Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

- Há frut' òò-chicolate!

 Em menino era guloso. Dos bolos fui aprendendo o nome mas dos gelados da minha infância não tive tempo. Desse tempo em que a minha mãe mos comprava comigo apontando: -"Quero um destes!" - tenho uma vaga ideia de que, antes de haver Super Máxis, houve um gelado do género (chocolate e baunilha) que emparelhava com os Laranja e Ananás na forma (cf. 1971) e que depois acabou.
 E ao depois acabaram também aqueles que tinham um copo com um pauzinho para empurrar por baixo.
 E acabaram também com um que emparelhava com o Crispy, com menos amendoim por fora mas com frutinhas por dentro que uma vez - lembra-me - o Ti Nitas me pagou um lá na leitaria.
 E por fim até acabaram com o Crispy.
 E agora - não sei se sou eu, se é essa maluqueira da alimentação saudável que para aí vai - nem o Super Maxi tem já o mesmo sabor que tinha dantes.
 


1971


1972


1973


1974

 Os cartazes (infelizmente ilegíveis) estão nas imagens de marca. Recordou-mos hoje a srª Dª C.C..

Escrito com Bic Laranja às 20:55
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45 comentários:
De Santa Nostalgia a 18 de Agosto de 2008 às 22:53
Hummm, já ía um corneto. Sempre deliciosos, no Verão ou até mesmo no Inverno.
De Bic Laranja a 18 de Agosto de 2008 às 23:53
Pois comigo já foi. Mas os rajás são como a fruta. Só incomparavelmente melhor na sua época. Cumpts.
De Paulo a 18 de Agosto de 2008 às 23:06
Homenagem também aos vendedores de esquimós, e ao pregão, Há Esquimó Fresquinhoooooooo, há Frutó Chocolate.
Peço desculpa mas vi-me na obrigação.
De Bic Laranja a 18 de Agosto de 2008 às 23:51
Esquimó fresquinho. Muito bem lembrado. Obrigado!
De Maria a 18 de Agosto de 2008 às 23:39
> nem o Super Maxi tem já o mesmo sabor que tinha dantes.

