12 comentários:
De O Réprobo a 16 de Março de 2008
Os efeitos que o preto e branco permitem! A Senhora à nossa esquerda parece desnudada de tronco e prestes a deixar cair a saia escura. Por outro lado, que coisa vende aquela banca? Por um momento pareceu-me relógios. Assim fosse, a anafada dama cheia de roupa, mais a precedente contraposta, poderiam configurar uma alegoria das idades da Mulher. Abraço, Amigo Bic.
De Bic Laranja a 16 de Março de 2008
O que vossemecê foi arranjar! Agora não consigo olhar para a senhora sem na ver nessa triste figura, ah ah! Cumpts.
De Aucun a 19 de Março de 2008
Il peut que ça soit malgré vous, mais vous êtes un dénaturé, mon pauvre Réprobo.
De Aucun a 19 de Março de 2008
Cela, pas ça. Veuillez bien excuser.
De [s.n.] a 17 de Março de 2008
Ali, na esquina do Bairro da GNR, havia uma senhora que vendia jornais e a quem durante muitos anos o meu pai comprou "O Século".
De Bic Laranja a 17 de Março de 2008
Talvez fosse a Amélia dos jornais. Cumpts.
De attenti al gatti a 18 de Março de 2008
Grato pelas suas amáveis palavras e pela ilustração que fez ao meu comentário. Achei interessante também ter conhecido o Casal Novo, morada de meus avós e berço de minha mãe e meus tios. Ainda me lembro bem dos seus últimos moradores.
Conjectura muito bem. A imagem é-me perfeitamente familiar. Em bébé, morei com os meus pais no prédio que fica um pouco abaixo do local onde se posicionou o fotógrafo e durante muitos anos palmilhei aquele sítio. Noutra opurtunidade, falarei do mal-fadado desnível que se vê ao início da Azinhaga. Pelo saber de experiência feito, posso dizer que na foto está a Azinhaga toda que restava na época, chão incluido (num plano mais elevado do que o resto da rua)- exceptuando o lado direito, que foi demolido para construção dos prédios do Bairro da Guarda.
Penso que a foto será do início dos anos 60, porque já não se vê um chafariz que lá existiu e do qual tenho uma vaga ideia. A sua posição não andaria longe dos objectos que vêm no chão, junto ao início do muro e que não consigo identificar. Poderíam até ser os restos desse chafariz, que por lá andaram durante algum tempo.
A Cristovão Falcão nunca teve ligação com a Azinhaga da Picheleira. O troço desta que eu conhcí, começava junto ao primeiro prédio da João Nascimento Costa ( o da pastelaria) e continuava quase na perpendicular com a "Rua Nova" (descontando a curva que fazía para esquerda), até ao final do Casal Novo, onde desaparecía debaixo do aterro. Era este troço ladeado em toda a sua extensão por muros antigos de pedra tosca e neles não se vía qualquer interrupção que indiciasse entroncamento com outra artéria. A parte soterrada da Azinhaga ìa para as bandas do Jardim Bulhâo Pato (vulgo da Nêspera ou do Alto Pina) mas num plano inferior. Assim, a partir do Casal, subía-se por um atalho entre o aterro e os terrenos antigos e vinha-se desenbocar na Coronel Ferreira do Amaral, nos terrenos da Antº Arroio, de frente para a papelaria que faz gavêto. À esquerda ficava uma vasta extensão de aterro que ía ao longo da F. do Amaral até quase à Rua Luís Monteiro, à direita ficam antigos terrenos agrícolas, compreendidos no perímetro F. do Amaral, Az. da Fonte do Louro/Bairro da Guarda, traseiras da Veríssimo Sarmento, "R. Nova", Az. da Picheleira. Ao logo da F.do Amaral o terreno ía subindo gradualmente de nível até atingir a cota da Az da F. do Louro/B. da Guarda. A C. Falcão, logo após cruzar a F. do Amaral, terminava abruptamente contra a encosta desses terrenos mais altos. Foi o rompimento destes, há vinte e muitos anos, que possibilitou a ligação da C. Falcão à Rotunda da Olaias. Foi por isso que a Antº Arroio ficou num plano mais elevado, que era o nível a que estavam os terrenos onde terminava a C. Falcão.
