Domingo, 28 de Abril de 2024

Flores da Madeira

 O Dr. Salazar apreciava flores. Por ocasião do seu aniversário a T.A.P. trazia flores da Madeira num dos seus voos, para lhe oferecer. 

As Assistentes de Bordo Teresa Inácio e M.ª José Azevedo oferecem flores da Madeira ao Presidente Salazar, 28/IV/1970
As Assistentes de Bordo Teresa Inácio e M.ª João Azevedo oferecem flores da Madeira ao Presidente Salazar, 28/IV/1970. 
A. n/id., in Museu da T.A.P.

(Publicado originalmente sem comentário em 27/VII/20 às 20 para as 11 da noite e repetida agora no 135.º aniversário.)

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Sábado, 27 de Abril de 2024

Do alívio à beira da estrada (ou pergunta de …)

«Como avalia a experiência neste W.C. [inquérito de latrina]»,  Grândola — (c) 2024
Como avalia a experiência neste W.C.? [pergunta de… latrina], A2/Grândola, 25/IV/24.

Escrito com Bic Laranja às 23:48
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Sexta-feira, 26 de Abril de 2024

Meio século de ponte

 Feita num dia primeiro de Abril, rigorosamente no lugar e com feição duma que lá estava desde 1966.
 Há obras assim, de tão grande fôlego que até se fazem num sopro e se consolidam por gargarejo.

1.ª ponte do 25 de Abril, Alcântara, 1975. Eduardo Gageiro, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Ponte… de Abril, Lisboa, 1975.
Eduardo Gageiro, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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Quinta-feira, 25 de Abril de 2024

Rumo ao sul

Livro-me da opressão da liberdade. Ponho-me ao fresco.

«20 Escudos — Ponte Salazar (prata)», Portugal, 1966 (In Rafael Numismática, 2024)
20 Escudos — Ponte Salazar (prata), Portugal, 1966.
Rafael Numismática, 2024.

Escrito com Bic Laranja às 09:15
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Terça-feira, 23 de Abril de 2024

Dos puros

« Ora nem todos os revolucionários se conformam com a rotina. Assim como há os amorosos pelo amor, os Don Juans que atravessam a existência insatisfeitos, na ânsia de não deixar extinguir o fogo e o brilho da paixão e por isso mesmo incapazes de se deixarem algum dia prender nas vulgaridades — humana e socialmente necessárias e dignas! — da vida matrimonial, também existem os revolucionários pela revolução, aqueles que desejariam ver prolongado o clima de trepidante veemência daquela hora em que os brados da vitória proclamaram o advento de novas ideias e a violenta decisão de remover todos os obstáculos para que nada empane a pureza do sistema redentor.
« Está neste estado de espírito a razão de ser do inconformismo tão frequente dos homens da primeira hora, dos puros, dos que mais entusiàsticamente professam as causas nobres […]»

Marcelo Caetano, Páginas Inoportunas, Bertrand, Lisboa, [1958], p. 118.

 Parafraseando Camillo. O «puro» desta inoportuna reflexão abrange os variados ofícios a que antes e depois do grande acidente nacional  pertenciam ou vieram a pertencer parcialmente os seguintes beatos, uns de casa, outros importados: reviralhista, democrata, jacobino, socialista, comunista, trotskista, maoísta, bloquista, antifascista, anticolonialista, jornalista, farsista, farsola, publicista, paineleiro, histrião, artista, cantautor, activista, anti-racista, intersexional, não-binário &c.
 Esta riqueza de gente com causas bracejou em tanta cópia vergônteas e enxertias neste retalho da Peninsula Ibérica que foi preciso dar nome às espécies.
 Ora, o «puro» tem de todas.

«Julgamento público dos criminosos fascistas», Rua da Betesga, (M.Giniès/Sipa Press, 1974?)
Julgamento público dos criminosos fascistas, Rua da Betesga, [1974?].
Michel Giniès/Sipa Press, in L' Internaute.

Escrito com Bic Laranja às 16:29
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2024

Mais ardências

RDZ — Radiodifusão Zonofone, in Youtube, 17/IV/24.

