10 comentários:
De Bic Laranja a 18 de Novembro de 2007
Réprobo: Bom neste caso a única digestão foi o pastel de nata; que não era palha com creme, eh eh. // Pitx e Pedro: Saudades, hem?! Foi por 81 ou 82, sim. Durante algum tempo a rotunda esteve feita mas a rua mantinha-se, atravessando-a pelo meio. // Cumpts.
De Pedro Gonçalves a 18 de Novembro de 2007
Que saudades, fazer esta estrada descer a alameda...Acabou quando, 25/26 anos?
Abraço
De Pitx a 18 de Novembro de 2007
grande, grande post.

ou melhor, grande, grande arrepio com esta foto.

aquele enooooooorme abraço!
De O Réprobo a 18 de Novembro de 2007
Bela recordação, Meu Caro Bic. Mas quanto ao dizer da Senhora Sua Mãe, cabe comentar que folgo ver ter sido poupada a certos textos que este seu criado teve de digerir... Abraço
De Bic Laranja a 18 de Novembro de 2007
Dois radiosos luares mais rápidos que os autocarros na Rua Larga, mas mais discretos! Grato pelos comentários. :)
De Luísa a 18 de Novembro de 2007
Caro Bic Laranja: revejo sempre pedacinhos da minha própria infância nestes seus expressivos quadros. Confundir massa folhada com palha? Mas claro! :-)
De Luar a 18 de Novembro de 2007
Adorei Amigo Bic!!! Bolo de palha..... Lindo!!!
De F.M. a 12 de Março de 2008
Chão sagrado! Nele rompi as sandálias da infância, os Ténis da juventude e os sapatos de adulto.
De attenti al gatti. a 13 de Março de 2008
Há horas de sorte! Nem sabia que se chamava "Larga" porque sempre a conhecí como "Rua Nova". Em flash back vejo na parede branca, ao fundo do lado esquerdo, no enfiamento do último poste, um portão de ferro largo e baixo, sempre aberto, onde começava um caminho que ia dar a uma quinta (Olaias?). O trigo chegava ao muro desse lado e, quando ondulava com o vento, fazia um remoínho fantástico, junto ao tal poste. Do mesmo lado, no exremo contrário estão o que penso serem os restos de umas barracas, que arderam numa noite de Natal, tendo morrido gente, o que deu direito a notícia de jornal e a "romaria " no dia seguinte.Do lado contrário, um pouco atrás do autocarro, lá está o troço da Azinhaga ( do Carrascal, seria?) que levava ao "Casal Novo 1888", segundo inscrição sobre o portal,(que jaz sepultado sob aterro da Escola António Arroio) acabando logo a seguir no aterro da R. Ferreira do Amaral. Daí para cima era caminho de pé-posto. Mesmo nestas condições, teve de servir de caminho alternativo ao trânsito de ligeiros, quando a R. Nova, não obstante sê-lo efectivamente, teve um aluimento do piso, deixando a Picheleira sem autocarros e sem o seu melhor acesso. Entre a Azinhga e o tapume à direita, no limite da fotografia, costumava assentar arraiais uma pista de carrinhos de choque. Este tapume serviu de frente a um negócio de ferro-velho, que mais tarde se transferiu para o gavêto da C. Falcão com a F. do Amaral, ocupando as instalações da Pastelaria Chinesa, cuja vida foi efémera, talvez por ser demasiado "chic" para o local em questão. Seguia-se, mais ou menos por esta ordem, a padaria (técnicamente, um depósito) do tal pastel de nata "de palha", uma pequena tasca, uma loja de candeeiros, outra tasca, atípica e maior que a primeira e finalmente o prédio (que vê na outra foto) do "Manelinho", um "menino fino" cujos pais tinham uma capelista na R. Barão de Sabrosa, fente à Calçada da Ladeira. Nesta última tasca começava- se a fritar chicharro ainda antes de o Sol nascer e que era adquirido pelos "homens das obras" a caminho do trabalho e guardado nas "lancheiras", umas robustas malas em madeira e cuja tampa abria lateralmente para poderem servir de assento. O cheiro da fritura era pouco abonatório da qualidade do óleo, experiente conhecedor de várias gerações de peixes. Perante cheiros identicos, era frequente ouvir-se na Picheleira a frase "cheira a fritos do Rodrigues".
Fico-lhe grato pelo feliz achado e pelas recordações que ele me touxe. Cordiais saudaçõs.
De Bic Laranja a 14 de Março de 2008
Há horas de sorte pois! Este seu comentário fez ao verbete o mesmo que o vento fazia ao trigo da Quinta das Olaias, de cujo portão só guardo memória por ouvir o meu irmão falar. O casal Novo 1888 já o sabia sepultado lá onde diz. A azinhaga que por ele passava chamava-se precisamente Az. da Picheleira, que no troço a partir da parede branca que lhe dá o flashback ganhou foros de calçada nos alvores do bairro. A Rua Larga seria com a mesma propriedade Rua Nova, dois casos de toponímia popular (a mais natural). É emocionante ouvir velhas novidades e belas descrições destes lugares. Todo o cenário volta a ganhar vida. Muito obrigado pelo seu extraordinário comentário. Cumpts .

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