19 comentários:
De Valdemar Alves a 24 de Outubro de 2008
Soberbo!!!
A música e a atmosfera de uma Lisboa (e de um País), que ficou lá longe. Parabéns e muito obrigado por este extraordinário blog. Cumprimentos. Valdemar Alves
De Bic Laranja a 24 de Outubro de 2008
Obrigado eu!
Cumpts.
De Roberto a 24 de Outubro de 2008
Eu nasci na Mouraria
Num prédio que resistia
Ao progresso que o venceu
Um dia, tanto gingou
Por fim, não se aguentou
E de saudades morreu
...
(O que sobrou da Mouraria)
De Bic Laranja a 25 de Outubro de 2008
Se é uma pergunta: sobrou uma ferida enorme no coração de Lisboa.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 24 de Outubro de 2008
Caro Bic:

Fabuloso! Faço minhas as palavras do Caro Valdemar Alves. E a junção do Fado Malhoa à imagem lança uma torrente de emoções neste coração de Lisboeta já com uns anitos em cima.

A Lisboa que o Caro Bic aqui evoca é anterior à minha existência terrena, mas ainda recordo certos trechos dela da minha meninice. Atmosferas agora engolidas pela globalizante e destruidora barbárie actual.

Um Bem-Haja!
De Bic Laranja a 25 de Outubro de 2008
Obrigado! Igualmente.
De Atentti al gatti a 25 de Outubro de 2008
Ou é coincidência ou estou a tornar-me sentimental (será da idade?). Primeiro foi a foto da E.N.117 e agora é esta. Embora a data da foto seja anterior à minha chegada a este planeta, ainda me lembro de vêr o Arco do Marquês do Alegrete na sua agonia final. Lembro-me, até, de o meu pai comentar para os conhecidos, em ar de brincadeira, que o Arco estava assim porque um eléctrico tinha chocado contra ele.
O Fado Malhoa era frequentemente cantado pela minha mãe - baixinho, porque assím o obrigava sua timidez - numa época em que era vulgar as mulheres cantarem durante as lides domésticas.
Nos inícios dos anos 70, ainda subsistiam, desgarrados, a cabine telefómica e o "anexo" que está entre ela e o cinema e que era uma "tasca", minúcula e sebosa, onde o pessoal vinha "molhar o bico" nos intervalos das "fitas" do Salão Lisboa, mais conhecído como o "Piôlho".
Agora, que tem sido recordado José Cardoso Pires, deu-me para pensar que ele talvez gostasse de ter conhecido este blogue.
A.v.o.
De Luciana a 25 de Outubro de 2008
Esta Praça - e a velha Moraria - infelizmente nunca cheguei a conhecer. Já as visitei vezes sem conta na minha imaginação... E através de magníficas imagens como esta!
Tendo vivido muitos anos por perto, nunca entendi como foi possível massacrar um bairro inteiro para deixar – para sempre – só caos e ruínas!...
Ver, hoje em dia, toda esta zona… é de fazer chorar as pedras da calçada!
Curiosamente vivo agora numa outra zona – Sete Rios - em que se me ocorre dizer exactamente o mesmo!...
São décadas e décadas de massacres, que parecem ainda não ter servido de lição! :-(

Abraço
De Luciana a 25 de Outubro de 2008
PS- E que bem ficaria o velho Fado Malhoa aplicado à bela Avenida José Malhoa… lindo exemplo de modernismo e respeito pela estética citadina!... :-(
De Bic Laranja a 25 de Outubro de 2008
É uma rica ironia. A tacanhez do entendimento de progresso está no Martim Moniz e lá na José Malhoa. Um fado Malhoa pleno de ironia, de feito.
Com o pintor às voltas no túmulo, com certeza.
Cumpts.
De Bic Laranja a 25 de Outubro de 2008
Tenho ideia que se fazem estas coisas com grande inconsciência. E depois com o disparate metendo-se pelos olhos dentro é impossível que não se chegue à conclusão que melhor era estar quieto.
Cumpts.
De Bic Laranja a 25 de Outubro de 2008
Só em 1987 com o 1º vol. da «Lisboa Desaparecida» fiz caso do arco. A minha mãe falou-me do arco quando passávamos de eléctrico, ainda a cabina lá devia estar, mas então não me fazia sentido.
O gracejo do seu pai tinha espírito.
Cumpts.
De MCV a 25 de Outubro de 2008
Há uns anos, coisa de quase vinte talvez, no centro de São João da Madeira vi colados vários papéis em que se exigia a demolição de uma "vergonhosa casa velha" (era qualquer coisa do género a expressão) que se encontrava ainda de pé numa das principais artérias da então "jovem" cidade.
Vi depois que a petição (a exigência) tinha fortes apoios entre a populaça. É ir lá hoje e ver que "bela" é a cidade!
Abraço
Bem merece as distinções este blogue.
De MCV a 26 de Outubro de 2008
Já agora acrescento este fado, com sua licença.
De Bic Laranja a 26 de Outubro de 2008
Não conheço São João da Madeira. Mas será uma cidade jovem, pois então. Em sendo jovem quer-se tudo moderno.
Grato pelo fado de Dª Teresa de Noronha, que vem muito a calhar.
Cumpts.
De Atentti al gatti a 26 de Outubro de 2008
A propósito: para quem ainda lá não foi, recomendo vivamente a exposição "Lisboa 1758 - O Plano da Baixa Hoje". A entrada custa 3E.e pode ser vista nas instalações dos Correios, na Praça do Comércio. Entre tantas outras, também lá se encontra uma foto muito semelhante a esta. Mas tem muitos mais motivos de interesse, como a grandiosa maquete da Lisboa pré-Pombalina, um desenho à mão da zona ribeirinha, duma realismo e pormenor capaz de fazer inveja a muitas máquinas fotográficas, etc, etc. Encerra no final deste mês, penso eu.
A.v.o.
De Bic Laranja a 26 de Outubro de 2008
Grato pela sugestão. A ver se ainda a apanho. Cumpts.
De [s.n.] a 28 de Outubro de 2008
Salão Lisboa...
o famoso piolho!
De Bic Laranja a 28 de Outubro de 2008
Sim senhor.
Cumpts.

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