 O sr. Vaquinhas tinha um canal com esta cara e nome até há dias. Facultava um largo acervo de raras gravações, relíquias de velha memória da nossa música popular que chegavam a remontar a mais de um século, e com boa informação acerca das mesmas.

 Pois bem, hoje o canal apareceu-me desvestido assim, por — afirma ele — «mérito de uma Advertência Criminal de Direitos de Autor, e em forma de Protesto [sic] contra a mesma e contra todos os atentados que os Valores [sic] de Abril tem [sic] sofrido», &c. blá, blá, mais parole, parole, parole…

RDZ — Radiodifusão Zonofone, in Youtube, 22/IV/24.

 Enviesada censura pós-abrilina?… Teria graça.
 Equivocada reacção?… O costume do falta cumprir Abril.
 Uma pena, tudo!

 O caso é que o Abril em Portugal está cumprido e mais que cumprido: um Fado do 31 tão comprido que nunca mais acaba. E a gravação da Lisboa Não Sejas Francesa de 1954 da Amália em Nova Iorque que tocava há dias por aqui é que foi na labareda dos direitos de autor e não volta com ardências nenhumas de Abril.
 Como Portugal: foice.
 
Fica um vestígio. Enquanto puder também aqui durar.

Amália Rodrigues – «Amália Rodrigues Sings Fado From Portugal Flamenco From Spain» (Angel Records, ANG 64002, U.S.A., 1954)
Amália Rodrigues Sings. Fado From Portugal Flamenco From Spain.
Angel Records — ANG 64002, U.S.A., 1954, in Discogs.

Escrito com Bic Laranja às 16:01
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Domingo, 21 de Abril de 2024

De ardências

« Há nas grandes transformações políticas ou sociais uma hora inesquecível de euforia: é aquela em que se celebra o triunfo como termo de todas as coisas injustas e erradas do passado e ponto de partida para as grandes realizações futuras. Na posse de uma doutrina, os triunfadores pensam que a vida vai agora correr por novos trilhos, amoldar-se a modelos novos e enquadrar-se inteira nos princípios redentores.
« A própria natureza espectacular da revolução, o seu fundo profundamente emocional, os vivas, os gritos e os cânticos criam na mentalidade dos revolucionários a crença de que tudo vai daí por diante processar-se num clima de alta e excitante beleza mediante a sucessão de uma série de rápidas mutações em que  o mal cederá o passo ao bem e todas as misérias e crimes serão varridos da face da Terra.
« Ai de nós! Mal se recolheram as bandeiras e calaram as fanfarras, os chefes encerram-se nos gabinetes, a máquina do Estado retoma o seu andamento pesado e austero e pouco a pouco o delírio da vitória, as dores do combate, a paixão das ideias, a veemência dos propósitos reformadores, tudo isso entra a ser triturado nos cadinhos do Direito para originar a inevitável rotina.
« A rotina… E por mais que a palavra nos choque e até repugne, o certo é que encobre uma das mais fortes realidades de toda a vida social: a transformação das grandes paixões e das avassaladoras ideias em princípios de comezinha aplicação quotidiana, capazes de se transformarem em hábitos, de se traduzirem em ritos e de assim, através de meios irracionais, se generalizarem e transmitirem no tempo e no espaço até serem aplicados por mero automatismo.
« Os homens não podem viver a vida inteira na excitação e no delírio; é condição humana que só perdure aquilo que se acalma e regulariza. O resto passa como labareda fugitiva.»

Marcelo Caetano, na conferência promovida pelo Gab. de Estudos Corporativos, realizada na Soc. de Geografia, em 23/III/1950, sob o tít. «Posição actual do Corporativismo Português», in Páginas Inoportunas, Bertrand, Lisboa, [1958], pp. 116-117.

Ardeu Portugal.

 

Peter Glay, «Le MFA guidant le Peuple Portugais [Comic Strip]», 1975. Óleo [s/ tela?], 96 x 78 cm.
Peter Glay, O M.F.A. guiando o Povo Português, segundo Delacroix, 1975.
Óleo [s/ tela?], 96 x 78 cm, in Réalités, 356, Setembro de 1975.

