Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Rossio de Lisboa pela manhã

Rossio, Lisboa (A. Pastor, 197...)
Rossio, Lisboa, 198...
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 08:30
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No tempo d' A Confidente

Rossio, Lisboa (A. Pastor, 198...)
Rossio, Lisboa, [1973].
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 00:24
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

Ironias do real na república das bananas

 Ligo a televisão e sai-me um desconhecido que pela legenda diz que é um ministro. De Portugal, deduzo. O esmero na comunicação audiovisual e o sentido de Estado estão patentes na bandeira com que se enquadra na imagem.

 

IMG_20160112_172629.jpg
Portugal, 2016.

Escrito com Bic Laranja às 17:31
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016

A fábrica dos mitos (ou o frete das obediências)

 Não tendo havido Benfica ontem nem sendo o Australopitégui já notícia, a emissora nacional abriu esta manhã o noticiário das 8h00 com uma novidade em lata — tamanho familiar — da central makro das notícias: o passamento do David Bowie.

  Levaram 4-minutos-4 (meio noticiário, para aí...), na dita emissora nacional, em gabos e louvaminhas ao finado artista mais completo de sempre — jucunda rotulagem esta, de ração enlatada que se presume nutrir as monas lisas de aviário que se procuram cultivar do lado de cá do noticiarismo radiofónico a cada hora certa. E logo com anúncio de reportagem de enfardadeira — já a seguir — imediatamente depois daquele espaço informativo e antes do próximo, para reforço chouriceiro do morto mito em venda.

 Tem graça que ainda anteontem as mesmas charcutarias a retalho destes enlatados noticiosos apregoavam a marca Bowie na volta dos seus provectos 69 Invernos — que marco!... — e com a edição dum novo disco. Na altura nem um acorde soou de que o defunto ainda por findar estaria por dias, nem do mal que o consumia — ou calhando fui eu; a publicidade distrai-me tanto que acabo sempre por fugir-lhe com a atenção... — De maneira que, hoje, o passamento do defunto foi-me verdadeiramente novidade. Mas, caramba, metade do noticiário com a promoção do morto mito! Que grande fé no rótulo grandioso que os da central das notícias põem no produto!...

 Pois bem, não se tratando do Benfica e fora de ironias, caio na conta de, nestes dias que vivemos, só alguém ser homossexual ou maçon justifica tão empolado necrológio. Ou parafraseando Plúvio a propósito dum desses: o que certas obediências, o corporativismo sodomita (lobby gay, há quem prefira) e a morte não fazem por uma pessoa... e pela mitologia popular!

Captura da Radiotelevisão

 
 Última nota: a notícia do infausto acontecimento corria em rodapé às 9h e picos na Radiotelevisão (que é a outra-mesma emissora nacional) e dizia textualmente: David Bowie morre com a família vítima de cancro, sem vírgulas nem nada. Literalmente, uma desgraça nunca vem só...

 


 Imagem captada da página da Radiotelevisão onde se massacra o bárbaro (Blackstar/BlackStar) e se autoreinventa... [?] autoreinvenciona... [?] o português.
 Revisto.

Escrito com Bic Laranja às 17:49
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Domingo, 10 de Janeiro de 2016

Só começa hoje?!...

 Diziam as notícias que hoje era o começo oficial da campanha eleiçoeira. — Só começa agora?! Ninguém diria!… — Mas bom, paciência, agora é que vai ser! Agora é que vão começar a assoar a soar as trombetas a valer, bem estou a ver...

Evergreen Moodies, Arruada do Padeiro (da vers. amaricana Baker Street)

 Aquela tipa que canta não canta lá grande coisa, mas o cabedal dela dá certos ares de Marisa, não?!...
 É. Tudo se conjuga; a da corneta também faz lembrar a Catarina — da estridência. — O gajo da guitarra eléctrica fica um bocado mais aquém (na estridência), como o Arroja.
 Hoje é que começa a campanha. Boa!

Escrito com Bic Laranja às 20:30
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Sábado, 9 de Janeiro de 2016

Caindo na conta que ofendia...

