito com Bic Laranja às 12:00
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2015

Câmbrige/Câmbriis < Cambridge



[...] e porque os engreses que entõ vierom em ajuda delrey dom Fernãdo era[m] hy na corte delrey, pesou em seu coraçom de se hijr a miçe Rreymõ [*] conde de Cambrijs: e ao Conde estabre que vinham por capitaães dos jngreses a lhes pidir que pidissem por merçee a elrey que lhe desse lugar pera acabar sua obra que tinha começada [...]
(«Coronica do Condestabre de Purtugall», cap. XI.)

 Tem-se falado nos duques de Cambridge que foram pais duma menina: Carlota Isabel, mas que os das notícias devem ecoar para aí como Charlotte Elizabeth -- para ser chic a valer...
 O caso agora aqui não é esse (ou é, mas...); é de como devemos dizer e escrever o topónimo inglês Cambridge. Os prontuários que tenho consultados indicam-me um artificioso Cambrígia com a ressalva de que o uso tem consagrado o bárbaro tal e qual: Cambridge.
 Ora o que não vi em nenhum prontuário nem vocabulário foi Câmbrige ou Câmbris, que decorrem, a primeira, da forma Cambrig (guê final lido como jê) expressa por Fernão Lopes em nada menos que vinte ocorrências na «Crónica de D. Fernando», e a última, de Cambrijs (o 'j' vale como 'i') que nos é dada a ler na «Crónica do Condestabre». Sonoramente são ambas, Câmbrige e Câmbris, muito iguais entre si e muito próximas ao étimo inglês. Decididamente são menos estranhas que Cambrígia. Porquê então terem sido esquecidas dos lexicógrafos e dos autores dos prontuários?




[*] Modernamente escrevê-lo-iam Mr. Raymond...

Escrito com Bic Laranja às 12:27
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Terça-feira, 5 de Maio de 2015

Chinês

IMG_0815.JPG

Este ministro desta república tem na secretária, no ministério, uma placa com o seu nome em chinês... -- por baixo vem a tradução em português. Para que conste. (S.I.C. Notícias, 5/V/15.)

Escrito com Bic Laranja às 22:36
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Dá lucro?!

Vendam-no aos «privados» ou lá como se fala agora!...



(Diário Económico, 5/V/15.)

Escrito com Bic Laranja às 17:39
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'Onomastica portugeese'

 É muito conhecido aquele feliz enlace da História de Portugal entre o Mestre de Avis e a princesa inglesa Philippa de Lancaster (*) (Pippa nos salões do high-life). O popularucho Camões até lhe epigrafou a prole com algo terra-a-terra como Ínclita Geração (ou melhor, Illustrious Generation)... De tão feliz enlace nem só as crónicas sociais rebrilharam com o novo onomástico português, chic a valer, que dali saiu. O pobre, periférico, atávico e provinciano reino de Portugal viu-se logo ali, numa geração, esplendidamente ilustrado com o sucessor do Mestre, o rei Edward, um rei filósofo, o único do género que Portugal alguma vez veio a ter. -- Não menos notável foi a história do seu irmão Prince Henry, que lhe valeu ser cognominado Navigator pelo empreendedorismo náutico e, mais importante, pelo papel de fotocópia premium. Cuido que lhe só faltou visão no papel de jornal...

Guilherme e Catarina, duques de Cambrígia

 


(*) Nada de confusões com a família dos duques de Aveiro que descenderam do filho bastardo de D. João II, D. Jorge, que consta era anão e que, por se querer mais agigantar em grande fidalgo adoptou o apelido da bisavó Pippa de Lancaster sem conseguir mais que abastardá-lo em Alencastro. Tudo uma desgraça sem direito a crónicas sociais...

Escrito com Bic Laranja às 11:52
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Remetido de 13/3/2013

Fonte Monumental, Alameda. (c) 2013

Escrito com Bic Laranja às 00:01
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2015

Diz que vai ser transformado em casas de luxo

IMG_2632.JPG
Av. da República, 37, Lisboa (c) 2010.