Escrito com Bic Laranja às 00:00
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Sábado, 20 de Abril de 2024

Luso-tropicalismo?


Vinicius de Moraes, Toquinho — Tarde em Itapuã
(Ao vivo na R.T.S.I., Lugano, 18/X/1978)

 

 Hoje acordei com isto, não sei porquê. Moleza? Fui ouvir.
 A musiqueta é mole, de feito. Embala…

 Do Vinicius falei em tempos, em como lhe apareceu um cão com a Garota de Ipanema na boca.
 Do Vinicius e do Tom — Antônio.
 
Aqui vem com o Toquinho. — Tô… Tó?… Parece-me até ouvi-lo Tuquinho na introdução. — Mas não sei nada dele, do Vinicius. Diz que era comunista, não fui ver, mas de tão incensado… Talvez seja isto, eu, agora, de irmos em Abril…

 O velho Vinicius aqui aparece embalado, suavemente, naturalmente; a garrafa na mesa há-de ser a do poema: água de côco, cachaça de rolha? Qualquer delas, da Escócia; segundo parece que o velho Vinicius apreciava…
 Menos mal, que lhe saiu bem a musiqueta e a conversa. Falava bem italiano, tirando a playapiaggia, logo emendou. — A garrafa na mesa ainda tinha a rolha?

 Reparo que Vinicuius não acentua muito os dji-dji-djis da tropicália. Parece-me que o Toquinho os acentua um nadinha mais. Ou quero reparar que me parece isto e digo, pois, que nenhum deles soa fortemente os dji-dji-djis como se ouvem nas ruas de Lisboa. Uma deriva luso-tropical que se agravou desde há uns… 50 anos? O Vinicius nasceu em 1913: outro tempo, mais chegado cá…
 Um paradoxo.

 O show vem legendado, mesmo na parte portuguesa que é o poema da moleza, da canção, do luso-tropicalismo.
 E não está mal a legendagem. Bem escrita no diz-que-diz macio dos coqueirais.

 Itapuã.

 Itapuã tem graça, nome tropical genuíno, português de fabricação no alfabeto colonial em que se escreve, que é latino.
 Nos oitenta e tal comentários leio Itapuã, Itapua (Itapuá?), Itapoan, Itapoã.
 Tanto vai de acordos ortográficos com estes trópicos se nem entre si se entendem… Outros estarão na calha. Trópicos nada trôpegos.
 Tanto também vai de Tarde em Itapuã e ainda é manhã em Lisboa… Vamos lá com isto de fusos, horários, ou desfusos mentais…

 Luso-tropicalismo, eu, hem?!

Escrito com Bic Laranja às 11:57
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2024

Lisboa, 1970

Autocarro A.E.C. Regent III n.º de frota 249 da Carris na carreira 1 para o Campo Pequeno , Entrecampos, 1970. John Scragg, in «Livro das Fuças».
Autocarro A.E.C. Regent III n.º de frota 249 da Carris na carreira 1 para o C. Pequeno, 
Entrecampos, 1970.
John Scragg, in «Livro das Fuças».

Escrito com Bic Laranja às 08:24
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Quarta-feira, 17 de Abril de 2024

Pois é!… Lisboa a ser portuguesa… — Foi!…


Amália Rodrigues, Lisboa Não Sejas Francesa
(Registo gravado em Nova Iorque, 1954)

 

*    *    *

 

Do que li, transcrevo e componho:

 Esta gravação data de Março de 1954, foi efectuada em Nova Iorque, Estados Unidos da América, e pertence à Banda 2 da Face B do disco EP de 45 R.P.M. editado pela «Columbia» e pela «Odeon», etiquetas da «Valentim de Carvalho», de seu nome «Amália Rodrigues – Os Amantes do Tejo» [ou «Les Amants du Tage», o que é irónico], em que a cantadeira Amália Rodrigues, acompanhada à guitarra por Domingos Camarinha, e à viola por Santos Moreira, interpreta três canções do filme «Os Amantes do Tejo», um dos filmes sensação de 1954, onde Amália foi protagonista, e este grande êxito de Mirita Casimiro.