 Quando aí oiço o escol anglicizado da nossa terra, feito letrado, mas só aculturado no crioulo finório, que realiza quando se adverte, entende, reflecte ou toma noção dalgo (admitindo que possua bestunto capaz de tal extremo), anima-se-me (passe a redundância) a alma pátria (e cada vez mais parva) só com ler o estilo de Fr. Luís de Sousa a contar singelamente de D. João III:

« Dous anos havia que o poder e liberdade real, junta com o fervor da mocidade, traziam a el-rei distraído com mulheres, de que houve filhos, como a diante diremos, vício da fraqueza humana a que os moços, por mui prudentes que sejam, sabem mal resistir; mas caindo na conta que ofendia a Deus tanto mais gravemente quanto em mais alto estado ele o tinha posto, já com o efeito das culpas, já com o mau exemplo delas, inda que as suas não chegaram nunca a fazer afronta a vassalo, nem a mulher força, determinou todavia de trocar o estado de solteiro em casado, que era o mesmo que vestir armas contra o fogo da natureza e contra a liberdade das ocasiões.»

Fr. Luís de Sousa, Anais de Dom João III, v. I, 2.ª ed., Sá da Costa, Lisboa, 1951, p. 165 (sublinhado meu).

Escrito com Bic Laranja às 21:02
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Nótula bibliófila

 Chega-me à mão o pacote com os dois volumezinhos dos «Anais de D. João III», pref. e notas do prof. Rodrigues Lapa, da Colecção de Clássicos Sá da Costa. São da 2.ª ed., 1951 e 1954 (I e II vol. respectivamente). Trazem capas de brochura originais esmeradamente guardadas com fino papel vegetal, etiquetadas no fundo da lombada com os n.ºs 808-8 e 808-9; ex-libris com divisa Vida, Liberdade, Cultura de A. Ribeiro dos Santos, médico (...?). Fios de pó velho na cabeça e ambos os volumes com os cadernos inteiramente por abrir. Nunca foram lidos. Vida demasiado cheia, liberdade de não ler tudo o que havemos numa biblioteca pessoal ou cultura de armazém,  leiloada ao pó?

Frei Luís de Sousa, Annaes de Dom João III, 2.ª ed., Sá da Costa, Lisboa, 1951-54
(Fr. Luís de Sousa, Anais de Dom João III, 2.ª ed., Sá da Costa, Lisboa, 1951-54.)

(Revisto.)

Escrito com Bic Laranja às 13:04
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016

Inflação

 O malfadado aborto gráfico gera fenómenos de hipercorrecção. Este é um caso. Inflacção em lugar de inflação (e derivados), apesar do a pré-tónico pronunciado geralmente aberto. Só lhe acho motivo (à abertura daquela vogal) pela importação do vocábulo. Nada o justifica. Se derivássemos o substantivo inflação do verbo erudito inflar aquele àzinho seria â, como fàcilmente percebemos se pensamos nos substantivos em -ção tirados doutros verbos da 1.ª conjugação: aclamar > aclamação; conjugar > conjugação; virar > viração, &c. Como o substantivo inflação nos brotou no Português dissociado do verbo inflar, que nada usamos por há seculos o termos afeiçoado em inchar, damos acrìticamente em

  1. pronunciar inflàção como acontece em inúmeros nomes próprios e comuns estrangeiros (v.g. àlô, bàsquetebol, ràdar, (e)strèssado, &c.); o ancestral emudecimento das vogais pré-tónicas do Português não funciona bem no léxico bárbaro; e em
  2. derivar-lhe um novo verbo inflacionar que conjugamos sempre e só com senso monetário (pois que foi por isso que ele nos veio cá) sem a noção sequer da gaseificação subjacente. — Aliás os amaricanos dizem inflated (= inflado, de inflar) em vez de gaseificarem macarrònicamente o seu bárbaro com inflationated.

 O vocábulo, com sentido que lhe damos referido à subida dos preços, está atestado no bárbaro norte-americano em 1838. Parece coisa do Novo Mundo, como as batatas e sífilis.

 

Adenda: no Dicionário Etimológico, José Pedro Machado dá a origem do subst. «inflação» no léxico português, com o sentido finaceiro hoje vulgaríssimo e quase único, aos anos 20 e à América; no sentido primordial de inchamento atesta-o no nosso idioma no séc. XVI — «... e peorava com ter inflaçoẽs no estamaguo», Coloquios dos simples &c., f. 182 v. — e não creio que se não pronunciasse aquele a pré-tónico senão como â.

Escrito com Bic Laranja às 19:32
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Lisboa, 1987 [i.é, 1978] *

 Típico quadro alfacinha de Lisboa desaprumada depois do fim de Portugal. Sempre necessária em parede de boa alvenaria era a berrante estridência comunistóide...

Eléctrico 12, Mouraria (Richard Lomas, 1978)
Rua dos Cavaleiros, Mouraria, 1987 1978.
Ricardo Lomas, in Eléctricos em Portugal.

 Cuidais que melhorou?...

