16 comentários:
De Luciana a 27 de Agosto de 2008
Eh, pá! Que lembranças me trouxe agora esta imagem!...
Este “estaminé” que aqui se vê durou largos anos e passei por ele centenas de vezes em pequenina! Estava lá sempre uma senhora meia entrapada, que na altura me parecia velhinha – deveria ter aí os seus 40/50 anos! :-)
Na continuação da rua ficava a maravilhosa Casa Miranda (se a memória não me trai, era esse o nome) onde se vendiam os mais maravilhosos doces e chocolates, que faziam as minhas maiores delícias em criança (penso ser agora um armazém de roupa). Mais à frente existia a Agência de Viagens Rodarte (ainda existirá?) através da qual fiz as minhas primeiras viagens à distante Espanha…
Ao contrário do que aparenta esta imagem, nesse tempo a Rua da Palma e a Avenida Almirante Reis ainda eram locais aprazíveis – apesar da eterna e desarrumada ruína do Martim Moniz – muito longe dos negros tempos que se abateram uma década depois. De então para cá nasceu uma Lisboa que não (re)conheço, nem sequer consigo (re)visitar…

Abraço
De Bic Laranja a 28 de Agosto de 2008
Grato pelo testemunho. Obrigado! :)
De Atentti al Gatti a 28 de Agosto de 2008
Esse tapume, hoje desaparecido, na esquina da R. da Palma com a r. de S. Lázaro, durou dezenas de anos. No início, estava mais avançado e mais apresentável. Após o 25 de Abril, foi recuado e, aos poucos, foi ganhando o aspecto que se vê na foto e assim se manteve até ser removido, salvo erro nos anos 90,tal como a balança, que assistiu a estas mudanças, impávida e serena, apesar dos maus tratos sofridos.
Sempre sentí curiosidade por saber os motivos que estiveram na origem do tapume e porque ocultava a parede que hoje está à vista. Talvez o mau remate do entroncamento do Martim Moniz com a R. da Palma.
À direita da foto, logo a seguir à prumada do algeroz, ficava a "Antiga Casa do Café Socorro" que durante anos forneceu a casa de meus pais, através de um simpático vendedor, envergando uma espécie de farda em caquí e que se anunciava como "o homem do cafézinho". Seguíam-se a porta da escada do prédio e a agência de viagens Rodarte, cujos magníficos autocarros (que pena não haver um exemplar no Museu do Caramulo) costumavam parquear no aterro onde hoje está a Escola António Arroio.
Virando à direita, a seguir ao quiosque, existíu o Bolero, depois Duínia e actual armazém de atoalhados, que era assím uma espécie de "night club" onde pontificavam um pianista e umas simpáticas senhoras e cujo ambiente será difícil de explicar aos meros conhecedores de "discotecas".
A.v.o.
De Bic Laranja a 28 de Agosto de 2008
Obrigado também pelo testemunho. V. a casa dos cafés do Socorro aqui: http://biclaranja.blogs.sapo.pt/119371.html
Obrigado! :)
De Atentti al Gatti a 29 de Agosto de 2008
Obrigado pela pista. Já fui ver. Embora a foto seja anterior à minha chegada a este planeta, lá está o tapume e a Casa do Café, tal como os recordo nos primórdios da minha infância. Se passar por este local, espreite (se ainda existir) uma velha barbearia no outro lado da rua, entre a Cervejaria Portugal e a esquina do Martim Moniz. Tinha a montra e as paredes decorados com fotos antigas do local.
A.v.o.
De Bic Laranja a 30 de Agosto de 2008
Obrigado pela pista também. Cumpts.
De Luciana a 31 de Agosto de 2008
E o polícia sinaleiro?! Alguém se lembra dele? Esteve anos e anos ao fundo da rua da Palma. Até sabia o seu nome... Qual seria?
De Bic Laranja a 25 de Agosto de 2016
Lembro-me muito bem do sinaleiro. Não sei o nome.
Cumpra.
De Luciana a 31 de Agosto de 2008

Se não me engano, a antiga Casa de Cafés do Socorro é a mesma – aquela de que falei - que depois se chamou Miranda e agora é um armazém de roupa… Durante um tempo ainda manteve na fachada o nome e no interior o belo balcão e os antigos armários em madeira.
Fiquei curiosa. Vou investigar… :-)

Abraço
De MCV a 28 de Agosto de 2008
O comentário da Luciana reavivou-me a memória dessa casa de rebuçados (para mim era casa de rebuçados) e de lá comprar os de seiva de pinheiro naquele formato em tronco de pirâmide.
Já a coisa em si me lembra que o arrefecimento global e a consequente falta de incêndios que dê notícia, deu foi nisto.
Não há dúvida que a culpa é do Bush, esse ganda malander!
Abraço
P.S. E o officejacking ao Canas? Ele diz que não tem nada a ver com a criminalidade violenta.
De Bic Laranja a 28 de Agosto de 2008
Quem incendeia afinal são os noticieiros. Até do arrefecimento lhes brota fogo.
Essa do P.S. tenho que me informar.
Cumpts.
De Once a 28 de Agosto de 2008
falta-me esta memória de uma Lisboa que hoje amo mas nessa altura não recordo .. isto sobre a foto claro que sobre a introdução gostei da ironia de um eco que como as ondas da pedra atirada ao lago da nossa quietude vai fazendo os seus estragos ..

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 28 de Agosto de 2008
Perdoe-me a correcção. É uma saraivada de pedras. Olhe que já acertaram no ministério do interior. Não viu a ronda da noite? É preciso é haver bairros de ciganos para expiar os ecos.
Cumpts.
De JA a 30 de Agosto de 2008
1976.....mas poderia ser 1876 !

Cumprimentos
De Bic Laranja a 1 de Setembro de 2008
Não creio. É lixo a mais para essa época.
Cumpts.
De Guilherme de Almeida a 25 de Agosto de 2016

Vivi ali de 1958 a 1976. Morei no n.º 177. Conheci a csas de café e tudo o que referem.

Alguém tem uma fotografia do prédio do 177 da Rua da Palma, tirada entre 1958 e 1970? Precisa de ser fotografia dessa época, pois agora está irreconhecivel, com novas lojas e a fachada toda cheia de aparelhos de ar condicionado, que naquele tempo não estavam lá.
Lemmbro-me de tudo o que referem e também da balança, de meter moeda, que estava junto à esquina.
Se alguém puder responder, agradeço.
Guilherme de Almeida
g.almeida50@gmail.com

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