Amália Rodrigiues, «Les Amants du Tage», (E.P. 7", 45 r.p.m.) Columbia — SLEG 5005, Portugal, 1955

«A Invasão» (estreia), Maria Vitória (D.L., 16-2-945) Intitula-se «Lisboa Não Sejas Francesa», uma obra musical de Raúl Ferrão, com versos de José Galhardo, pertencente à opereta «A Invasão» de 1944 [i.é, 1945 (*)], protagonizada por Mirita Casimiro e Vasco Santana. Esta canção pede à cidade de Lisboa para que não namore os franceses, e está carregada de nacionalismo puro e duro. A peça conquistou um enorme sucesso e a actriz tinha aí um desafio de fogo, pois interpretava duas personagens, uma portuguesa e uma francesa. E foi exactamente nesta opereta que Mirita criou esta canção, que se tornou conhecida até hoje.

 Alcançou bastante sucesso, mas nunca foi registado em disco pela actriz, que decidiu entregar a canção a Amália Rodrigues, que gostou imenso da canção, e gravou-a neste registo, que quando chegou a Portugal, foi um brutal e esmagador êxito!!!!!

 Quando Amália cantou este tema em público, o público presente passou-se dos cornos e vibrou, entrando em estado de loucura e transe, traduzida nos gritos e berros de «Bravos» que ecoaram na sala! Rapidamente, o Sr. Valentim de Carvalho importou esta gravação, que foi oferecida à editora pela «Angel», que reeditou esta canção naquele que foi o 1.º L.P. de Amália Rodrigues, o disco «Amália Rodrigues Sings Fado From Portugal Flamenco From Spain» […] O resultado foi este: toda a gente se esqueceu completamente de quem era a legítima criadora desta canção, e a criação deste fado passou a ser associado [sic] pelos especialistas à cantadeira Amália Rodrigues, quando na verdade isso é mentira.

Mirita Casimiro em cena com «Lisboa Não Sejas Francesa» na opereta em 2 actos, «A Invasão», no Maria Vitória, Lisboa, 1945

 Só recentemente é que os especialistas descobriram que afinal esta canção era uma criação de Mirita Casimiro […]

(Miguel Vaquinhas, RDZ — Radiodifusão Zonofone, in Youtube, 12/VI/17.)


(*) A Invasão estreou-se definitivamente no Maria Vitória em 16 de Fevereiro de 1945, despediu-se em 2 de Maio (cf. Diario de Lisbôa, 15/II, 16/II e 2/V/1945).

Rótulo do E.P. de 7", 45 r.p.m. Les Amants du Tage de Amália Rodrigues (Columbia — SLEG 5005, Portugal, 1955), de A. n/ id., in Discogs.
Recorte do Diario de Lisbôa de 16/II/1945.
Mirita Casimiro em cena n' A Invasão. Fotografia de Teixeira, in Paulo Vasco, «Recordações & Artistas», 26/I/2024.

Escrito com Bic Laranja às 15:30
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Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Novidade: capas para sofá e …

 Há o fado da Lisboa não sejas francesa. É de quando Lisboa era portuguesa. Ao fado alfacinha, agora, nem Paris há que lhe valha…

Chez Long [Chaise longue], Lisboa — © 2024
Chez Long [Chaise Longue], Lisboa — © 2024

Escrito com Bic Laranja às 10:47
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Domingo, 14 de Abril de 2024

Notícia dum domingo de Abril há 80 anos

 A primeira viagem para o Aeroporto realizou-se às 8 horas, e nela tomaram parte 8 passageiros…

Dois oitos e um oitenta, portanto.

«Os autocarros da Carris começaram hoje a funcionar…», Diario de Lisbôa, 9/IV/944
«Os autocarros da Carris começaram hoje a funcionar…», in Diario de Lisbôa, 9/IV/944, p. 4.
Recorte ajeitado da fotocópia dum jornal da Fundação do irmão do dr. Tertuliano.