è por causa do buraco de ozono .
Abraços de Verão

Maria

PS: Eu hoje ando pela bolgosfera a distribuir comentários parvos. Este foi o que lhe calhou na rifa. Podia ser pior, não ? ;)
De Bic Laranja a 18 de Agosto de 2008 às 23:50
Pode bem ser. Do buraco do ozono.
Cumpts. :)
De MCV a 19 de Agosto de 2008 às 01:49
Esse de que fala que emparelhava com os de Laranja e Ananás, era, se a memória não me trai, o Delicô.
E se ela não me trai outra vez, os de Laranja e Ananás custaram, anos a fio, 2$50.
Abraço
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 15:06
Sim, Delicô. Já me tinha dito, não foi? E lembro-me dos de gelo serem a esse preço.
Cumpts.
De Paulo a 19 de Agosto de 2008 às 07:14
Também devemos recordar a marca Rajá que era Portuguesa e fabricada pela Fábrica Sibéria.
Salvo erro ou omissâo era no Arco do Cego.
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 15:07
Lembro-me muito mal dos Rajá embora use muito o termo rajás para dizer gelados. Nem sabia onde era a fábrica. Obrigado!
De T a 19 de Agosto de 2008 às 19:12
Sim, eram vinte e cinto tostões:)
E houve uns muito pequenos que estão no cartaz de 1971. Adorava esses!
Pena não haver dos anos 60.
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 15:07
Vai ver ainda aparecem. Cumpts.
De Funes, el memorioso a 19 de Agosto de 2008 às 19:40
Na minha infância, a Rajá oferecia com cada gelado um boneco do "Carrossel Mágico". Lembro-me de ter conservado durante anos o "saltitão" e a vaca "Margarida". O "Carrossel Mágico" está a passar, outra vez, na RTP2, mas creio que se trata de uma nova série do programa (com novos bonecos) e não da reposição da série original.
Quanto à "Olá", considero a "tarte de whisky" que fabrica o produto mais saboroso que alguma vez a mente humana concebeu. É deliciosa! Desgraçadamente, nunca a encontro em supermercados. Alguém me sabe explicar a razão de só se vender em restaurantes?
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 16:07
Não me lembro desses brindes. Lembro-me do Franjinhas, porém. Por acaso vi ontem em animação por computador. Julgo que é a nova séria de que fala. Cumpts.
De Paulo a 19 de Agosto de 2008 às 23:08
Turnicuti turnicuton, a vaca não se chamava Rosália?
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 16:10
Pois parece que sim. E parece que tinha um malmequer na boca, que não tem nos bonecos novos. Quem me disse foi aqui a senhora que se lembra melhor que eu. Cumpts.
De Atentti al Gatti a 20 de Agosto de 2008 às 00:00
Bem lembrado o Rajá. Olhó Rajá - o melhor que há! Efectivamente a fábrica ficava no Arco do Cego, na R. D. Estefânia a tornejar para a Duque de Ávila, mais ou menos onde hoje está o restaurante "Siga la Vaca". Faleceu da mesma moléstia que também vitimou, pela mesma época, o vizinho cinema Ávila.
Também era o Rajá que dava os melhores brindes: soldados americanos e respectivo forte (para o pauzinho premiado) o "Franginhas" e seus pares, tendo como prémio os ditos e mais um teatro, com ranhuras no palco para as personagens, tudo em papel, etc.
Uma sentida homenagem às fábricas de gelados da R. Actor Vale: a Esquimaux, do lado da Alameda e a sua congénere na esquina da da Actor José de Almeida, já aquí faladas.
A.v.o.
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 16:14
O cinema não era o Avis? Lembro-me de nessa esquina havia algo da Carris.
E que acha do prédio que pousa nessa esquina hoje?
Cumpts.
De Atentti al Gatti a 22 de Agosto de 2008 às 03:02
Tive um lapsus memoriae. Era o Avis, sem dúvida. E devia lembrar-me, pois foi lá que ví "Trinitá, o Cowboy Insolente", p.ex. Alí se exibiu "Bobby, em lacrimejantes lotações esgotadas, nos inícios do cinema indiano em Portugal. Não simpatizo muito com o tal prédio de esquina, embora conceda que no meio da miséria que por aí vai, nem é dos mais feios. Quando o resto do quarteirão for demolido, os mamarrachos que se seguirão, farão dele um edifício bonito. A estação da Carris do Arco do Cego, situava-se frente ao cinema Avis,onde hoje está o jardim. Foi inaugurada em 1902. Em 1936, sofreu um corte de 9000m2 para possibilitar a construção da Casa da Moeda e em 1997 foi desactivada. Falou-se em instalar lá o Museu da Carris mas, por um daqueles estranhos negócios em que o património público fica ao serviço do capital privado, foi lá parar,estúpidamente, uma estação de camionagem, que teve vida efémera, porque a população local lutou tenazmente contra tão nefasto vizinho. Na quase total demolição, perdeu-se um belo edifício em tijolo "burro", que muito beneficiaria o jardim existente. Hoje, pouco mais há que o esqueleto do falecido "car barn", encalhado num relvado de duvidosa utilidade prática. Resta afogar as máguas, em frente, na cervejaria "Duas Amazonas".
A.v.o.
De Bic Laranja a 23 de Agosto de 2008 às 09:45
As instalações da Carris devem fazer água na boca a muitos. O museu da Carris teria sido uma belíssima solução que poderia ter mantido algumas linhas de eléctricos abertas nas avenidas. Tanto mega-projecto por aí e ninguém aparece com a grande obra de ressuscitas a via férrea da Carris. Cumpts.
De Atentti al Gatti a 24 de Agosto de 2008 às 03:37
Não a muitos. São poucos mas têm muito peso. Dão pelo nome de imobiliário. Mas isso é só uma parte dum problema mais vasto. Para começar, os administradores das empresas do sector empresarial do Estado, deviam ser pessoas conhecedoras e competentes e não amigalhaços diletantes, premiados permanentes na lotaria dos tachos. Voltando aos eléctricos: a carreira 28, a única digna desse nome feita com electricos clássicos, é uma mina de ouro em termos turísticos, mas só é verdadeiramente explorada pelos carteiristas. Os turistas, esses, fazem bicha nas paragens, à torreira do Sol, à espera de um eléctrico que leva que tempos a aparecer e ainda por cima vem à cunha. Exemplar. A C.P., para não ficar atrás, em vez de aproveitar o seu vasto potencial turístico-ferroviário, abandona-o, ou colecciona acidentes na fabulosa linha do Tua, que já nem sequer é feita em comboio clássico, ou faz umas viagens em comboio a vapor (que às vezes é a diesel) entre a Régua e Tua, mas só aos Sábados, de 31 de Maio a 4 de Outubro, a 43 Euros por cabeça, o que dá quase 1 Euro por Km. Se calhar, qualquer dia acaba-se, com a desculpa habitual da falta de passageiros, o que a estes preços não admira.
Há excepções: o sr. Fernando Pinto, administrador da TAP. Mas esse veio de fora. Foi fornecido pela Egor (uma agência de empregos) e tem-se aguentado lindamente numa altura particularmente difícil e sem mandar ninguém para o olho da rua. Ou melhor, mandou, mas era alguém que nunca lá devería ter entrado: um senhor chamado Falcão e Cunha que trocou o tacho da Expo pelo da transportadora aérea e que só sabia dizer que "aquilo não era um clube de aviadores e era preciso despedir pessoal". O mesmo senhor que, segundo foi noticiado, pediu uma declaração de insolvência. Pelos vistos nem o seu património soube gerir. É sintomático que os gestores públicos não cheguem a altos cargos no sector privado nem criem, eles próprios, empresas que se vejam.
Mas isto dá pano para mangas e eu, dizendo pouco, já me excedí muito, do que peço desculpa.
A.v.o.
De Bic Laranja a 24 de Agosto de 2008 às 12:06
Mas disse tudo. Seriemente e sem excesso. Cumpts.
De Luciana a 25 de Agosto de 2008 às 11:19
Cem por cento de acordo, Sr. Gatti!
Que pena a surdez daqueles de quem fala…

Abraço
Luciana
De alfacinha a 20 de Agosto de 2008 às 15:36
prefiro o magnum clássico
De Bic Laranja a 21 de Agosto de 2008 às 16:22
É bom. Mas ainda assim calha-me mais o Super Maxi.
Cumpts.

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