*  *  *

 O banco Sabadell vendeu o n.º 37 da Avenida da República a um investidor estrangeiro [Havemos de vender tudo. Tudo!...]
 « É com imenso gosto (gosto?) que verificamos que a operação que agora se conclui vai permitir a recuperação integral do imóvel de acordo com o projecto que Banc Sabadell aprovou junto da Câmara Municipal de Lisboa», disse o responsável pela área de promoção da C.B.R.E., Francisco Sottomayor.

«Banco Sabadell vende prédio na Av. da República. Vai ser transformado em casas de luxo», Dinheiro Vivo, 17/VII/2014.

 De luxo não são elas já, estas casas?!...

 

 Deve ser fraco luxo para o gosto contemporâneo. Ao luxo pós-moderno parece essencial começar com lixo: despejarem-se inquilinos e lojas (o último café fechou há-de haver dias) e haverem escancaradas as janelas; as sacadas do 2.º por cima do Antigo Catorze da Miguel Bombarda vi-as hoje, dia de vendaval, a arejar pró-luxuosa e pró-lixamente o luxo velho. Do novo luxo -- ou neo-lux para ser chic a valer -- não conheço o projecto, mas acredito beatamente que a anunciada recuperação integral do imóvel leve à demolição integral do interior, emparedamento e edificação dos logradouros e, finalmente, exibição triunfal da antiga fachada, alteada de dois ou três andares na melhor estética eurocaixilho para contentamento do gostozinho mais... prosaico, digamos... -- É o gosto que hoje encanta... Não merecemos mais, hei-de admitir.

(Interiores: Av. da República, 37 -- 1.º andar, Lisboa, 2008 (in Cidadania LX).

Escrito com Bic Laranja às 19:55
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Domingo, 3 de Maio de 2015

Da onomástica pós-moderna

 Numa TV que chama Carlos ao príncipe Carlos, mas que chama William, Kate, e George, aos príncipes Guilherme, Catarina e Jorge, a pitonisa vem e chama Camerum ao primeiro-ministro inglês...
 Decrete-se!

IMG_0813.JPG
(TVI, 4/V/15.)

Escrito com Bic Laranja às 21:47
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Enseada do Restelo

A23028.jpgEnseada e praia do Restello, Bellem, 1881.
In archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 12:11
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Terreiro do Paço

Terreiro do Paço -- do Tejo, Lisboa (A.F.C.M.L.)
Terreiro do Paço -- do Tejo, Lisboa, c. 1900.
In archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 12:05
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Sábado, 2 de Maio de 2015

Panorama de Lisboa

A10598.jpg
Panorâmica sobre a Alfama, Lisboa, 194...
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 13:36
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2015

...


Amália, Gaivota .
(Alain Oulman/Alexandre O'Neill, 1965)

Escrito com Bic Laranja às 21:49
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Do feudo esquerdóide

 A Alameda é uma obra monumental do Estado Novo. Talvez por expiar o defeito a tenhamos de haver aí vertida em permanente feudo esquerdóide por uma qualquer democrática e nunca sufragada lei de compensação. -- Manda quem pode, salve-se quem puder...
 O canto oposto ao Império da I.U.R.D. tem, há anos, um cartaz gigantesco cravado na relva exibindo sempre e só propaganda marxista, ou trotskista, ou maoista ou lá o que é. Recentemente num candeeiro de iluminação ali mesmo a par somaram-lhe um cartaz mais pequeno dum movimento de alternativa de esquerda -- uma alternativa marxista ao marxismo, maoísmo ou trotskismo que já ali havemos de haver, garrafal, único e exclusivo, há anos!...
 Hoje lá temos na Alameda o feirão da Intersindical, imperativo por democrático diktat colectivista, mas sintomàticamente ignorantão das alegorias ao trabalho nos relevos da fonte monumental. Dêmos-lhe graças à mesma porque senão levaria talvez a Alameda a desdita dos brasões do Ultramar ante os Jerónimos.

IMG_5517.jpgAlameda tremida pela noute..., Lisboa -- (c) 2013.

Escrito com Bic Laranja às 14:36
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