Escrito com Bic Laranja às 20:20
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O 6 na volta do 4

 Depois dum ensaio em Março duma carreira de auto-carros dos Restauradores ao novo aeroporto da Portela, em 9 de Abril de 44 (um domingo) a Carris inaugurou formalmente em Lisboa [estabeleceu a título de ensaio, segundo o Diario de Lisbôa] o serviço de auto-carros com as carreiras Restauradores-Aeroporto e Restauradores-Avenidas [circulação Restauradores-Alameda de D. Afonso Henriques, segundo o mesmo Diario de Lisbôa] ou, em rigor, Restauradores-Miguel Bombarda.

Autocarro A.E.C. Regent, n.º 6 da frota da Carris, na volta da carreira da Miguel Bombarda (carreira 4), S. Sebastião, c. 1944. A. n/ id., in Fotold
Autocarro A.E.C. Regent, n.º 6 da frota da Carris, na carreira da Miguel Bombarda (via Duque de Loulé — carreira 4), S. Sebastião, c. 1944.
A. n/ id., in Fotold.

 

 Ante ali a curiosidade talvez admirada de quem via passar o auto-carro, o Sol a pino, a pequena multidão saindo da Feira Popular do parque de José Maria Eugénio de Almeida, avento que possa a imagem ser dum domingo daqueles mêses de 44 seguintes à inauguração. 
 O auto-carro que ia a passar era o da circulação Restauradores-Miguel Bombarda, no caso, via Duque de Loulé, mais tarde a carreira 4.

 Segundo Cruz-Filipe, o auto-carro vinha dos Restauradores pela Avenida, na Rotunda tomava a Duque de Loulé, seguia pela Pr. José Fontana, Rua Almirante BarrosoLargo de D.ª Estefânia, Rua de Pascoal de Melo, Pr. do Chile, Av. Almirante Reis, Alameda e Av. António José de Almeida até à Miguel Bombarda; regressava ao depois pela Av. Duque de Ávila, Rua do Marquês de Fronteira, Rua Rodrigo da Fonseca, Rua Joaquim António de Aguiar, Rotunda e Avenida até aos Restauradores; em toda a volta com paragens em:

  • Restauradores (terminal),
  • Av. da Liberdade no cruzamento com a Rua Manuel de Jesus Coelho,
  • Rotunda
  • Av. Duque de Loulé no cruzamento com a Luciano Cordeiro,
  • Liceu Camões,
  • Largo de D.ª Estefânia,
  • Rua Pascoal de Melo (viaduto da),
  • Pr. do Chile,
  • Av. Almirante Reis na Alameda de D. Afonso Henriques,
  • Instituto Superior Técnico,
  • Av. Duque de Ávila no cruzamento com a Cinco de Outubro,
  • São Sebastião,
  • Penitenciária,
  • Liceu Maria Amália,
  • Rua Joaquim António de Aguiar no cruzamento da Rodrigo da Fonseca,
  • Av. da Liberdade, à Rotunda, e
  • Restauradores (terminal).

 As partidas dos Restauradores aos dias úteis eram às 8h45, 9h00, 9h45, 10h00, 10h45, 11h00, 12h00, 12h15, 13h00, 13h15, 14h00, 14h15, 15h00, 16h00, 17h00, 17h15, 18h00, 18h15, 19h00, 19h15, 20h00 e 20h15. Aos domingos e feriados o serviço começava ao meio-dia. 
 O preço dos bilhetes não sei agora dizer [era 1$50, i.é, 15 tostões].

Escrito com Bic Laranja às 17:10
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Sexta-feira, 12 de Abril de 2024

Levou mesmo assim…

 Porque esteve na ordem do dia, aqui vai esta do Caco Baldé, do tempo [ainda] dos feitos da Guiné.