Deve ter sido nesses mesmos terrenos que tiveram lugar as cenas campestres, cujas fotos decoravam as paredes de uma leitaria existente na esquina da R. Melo Gouveia com a R. Barão de Sabrosa, frente ao ex-Max Cine, hoje Igreja Paroquial - percursora da transformação de cinemas em templos. Se ainda lá estiverem, aquí fica a pista.
Cordiais saudações.
De Bic Laranja a 18 de Março de 2008
Obrigado eu pelo seu rigorosíssimo comentário. Percebo perfeitamente agora por onde corria a velha Azinhaga da Picheleira. Na verdade só soube do Casal Novo há pouco tempo, pelas imagens que o Arquivo Fotográfico da C.M.L. guarda. Antes não fazia ideia.
Obrigado também pela pista da pastelaria ao pé do Max, que já conheci mas que me esquecera completamente. À laia de retribuição aqui lhe deixo endereço do Arquivo Fotográfico, caso ainda não conheça. Faça uma pesquisa pelo termo 'Picheleira' e pode ser que reveja alguém conhecido do Casal Novo.
Cumpts.
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/sala/online/ui/SearchBasic.aspx?filter=AF
De Attenti al Gatti a 26 de Março de 2008
Penhorados ( e tardios) agradecimentos pelo endereço do Arq. Fotográfico. Visitei-o quase no início da sua criação, mas grande parte do acervo ainda não estava disponível e a informática, tal como a conhecemos hoje, ainda dava os primeiros passos. Daí que só lá voltei algumas vezes para vêr exposições temporárias, que isto da inércia é um dos grandes males da Humanidade, eu incluído. Graças à sua prestimosa ajuda poderei, sem ofensa da minha preguiça militante, visitar de novo, virtualmente, O Arquivo.
Grato. Cumpts.
De Bic Laranja a 26 de Março de 2008
De nada. Cumpts.
De Atentti al Gatti a 27 de Março de 2008
Calculei que o Arquivo Fotográfico Municipal tivesse um sítio na Net. Bem procurei por ele, mas nunca o encontrei. Daí que, na posse da sua preciosa informação, rumei para lá a todo o pano. E eis-me caído na mítica Azinhaga da Picheleira. Maravilha das maravilhas: está lá tudo! O Casal Novo, com a casa da Tí Custódia Leiteira e seu marido, já abandonada, assim como o ferro-velho que se situava no portão ao lado ( o que me suscita dúvidas sobre a data das fotos. Diria que têm um par de anos a mais) o carreiro que, partindo deste casal, alcançava a Coronel Ferreira do Amaral, com a barraca que albergava o cigano Sareco e família, onde se destacava a filha Esmeralda que, fazendo jus ao nome, tinha uns lindíssimos olhos verdes, mas que (no melhor pano cai a nódoa) "olhava contra o Governo" i.e., um desses olhos era irremediavelmente estrábico. Ninguém diria que chegaram a passar automóveis por alí. Impressionante! Até lá estão pequenos pormenores que, tantos anos depois, eu já não tinha a certeza de serem reais ou produto da minha imaginação - o que me dá a satisfação acrescentada de ainda ter o "disco rígido" em bom estado. É espantoso como alguém se deu ao trabalho de fotografar aquilo. Eu próprio podia te-lo feito, mas tal nunca me ocorreu - e o que eu me arrependo agora! É pena eu não poder partilhar estas imagens com a minha mãe, falecida há dois Verões atrás. Tería exultado. Estou-lhe imensamente grato. Cumpts.
De Bic Laranja a 29 de Março de 2008
Obrigado eu, pelas memórias e pelas personagens. O Casal Novo revive. Cumpts.

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