De Luciana a 22 de Março de 2008
Mais uma vez nos brinda com uma fantástica descoberta... Esta foto é maravilhosa!
Desta zona da cidade existem poucas fotos anteriores ao final dos anos 50, início de 60, altura em que se iniciou um verdadeiro massacre arquitectónico. Esta é actualmente – a par das chamadas Avenidas Novas - uma das zonas mais descaracterizadas e até bizarras na sua “organização” (veja-se o exemplo do prédio “entalado” de que já falei no meu blogue). Valem-lhe algumas ruas ainda vivas de histórias… das quais guardo muitas vivências e recordações. Ando a tentar reconhecê-las aqui na “sua” foto. Ainda estou um pouco baralhada…
Parece-me reconhecer a casa em segundo plano à nossa direita… O moinho conheço-o bem. Já lá estive várias vezes. A envolvente – no Monsanto - até está agora bem cuidada.
Se descobrir mais coisas avise aqui os seus ávidos leitores! :-)

Abraço
Luciana
De Attenti al Gatti a 22 de Março de 2008
Com o devido respeito, tomo a liberdade de complememtar as suas recordações com as minhas. Aí por 1967, acompanhei várias vezes um familiar ao IPO.
O "eléctrico", "a nove" pela Rua Nicolau Betencourt abaixo, abanava-se como um cão molhado. Era um gozo aquela recta. Entrava-se na Pr. de Espanha, e da entrada do "metro" apenas se via o "M" por cima do alto matagal, com um carreiro que conduzia às escadas. À esquerda, o palácio da Embaixada de Espanha, destacava-se. À direita, os "chalets da R. Mário Castelhano e suas imediações. Era o campo. Mais ou menos ao topo da Pr. de Espanha, viravamos para a esquerda, emdirecção à R. Professor Lima Bastos. Logo a seguir à curva, do lado contrário, num plano mais alto, surgia um poço grande sombreado por uma figueira ramalhuda, cujas folhas quase roçavam o "trolley" do "eléctrico". E chegava-mos ao nosso destino, o Hospital de Palhavã, como era conhecído na altura, de fronte de moradias burguesas, com seus jardis e gradeamentos, onde as "criadas de servir", algumas
fardadas segundo o figurino clássico, faziam compras aos vendedores ambulantes. Mesmo naquela época, era um mundo à parte.
Saudações revivalistas.
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