 O nosso General teve um pequeno acidente com o seu monóculo, enviou o seu impedido a um oculista da cidade, cuja empregada era familiar do proprietário, natural duma aldeia perto da minha.
 Avisado depois de reparado o monóculo,  foi ele mesmo levantá-lo com aquele seu ar austero, de camuflado engomado, sempre simpático para com as populações.
 No acto da entrega pergunta-lhe a empregada:
 — Senhor Governador, quer que embrulhe ou leva-o no olho?
 — Menina, dê cá o monóculo, no olho levam vocês!...
 A rapariga desmanchou-se a rir quando nos contou!

António Ramalho (furr. mil., CCAV 2639), cit. em «Guiné 61/74 – P18918: O Spínola que eu conheci (33); Três histórias da Spinolândia», in Luís Graça & Camaradas da Guiné, 13/VIII/18. 


Visita do general Spínola no dia seguinte ao ataque ao destacamento de Pete, Guiné, 9/XI/1970.
Fotografia: Victor Garcia — © 2009, in Luís Graça & Camaradas da Guiné

Escrito com Bic Laranja às 18:07
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2024

De monóculos (ou das spírulas que me dão)

Púbico (assim mesmo!), 10/IV/24

 Uns dizem que foi em segredo. Estes, que foi às escondidas. Duas maneiras de bufar a coisa.
 Entre um sonso e os bufos, pregunto-me: a medalhinha ao prussiano do pingalim foi pelos feitos ou pelos desfeitos da Guiné?

 

Escrito com Bic Laranja às 11:31
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Domingo, 7 de Abril de 2024

Uuuh, forget

 Nos anos 70 a Radiotelevisão apareceu a meter uns telediscos a tapar buracos da emissão. Cuido que era a tapar buracos, onde antes punha aquele letreiro de «pedimos desculpa por esta interrupção &c.» porque aqueles telediscos não eram anunciados na programação. Havia um dos Queen, um dos Rolling Stones, não sei se dos Supertramp também.

 É só uma vaga ideia. Lá por 79/80 acabaram com aquilo.

 Creio que esta dos Squeeze ainda fez parte. Doutra maneira como me ficariam logo desde esses tempos aquelas desengonçadas do coro que parecia que diziam…?

 

Squeeze — Cool For Cats
(1979)

Escrito com Bic Laranja às 22:51
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Phalænopsis — (c) 2024

Phalaenopsis, Lisboa — © 2024
Phalænopsis, Lisboa — © 2024

 

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Sábado, 6 de Abril de 2024

Do que bate leve, levemente e entra à bruta

 Um dia fui tolhido de ver a Internete no meu computador pessoal como era hábito, com o meu programa habitual de ver a Internete, para ser obrigado a escolher livremente entre o programa informático que já tinha e usava para ver a Internete, e um doutros programas que nem sabia quais nem me interessavam, com que podia também ver a Internete.

 Por um princípio de liberdade.

 Um princípio sagrado de liberdade individual, ditado por uma certa Comissão que povo nenhum elege ou sufraga, plebescita ou referenda, mas que se arroga tanto a reger nações soberanas da Europa como computadores domésticos, a curvatura do pepino à venda na praça e, ùltimamente, a injecção que uma pessoa há-de tomar antes de poder trotar o mundo ou pelo menos vaguear pelas ruas da euro-amargura.

 Parece que isto era para pôr na ordem uma multinacional marico- ou micro-soft em privilegiado monopólio. Monopólio que é ao fim e ao cabo comércio em grande, e a tanto vem a razão de me tutelarem à força o meu sagrado princípio de liberdade individual…

 Adiante com o preâmbulo.

 Um dia o Internet Explorer foi-me desinstalado à minha revelia do meu computador. Ainda se não babujava ei-ai (uns poucochinhos dirão inteligência artificial) a cada perdigoto na imprensa e pelo mundo do futuro já hoje, mas há-de ter sido uma coisa esperta assim: ei-ai. Removeu-me o Internet Explorer do meu computador e, com inteligente estrutura de decisão if… then… else… (made in  & U-é-sei ou made in & Yú, não sei…) pôs-me o caso: para ver a Internete, pode [deve] escolher o Internet Explorer da nossa marca ou outro internet explorer doutra marca.