* Umas vezes me espanto outras me avergonho. Ou ambos. Publiquei este crendo firmemente tratar-se duma imagem de 1987. Emendo agora quando aponho a remissão directa ao blogo do autor da fotografia, onde, espantado, vejo que vi mal o que era claro de lá ver. As imagens são de 1978. Avergonho-me de logo no título haver um êrro.
 Emendado a correr às vinte para as quatro da tarde.

Escrito com Bic Laranja às 10:29
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2016

Lisboa chuvosa

Lisboa com chuva, Santos (T. Boric, 1978)
Lisboa com chuva, Santos, 1978.
Fotografia: Tim Boric.

Escrito com Bic Laranja às 21:47
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2016

Os seguranças

José Hermano Saraiva, Barcelos Canta de Galo
(Horizontes da Memória, R.T.P., 1997)

 

  Os seguranças. Há exércitos de seguranças. Pois há... Mas quando era eu novo (e não me comparo ao prof. Hermano Saraiva) o Estado ainda se empenhava em ter o monopólio da violência. Vá lá que admitisse guarda-costas particulares, mas com muita reserva. Para guardar bancos e assim, quem queria segurança, contratava... a Polícia de Segurança Pública, pois; para vigiar entradas em repartições ou prédios mais abastados havia porteiros(as), simplesmente. Ao depois, por altura da C.E.E., esta coisa da segurança passou a ser um negócio como outro qualquer. Foi quando brotaram empresas de (cá está) segurança. A coisa deu certo brado, recorda-me; a Polícia não viu o caso com bons olhos. Mas é como se desfaz o Poder do Estado, de mansinho, em favor do comércio, o novo Poder que se impõe. E agora há exércitos de seguranças, porque o Estado de há muito deu em abdicar do monopólio da violência. Salvo a fiscal. E mesmo essa...

Escrito com Bic Laranja às 22:32
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

Brumas

 Há a bruma da memória e a embrumação. O objecto em vislumbre no meio da névoa, de feito, é atreito a brumas. E a embrumação também.
 Vamos vogando em meias águas...

 

Ponte Salazar, Lisboa (E. Gageiro, c. 1966)
Ponte Salazar, Lisboa, c. 1966.
Eduardo Gageiro, in archivo photographico da C.M.L.

 Vem esta imagem etiquetada no archivo municipal como «Ponte 25 de Abril» e datada de 1982. A coisa, por conseguinte, passa por bem ser da Era Abrilina, legada tanto melhor assim à posteridade quanto se acha também publicada com tal legenda e data em José Sarmento Matos (org. e coord.), Lisboa à Beira Tejo (1860-2010), [Lisboa], C.M.L./E.G.E.A.C., [2010]. Com a fraca cultura geral acelerada da vida moderna, a coisa pode — há-de — passar ao curioso folheador de álbuns de memórias muito capazmente: se se vê ali ponte com o tabuleiro por acabar e a data é 1982, é porque deve ter sido a ponte feita por essa altura. Como lhe chamam «25 de Abril», não espanta.

 A subtileza destas manipulações doutrinárias, sem embargo de as cogitações sobre elas poderem incorrer na opinião pública veìculada (e mormente disso), incrementa-lhes e muito a eficácia. A memória é fraca e deixa-se levar. Se as brumas da memória podem porventura haver conduzido (ou não) o photographo à má lembrança da data em que bateu a chapa e disso haver vindo a enganar os agentes municipais da cultura, estão todos desculpados. Facto é que a transmissão da memória prossegue assim enevoada aos vindouros. Eis a manipulação doutrinária. — A ponte é Ponte Salazar. A chapa é de c. 1966.

 Quem esteja atento não se deixa enganar, mas as massas ignaras que vegetam no quotidiano acelerado na sua rica vidinha assimilarão a legenda da Ponte Salazar com a designação Abrilina enxertada e, repeti-la-ão sem nada cuidar do que seja; de erros nem do descarado roubo da memória histórica — o notíciário hora a hora do trânsito é exemplo desse eco potentíssimo que dá para inculcar formidàvelmente uma certa memória das coisas.

  Este ano de 16 haveremos o cinquentenário da Ponte Salazar. Haverá decerto foguetório noticieiro e arraial de emplastros democráticos acotevelando-se sob os holofotes duma memória de que se apropriaram. Será vê-los a querer sobressair da embrumação que sobreerguem, quais dões Çabastiões da nacional-transparência e, no fim, achá-los, todinhos, acabados engenheiros de obras feitas. Bem o portugalinho Abrilo-regimental, hem!

 Feliz anno de 16!

Escrito com Bic Laranja às 18:30
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