 Não me recorda se me foram apresentados os doutra marca, mas pouco importa porque escolhi por mim o que já tinha e me já habituara a ter, pois gosto de viver habitualmente e aprecio só novidades antigas. Ao depois que então decidi livremente o que fui obrigado a escolher, repôs-se-me o computador na primeira forma e pude entre tanto seguir com esta vida.

 Este desabafo agora para dizer que de há meses a tal multinacional marico-soft ou micro-mole se me pôs com mariquices no meu computador. Meteu-se-me a pôr um programazinho Edge para eu ver a Internet sem me dar maneira de o tirar. Como já escolhi há anos de acordo com a liberdade que me impuseram e mudei de escolha entre tanto com a real gana que me ninguém impôs, achei aqui um par de abusos: não ter escolhido eu o pôr, e não poder eu tirar do meu computador (meu?… será?!…) a coisa Edge da tal marico-mole.

 Foi duro!

 Concluindo. Finalmente achei uma farramenta que arranca à bruta a tal coisa Edge, aparentemente sem estragar. O caso foi que a tal marico-mole não desistia e, a cada semana, por meses, enfiava a coisa no meu computador e eu, tirava. Tornava a pôr e eu, tirava. Até que há uma semana ou duas deixou de pôr…

 Porreiro, pá! — mas estranhei. Que se seguiria?

 Pois ontem, acendi o computador e sem fazer nada além de acendê-lo apareceu-me o correio electrónico vestido de New Outlook! Com publicidade e tudo. Até aqui, o programa do correio electrónico Windows Mail só funcionava quando o eu invocava. Agora isto!…

 A coisa do Edge, fui ver, não está, mas apareceu este coiso Outlook com escarelho de fora.

Boneco «inteligente» do Bingo à 10.ª instrução humana, 6/IV/2024 à 1h24 da tarde.

Escrito com Bic Laranja às 11:18
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Sexta-feira, 5 de Abril de 2024

Do apagar da memória

 Tropeça-se a cada passo com isto… 

 

«Dentro de dias passam 100 anos [do ‘raid’ aéreo Lisboa-Macau], in «O Aviador», Livro das Fuças, 4/IV/24.

 Bem! Estamos em Abril. É o tempo dele. Tirando Abril é o tempo todo. 

 O Estado Novo amnistiou Sarmento Beires em 1951 e reintegrou-o na reserva e no posto de Major.
 Sarmento Beires comandou a revolta de 26 de Agosto de 1931 contra a Ditadura Militar, foi cabecilha da conspiração dum novo golpe contra o regime em Novembro de 33, mas a polícia descobriu a conspiração. Foi preso, julgado e condenado a sete anos de desterro. Não foi condenado a pena de prisão. Pediu para cumprir pena em Macau, no que foi atendido. Exilou-se ao depois em Espanha, Marrocos, França e Brasil. Dirigiu um pedido em 1945 à conferência de Potsdam para os Aliados proscreverem o regime do Estado Novo. 
 Bem certo que o Estado Novo lhe não deu nome em nenhuma rua, mas após tamanhos trabalhos a ser «crítico» do Estado Novo, o que admira é que haja sido amnistiado e reintegrado como Major na reserva pelo mesmo Estado Novo. 

Talvez tenham sido os feitos aeronáuticos, patrióticos, como o Estado Novo, não?!…

 

José Manoel Sarmento de Beires e Antonio Jacinto de Brito Paes, a bordo do avião «Pátria», momentos antes de descolarem do campo do Grupo de Esquadrilhas de Aviação «República», Amadora, 7/IV/1924. A. n/ id., A.N.T.T., Empresa Pública do Jornal «O Século», Fotografias de 1921-1925, doc. 6942.
José Manoel Sarmento de Beires e Antonio Jacinto de Brito Paes, a bordo do avião «Pátria», momentos antes de descolarem do campo do Grupo de Esquadrilhas de Aviação «República», Amadora, 7/IV/1924.
A. n/ id., A.N.T.T., Empresa Pública do Jornal «O Século», Fotografias de 1921-1925, doc. 6942.

Escrito com Bic Laranja às 10:49
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Quarta-feira, 3 de Abril de 2024

Redacção sobre a bola

 Uma indisposição desgraçada pregou ontem comigo no estaleiro. Melhorzinho à hora da ceia — obrigado! — animei-me a passar do canal dos bebés, com que passei a tarde e passo o tempo todo que tenha a televisão ligada e — olha! — estava a dar a bola na Radiotelevisão. Assim, como antigamente, e logo um Benfica-Sportem!

 Bem, bem que bola à terça-feira não seja como antigamente. Havia bola à quarta, quando havia a taça dos campeões europeus, a taça das taças e a taça das feiras, ou das cidades com feira — que ao depois crismaram U.E.F.A. não sei se por vaidade se por vergonha do nome —, e havia bola aos domingos à tarde. Lá por uma vez ou outra havia um jogo ao sábado à noite a dar na televisão. Ao sábado à noite para não concorrer com os jogos de domingo à tarde, a tirar-lhes o público. Bola na televisão em domingo à tarde só a final da Taça de Portugal.

 Ou em dia feriado, no 10 de Junho.

 Isto, quando o mundo tinha uma certa ordem, ou pelo menos como eu o entendia e memória mo põe.

 Pois ontem, era para a Taça. Um Benfica-Sporting. À terça-feira e uma 2.ª mão — outra modernice, de certo ditada pelo cheiro… a cifrões.

 O primeiro Benfica-Sporting que vi foi ainda no tempo do Manuel Fernandes e do Jordão, mas já não foi do Damas e do Yazalde. Fui ver ao campo da Luz. Chamavam-lhe estádio, mas era um campo. Estádio era o Nacional, o Universitário e o de Alvalade, que tinham pistas de atletismo. O do Benfica era só o campo.

 Vi primeiro um Benfica-Sporting do que um Sporting-Benfica. Tinha o passo da Carris e fui sòzinho no autocarro. Entrar no estádio para ver o jogo não custava porque os miúdos entravam sempre sem pagar se acompanhados dum adulto, de maneira que não precisei de dinheiro para ir à bola. Pedi a um adulto qualquer — Ó vizinho, deixe-me entrar consigo! — e o porteiro nem disse nada. Agora até  os bebés pagam. Até para ver em casa se paga… Dessa vez o Sporting perdeu 2-0, acho…

 O meu primeiro Sporting-Benfica foi só ao depois. Fui com meu pai ao estádio de Alvalade; de metro até Alvalade e no 7 extraordinário, de Alvalade ao estádio, que era de Alvalade, mas era para lá do Campo Grande (e ainda é de Alvalade, como é ainda para lá do Campo Grande, mas é só um campo, como o da Luz era e também não deixou de ser).

 O meu primeiro Sporting-Benfica foi assim. Mas o primeiro Sporting-Benfica de que me lembro é do tempo do Damas e do Yazalde; foi um que o Benfica ganhou por 5-3 e que meu pai me não levou a ver; e lembra-me dele por a minha mãe me ter comentado ao ouvir o resultado, no fim do relato na telefonia:

 — Ena, o Sporting perdeu 5 a 3! O teu pai há-de vir pior que estragado.

Uma fase do jogo de futebol realizado entre o Sporting e o Benfica no Estádio José de Alvalade, Lisboa, [1973/74 ?]. A. n/ id., in A.N.T.T., Flama, Positivos, pt. n.º 2549, 091.
Uma fase do jogo de futebol realizado entre o Sporting e o Benfica no Estádio José de Alvalade, Lisboa, [1973/74].
A. n/ id., in A.N.T.T., Flama, Positivos, pt. n.º 2549, 091.

 Com melhor desfecho há outra história, mas é dum Belenenses-Sporting, que o Sportem ganhou e foi campeão, e o meu pai ao chegar a casa, ao depois, trazia pastéis de Belém. Mas essa outra redacção, não é do meu tempo, e o meu irmão é que a sabe.

Escrito com Bic Laranja às 10:52
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